segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

DEIXOU SEMENTES PLANTADAS NO CORAÇÃO DE MARTINS



A paróquia de Martins
De Deus teve a proteção
Para promover um filho
Munido de vocação
Ordenou-se sacerdote
Fiel a religião

Recebeu uma Missão
Antes de ser ordenado
Pra trabalhar em Patu
Fez além do esperado
Depois da ordenação
Pra pároco foi enviado

Como tinha conquistado
O pessoal patuense
Pediram ele de volta
Gostamos do martinense
O bispo aceitou dizendo
Este padre lhes pertence

O povo querendo vence
Foi assim que aconteceu
Dom Mariano Manzana
Com gosto ao povo atendeu
E o mandato de pároco
Possídio Lopes exerceu

Foi bom porque aprendeu
Na luta do dia a dia
O povo bem satisfeito
Dizendo nós merecia
Um padre como Possídio
Nesta nossa freguesia

Era maior alegria
Na vida daquela gente
Toda Paróquia feliz
Padre Possídio a frente
Como administrador
Fiel simples e competente

Aconteceu de repente
Uma forte remoção
O bispo diocesano
Agiu com disposição
Levando pra diocese
Padre Walter nosso irmão

Fez uma investigação
Pra achar substituto
Pensou muito avaliou
Por ser difícil o produto
Sentiu firmeza em Possídio
No seu pensamento oculto

Volto para árvore o fruto
Que a tempo está isolado
O pessoal de Martins 
Que chora desesperado
Com a saída de Walter
Vão ficar mais conformado

Fez tudo bem planejado
Para depois convidar
Pessoalmente o convidou
Ele disse sem pensar
Aceito de coração
Pra minha terra voltar

É muito bom ajudar
E ao meu povo servir
Por isso é gratificante
Esta missão assumir
De evangelizar o povo
E seu afeto sentir

Ele pôde prosseguir
O que estava encaminhado
Por padre Walter Colliny
Que estava enraizado
No coração de Martins
Os seus serviços prestado

Possídio bem preparado
Já conhecia o terreno
Foi buscando o coletivo
Com o seu jeito sereno
Entrevistando os fies
Do maior ao pequeno

Do branco ao moreno
Se tornou um bom pastor
Cuidando bem do rebanho
A vida dando valor
Suas características
Honesto e trabalhador

O sentimento do amor
Sempre foi seu companheiro
Quando o fardo era pesado
Ele o tornava maneiro
Conduzindo o ministério
Servindo ao Deus verdadeiro

Fez um estudo primeiro
Para poder planejar
Sua agenda pastoral
A fim de beneficiar
Comunidades rurais
E as missas celebrar

Procurou priorizar
Com a missa semanal
Aos polos pertencentes
A área paroquial
E também rezando missas
Em cada zona rural

O seu maior ideal
É a evangelização
Capacitou muitos leigos
Com cursos de formação
Tendo a palavra de Deus
Como fundamentação

Assim entrou em ação
Os teus serviços prestando
Desde de dois mil e dez
Os leigos colaborando
Nossa igreja é um palco
Com muitas vagas sobrando

Seis anos está completando
Deste incansável pastor
Presente nesta paróquia
Celebrando com amor
A palavra de Jesus
Nosso amado salvador

Quando o bispo observou
A sua luta esforçada
Disse vou facilitar
Um pouco a sua jornada
E conseguiu outro padre
Só por uma temporada

Não demorou quase nada
Arranjou padre Iraildo
Chegando nesta paróquia
Foi muito bem recebido
E os trabalhos de Possídio
Com ele foi dividido

Dois anos padre Iraildo
Prestou serviços aqui
Quando completou o tempo
Ele não queria ir
Pois estava adaptado
Com o pessoal daqui

Como tinha que sair
Partiu deixando saudade
Possídio ficou sozinho
Com responsabilidade
E Iraildo está de volta
Na sua localidade

Como grande novidade
Padre Dian foi mandado
Para ajudar na paróquia
De Deus é um enviado
Possídio com Dian Carlos
Ficou sendo bem duplado

O povo muito animado
A Jesus agradecia
Pelos trabalhos dos dois
Feito com muita alegria
Quando um estava na serra
O outro a serra descia

