domingo, 31 de maio de 2015

QUANDO CHOVE NO SERTÃO



O nordeste tem um clima
Propício para o verão
Sempre abaixo da média
Anunciam a previsão
De chuva pra abastecer
Esta nossa região

Se acontecer ao contrário
Tudo fica diferente
Cedo as nuvens se formam
Para o lado do poente
Mas a noite a chuva vem
Do outro lado nascente

Se for chuva muito grossa
Enche os mananciais
Cachoeiras e açudes
Rios transbordam nos cais
E a natureza festeja
Nos cantos dos sabias

O sertanejo aproveita
Para fazer o plantio
De feijão, milho e fava
O arroz é no baixio
Principalmente onde encosta
Água parada do  rio

A cacimba soterrada
Sangra poço e cacimbão
O córrego levando água
Sem saber a direção
Essas senas são constantes
Quando chove no sertão

O capim cresce ligeiro
O mata-pasto também
Carão anuncia enchente
A visita é o vém vém     
Sapo canta noite inteira
Foi e não foi sem ver ninguém

Se a passarada pudesse
Fazer sua orquestração
As quatro da madrugada
Era a melhor diversão
Despertando o sertanejo
Do nosso amado sertão

Estas frágeis criaturas
São constantes ameaçadas
Os predadores os perseguem
As presas são sufocadas
Sem ter direito voar
Numas gaiolas trancadas

O agricultor é o astro
Que brilha na natureza
Sua fé se move viva
Como uma lâmpada acesa
Quando planta aposta e diz:
Tem colheita com certeza

Os grupos dos animais
Fazem festa de alegria
Quando a chuva caí e rola
Principalmente de dia
Da formiga ao boi de carga
Do mosquito até a jia

Nuvens escuras se formam
Por baixo relampejando
O trovão pai da qualhada
A chuva anunciando
E os sertanejos felizes
O temporal esperando

Quando chega faz efeito
Os rolos de água no chão
Muda a cor dos vegetais
Enche poço e cacimbão
E as cachoeiras zoando
Embelezando o sertão

A cantiga do carão
Parece uma serenata
O pirilampo voando
De noite ilumina a mata
E o  tatu sai da toca
Para olhar a catarata

Não faltando no sertão
Chuva boa todo dia
A colheita é garantida
Toda lavoura é sadia
E o sertanejo festeja
Repleto de alegria

Viva o sertão terra boa
Do Nordeste o coração
Que mantem acumulado
A cultura, a tradição. 
Para esbanjar quando chega
O período do São João

Nordestino agricultor
É honesto firme e forte
Planta no seco e espera
        Confia sempre na sorte         
     Homem assim se encontra  
     No Rio Grande do Norte         .

segunda-feira, 18 de maio de 2015

UMA FORMA DE LAZER



Sair do seu habitat
Em  um final de semana
Procurando um bom refugio
É atitude bacana
Exercita as energias
De qualquer pessoa humana

Muito bom quando se busca
Contemplar a natureza
Principalmente na praia
Uma fonte de beleza
Embelezando as pessoas
Com a sua boniteza

As ondas que o vento faz
Gerando seu movimento
Água vai e água vem
Sobe  baixa e dar alento
Aos banhistas que  se  empolgam
No ritmo do pensamento

Foi neste quinze de maio
Que saíram a passear
George Vilma e Laís
Seguindo em busca do mar
E mais oito companheiros
Um grupo espetacular

Gilson Vânia e Cícero Neto
Adson Viviane e Ana
Letícia com tia Helena
Neste final de semana
Sentiram um efeito forte
Da brisa maresiana

Sentir a areia fina
Na palma lisa do pé
Nadar pulando nas ondas
Mergulhar sentir a fé
Naquele que andou nas águas
O Cristo de Nazaré

Barracas expostas na praia
Com muitos consumidores
Vários tipos de comércios
Envolvendo os vendedores
Lucrando além do normal
Explorando os compradores

Um lugar onde as famílias
Vão sempre descarregar
Muitas preocupações
E no local colocar
Energias positivas
Pra vida reanimar

O mar espaço concreto
Misterioso atraente
Água salgada que lava
A pele de muita gente
E cura conforme a fé
Qualquer pessoa doente

A vizita terminada
Se faz agradecimento
A Deus porque permitiu
A dosagem cem por cento
Tranquilizante pra alma
No canal do pensamento

Escreveu:HELENA BEZERRA 
Em 17 de maio de 2015.