segunda-feira, 18 de novembro de 2013

OS DEUSES DE OLIMPIO

OS DEUSES DO OLIMPIO



Os gregos da antiguidade
Não tinham Deus verdadeiro
Acreditavam em vários
E   Zeus era o primeiro
Porque dos outros era rei
E de Hera o companheiro

Os gregos  sempre seguiam
A uma religião
Chamada  politeísta
Predominando a nação
Acreditavam em deuses
Com boa aceitação

Os deuses todos moravam
Em um lugar  elevado
No alto do monte Olímpio
Por todos era chamado
E cada escultura  ali
Era um deus representado

Zeus,Hera,Poseidon, Hades
Apolo e Palas Atena
Ártemis, Afrodite e Ares
Que de ninguém tinha pena
Hermes,Dionísio e Hefaisto
Com sua perna pequena

Os gregos acreditavam
Que os raios e os trovões
Era Zeus quem enviava
Por vingança ou provações
Por isso o povo temia
Em todas as ocasiões

Poseidon irmão de Zeus
Era o deus dos oceanos
Deu cavalos de presente
Mas cometia seus danos
Provocava furacões
Com resultados tiranos

Hades,  outro irmão de Zeus
É o deus das profundezas
Junto com sua esposa
Acometiam  durezas
Casais pobres que morriam
Não podiam ter defesas

A deusa mais importante
Que naquele tempo havia
Era a Palas Antena
Deusa da sabedoria
Pela sua proteção
Todo sabido vivia

Apolo era o deus  da luz
Da harmonia e verdade
Dava proteção aos músicos
E  aos médicos de qualidade
O mais formoso dos deuses
Daquela localidade

Ártemis gêmea com Apolo
Protegia os  animais
Defendia os caçadores
Dos seus possantes rivais
Mulheres  na dor do parto
Ela aliviava os ais

Afrodite muito linda
Era deusa do amor
Aonde ela pisava
Nascia logo uma flor
Sua meiguice e beleza
Amenizava até dor

Ares era um deus guerreiro
Mas seus pais lhe odiava
Gente pro subterrâneo
De vez enquanto mandava
Por ser tão sanguinolento
Todo grego  respeitava

Hefaísto era tão feio
Mas teve a felicidade
De casar com Afrodite
Com toda amabilidade
Embora levasse chifre
Mas não faltava amizade

Hermes deus que protegia
Ladrões e comerciantes
Usava asas nos pés
Protegia os viajantes
E as mensagens dos deuses
Destribuia  em instantes

Por último  tem Dionísio
Protetor de bebedeira
Da comilança e loucura
Exagero e quebradeira
Cada companheiro dele
Desmantela  a vida inteira

Assim já falei dos deuses
Pra quem quiser escolher
Seguir vários ou só um
Estude pra entender
Faça uma escolha certa
Pra não se arrepender.









terça-feira, 12 de novembro de 2013

UMA AFLIÇÃO PASSAGEIRA

UMA AFLIÇÃO PASSAGEIRA

Numa manhã de novembro
Houve movimentação
Lá no Morro do Pimenta
Não ficou um só cristão
Que não corresse gritando
Meu Deus isso é explosão

Era um estrondo no ar
Que a Terra estremecia
Um corria outro gritava
Uma idosa se benzia
Meu Deus é o fim do mundo
Bem que meu avô dizia

Outro gritava dizendo
É  o mundo se acabando
Os anjos vem com os fachos
Fogo no mundo  tocando
Vamos  morrer sem perdão
As trombetas estão chamando

Um disse isso é a Terra
Que começou a tremer
Cada qual apavorado
Não sabia o que fazer
Subia o Morro e descia
Vendo a hora enlouquecer

Um ancião já demente
Ficou pedindo socorro
Me acuda povo safado
Me retire deste Morro
Eu quero viver ainda
Se me deixarem eu morro

Uma velhinha cansada
Subiu o Morro  rezando
Um litro de água benta
Pra todo lado jogando
A multidão se acalmou
E no chão foi se assentando

Desceram vinte pessoas
De cima de uma mangueira
Voltaram todas as crianças
Cheias de terra e poeira
Perderam até os chinelos
Embalados na carreira

