terça-feira, 27 de setembro de 2016

APOSTANDO NA MUDANÇA










Entre ideias e planos
Resolveram unificar
Passados anos e anos
Na disputa pra ganhar
O eleitor virou gente
Todos numa só corrente
Nem bacurau nem bicudo
Atrás dos outros correndo
Fiscalizando e vendendo
O veneno matou tudo

A força da união 
Brotou no meio do povo
Seguindo na direção
De um horizonte novo
Com proposta transparente
Ensinando muita gente
Dois de outubro votar
E aguardar resultado
Depois do cargo empossado
O lema é trabalhar

Pro povo ter confiança
Nos candidatos apostar
É só lhes fazer cobrança
Se nas propostas falhar
Tenham sempre pés no chão
Não subam de avião
Sem poder aterrissar
Pensem antes de fazer
Para se arrepender
E o povo não perdoar

Não prometam sem poder
Cumpri o que prometeu
Se a equipe fazer
Não use o pronome eu
Tratem bem o eleitor
Cultivem sempre o amor
Que é mola principal
É desta forma que ganha
E o pessoal acompanha
Na marcha municipal 
















domingo, 25 de setembro de 2016

ATITUDE CURIOSA


A seca afetou demais
O interior do estado
Matou plantas animais
Secou vale ensopado
Maria do livramento
 Frente a seu aposento
Duas plantas conservava
Muita sombra oferecia
E na casa de Maria
Clima quente não chegava

Quando tudo parecia
Que ia continuar
Sombra fresca água fria
A seca veio mudar
Aquele lugar de prosas
As duas árvores frondosas
Adoeceram e caíram
Marcas no lugar deixaram
Depois que as retiraram
Outras substituíram

Introduziu se cedinho
Outras plantas no lugar 
O pessoal de pertinho
Vieram observar
E dar as opiniões
Surgiram várias versões
Paravam pra perguntar
O que é isso moço?
Tá cavando um poço?
Haja pergunta no ar.

Isso é botija amigo?
Vai plantar o que?
É ninho ou é figo?
Isso é mussambê?
Outro é juazeiro?
Parece um pé pereiro
Melhor se fosse pinhão
Aroeira dona Maria
Muito ligeiro crescia
É a planta do sertão

As motos iam parando
Os motoqueiros Descendo
 Os carros iam encostando
O que está acontecendo?
Pedestres se acumulavam
Opiniões não faltavam
Sendo eu fazia assim
Maria bem chateada
Com a cara enfarruscada
Saiam de perto de mim.

Depois dessa ela avisa
A quem quiser consertar
Até mesmo uma camisa
Vá logo se preparar
Para as perguntas aceitar
Ingira cedo um purgante
A sua função garante
O estresse afugentar
Com muita calma dizer
Se  não souber responder
É muito melhor calar.

HELENA BEZERRA.























terça-feira, 20 de setembro de 2016

VOLTANDO DA FEIRA

Senti a necessidade
De viajar bem cedinho
O dinheiro bem curtinho
De trinta só a metade
Pra ir a outra cidade
Um negócio resolver
Então decidi descer
E esperar o caminhão
Que tinha obrigação
Levar feirista e trazer.

De outra cidade vinha
Este transporte esperado
Consegui uma vaguinha
Num grande amontoado
Saí com pé enganchado
Na trave do caminhão
Recebendo arranhão
Dum arame enferrujado
Balaio de ovos ao lado
Pra eu prestar atenção

Naquele percurso certo
Rezava-se oração
Estava ali por perto
São Cristovam Damião
Pra proteger na estrada
Quase toda parada
Entrava um passageiro
Aqui acolá um cheiro
Desagradável saia
E a lotação seguia
Pra completar o roteiro

No rosto dos passageiros
Um sorriso estampado
Era o carro parado
Em frente uma garapeira
Seguiam todos pra feira
Alguns produtos comprar
Alguns iam pechinchar
Fazendo economia
Era uma garantia
Pra noutra feira voltar

No pino do meio dia
Todos estavam no carro
Conduzindo o que podia
Fumando em um cigarro
Entrando no caminhão
Uns vinte e cinco no chão
Gritando deixe eu entrar
Para ir organizando
Muitos sacos colocando
Pro passageiro sentar

Compravam no atacado
Alimentos e animais
Era tudo misturado
Uns na frente outros atrás
Bode e ovelhas berrando
Galinha cacarejando
Os cachorros e os suínos
Madeira pra construção
Gaiolas potes e pilão
Adultos jovens e meninos

Mas esta farra acabou
Deixando recordação
A crise já descartou
Feiristas o caminhão
Que iam toda semana
Desapareceu a grana
Tudo por corrupção
Feita pelos marajás
O roubo da Petrobrás
Empobreceu a nação.

HELENA BEZERRA.