segunda-feira, 1 de maio de 2017

TRABALHO FONTE DE VIDA.

Trabalho é importante
Remunerado ou não
Se ele for voluntário
Mexe com o coração
Quem se dedica fazer
Tem de Jesus proteção

O trabalho desgastante
É quando é explorado
Um sugador de suor
Merece ser castigado
Pra nunca se aproveitar
Dum pobre desinformado

Os algozes do poder
Chefes de corrupção
Desmantelaram o país
Prejudicaram a nação
A classe trabalhadora
Sofrendo perseguição

Num pais capitalista
Com poderes desumanos
Os pobres são vitimados
Pelos corruptos tiranos
Sonegadores das leis
Defensoras dos humanos

É uma insensatez
Perseguir trabalhadores
E confiscar os direitos
Desrespeitar os valores
De quem trabalha suado
Para os sonegadores

O poderoso Michel
Se quer economizar
Diminua seu salário
E da corja parlamentar
Fazendo assim o país
Pode se recuperar

Tirando de quem tem pouco
É uma aberração
A classe assalariada
Nunca lhe sobra tostão
Vá no cofre do senado
Que sana a situação

Dê vez ao trabalhador
Que trabalhou e trabalha
Conquistou os seus direitos
Não fez papel de canalha
E vê as suas vantagens
No gume duma navalha

Oh! São José operário
Proteja a classe sofrida
Não deixe o mau avançar
Repreenda esta medida
Dê um basta na reforma
Que vem perseguir a vida.

Autoria de HELENA BEZERRA.





sexta-feira, 7 de abril de 2017

A CF PEDE ZELO PELA NOSSA CRIAÇÃO



A CF dois mil e dezessete
Focaliza os biomas brasileiros
Atingidos por seres traiçoeiros
Destruidores da nossa criação
Que Deus fez e doou para nação
A floresta é vítima do tormento
Vulnerável o reflorestamento
Do bioma que ar nos auxilia
O pulmão do Brasil asfixia
Embalado no seu aquecimento

A temática sugere defender
Os estragos da nossa natureza
Empatando fruir sua beleza
Onde o homem se torna causador
Ostentando conforto explorador
Na plataforma do desenvolvimento
A natureza suspira no momento
Que destroem recursos que ela cria
O pulmão do Brasil asfixia
Embalado no seu aquecimento

Seis biomas compõe nosso país
Amazonas Caatinga e o Cerrado
Pantanal também é ameaçado
Mata Atlântica é a via costeira
Com o mar vai formando barreira
E o Pampa no Sul faz aposento
Onde o gado retira seu sustento 
E o gaúcho trabalha todo dia
O pulmão do Brasil asfixia
Embalado no seu aquecimento

Vamos juntos salvar a natureza
E os biomas que tem nosso país
Pela vida estão pedindo bis
Reclamando da má educação
E o respeito que falta na nação
Pela fauna e a flora no momento
Água doce é no mesmo seguimento
Na salgada entra lixo todo dia
O pulmão do Brasil asfixia
Embalado no seu aquecimento.

HELENA BEZERRA.

segunda-feira, 27 de março de 2017

ARRANCAR DENTE ERA ASSIM

No tempo dos meus avós
O sofrimento maior
Era arrancar um dente
Muitos achavam melhor
Curar a dor com meisinha
Passar a noite todinha
Mascando fumo boror

A pimenta malagueta
Machucada na urina
Em uma lã ensopada
Soltava uma fedentina
Queimava muito e ardia
Até dos olhos saía
Faísca como neblina

Peia de fumo torrada
E o leite de pinhão
Com casca de muçambê
Dava uma explosão
O dente esfarelava
O paciente ficava
Tres dias sem refeição

O uso das meisinhas
Era só pra evitar
Um arrancador de dente
Com pé de bode puxar
Cru sem ter anestesia
O povo todo temia
Este pega pacapar

Um dia aconteceu
Que um sertanejo forte
Resolveu tirar um dente
Porém teve pouca sorte
Quando levantou a vista
Lá na casa do dentista
Viu uma sena de corte

Um filho dele que tinha
Deficiência  mental
Usou sua ferramenta
Pra cortar seu defecal
Este produto fedia
Ao ambiente trazia
Um desconforto total

Quando o dentista chegou
O serviço interrompeu
Limpou tudo na camisa
E o cliente atendeu
Passou o dedo no dente
Mas o que tava doente
Ele não reconheceu

Havia tres ajudantes
Dispostos a segurar
Cabeça pernas e braços
Para poder suportar
Um dente ser arrancado
Cru sem ser anestesiado
Era pegar ou largar

O pé de bode engatou
No dente que não doía
A força descomunal
Arrebentou a sangria
Quebrou os dentes da frente
Mas o que tava doente
No lugar permanecia

Cinco homens engatados
Rolaram muito no chão
Atravessaram a casa
Quebraram pote e fogão
Esbarraram num chiqueiro
Era no fim do terreiro
Acidentaram um barrão

Quem duvidar desse fato
Faça investigação
Pesquise dos ancestrais
Alguma informação
Se me perguntar não digo
Que o dentista é amigo
Dum neto de Lampião

Autora;HELENA BEZERRA.





terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

CARNAVAL TRADIÇÃO POPULAR.