Todo espaço preenchia
Do sítio até a cidade
Durante a semana tinha
Missa na comunidade
Se não fez os cem por cento
Conseguiu mais da metade

Inovação novidade
Tinha o gosto de fazer
Assembleia paroquial
No intuito de crescer
Os grupos e as pastorais
Para os fortalecer

C om isto ele fez nascer
O conselho paroquial
Transparências nos trabalhos
Era a meta principal
A reunião por polo
Acontecia mensal

O CPP afinal
É um grupo inteligente
Padres,freiras e secretária
Faz um trabalho decente
E de cada polo tem
Um leigo ou leiga presente

Estava bem com a gente
Quando a notícia bradou
Houve uma reviravolta
Teve gente que chorou
Possídio vai nos deixar
O bispo já publicou

Nove anos completou
Da sua ordenação
Nossa Senhora das Dores
E também da Conceição
A mesma Nossa Senhora
Puxa Possídio indo embora
Segurando pela mão.

(HELENA BEZERRA)



quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O EVANGELHO DAR SENTIDO A VIDA



A Paróquia de Martins
Incentivou a estudar
Criou ideias e na prática
Conseguiu logo botar
Vários grupos se formaram
Famílias evangelizaram
Orientando a rezar

O Evangelho de João
Dos três o mais diferente
Os outros apontam milagres
João mostra concretamente
Sinais feitos por Jesus
E sua morte de cruz
Pela salvação da gente

Vinte e um capítulo tem
Este famoso evangelho
No Prólogo vê-se a junção
Entre o novo e o velho
A palavra existia
Como existe hoje em dia
Velho e novo assemelho

Observando os sinais
Água transformada em vinho
Cura feita por mensagem
E do paralítico sozinho
Esperando na piscina
Que a água cristalina
Molhasse ele um pouquinho

Multiplicação dos pães
Andar no mar agitado
E o cego de nascença
Completamente curado
De Lázaro a ressurreição
Chamou pra fora o irmão
Que estava sepultado

Jesus fez esses sinais
Pra demonstrar o amor
A fé e a caridade
Desafiando o opressor
Que muito o ignorava
Quando no sábado curava
Lhe chamavam traidor

Jesus veio pra servir
E não para ser servido
Curou cego e aleijado
Perdoou até bandido
Abasteceu o faminto
Bateu de chicote e cinto
Vendo seu templo invadido

A bíblia é fonte de vida
Que nos dá sustentação
As partes dos evangelhos
Nos chamam mais atenção
Depois de ter estudado
Hoje se faz encerrado
O Evangelho de João

O amor é o resumo
De tudo que Jesus fez
O Evangelho de João
Dar testemunho a vocês
Quem duvidar vá pegar
A bíblia pra estudar
O Evangelho outra vez.

Autora: HELENA BEZERRA.
Em -25-11-2015.





quinta-feira, 19 de novembro de 2015

ZUMBI HEROI RESISTENTE



Zumbi era alagoano
Com seis anos aconteceu
Um gesto de desacato
Na família apareceu
E Zumbi sentindo medo
Dentro da mata correu

Alguém encontrou e deu
A um homem competente
O educou na fé católica
Ele muito inteligente
Mas trazia sua raça
Guardada na sua mente

Cresceu amigavelmente
Com Ganga Zumba seu tio
Que liderava o Quilombo
Enfrentando desafio
Perseguição portuguesa
Vindo por terra ou por rio

Entre o calor e o frio
O sadio e o doente
Ele se fez homem forte
No meio daquela gente
Disposto pra enfrentar
Lutas com gente valente

O poder extremamente  
Com a maior ambição
Fez oferta de paz
Mas com uma intenção
Se apossar do Quilombo
E a sua produção

Houve uma aceitação
Do Zumba que liderava
Mas Zumbi disse não
É só o que me faltava
A coroa portuguesa
Todo negro massacrava

A luta acelerava
Zumbi a frente tomou
Ganga você é um frouxo
Com muita força gritou
A liderança é minha
E a negrada apoiou

A contenda se travou
De negro com português
Quinze anos no comando
Zumbi muita coisa fez
Como era minoria
O Quilombo se desfez