Depois tiveram a certeza
Do que estava acontecendo
Os soldados do  exército
Um treinamento fazendo
E os aviões de combates
Subindo e depois descendo

Quando cessou o terror
Fizeram uma  oração
Por todos ter escapado
Daquela situação
Agradeceram a Deus
Ajoelhados no chão.








quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O SERMÃO DA MONTANHA


O SERMÃO DA MONTANHA


Jesus viu seus seguidores
Sentindo necessidade
De amor paz e justiça
Oração fé e verdade
Perdão coragem alegria
Sossego e felicidade

Preferiu ir a montanha
O povo acompanhou
No mais alto do penhasco
Virou de frente e olhou
A enorme multidão
Que lá embaixo ficou

Sentou-se na maior pedra
E começou ensinar
É feliz o povo pobre
Que aprendeu perdoar
E abre seu coração
Para meu amor entrar

O reino do céu é deles
Afirmo de coração
Quem é humilde é capaz
Do outro ter compaixão
Pegar a cruz e seguir
O rumo da salvação

E os aflitos também
Serão todos consolados
Confiem no salvador
Não sejam desesperados
Não alimentem problemas
Vivam todos sossegados

Felizes aqueles mansos
De terra possuidores
Que sabem fazer partilhas
Com todos trabalhadores
Sem sonegar os direitos
Dos exímios produtores

Feliz de quem sente fome
E sede pela justiça
Principalmente divina
Que luta sem ter preguiça
Cobrando do devedor
A conta que fica omissa

Os misericordiosos
Transborda  felicidade
Vão encontrar os carentes
Para prestar caridade
E recebem misericordia
De Deus autor da verdade

Muito felizes se sentem
Os puros de coração
Por Deus já são consolados
Por ter servido ao irmão
E usado a praticidade
De trabalhar o perdão

Afirmo nesta palavra
Que tenho conhecimento
Pois vocês verão a Deus
Sigam meu ensinamento
Pois os puros serão salvos
Sem nenhum constrangimento

Os que promovem a paz
São felizes eternamente
Valores incomparáveis
Toda criatura sente
Na sociedade onde
A paz se encontra presente

Com estes ensinamentos
Faço Bem-Aventuranças
Concedo libertação
Depositem confianças
No novo reino de Deus
Renovem as esperanças.














quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O MAMÍFERO VOADOR É ÚTIL E TAMBÉM NOCIVO






Priorizando á saúde
A melhor fonte de vida
Se um morcego faminto
Praticar uma mordida
Evite a hidrofobia
Seja noite ou seja dia
Vá curar sua ferida

Se o corte for pequeno
A gente nem se apavora
Usa um remédio caseiro
Que desinflama na hora
Sem saber que está guardado
Um vírus já preparado
Para ti mandar embora

No Rio Grande do Norte
No interior do estado
Em Frutuoso cidade
Um caso foi registrado
Se não me foge á ideia
Foi lá no sítio Candeia
Que um cidadão foi picado

Foi um vampiro raivoso
Que a sua mão atacou
O qual não deu importância
Na luta continuou
Os dias foram passando
E o caso se complicando
E muito grave ficou

Já era tarde demais
Quando o mesmo recorreu
Uma unidade hospitalar
Dignamente o atendeu
Fez o que deu pra fazer
Mas não pôde combater
 O cidadão pereceu

Segundo os habitantes
Lá daquela região
Existe um índice elevado
Desse mamífero sulgão
Depois da fatalidade
Faltou a tranquilidade
Naquela população

A notícia se espalhou
Por TV, rádios e jornais
A vigilância  ambiental
Veio conhecer os locais
Onde os morcegos se agrupam
E as vítima que eles chupam
Derramam sangue demais

Orientaram as pessoas
A forma de  prevenção
Combater sem exterminio
Seria uma solução
Pra  praga não se multiplicar
A flora não se prejudicar
Na sua reprodução

O morcego hospeda um vírus
Que pode prejudicar
Mas têm algumas virtudes
Que ao homem pode ajudar
Ora útil ora nocivo
É um elemento ativo
Na cadeia alimentar

