sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

VOU DEIXAR PRA DOIS MIL E DEZESSETE

Aquilo que fez ferir
A nossa sociedade
A cruel corrupção
É o fluxo da maldade
Atua neste país
Por vila sítio cidade

Feriu a humanidade
Descepando o direito
Segurança na UTI
Saúde fora do leito
A educação refém
Sufocada sem respeito

Observando os estragos
Causados por este mal
A fome está no auge
Agravando o pessoal
Crianças são vitimadas
No meio urbano e rural

O desemprego tem sido
Um marco estravagante
Famílias desprotegidas
Mendigos perambulantes
Crianças escravizadas
Pelas mãos dos meliantes

Trabalhei numa faxina
Limpando pra esperar
O ano que se aproxima
Ter gosto de encontrar
A casa organizada
Para poder trabalhar

Botei num pacote preto
Corrupto e corrupção
Pra dois mil e dezessete
Sumir até o porão
Do Oceano Pacífico
Para eliminação.
Autora; HELENA 

A SITUAÇÃO É ESTA


O RN está assim
Seu povo desesperado
Os arrastões no comércio 
Bandido pra todo lado
Todos libertos nas ruas
E o cidadão trancado
Quem está aposentado
Não tem no bolso um real
Passou desapercebido
Não fez ceia no natal
O décimo é conto de fada
Na boca do pessoal
O gestor cometeu mal
Quando o dinheiro pegou
No fundo da previdência
Tudo que tinha gastou
Quem pagou pra receber
Até lesado ficou
Gente que até chorou
Sem data pra receber
Faltando os compromissos
Até com o de comer
Sem ter credibilidade
E nem a quem recorrer
Começa o quengo doer
Em busca de solução
Se afunda nos empréstimos
Piora a situação
Agora a última saída
É penhorar o cartão. 

Escreveu:Helena Bezerra.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017


VIVER O NATAL FELIZ

O natal é a pura tradição
Gera um clima suave todo dia
As famílias se juntam pra jantar
O ponto alto da festa é alegria
Um trabalho voltado pra surtir
O amor que a paz lhes irradia

É Jesus arrumando pra mandar
Muita paz pra seu povo novamente
Na medida que forem recebendo
Vão partindo com toda esta gente
Pra viver uma vida bem vivida
degustando amor de Deus presente

O menino Jesus é esperado
Pelo povo que tem a devoção
De rezar apostando na presença
De Jesus que nos dá a salvação
E a fé fortifica a esperança
Instalada no nosso coração

Tem pessoa que passa o ano todo
Gota a gota juntando seu amor
Só derrama no tempo do natal
Se aproxima do outro e dá valor
Quando passa o período natalino
Volta tudo e se enche de rancor

Nunca faça a sua mesa farta
Vendo próximo dormir sem o jantar
Nunca guarde rancor do seu irmão
Sem ter força se quer de perdoar
Erga os olhos dá fé e diga sim
Hoje posso o natal comemorar

Autora: HELENA BEZERRA.


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

TUDO POR MEDO

Na fazenda girassol
Pertencente a Zé Macedo
Um cara trabalhador
Começava muito cedo
Resolver todo problema
Mas o seu maior dilema
Era de alma ter medo

Guardava este segredo
Por ser um homem valente
Se o povo descobrisse
Baixava sua patente
Como tudo sai á tona
Sua mulher Arizona
Apresentou-se doente

Era tudo rudemente
Sem estrada sem transporte
Zé olhou pro céu dizendo
Meu Deus tenho que ser forte
Meteu o pé na carreira
Pra ir buscar a parteira
Ali era vida ou morte

Faltou um pouco de sorte
Porque a noite era escura
São Pedro abriu torneiras
Água fazia abertura
No chão aonde pisava
Caia e se levantava
Com muita machucadura

Do que ia a procura
Não podia desistir
Sua preocupação
Era Arizona parir
Naquele lugar sozinha
Pois o recurso que tinha
A viagem prosseguir