A perseguição se fez
Na intenção de tomar
O Quilombo dos Palmares
Até poder se apossar
De tudo que os quilombolas
Poderam  organizar

A investida militar
Usando das agressões
Desmanchou dos quilombolas
Seus projetos e ações
Que já viviam vencendo
Todas as perseguições

Muitas organizações
Com seu grupo organizado
Zumbi vivia fazendo
Mas se tornou derrotado
Por soldados militares
Foi o Quilombo atacado

Por Jorge velho comandado
Ficou tudo destruído
A batalha foi sangrenta
Seu líder saiu ferido
Por um dos seus companheiros
Zumbi se tornou traído

Foi cochichar no ouvido
Daquele grupo agressor
Que fez a destruição
Mando do governador
Disse Zumbi tá ali
Se acabando de dor

Sem piedade e amor
Foi seu corpo judiado
Quarenta anos de idade
Foi morto e degolado
Dia vinte de novembro
Ele foi assassinado

Zumbi é considerado
Na história brasileira
Um símbolo de resistência
Que ergueu sua bandeira
Lutando pelos direitos
Da sua raça negreira.

Escreveu : HELENA BEZERRA




















sexta-feira, 6 de novembro de 2015

UM TUMULTO INESPERADO




Dia cinco de novembro
 Assim que amanheceu
Um estrondo diferente
No alto apareceu
E o povo sobressaltado
Pro meio da rua correu.

Um helicóptero voando
Tão baixo tirando  fino
Nos tetos das moradias
Mudou do povo o destino
Acordando pra correr
Adulto velho e menino
.
O helicóptero por cima
O povo em baixo correndo
Não sabia do motivo
Que estava acontecendo
Uma hora era subindo
Outra hora era descendo

Até aquelas velhinhas
Que gostam de repousar
Correram de camisolas
Nem café pôde tomar
Afim de saber e ver
Onde ele ia pousar

Pousou perto duma praça
O povo chegou primeiro
Uma nuvem de poeira
Formou-se muito ligeiro
Espanou terra nos olhos
Do primeiro ao derradeiro

Viram que era polícia
Com fuzil em posição
Apontando para frente
Ou em outra direção
Curiosos avançando
Pra entrar no avião
.
Avançaram pra saber
O que tinha acontecido
Um policial gritou
Afasta povo atrevido
E o fecha fecha do povo
Fez o trânsito interrompido

O prefeito da cidade
Pra não ter constrangimento
Decretou facultativo
Não houve atendimento
Disse sozinho eu não fico
Vou ver este movimento

O sol quente como brasa
Suor no corpo escorrendo
 Uns calados outros gritavam
O que está acontecendo?
Será que é um bandido
Que tá aqui escondendo?

Água sobrava nas pipas
Ninguém não dava atenção
Quem ia olhar ficava
No meio da população
Um olho no policial
E outro no avião.

Ficaram até meio dia
Naquele sol causticante
A população ali
Não arredava um instante
Vendo o famoso helicóptero
E o capitão Brilhante.

Investiam novamente
Polícia nós quer saber
Porque vocês tão aqui
Os homens sem responder
Fecharam a cara dizendo
O que vocês vão querer

Este dia foi marcante
Abalou a estrutura
A massa frutuosense
Com polícia se mistura
A fim de saber o certo
Quem a policia procura.
Helena Bezerra

sábado, 24 de outubro de 2015

A VOZ DO AÇUDE



Eu tive meu nascimento
Pelos outros planejado
Fui nascendo devagar
Pelas dôres ajudado
Quando cheguei foi sucesso
Parecia que o progresso
Vinha também do meu lado

Fui crescendo devagar
A natureza ajudando
Até que fiquei formado
Toda hora trabalhando
Em muitas atividades
Mil e umas atividades
Iam de mim explorando

Ao romper da alvorada
A brisa soprava fria 
Passava a noite aquecido
Quando a brisa me envolvia 
Soltava um som tão bonito
Sumia no infinito
Com a chegada do dia

Água tinha em abundância
Pra tudo que precisava
Um recipiente cheio
No ano que não sangrava
Nada ia enterroper
Não dava nem pra saber 
Se o meu nível baixava