A espécie é muito grande
De inúmeras qualidades
Das quais só existem três
Sanguessugas em quantidades
As outras os insetos comem
Outras as frutas consomem
Sanando as necessidades

Uma das características
Que o morcego apresenta
A mão transformada em asa
De cor escura ou cinzenta
Seu cantar perturbador
Seu cheiro exala um odor
Que a gente não aguenta

As raposas voadoras
Escolhem sua opção
A noite é pra trabalhar
Cumprindo sua missão
O dia é pra repousar
Se tranqüilas podem ficar
Lá na sua habitação

Hematófagos são vampiros
Que de sangue se alimentam
Usam seus dentes caninos
E as  presas violentam
Frui sangue em quantidade
Bebem menos da metade
Soltam as presas e se ausentam

Em todos os continentes
O morcego é encontrado
Nunca foi visto nos pólos
Quem estudou  está lembrado
Que este animal pequeno
Periga como veneno
Então vamos ter cuidado

A aglomeração maior
Está na zona rural
Outros vivem na cidade
Dependendo do local
O  povo tem que saber
Do bicho se defender
Para evitar o mal

Na casa que ele entrar
Evite pegar a mão
Use outras  estratégias
Pra expulsar o sulgão
Pois o qual pode morder
E a pessoa adoecer
Se não houver prevenção

Se a gente for estudar
Tem  muito para aprender
Com relação ao morcego
É   bom o povo saber
Que até a sua saliva
Contém substância ativa
Que evita alguém morrer

Por essa e outras razões
E várias utilidades
Vamos vacinar mamíferos
Por todas as localidades
Pois imunizados ficam
Homens não se prejudicam
Contraindo enfermidades

A união faz a força
Unidos vamos lutar
Conscientizando o povo
Pra não deixar relaxar
Quando alguém for ferido
Ou por animal mordido
Correr pra se vacinar

As vezes nós brasileiros
Somos  muitos relaxados
Deixando para depois
Ao invés de ter cuidados
Zelar mais pela  saúde
Se não usa o ataúde
Em tempos antecipados

Pra  acontecer um alerta
E todos ficarem atentos
Custou a vida de um homem
Possuidor de talentos
Toda família lamenta
A tristeza que enfrenta
Com dores e sofrimentos

Cada leitor desta obra
Faça uma reflexão
Se cuide e oriente
Ao próximo com atenção
Antes de adoecer
Para não acontecer
O que houve com Tião



      ESTE CASO ACONTECEU EM 2010.



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

DIA DO AVIADOR



DIA DO AVIADOR       

Em vinte três de outubro
Se sente recordação
De um dos fatos marcantes
De maior repercussão
Foi quando Santos Dumont
Testou sua invenção

O pai da aviação
Nasceu em Minas Gerais
Na cidade de Palmira
Cresceu ao lado dos pais
Indo estudar em Paris
Procurando inovar mais

Nos livros e nos jornais
Sua história se renova
O sonho deste menino
Na prática deu sua prova
Depois de realizado
Sentiu sua alma nova

O mundo inteiro prova
Que aconteceu em Paris
Mil nove cento e seis
O vôo dos quatorze biz
A vinte três de outubro
Deixando Dumont feliz

Parece que Jesus quis
Ajudar no seu talento
Escolheu a mesma data
Que se deu seu nascimento
Vinte  três anos depois
Aconteceu seu invento

Com aperfeiçoamento
Dos futuros aviões
Os homens foram perversos
Fiseram perseguições
Uzaram armas de guerras
Pra fazer destruições

Inúmeras perturbações
Sentiu aquele inventou
Por ser o contribuinte
Do transporte que voou 
E  depois  viu  o seu próximo
Usar  pra causar terror

Muito desgosto causou
Que entrou em depressão
Não fez nenhum tratamento
Só refletia a ação
Findou morrendo enforcado
O pai da aviação.