Ali começou ouvir
Uma estranha zuada
Debaixo dum juazeiro
Como se fosse palmada
Nas suas pernas batendo
O medo ia crescendo
De coisa mal assombrada

Na difícil caminhada
Todo tremendo molhado
Chegou na beira do rio
E permaneceu parado
Pois não sabia nadar
Sem poder atravessar
Ficou mais desesperado

Sentiu o corpo forçado
Voltar no mesmo caminho
A chuva tava mais forte
Naquele abismo sozinho
Medo maior inimigo
Só pensava no perigo
Pisava devagarinho

Escutava direitinho
Que a zuada  crescia
Batendo nas suas pernas
Parava e diminuia
Ficou muito encabulado
Aquele mal assombrado
Com ele permanecia

Aquilo acontecia
Por não ter conhecimento
Que a calça que vestia
Estando em movimento
Fazia uma zuada
Quando ficava parada
Silenciava o momento

Era mescla cem por cento
De marca Santa Izabel
Modelo boca de sino
Naquela noite cruel
Fez sua inauguração
Pensou ser assombração
Perdeu até o chapéu

Já tinha limpado o céu
 O dia amanheceu
Sofrimento e o medo
Também desapareceu
A calça rebolou fora
Chegou em casa na hora
Que a criança nasceu.

Escreveu:HELENA BEZERRA.



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

DESAFIOS PARA FORMAÇÃO EDUCACIONAL DOS SURDOS NO BRASIL


Em busca de encontrar
Verdadeira solução
Para descrever o tema
Contido na redação
ENEM vinte dezessete
Falando de inclusão

Já é a terceira vez
Que o ENEM enfatiza
Temas sobre exclusão
Que a muitos escraviza
O preconceito é a chaga
Que maltrata e inferniza

A surdez ou vem do berço
Ou depois se desenvolve
Num ser ainda pequeno
E a família resolve
Buscar os alternativos
Que a medicina envolve

São muitos os desafios
Pra quem não tem audição
Em casa e na escola
Sofre discriminação
Por professores, colegas
 Partes da população

A linguagem gestual
Muita gente desconhece
E a língua de sinais
Só quem estuda conhece
São os principais recursos
Que educação oferece

E o bullying na escola
O surdo sofre demais
É um ato repetido
Que machuca dói e faz
Destruir a auto-estima
Jogando sonhos pra traz

E a falta de intérprete
É um desafio forte
Inúmeras dificuldades
São vencidas pelo forte
E vão traçando problemas
Com uma dose de sorte

Lutar em busca de sonhos
Não se deixar ser vencido
Explorar os seus talentos
Ajudar ao oprimido
É a forma de sair
Do mundo do excluído.

HELENA BEZERRA.







domingo, 15 de outubro de 2017

APOSTO NO PROFESSOR

Das criaturas de Deus
Eu destaco o professor
Uma missão de valor
Brota dos trabalhos teus
Problemas dos outros e seus
Procura amenizar
Dos pais se põe no lugar
Com responsabilidade
Ai desta sociedade
Se o professor faltar

É sacerdote da luta
Em prol da educação
Zela pela profissão
Fala mais do que escuta
Tenta mudar a conduta
De quem não quer estudar
Que vai só atrapalhar
A aula e o alunado
E o professor esgotado
Sempre rir pra não chorar

O menos favorecido
É o professor da baze
O alicerce é a fase
Do professor mais sofrido
Mas tem político atrevido
Que vota pra derrubar
Quem tanto fez pra ajudar
A população crescer
Ninguém quer reconhecer
Depois de se aposentar

Façam jus ao professor
Pivô da educação
Como seria a nação
Sem ter um educador
Pra trabalhar com amor
No sentido de educar
E sua marca deixar
Na história registrada
Em cada mente guardada
Seu jeito simples de amar.

