quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

É REVOLTANTE ACEITAR

Um professor que trabalha
Cumprindo hora e mandado
No horário é pontual
Sem mandar um atestado
Trabalha até doente
Stress se faz presente
No seu corpo esmorecido
Mas cumprindo com o dever
É desgastante perder
Um direito adquirido
Enquanto os políticos usarem
Como arma educação,
Prometendo melhorar
Depois faz sonegação
Votam contra a professores
E todos educadores
Tem os ouvidos doído
De tanto ouvir prometer
É desgastante perder
Um direito adquirido
Com duas dúzias e um ano
Você consegue ganhar
Os vinte e cinco por cento
Mas se acaso inventar
Melhorar o conteúdo
Se promover no estudo
Este direito é traído
As letras não vão valer
É desgastante perder
Um direito adquirido
Mesmo sendo associado
Na ficha do sindicato
Pra conseguir um direito
Demora muito e é chato
Gasta toda paciência
Procura outra providência
Para não dar por perdido
A justiça vai recorrer
É desgastante perder
Um direito adquirido
Tirar de quem trabalhou
É assalto a mão armada
Infeliz da matemática
Que aprovou conta errada
Pra favorecer ladrão
Que tira da mesa o pão
Do menos favorecido
Massacrado por poder
É desgastante perder
Um direito adquirido

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

DEIXOU SEMENTES PLANTADAS NO CORAÇÃO DE MARTINS



A paróquia de Martins
De Deus teve a proteção
Para promover um filho
Munido de vocação
Ordenou-se sacerdote
Fiel a religião

Recebeu uma Missão
Antes de ser ordenado
Pra trabalhar em Patu
Fez além do esperado
Depois da ordenação
Pra pároco foi enviado

Como tinha conquistado
O pessoal patuense
Pediram ele de volta
Gostamos do martinense
O bispo aceitou dizendo
Este padre lhes pertence

O povo querendo vence
Foi assim que aconteceu
Dom Mariano Manzana
Com gosto ao povo atendeu
E o mandato de pároco
Possídio Lopes exerceu

Foi bom porque aprendeu
Na luta do dia a dia
O povo bem satisfeito
Dizendo nós merecia
Um padre como Possídio
Nesta nossa freguesia

Era maior alegria
Na vida daquela gente
Toda Paróquia feliz
Padre Possídio a frente
Como administrador
Fiel simples e competente

Aconteceu de repente
Uma forte remoção
O bispo diocesano
Agiu com disposição
Levando pra diocese
Padre Walter nosso irmão

Fez uma investigação
Pra achar substituto
Pensou muito avaliou
Por ser difícil o produto
Sentiu firmeza em Possídio
No seu pensamento oculto

Volto para árvore o fruto
Que a tempo está isolado
O pessoal de Martins 
Que chora desesperado
Com a saída de Walter
Vão ficar mais conformado

Fez tudo bem planejado
Para depois convidar
Pessoalmente o convidou
Ele disse sem pensar
Aceito de coração
Pra minha terra voltar

É muito bom ajudar
E ao meu povo servir
Por isso é gratificante
Esta missão assumir
De evangelizar o povo
E seu afeto sentir

Ele pôde prosseguir
O que estava encaminhado
Por padre Walter Colliny
Que estava enraizado
No coração de Martins
Os seus serviços prestado

Possídio bem preparado
Já conhecia o terreno
Foi buscando o coletivo
Com o seu jeito sereno
Entrevistando os fies
Do maior ao pequeno

Do branco ao moreno
Se tornou um bom pastor
Cuidando bem do rebanho
A vida dando valor
Suas características
Honesto e trabalhador

O sentimento do amor
Sempre foi seu companheiro
Quando o fardo era pesado
Ele o tornava maneiro
Conduzindo o ministério
Servindo ao Deus verdadeiro

Fez um estudo primeiro
Para poder planejar
Sua agenda pastoral
A fim de beneficiar
Comunidades rurais
E as missas celebrar

Procurou priorizar
Com a missa semanal
Aos polos pertencentes
A área paroquial
E também rezando missas
Em cada zona rural