Forneci muito alimentos
Para o povo do sertão
Matei a fome do povo
Salvei vidas fiz questão
De abastecer as mesas
Diminuindo as depesas
Com arroz milho e feijão

Batata doce e tomate 
Eram muito procuradas
Para outras regiões
Elas eram exportadas
Geraram empregos rendas
Eram muitas encomendas
Pelo povo encomendadas

O lazer era infalivel
Todo final de semana
Recebi muitos turistas
Da terra paraibana
Pulavam do meu chapéu
Só não era como o céu
Porque consumiam cana

Navegavam de canoa
Pescavam peixe e comiam
O que sobrava da farra
Para o comercio vendiam
Era grande a abundância
Ninguém media a distância
Pra ter o que pretendiam

Quando a chuva caia
Iniciando o inverno
Peixes formavam cardumes
Subia e ficava externo
Até criança pegava
Como era liso soltava
Lama e terra era seu terno

Pobre que não tinha nada
Se tornou um fazendeiro
Platava capim que dava
Pra ganhar muito dinheiro
Criava gado e vendia
E o leite garantia
Todo dia o seu têmpero 

Me tornei ponto turistico
Oferecendo lazer
Somente durante o dia
A noite poucos iam ver
Quando a água se bulia
Ele ia aparecer

A lenda diz que o formato 
Parecia um animal
Dois metros de comprimento
A largura era normal
Piabas festa fazia
Uma voz no ar dizia
Se afugentem do mal

Uns viam e outros não
Aquele bicho falado
Era o assunto do povo
Isso é um pagão jogado
A mãe pra não ser falada
É assassina malvada
Ele quer ser batizado

Depois que as águas baixaram
Tudo desapareceu
O bicho lá do açude
Com a quintura morreu
Ta enterrado na lama
Quam deu tanto ibop e fama
Ninguém nunca conheceu

Era muito visitado
Por gente e animais
Se refrescavam nas águas
Me exploravam demais
Destruindo minha vida
Abriam tantas feridas
Que não saram nunca mais

Fui agregado do povo
Pra todas as necessidades
Disposto para servir
A muitos localidades
Do trabalho ao lazer
Água para abastecer
Fazendas sítios e cidades

Os anos foram passando 
E eu fui adoecendo 
Gemia ninguém ouvia 
Dia e noite padecendo
Sem perceber o motivo
Me tornava num cativo
Do que estava sofrendo

Senti uma força forte
Mandando eu observar
Vi esgoto imundo entrando
Onde não podia entrar
Os animais que morriam
Depois que apodreciam
Vinham em mim despejar

A imundice trazida
Pelas mãos que ajudei
Jogados dentro de mim 
Confesso que fracassei 
Mais de setenta por cento 
Foi o maior sofrimento
Que muitos anos enfrentei

Ainda pude observar 
Uma grande podridão
Penetrando em minhas veias
Descendo até o porão
Onde a água limpa e pura 
Com sujeira se mistura
Formando a poluição

Ainda fui mais além
De susto fiquei parado
Virei uma grande fossa
Que povo mal educado
Vão matar de sofrimento
O pivor do sofimento 
Que nos lares tem chegado

Chorei muito de tristeza 
Sentindo muita agonia
As vertentes soterrados
Escavação na sangria
Tanta água destruida
Aos poucos tirando a vida
De quem com gosto servia

E assim foi muitos anos
Sofrendo para sustentar
Familias de longe e perto
Que quisesse trabalhar
De mim tirava o sustento
Mas se moresse um jumento
Trazia pra me ofertar

Assim ia acomulando
Toda imundice que havia
A CAERN ia tratando
Mas muito pouco servia
A chuva foi se afastando
O poço grande secando 
Seu volume todo dia

A mãe natureza disse
Meu filho a dor te sufoca
A ingratidão do povo
Todo o mal te provoca
Mas continue na missão
Mesmo com perseguição
Ofereça o bem em troca

Olhando ao meu redor
Vejo tudo se acabando
Capim tostado fedendo
A lama toda rachando
Os peixes todos morrendo
Dentro da lama batendo
E outros se sufocando

A minha água fedida
Todo mundo aproveitava
Seu volume foi baixando
Ao povo preocupava
Até que que chegou o dia
Na torneira não saia
Nenhuma gota pingava