Escreveu : HELENA BEZERRA.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

UM ERRO NÃO SE REPETE

Os discursos de campanha
Do poder executivo
Prometeu aos potiguares
De fazer governo ativo
A segurança é meu forte
Da educação sou cativo

O povo acreditou
Na promessa sedutora
Estava mal satisfeito
Com a tal governadora
E depositaram nas urnas
Vitória esmagadora

Assim Robson assumiu
Tudo transcorreu normal
Meteu a mão no dinheiro
Do seguro social
Pagava os funcionários
Achando aquilo legal

Não custou acontecer
O efeito desta ação
Alisou a previdencia
Sem deixar nenhum tostão
A classe aposentada
Lamenta a situação

Quem trinta anos passou
Descontando do salário
A porcentagem exigida
Pra juntar o nescessário
E na aposentadoria
Nada surgir ao contrário

O golpe foi planejado
E assembléia convocada
No ato da votação
A ideia foi aprovada
Só teve um voto contra
E os outros deram lapada

O RN está sofrendo
O mau e a consequência
O efeito de eleger
Um poder sem competência
Sonegador dos direitos
Dando vez a violência

O salário é atrasado
E a população se cala
A verba surrupiada
Empacotada na mala
O seu destino é chegar
Aonde tem a escala

Acorda povo sofrido
Vem chegando a eleição
Sua defesa é o dedo
Pra evitar que ladrão
Bote nossa economia
Na via da contra mão.

Escreveu :HELENA BEZERRA.



sexta-feira, 22 de setembro de 2017

A ÁRVORE É FONTE DE VIDA

Árvore ostentas beleza
Que enfeitiça olhares
Exalando seu perfume
Das flores de seus pomares
Aonde os pássaros gorjeiam
Esvoaçando nos ares

És um ser de qualidade
Na vida dos animais
Mandando oxigênio
E eliminando gás
Produtora de alimentos
Nas florestas naturais

Reguladora do clima
Amiga essencial
Nas nascentes de um rio
É muito fundamental
Na permanência de água
Tem poder fundamental

Tudo da árvore faz bem
Seu corpo sua função
Raiz caule flor e frutos
Sombra brisa e perfeição
E ainda oferece aos pássaros
Lugar pra habitação

O coração do Brasil
Ainda está verde a cor
Toda forma de atentado
Invasão cerro motor
Queimadas desmatamentos
Destrói todo seu valor

Seja você um fiscal
Pra árvore fiscalizar
Impeça do motor serra
Na floresta trabalhar
Quando tirar uma planta
Plante outra no lugar.

HELENA BEZERRA.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A LÍNGUA QUE CALUNIA





É perigosa e cruel
É amarga e venenosa
É triste e desconfiada
Vulnerável e perigosa
São falsas suas palavras
E muito pecaminosa

É fatal a sua ação
É companheira do mal
E na arte de criar
É único seu ideal
É estranho o linguajar
É um fusível letal

É pior que furacão
Virando pelo avesso
É um demônio iludindo
Pra mudar de endereço
É ferro furando solo
Provocando  estremeço

É ofensa é ameaça
A família destruída
É mágoa sem solução
Destruidora de vida
É o fermento do mal
Agindo como ferida

A língua que calunia  
Sangra estrangula e mata
Levanta falso excomunga
Aonde tem paz assalta
Impede viver feliz
Até a alma maltrata.

Autora Helena Bezerra.




 


SER PAI É:



Ser pai é ser responsável
Pelos filhos que gerou
Tratar de igual pra igual
Cada fruto que brotou
Marcar presença constante
Na família que formou

Ser pai é ser companheiro
Cumprindo a obrigação
Sem sonegar o dever
De cuidar com atenção
Que todo filho merece
Carinho e educação

Ser pai é não confundir
A forma de reclamar
Usar de autoridade
É um controle no lar
Manter o poder paterno
Consiste no educar

Ser pai é ser amigável
Em qualquer situação
Para o que der e vier
Lutar pela solução
Sem deixar a mãe sozinha
Ser o pivô da questão

Ser pai é ser exemplar
Ser também um bom marido
Bom homem bom cidadão
Por todo filho querido
O pai que agir assim
Já tem seu dever cumprido

Ser pai é dar o espaço
Para seu filho falar
Não ser dono da razão
E saber dialogar
Porque o erro é difícil
De um ou outro aceitar

Ser pai é elogiar
Criticar e defender
Desculpar e perdoar
Ensinar obedecer
E apontar o caminho
Para o filho percorrer

Ser pai é agradecer
Pelos filhos todo dia
Viver a vida cristã
Exercer cidadania
Ter um pai agindo assim
Toda família queria.