  


terça-feira, 22 de outubro de 2013

PRIMEIRA CARSA COMPRIDA



Muntas coisas do passado
Eu nunca pude esquecê
Purisso achei adequado
Esta istora iscrevê
Sobre uma peça de rôpa
Qui  tanto eu quiria tê
               
No tempo que era nova
Muiè será num usava
Andar de carça comprida
Pruque os pais num deixava
E quem vistia o povo
Dizia qui num prestava
                
Eu tinha  munta vontade
De vistir carsa cumprida
Mas num pudia dizer
Pra num ser repreendida
Até sonhar eu sonhei
Em uma carsa vistida
                
Se puracaso as muiés
Inventasse de usá
Era pru baxo da saia
Cono ia trabaià
No roçado e no açude
Cono roupa ia lavá
             
Eu  me sintia filiz
Tano no  roçado sò
Rebolava a saia fora
Na carsa arroxava o nò
Eficava me olhano
Da cintura ao mocotó
                
Dispôs qui eu me casei
Meu marido liberou
Um metro e mei  de ticido
Cum munto gosto comprou
E disse faça uma  carsa
Qui  você  nunca usou
                
Cumeu sabia fazê
Cortei logo e custurei
Fiz  o mudelo da moda
Qui na vizinhaça achei
Era lisa sem ter borso
E a boca de paimo e mei

                    
O ticido era amarelo
Da cor de jimun maduro
Era um linho munto mole
Briava até no iscuro
Coneu visti istranhei
E saí andano duro
              
Aquela peça  amarela
As muiès arrebatou
Fizero toda  de carsa
E nem uma se tocou
De um dia se reuni
Vistida da merma cor
              
A minha tava gurdada
Uma viagem isperano
Pra  puder inaigurà
Queu num tava aguentano
A demora de vistir
E ao povo sair mostrano

Pra saciar esse gosto
Convidei cum aligria
Duas prima excelentes
Tudo chamada Maria
Elas cum gosto aceitaro
O cumvite que eu fazia
                 
Era pra ir de apé
Comprar ticido na feira
Da cidade Antonio Mrartins
Subindo alto e ladeira
Com três léguas de distãnça
Dêxava munta canseira
                   
Foi pura  coincidença
Pruque ninguém combinou
Visti  de iguá pra iguá
Ninguém num imaginou
E lá vai nós na istrada
Cum as carças da mesma cor
                    
Tombem do mermo mudelo
Nós três já ia cansada
Sol quente agonizante
Cada qual munto suada
Cuno entremo na rua
Aja o povo dá rizada
               
O povo se divirtiu
Pruque chamava atenção
Nós três num se separava
Nem se houvesse precisão
Fizemus compras e saimus
Todas oiando pru chão
               
Divido sim cabulá
Cum que o povo dizia
Vortemu um ora da tarde
Cumê ninguém nun quiria
As cinco ora cheguemo
Lá na minha moradia
                 
Foi um impacto tão forte
Qui coneu ia usá
Aminha carça amarela
Primeiro ia ispiculá
Se  Maria mais Maria
Ia praquele lugá
              







                                             

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

RECORDAÇÃO DA FESTA DA PADROEIRA DE FRUTUOSO GOMES 2013



Houve abertura da festa
Num dia de quinta-feira
Com missa solene e viva
Foi hasteada a bandeira
Mostrando a face estampada
Da nossa mãe padroeira

Foram dez dias de festa
Em prol da religião
Todo católico empenhou-se
Dando colaboração
De uma forma ou de outra
Fez seu gesto de ação

A igreja toda noite
Ficava superlotada
O povo sentindo sêde
Da palavra proclamada
Voltava pra sua casa
Com a alma aliviada

Adoração ao santíssimo
Limpava o coração
De todas as impurezas
Que tivesse no cristão
Pois terminava trocando
O ódio pelo perdão

Graças louvores  e preces
O povo unido fazia
Oração pedindo paz
Todo mundo repetia
Os fiéis são confiantes
Na intercessão de Maria

Depois de todos rezarem
Saiam pra passear
Tinha muitas opções
Para se observar
Quem possuía dinheiro
Cuidava logo em gastar

Quando a  festa terminou
Deixou saudade na gente
A rua ficou vazia
Não se vê nenhum vivente
Só resta agora esperar
Outra festa novamente

Agora volta ao normal
Com a missa domingueira
As reuniões em grupos
Estudos na quinta-feira
E só a recordação
Da festa da padroeira