Estou com mais de oitenta
Prestando serviço ao povo
Ninguém me reconheceu
Morro pra nascer um novo
Que possa exigir respeito
Pra não sofrer do meu jeito
Igual a um pinto no ovo

Adeus dias de alegria 
Quando as chuvas me enchia
As águas das cachoeiras
Em busca de mim descia
Adeus vazantes adeus campos
Adeus luz dos pirilampos 
Quando terminava o dia

A todos meus usuários
Minha recomendção
Que nunca falte dinheiro
Coragem e disposição
Aprendam economizar
Pra nunca água faltar
Em cada habitação

Esta é minha despedida 
É longa minha história
Os meus primeiros contatos
Ficou gravado em memória
Meu lema foi ajudar
Sofri muito pra chegar
Ao final da trajetória

Termino clamando aos céus
Não deixe o sol me queimar
Leve um pouquinho de mim 
E se puder transformar
Faça ao menos chuva fina
Cair como uma neblina
Na hora deu expirar.

 HELENA BEZERRA.


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O LAR É UMA FAMÍLIA



O lar não é uma casa
É como a família é
Unida dialogando
Construindo sua fé
Sem esquecer a família
Que viveu em Nazaré

Num lar bem edificado
O lema é dialogar
Sendo de comum acordo
Para a discórdia evitar
Planejam conjuntamente
As obrigações do lar

A noite sempre agradecem
Pelo dia que viveram
Das atividades feitas
Das coisas que aconteceram
Pedem perdão pelas faltas
Que no dia cometeram

O casal se entende bem
Quando sabe respeitar
Os limites do seu cônjuge
Sem nunca prejudicar
Sua personalidade
E também seu bem estar  

Com a chegada de um filho
Seja menino ou menina
Provoca muitas mudanças
Deus é mestre que ensina
Aos pais se adaptarem
A uma nova rotina

Aquelas noites dormidas
Ficam na recordação
São poucas horas de sono
Com choro e amamentação
Troca de fraudas e chupeta
A maior ocupação

Fica tudo diferente
Na vida de um casal
Precisa adaptações
O cuidado é integral
A sobrecarga e cobrança
Neste período é normal

O diálogo é fortaleza
Pra manter a união
Mesmo o filho precisando
De um fardo de atenção
Não pode perder o clima
Duma boa relação 

Da luta nasce o cansaço
Mas compensa a alegria
De ver seu fruto viver
O amor do dia a dia
Alimentando nos dois
A coragem e a energia

Os pais são fortes colunas
Pra família sustentar
Pondo confiança em Deus
E a união confirmar
Pra seguir o rumo certo
Do seguimento do lar

O diálogo é obra prima
Pra ambos sentir-se bem
Compartilhando o que sente
Desabafando também
São formas de ajustar
As dúvidas que o casal tem

Os desafios os problemas
Aparecem com certeza
Pra procurar resolver
O diálogo é a defesa
Um casamento saudável
É uma grande riqueza

Pai e mãe tenha humildade
De praticar o perdão
De reconhecer o erro
Saber dizer sim e não
Apresentar bons exemplos
A melhor educação

Se não houver o perdão
Toda família adoece
Uma arena de conflitos
De quando em vez aparece
Sem perdão nunca há paz
E o amor desaparece

A mágoa no coração
É um autodestrutivo
Veneno intoxicado
Que mantém um ser cativo
Armazenando rancores
Matando quem está vivo

A família deve ser
O palco de perdoar
De unir os desunidos
Ensinando sem cessar
O caminho da verdade
E o prazer de amar 

Uma vida conjugal
Vivida com segurança
É um conforto no lar
Alegria e confiança
É o maior aconchego
Na vida de uma criança

Família vivendo assim
Está quase em extinção
Entre cem se encontra uma
Assumindo a posição
De enfrentar desafios
Pra vencer a união. 