AUTORA:HELENA BEZERRA.





sábado, 15 de julho de 2017

A VOZ DE UM PÁSSARO PRESO

Longe da minha floresta
Trancado numa gaiola
Nem folha de castanhola
Avisto pela uma fresta
Não fiz mais uma seresta
Me lembrando de voar
Se ninguém vem me soltar
Tempero minha garganta
Passarinho preso canta
Porque não sabe chorar

Passo toda madrugada
Num pesadelo medonho
Me alegro quando sonho
Voando com a passarada
Liberto sem sofrer nada
Prefiro não acordar
Pra nesta prisão ficar
A vida não adianta
Passarinho preso canta
Porque não sabe chorar

Ao invés de voar pulo
Numa gaiola trancado
Me sinto desesperado
O bocado que engulo
Me dar raiva fico fulo
Sinto fel no paladar
Me solte pra procurar
Aquilo que me adianta
Passarinho preso canta
Porque não sabe chorar

O meu coração soluça
Quando vejo o pedrador
Fingindo que tem amor
É só uma carapuça
A dor no peito aguça
Se ele se aproximar
Ah quem me dera encontrar
Liberdade que garanta
Passarinho preso canta
Porque não sabe chorar

Jesus dê compreensão
A quem prende passarinho
Deixe construir o ninho
E voar na amplidão
Catar sementes no chão
E no espaço soltar
Feliz a cantarolar
Lubrificando  garganta
Passarinho preso canta
Porque não sabe chorar.

HELENA BEZERRA.



segunda-feira, 10 de julho de 2017

O OLHAR



Os olhos são as janelas
Refletindo linda luz
Agem como sentinelas
Que o seu dono conduz

O corpo é receptor
De excelente emoção
E o olhar transmissor 
Do que tem no coração

O olhar é verdadeiro
Nada esconde tudo diz
Se o dono é trapaceiro
Ou tem a vida feliz

É recurso não verbal
De muita sinceridade
É declarador do mal
E também da amizade

Um olhar contemplativo
De longe emite sinais
Comunicador ativo
Das causas especiais

Investigando o olhar
O mistério é desvendado
Não pode se ocultar
Um interior manchado

Quem olhar com transparência 
Contempla realidade
Exposta na violência 
Da cruel humanidade

Olhe no olho sincero
Sem transferir o olhar
É o olho que espero
Para poder contemplar.

HELENA BEZERRA

quarta-feira, 5 de julho de 2017

DOENÇAS DE MATUTO

Seu doutô eu vim dizer
Qui na sumana qui vem
Eu meus fi e a muié
Qui tá duente tombém
Vem tudo contá duença
Pruque é grande a sofrença
Qui minha famia tem

É inspinhela caída
Frieira e passamento
Moleira mole quebranto
Do lado esquentamento
Juizo incriziado
Pereba bucho quebrado
E intupição de vento

Pano branco nó nas tripas
Muita remela nos zói
Calo seco dor na pá
Berruga seca e dordói
Impinge e estalicido
Bicho de pé imbutido
Tanto coça cumo dói

Uma tosse de cachorro
E na guela um intalo
Tem bico de papagai
E um esporão de galo
Um tal estopor muafo
A perna com um triafo
E no calcanhar um calo

Os óios inuviados
E uma dor nas cadeira
Xiliqui e veia quebrada
Vista cansada boqueira
Um jeito no espinhaço
Maria Preta no braço
Mau cheiro na suvaqueira