O seu maior ideal
É a evangelização
Capacitou muitos leigos
Com cursos de formação
Tendo a palavra de Deus
Como fundamentação

Assim entrou em ação
Os teus serviços prestando
Desde de dois mil e dez
Os leigos colaborando
Nossa igreja é um palco
Com muitas vagas sobrando

Seis anos está completando
Deste incansável pastor
Presente nesta paróquia
Celebrando com amor
A palavra de Jesus
Nosso amado salvador

Quando o bispo observou
A sua luta esforçada
Disse vou facilitar
Um pouco a sua jornada
E conseguiu outro padre
Só por uma temporada

Não demorou quase nada
Arranjou padre Iraildo
Chegando nesta paróquia
Foi muito bem recebido
E os trabalhos de Possídio
Com ele foi dividido

Dois anos padre Iraildo
Prestou serviços aqui
Quando completou o tempo
Ele não queria ir
Pois estava adaptado
Com o pessoal daqui

Como tinha que sair
Partiu deixando saudade
Possídio ficou sozinho
Com responsabilidade
E Iraildo está de volta
Na sua localidade

Como grande novidade
Padre Dian foi mandado
Para ajudar na paróquia
De Deus é um enviado
Possídio com Dian Carlos
Ficou sendo bem duplado

O povo muito animado
A Jesus agradecia
Pelos trabalhos dos dois
Feito com muita alegria
Quando um estava na serra
O outro a serra descia

Todo espaço preenchia
Do sítio até a cidade
Durante a semana tinha
Missa na comunidade
Se não fez os cem por cento
Conseguiu mais da metade

Inovação novidade
Tinha o gosto de fazer
Assembleia paroquial
No intuito de crescer
Os grupos e as pastorais
Para os fortalecer

C om isto ele fez nascer
O conselho paroquial
Transparências nos trabalhos
Era a meta principal
A reunião por polo
Acontecia mensal

O CPP afinal
É um grupo inteligente
Padres,freiras e secretária
Faz um trabalho decente
E de cada polo tem
Um leigo ou leiga presente

Estava bem com a gente
Quando a notícia bradou
Houve uma reviravolta
Teve gente que chorou
Possídio vai nos deixar
O bispo já publicou

Nove anos completou
Da sua ordenação
Nossa Senhora das Dores
E também da Conceição
A mesma Nossa Senhora
Puxa Possídio indo embora
Segurando pela mão.

(HELENA BEZERRA)



quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O EVANGELHO DAR SENTIDO A VIDA



A Paróquia de Martins
Incentivou a estudar
Criou ideias e na prática
Conseguiu logo botar
Vários grupos se formaram
Famílias evangelizaram
Orientando a rezar

O Evangelho de João
Dos três o mais diferente
Os outros apontam milagres
João mostra concretamente
Sinais feitos por Jesus
E sua morte de cruz
Pela salvação da gente

Vinte e um capítulo tem
Este famoso evangelho
No Prólogo vê-se a junção
Entre o novo e o velho
A palavra existia
Como existe hoje em dia
Velho e novo assemelho

Observando os sinais
Água transformada em vinho
Cura feita por mensagem
E do paralítico sozinho
Esperando na piscina
Que a água cristalina
Molhasse ele um pouquinho

Multiplicação dos pães
Andar no mar agitado
E o cego de nascença
Completamente curado
De Lázaro a ressurreição
Chamou pra fora o irmão
Que estava sepultado

Jesus fez esses sinais
Pra demonstrar o amor
A fé e a caridade
Desafiando o opressor
Que muito o ignorava
Quando no sábado curava
Lhe chamavam traidor

Jesus veio pra servir
E não para ser servido
Curou cego e aleijado
Perdoou até bandido
Abasteceu o faminto
Bateu de chicote e cinto
Vendo seu templo invadido

A bíblia é fonte de vida
Que nos dá sustentação
As partes dos evangelhos
Nos chamam mais atenção
Depois de ter estudado
Hoje se faz encerrado
O Evangelho de João

O amor é o resumo
De tudo que Jesus fez
O Evangelho de João
Dar testemunho a vocês
Quem duvidar vá pegar
A bíblia pra estudar
O Evangelho outra vez.