Autora; Helena Bezerra.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

IV VAQUEJADA DO SITIO CATOLÉ





Neste doze de setembro                                                                
O suor corre na testa
O Catolé se organiza
Pra promover esta festa
É a quarta vaquejada
Que a comunidade atesta

Vamos fazer desta festa
Um palco de animação
Vaqueiros e boiadeiros
Lutem com disposição
Pra fazer deste lugar
O coração do sertão

Já se tornou tradição
Nas terras de Zé de Doca
Quando é no mês de setembro
Zé se organiza e coloca
Tudo pra servir ao povo
Da água até a pipoca

Muito cedo ele convoca
Gente pra participar
Desta grande vaquejada
Uma festa popular
Reativando a cultura
Do povo deste lugar

 O seu foco é animar
E manter esta cultura
De gado, cavalo e gente
Vai fazendo esta mistura
É a festa mais descente
Que o sertanejo procura

No fim da festa se apura
O que foi realizado
Do trabalho de vaqueiro
Ao tratamento do gado
Forró corrida e aboio
E o primeiro colocado

Tudo é bem organizado
Pela família de Zé
Trabalha antecipada
Em Jesus botando fé
Pra fazer a vaquejada
Deste sitio Catolé

Muito sedo está de pé
A equipe que organiza
Verifica os animais
Até no local que pisa
Do jequi ao fim da pista
Todo trajeto revisa

 Sem gibão e de camisa
O vaqueiro hoje se veste
Mas seu talento guardado
Na corrida faz o teste
Por que é o sertanejo
Mais disposto do nordeste

É bom que se manifeste
Depois da sua inscrição
Visite a nossa barraca
Coma e tome um bom pifão
Pra poder derrubar boi
Puxando o rabo com a mão

Em corrida de Mourão
Tem bebedeira e forró
Pra fortalecer vaqueiro
Tem caldo de mocotó
E dançarino suado
Do pé até o gogó

Quando a mão aperta o nó
Só se escuta a quebradeira
Do boi caído no chão
Chega levanta a poeira
E as quatro patas mostrando
O vencedor da carreira

 Saudamos a padroeira
Conceição Aparecida
Protetora dos vaqueiros
E defensora da vida
Te pedimos urgentemente
Que proteja esta gente
Desta terra tão querida

Escreveu: Helena Bezerra

Frutuoso Gomes. 07/09/15

terça-feira, 25 de agosto de 2015

VANTAGENS DO CELULAR

Um pequeno tele móvel
Com muitas utilidades
facilitador do povo
Em efeitos e qualidades
Comunicador veloz
Pra todas as necessidades

Com a voz e a escrita
O dono faz opção
São muitos aplicativos
A sua disposição
Tudo pra facilitar
A vida do cidadão

Em casa você resolve
Tudo que quiser comprar
Bate-papos com amigos
E se quiser namorar
tem gente te aguardando
Na tela do celular

Tem máquina calculadora
Jogos,filmes e gravador
Pesquisas em vários temas
Câmera,arquivo e despertador
Variedades de músicas
Ninguém mede seu valor

Conectado na Net
Navega no mundo inteiro
O difícil fica fácil
Cabe tudo e é maneiro
De todas as invenções
Ele é o pioneiro

AUTORA: HELENA BEZERRA

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

DESVANTAGENS DO CELULAR

A máquina mais poderosa
Que a técnica pode inventar
Foi  um pequeno aparelho
Com poder de viciar
A mente do ser humano
Ligada no celular

O espaço do diálogo
Que nas famílias havia
O celular tomou conta
Há mudança a cada dia
Ninguém almoça na mesa
Nem reza a Ave-Maria

O pai com um celular
A mãe com outro também
Os filhos no mesmo ritmo
Não obedecem a ninguém
Só no mundo virtual
Flutuando no além

É muito comum se vê
Esta comunicação
Desgastando o pessoal
Que nunca presta atenção
Como usar o celular
Sem causar destruição

Só resta uma esperança
De um dia melhorar
Se os pais se orientassem
Para os filhos orientar
A fazer o uso certo
Das teclas do celular

domingo, 26 de julho de 2015

DIA DOS AVÓS



Mãe duas vezes é avó
Se for três vezes é bisa
O  amor feito em partilha
O coração se organiza

Jesus é quem concretiza
Amor firmeza e carinho
A mulher mãe e avó
Que trilha bem o caminho

Entre alegria e espinho
Mãe acompanhada ou só
Se sente muito feliz
Quando passa a ser avó