Difrusso e tosse braba
No coipo um frivião
O pau da venta intupido
Na guela fumigão
É duro o pé da barriga
Curuba me dar fadiga
Farnizim e comixão

Unheiro dor de viado
Dor na pá e pé inchado
Macacôa mal do roda
Cobreiro dente furado
Izipa braba duendo
O chulé no pé fedendo
Os zuvido estourado

Das ôtas tou isquicido
Amean trago Maria
Ela de tudo se lembra
Pra vê se o doutor pudia
Curar nós dessa duença
Pruque é tanta canzença
Chega me dá agonia.

Assim falou o doutor
Remédio não vou passar
Também não traga Maria
Primeiro vou estudar
Os nomes destas doença
E com muita paciença
Cada uma investigar.

HELENA BEZERRA.








sexta-feira, 30 de junho de 2017

DEVOLVA MEU SÃO JOÃO

Não vejo mais a fogueira
Que o sertanejo fazia
Onde havia simpatia
Batizado e brincadeira
O forró a noite inteira
Dançado de pé no chão
Cintura fina e pilão
Era música mais cantada
Hoje grito da calçada
Devolva meu São João

Sinto falta da rancheira
Do chote do melo bico
Pelejo muito e não fico
No pancadão na zoeira
Lá cantam tanta besteira
Que o povo fica doidão
O som de um paredão
Arrebenta todo ouvido
Por isso tenho pedido
Devolva meu São João

Deixei de ouvir a voz
Gritando anarriê
Os gestos do balancê
Cruzados nos caracóis
Isso não volta pra nós
Inundaram a tradição
Com outra apresentação
de quadrilha estilizada
Mas como sou antiquada
Devolva meu São João.

HELENA BEZERRA.



segunda-feira, 1 de maio de 2017

TRABALHO FONTE DE VIDA.

Trabalho é importante
Remunerado ou não
Se ele for voluntário
Mexe com o coração
Quem se dedica fazer
Tem de Jesus proteção

O trabalho desgastante
É quando é explorado
Um sugador de suor
Merece ser castigado
Pra nunca se aproveitar
Dum pobre desinformado

Os algozes do poder
Chefes de corrupção
Desmantelaram o país
Prejudicaram a nação
A classe trabalhadora
Sofrendo perseguição

Num pais capitalista
Com poderes desumanos
Os pobres são vitimados
Pelos corruptos tiranos
Sonegadores das leis
Defensoras dos humanos

É uma insensatez
Perseguir trabalhadores
E confiscar os direitos
Desrespeitar os valores
De quem trabalha suado
Para os sonegadores

O poderoso Michel
Se quer economizar
Diminua seu salário
E da corja parlamentar
Fazendo assim o país
Pode se recuperar

Tirando de quem tem pouco
É uma aberração
A classe assalariada
Nunca lhe sobra tostão
Vá no cofre do senado
Que sana a situação

Dê vez ao trabalhador
Que trabalhou e trabalha
Conquistou os seus direitos
Não fez papel de canalha
E vê as suas vantagens
No gume duma navalha

Oh! São José operário
Proteja a classe sofrida
Não deixe o mau avançar
Repreenda esta medida
Dê um basta na reforma
Que vem perseguir a vida.

Autoria de HELENA BEZERRA.





sexta-feira, 7 de abril de 2017

A CF PEDE ZELO PELA NOSSA CRIAÇÃO



A CF dois mil e dezessete
Focaliza os biomas brasileiros
Atingidos por seres traiçoeiros
Destruidores da nossa criação
Que Deus fez e doou para nação
A floresta é vítima do tormento
Vulnerável o reflorestamento
Do bioma que ar nos auxilia
O pulmão do Brasil asfixia
Embalado no seu aquecimento