Carnaval é o entrudo
Que antes acontecia
De origem portuguesa
O povo se reunia
Jogando água e farinha
Até ovos de galinha
Se jogava na folia

O povo se libertava
Do trabalho pra brincar
Aproximado a quaresma
Botavam pra arregaçar
Depois da festa mundana
Era mais duma semana
Para ressaca curar

Foi no século dezessete
Que o Brasil recebeu
Entrudos carnavalescos
Criado por europeu
Trazidos por Português
Rio de Janeiro fez
Um berço e ofereceu

Entrudo era bonecos
De tamanho agigantado
Feito de pano e madeira
Pelo um grupo controlado
Pelas ruas desfilando
E muita gente animando
Música samba e rebolado

O carnaval foi crescendo
E se tornou tradição
A festa mais animada
Que tem pra população
Trabalham o ano inteiro
E gastam todo dinheiro
Lucrando satisfação

Hoje o melhor carnaval
É no Rio de Janeiro
A nível nacional
Ele é o pioneiro
Salvador tá na disputa
Faz muito tempo que luta
Pra ter o lugar primeiro

No tempo colonial
Entrudo era folia
No império foram blocos
Zé Pereira da Bahia
O carnaval hoje arrasa
O povo só vai pra casa
Quando seca a bateria




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

MOTE: O BARULHO DA CHUVA TONIFICA A ESPERANÇA DO POVO NORDESTINO

O nordeste fazia cinco anos
Que o elnino não deixava chover
O pacífico parou para obedecer
O poderoso que manda em oceanos
A quintura das águas causa danos
E do vento ele muda seu destino
As consequências causadas por elnino
A humanidade é quem se prejudica
O barulho da chuva tonifica
A esperança do povo nordestino

Ano em curso dois mil e dezessete
A população atrelada ao desespero
Era noite do dez de fevereiro
Manto escuro cobriu a amplidão
Com relâmpago seguido de trovão
E os anjos dos céus cantado hino
Arquitetados na arte do divino
A mão santa do céu ligou a bica
O barulho da chuva tonifica
A esperança do povo nordestino

A floresta trocou a cor da roupa
De cinzenta mudou para verde escuro
Sertanejo aposta no futuro
Semeando semente misturada
Atolado na terra bem molhada
Competindo espaço com menino
O cabelo de duro ficou fino
Dispensando a escova que estica
O barulho da chuva tonifica
A esperança do povo nordestino

As crianças corriam para saber
O que é que está acontecendo
Muita água do céu tá escorrendo
Se deitavam rolando pelo chão
Muito barro amassado com a mão
Muita gente louvava o som do hino
Carro pipa tomou outro destino
Temos água ecorrrendo numa bica
O barulho da chuva tonifica
 A esperança do povo nordestino

AUTORA: HELENA BEZERRA

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

REBELIÃO EM ALCAÇUZ



A paz foi embora lá de Alcaçuz
Os presos sentiram a sua saída
Fizeram protesto sem querer comida
Tremendo de fome gritavam Jesus
Ficou tudo escuro imploravam luz
Para o ambiente poder clarear
Em clima de guerra partiu pra brigar
Duas facções cruéis violentas
Lutando com armas do tipo sangrenta
E as vidas ceifadas jogadas no ar

Travou-se a luta com tiros e facadas
Pedaço de telha banda de janela
Bojo sanitário corrente de sela
Vidas destruídas cabeças cortadas
Corpos mutilados face descepadas
ITEP lutando para encontrar
O dono das partes para emendar
O grosso com grosso o fino com fino
Cabeça de homem corpo de menino
Muito complicado pra examinar

Arma improvisada na destruição
De vidas sofridas sem poupar ninguém
A queima de ônibus prejudica quem
Não tem nada haver com rebelião
Nem brigas travadas dentro de prisão
É cobrado caro sem nada comprar
Sem ter um transporte para viajar
Arriscando a vida perdendo o emprego
Ficando doente perdendo o sossego
Por causa de gente que vive a errar

Esfolaram corpos naquela chacina
Despencaram carne enterraram osso
Intestino fino também o grosso
Jogaram na fossa de areia fina
Mas nada empatou de ter fedentina
A carne em mantas postas para secar
Fizeram churrasco pra comemorar
Dizendo a imprensa é do PCC
E este pedaço é para você
Se tiver coragem de saborear

Saíram do piso subiram ao teto
Ergueram bandeiras feita de lençóis
Aqui no presidio quem domina é nós
Estamos dispostos a queimar projeto
Se vier de Temer nós vamos rasgar
Robinson De Farias vá se aquetar
O nosso comando não teme ninguém
Esbagaça tudo só fica o xerém
Pra jogar nas águas da beira do mar

ESCREVEU: HELENA BEZERRA.