Faz do seu neto um xodó
Pra amar e querer bem
Tudo que sente por filhos
Sente por netos também

Acaba dizendo amém
A tudo que neto faz
Em vez de ter pulso forte
O neto faz e desfaz 

Depois de moça ou rapaz
Deixam  eles desprezados
Não dão a mínima importância
A  seus avós dedicados

Existem avós coitados
Pelos netos esquecidos
Também existem avós
Amados e muito queridos

Outros já tem falecido
Quando o neto vai nascer
Tem neto que só por foto
Pode os avós conhecer

Já outros sentem prazer
De conhecer seus bisnetos
Quando se prolonga a vida
Com amor paz e afetos

Famílias fazem projetos
Com bisas mães e avós
Pelo dia dedicado
Pertencente a todos nós

Até as tataravós
Nesta fila estão entrando
Os avós de Jesus Cristo
A todos abençoando.

Autora: HELENA BEZERRA


domingo, 7 de junho de 2015

O ETERNO GIGANTE ADORMECIDO




A inflação era muito moderada
O consumista comprava todo dia
O emprego era sua garantia
Toda conta vivia controlada
De repente deu uma disparada
O país no abismo despencou
O tesouro  guardado se quebrou
No escândalo está comprometido
O eterno gigante adormecido
Sacudiu a cabeça e acordou

Na classe pobre surgiu um grande  avanço
Com projetos que beneficiava
Casa própria o governo liberava
De aluguel alguns tiveram descanso
Financiamento até com juro manso
Proprietário de terra quem ganhou
Cem por cento o governo dispensou
Quando o verão já estava garantido
O eterno gigante adormecido
Sacudiu a cabeça e acordou

Quem saia pra roça numa moto
Rebanhando seu gado todo dia
Já vendeu pra manter a carestia
E guardou o seu controle remoto
Prometendo que não dar mais um voto
A um político safado sedutor
Que promete iludindo o eleitor
Na vantagem ele troca de partido
O eterno gigante adormecido
Sacudiu a cabeça e acordou

A pobreza avançou na produção
Apostando somente no dinheiro
Tudo grátis a partir do mês terceiro
A gestante era um alvo de atenção
Tudo isso entrou na contra mão
Porque Dilma um pacote despejou
O benefício caiu não levantou
Fez voltar a ação do comprimido
O eterno gigante adormecido
Sacudiu a cabeça e acordou

Muitos filhos de pobres se formaram
Nas melhores escolas do país
Agradeciam ao PT  e a Luiz
As oportunidades  que eles ofertaram
Pelo ENEM muitos cursos conquistaram
Quem não fez o ENEM  financiou
Com carência o seu  curso pagou
Hoje vejo o fies interrompido
O eterno gigante  adormecido
Sacudiu a cabeça e acordou

A  energia vivia recheada
Todo mês  era bônus pra  baixar
A pobreza gastava  sem parar
No fim do mês não pagava quase nada
Toda casa de pobre era arrumada
Da TV até  o ventilador
Mas o preço da conta disparou
Pouco  bico de luz é acendido
O eterno gigante adormecido
Sacudiu a cabeça e acordou

TEMA: do poeta   ZÉ BEZERRA. Desenvolvido por  HELENA  BEZERRA.









domingo, 31 de maio de 2015

QUANDO CHOVE NO SERTÃO



O nordeste tem um clima
Propício para o verão
Sempre abaixo da média
Anunciam a previsão
De chuva pra abastecer
Esta nossa região

Se acontecer ao contrário
Tudo fica diferente
Cedo as nuvens se formam
Para o lado do poente
Mas a noite a chuva vem
Do outro lado nascente

Se for chuva muito grossa
Enche os mananciais
Cachoeiras e açudes
Rios transbordam nos cais
E a natureza festeja
Nos cantos dos sabias

O sertanejo aproveita
Para fazer o plantio
De feijão, milho e fava
O arroz é no baixio
Principalmente onde encosta
Água parada do  rio

A cacimba soterrada
Sangra poço e cacimbão
O córrego levando água
Sem saber a direção
Essas senas são constantes
Quando chove no sertão