A temática sugere defender
Os estragos da nossa natureza
Empatando fruir sua beleza
Onde o homem se torna causador
Ostentando conforto explorador
Na plataforma do desenvolvimento
A natureza suspira no momento
Que destroem recursos que ela cria
O pulmão do Brasil asfixia
Embalado no seu aquecimento

Seis biomas compõe nosso país
Amazonas Caatinga e o Cerrado
Pantanal também é ameaçado
Mata Atlântica é a via costeira
Com o mar vai formando barreira
E o Pampa no Sul faz aposento
Onde o gado retira seu sustento 
E o gaúcho trabalha todo dia
O pulmão do Brasil asfixia
Embalado no seu aquecimento

Vamos juntos salvar a natureza
E os biomas que tem nosso país
Pela vida estão pedindo bis
Reclamando da má educação
E o respeito que falta na nação
Pela fauna e a flora no momento
Água doce é no mesmo seguimento
Na salgada entra lixo todo dia
O pulmão do Brasil asfixia
Embalado no seu aquecimento.

HELENA BEZERRA.

segunda-feira, 27 de março de 2017

ARRANCAR DENTE ERA ASSIM

No tempo dos meus avós
O sofrimento maior
Era arrancar um dente
Muitos achavam melhor
Curar a dor com meisinha
Passar a noite todinha
Mascando fumo boror

A pimenta malagueta
Machucada na urina
Em uma lã ensopada
Soltava uma fedentina
Queimava muito e ardia
Até dos olhos saía
Faísca como neblina

Peia de fumo torrada
E o leite de pinhão
Com casca de muçambê
Dava uma explosão
O dente esfarelava
O paciente ficava
Tres dias sem refeição

O uso das meisinhas
Era só pra evitar
Um arrancador de dente
Com pé de bode puxar
Cru sem ter anestesia
O povo todo temia
Este pega pacapar

Um dia aconteceu
Que um sertanejo forte
Resolveu tirar um dente
Porém teve pouca sorte
Quando levantou a vista
Lá na casa do dentista
Viu uma sena de corte

Um filho dele que tinha
Deficiência  mental
Usou sua ferramenta
Pra cortar seu defecal
Este produto fedia
Ao ambiente trazia
Um desconforto total

Quando o dentista chegou
O serviço interrompeu
Limpou tudo na camisa
E o cliente atendeu
Passou o dedo no dente
Mas o que tava doente
Ele não reconheceu

Havia tres ajudantes
Dispostos a segurar
Cabeça pernas e braços
Para poder suportar
Um dente ser arrancado
Cru sem ser anestesiado
Era pegar ou largar

O pé de bode engatou
No dente que não doía
A força descomunal
Arrebentou a sangria
Quebrou os dentes da frente
Mas o que tava doente
No lugar permanecia

Cinco homens engatados
Rolaram muito no chão
Atravessaram a casa
Quebraram pote e fogão
Esbarraram num chiqueiro
Era no fim do terreiro
Acidentaram um barrão

Quem duvidar desse fato
Faça investigação
Pesquise dos ancestrais
Alguma informação
Se me perguntar não digo
Que o dentista é amigo
Dum neto de Lampião

Autora;HELENA BEZERRA.





terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

CARNAVAL TRADIÇÃO POPULAR.

Carnaval é o entrudo
Que antes acontecia
De origem portuguesa
O povo se reunia
Jogando água e farinha
Até ovos de galinha
Se jogava na folia

O povo se libertava
Do trabalho pra brincar
Aproximado a quaresma
Botavam pra arregaçar
Depois da festa mundana
Era mais duma semana
Para ressaca curar

Foi no século dezessete
Que o Brasil recebeu
Entrudos carnavalescos
Criado por europeu
Trazidos por Português
Rio de Janeiro fez
Um berço e ofereceu

Entrudo era bonecos
De tamanho agigantado
Feito de pano e madeira
Pelo um grupo controlado
Pelas ruas desfilando
E muita gente animando
Música samba e rebolado

O carnaval foi crescendo
E se tornou tradição
A festa mais animada
Que tem pra população
Trabalham o ano inteiro
E gastam todo dinheiro
Lucrando satisfação