O capim cresce ligeiro
O mata-pasto também
Carão anuncia enchente
A visita é o vém vém     
Sapo canta noite inteira
Foi e não foi sem ver ninguém

Se a passarada pudesse
Fazer sua orquestração
As quatro da madrugada
Era a melhor diversão
Despertando o sertanejo
Do nosso amado sertão

Estas frágeis criaturas
São constantes ameaçadas
Os predadores os perseguem
As presas são sufocadas
Sem ter direito voar
Numas gaiolas trancadas

O agricultor é o astro
Que brilha na natureza
Sua fé se move viva
Como uma lâmpada acesa
Quando planta aposta e diz:
Tem colheita com certeza

Os grupos dos animais
Fazem festa de alegria
Quando a chuva caí e rola
Principalmente de dia
Da formiga ao boi de carga
Do mosquito até a jia

Nuvens escuras se formam
Por baixo relampejando
O trovão pai da qualhada
A chuva anunciando
E os sertanejos felizes
O temporal esperando

Quando chega faz efeito
Os rolos de água no chão
Muda a cor dos vegetais
Enche poço e cacimbão
E as cachoeiras zoando
Embelezando o sertão

A cantiga do carão
Parece uma serenata
O pirilampo voando
De noite ilumina a mata
E o  tatu sai da toca
Para olhar a catarata

Não faltando no sertão
Chuva boa todo dia
A colheita é garantida
Toda lavoura é sadia
E o sertanejo festeja
Repleto de alegria

Viva o sertão terra boa
Do Nordeste o coração
Que mantem acumulado
A cultura, a tradição. 
Para esbanjar quando chega
O período do São João

Nordestino agricultor
É honesto firme e forte
Planta no seco e espera
        Confia sempre na sorte         
     Homem assim se encontra  
     No Rio Grande do Norte         .

segunda-feira, 18 de maio de 2015

UMA FORMA DE LAZER



Sair do seu habitat
Em  um final de semana
Procurando um bom refugio
É atitude bacana
Exercita as energias
De qualquer pessoa humana

Muito bom quando se busca
Contemplar a natureza
Principalmente na praia
Uma fonte de beleza
Embelezando as pessoas
Com a sua boniteza

As ondas que o vento faz
Gerando seu movimento
Água vai e água vem
Sobe  baixa e dar alento
Aos banhistas que  se  empolgam
No ritmo do pensamento

Foi neste quinze de maio
Que saíram a passear
George Vilma e Laís
Seguindo em busca do mar
E mais oito companheiros
Um grupo espetacular

Gilson Vânia e Cícero Neto
Adson Viviane e Ana
Letícia com tia Helena
Neste final de semana
Sentiram um efeito forte
Da brisa maresiana

Sentir a areia fina
Na palma lisa do pé
Nadar pulando nas ondas
Mergulhar sentir a fé
Naquele que andou nas águas
O Cristo de Nazaré

Barracas expostas na praia
Com muitos consumidores
Vários tipos de comércios
Envolvendo os vendedores
Lucrando além do normal
Explorando os compradores

Um lugar onde as famílias
Vão sempre descarregar
Muitas preocupações
E no local colocar
Energias positivas
Pra vida reanimar

O mar espaço concreto
Misterioso atraente
Água salgada que lava
A pele de muita gente
E cura conforme a fé
Qualquer pessoa doente

A vizita terminada
Se faz agradecimento
A Deus porque permitiu
A dosagem cem por cento
Tranquilizante pra alma
No canal do pensamento

Escreveu:HELENA BEZERRA 
Em 17 de maio de 2015.




quinta-feira, 30 de abril de 2015

ÁGUA VENHA NOS SOCORRER



Venha água aqui mudar o rumo
Das pessoas que vivem sem firmeza
É  o Presente melhor que a natureza
Mandaria  para  o nosso  consumo

Venha água por Deus determinada
Matar a sede do povo nordestino
A falta dela se vê velho e menino
Procurando-a na alta madrugada

Venha água  do céu com abundância
Encher rios regatos ou açude
Água suja nos dá repugnância
Prejudicando demais nossa saúde

Venha água sanar este sofrer
Dos seres vivos que são os vitimados
Sem ter água não há como viver
Muitos morrem por ser desidratados

Autora: HELENA BEZERRA.