Hoje o melhor carnaval
É no Rio de Janeiro
A nível nacional
Ele é o pioneiro
Salvador tá na disputa
Faz muito tempo que luta
Pra ter o lugar primeiro

No tempo colonial
Entrudo era folia
No império foram blocos
Zé Pereira da Bahia
O carnaval hoje arrasa
O povo só vai pra casa
Quando seca a bateria




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

MOTE: O BARULHO DA CHUVA TONIFICA A ESPERANÇA DO POVO NORDESTINO

O nordeste fazia cinco anos
Que o elnino não deixava chover
O pacífico parou para obedecer
O poderoso que manda em oceanos
A quintura das águas causa danos
E do vento ele muda seu destino
As consequências causadas por elnino
A humanidade é quem se prejudica
O barulho da chuva tonifica
A esperança do povo nordestino

Ano em curso dois mil e dezessete
A população atrelada ao desespero
Era noite do dez de fevereiro
E o verão atrevido se repete
Deus querendo mudar ninguém se mete
E os anjos dos céus cantaram hino
Arquitetados na arte do divino
A mão santa do céu ligou a bica
O barulho da chuva tonifica
A esperança do povo nordestino

A floresta trocou sua roupagem
De cinzenta mudou para verde escuro
Sertanejo aposta no futuro
Inspirado no verde da paisagem
Se reveste com fé e com coragem
Pra plantar no horário matutino
Faz colheita no período junino
E o produto colhido multiplica
O barulho da chuva tonifica
A esperança do povo nordestino

As crianças corriam para saber
O que é que está acontecendo
Muita água do céu tá escorrendo
Não sabiam o que era chover
Mas depois conseguiram entender
Muita gente louvava ao som do hino
Carro pipa tomou outro destino
Temos água ecorrrendo numa bica
O barulho da chuva tonifica
 A esperança do povo nordestino

AUTORA: HELENA BEZERRA

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

REBELIÃO EM ALCAÇUS

A paz foi embora lá de Alcaçuz
Os presos sentiram a sua saída
Fizeram protesto sem querer comida
Tremendo de fome gritavam Jesus
Ficou tudo escuro imploravam luz
Para o ambiente poder clarear
Em clima de guerra partiu pra brigar
Duas facções cruéis violentas
Lutando com armas do tipo sangrenta
E as vidas ceifadas jogadas no ar

Travou-se a luta com tiros e facadas
Pedaço de telha banda de janela
Bojo sanitário corrente de sela
Vidas destruídas cabeças cortadas
Corpos mutilados face descepadas
ITEP lutando para encontrar
O dono das partes para emendar
O grosso com grosso o fino com fino
Cabeça de homem corpo de menino
Muito complicado pra examinar

Arma improvisada na destruição
De vidas sofridas sem poupar ninguém
A queima de ônibus prejudica quem
Não tem nada haver com rebelião
Nem brigas travadas dentro de prisão
É cobrado caro sem nada comprar
Sem ter um transporte para viajar
Arriscando a vida perdendo o emprego
Ficando doente perdendo o sossego
Por causa de gente que vive a errar

Esfolaram corpos naquela chacina
Despencaram carne enterraram osso
Intestino fino também o grosso
Jogaram na fossa de areia fina
Mas nada empatou de ter fedentina
A carne em mantas postas para secar
Fizeram churrasco pra comemorar
Dizendo a imprensa é do PCC
E este pedaço é para você
Se tiver coragem de saborear

Saíram do piso subiram ao teto
Ergueram bandeiras feita de lençóis
Aqui no presidio quem domina é nós
Estamos dispostos a queimar projeto
Se vier de Temer nós vamos rasgar
Robinson De Farias vá se aquetar
O nosso comando não teme ninguém
Esbagaça tudo só fica o xerém
Pra jogar nas águas da beira do mar

ESCREVEU: HELENA BEZERRA.