Autora: HELENA BEZERRA.
Em -25-11-2015.





quinta-feira, 19 de novembro de 2015

ZUMBI HEROI RESISTENTE



Zumbi era alagoano
Com seis anos aconteceu
Um gesto de desacato
Na família apareceu
E Zumbi sentindo medo
Dentro da mata correu

Alguém encontrou e deu
A um homem competente
O educou na fé católica
Ele muito inteligente
Mas trazia sua raça
Guardada na sua mente

Cresceu amigavelmente
Com Ganga Zumba seu tio
Que liderava o Quilombo
Enfrentando desafio
Perseguição portuguesa
Vindo por terra ou por rio

Entre o calor e o frio
O sadio e o doente
Ele se fez homem forte
No meio daquela gente
Disposto pra enfrentar
Lutas com gente valente

O poder extremamente  
Com a maior ambição
Fez oferta de paz
Mas com uma intenção
Se apossar do Quilombo
E a sua produção

Houve uma aceitação
Do Zumba que liderava
Mas Zumbi disse não
É só o que me faltava
A coroa portuguesa
Todo negro massacrava

A luta acelerava
Zumbi a frente tomou
Ganga você é um frouxo
Com muita força gritou
A liderança é minha
E a negrada apoiou

A contenda se travou
De negro com português
Quinze anos no comando
Zumbi muita coisa fez
Como era minoria
O Quilombo se desfez

A perseguição se fez
Na intenção de tomar
O Quilombo dos Palmares
Até poder se apossar
De tudo que os quilombolas
Poderam  organizar

A investida militar
Usando das agressões
Desmanchou dos quilombolas
Seus projetos e ações
Que já viviam vencendo
Todas as perseguições

Muitas organizações
Com seu grupo organizado
Zumbi vivia fazendo
Mas se tornou derrotado
Por soldados militares
Foi o Quilombo atacado

Por Jorge velho comandado
Ficou tudo destruído
A batalha foi sangrenta
Seu líder saiu ferido
Por um dos seus companheiros
Zumbi se tornou traído

Foi cochichar no ouvido
Daquele grupo agressor
Que fez a destruição
Mando do governador
Disse Zumbi tá ali
Se acabando de dor

Sem piedade e amor
Foi seu corpo judiado
Quarenta anos de idade
Foi morto e degolado
Dia vinte de novembro
Ele foi assassinado

Zumbi é considerado
Na história brasileira
Um símbolo de resistência
Que ergueu sua bandeira
Lutando pelos direitos
Da sua raça negreira.

Escreveu : HELENA BEZERRA




















sexta-feira, 6 de novembro de 2015

UM TUMULTO INESPERADO




Dia cinco de novembro
 Assim que amanheceu
Um estrondo diferente
No alto apareceu
E o povo sobressaltado
Pro meio da rua correu.

Um helicóptero voando
Tão baixo tirando  fino
Nos tetos das moradias
Mudou do povo o destino
Acordando pra correr
Adulto velho e menino
.
O helicóptero por cima
O povo em baixo correndo
Não sabia do motivo
Que estava acontecendo
Uma hora era subindo
Outra hora era descendo

Até aquelas velhinhas
Que gostam de repousar
Correram de camisolas
Nem café pôde tomar
Afim de saber e ver
Onde ele ia pousar

Pousou perto duma praça
O povo chegou primeiro
Uma nuvem de poeira
Formou-se muito ligeiro
Espanou terra nos olhos
Do primeiro ao derradeiro

Viram que era polícia
Com fuzil em posição
Apontando para frente
Ou em outra direção
Curiosos avançando
Pra entrar no avião
.
Avançaram pra saber
O que tinha acontecido
Um policial gritou
Afasta povo atrevido
E o fecha fecha do povo
Fez o trânsito interrompido

O prefeito da cidade
Pra não ter constrangimento
Decretou facultativo
Não houve atendimento
Disse sozinho eu não fico
Vou ver este movimento

O sol quente como brasa
Suor no corpo escorrendo
 Uns calados outros gritavam
O que está acontecendo?
Será que é um bandido
Que tá aqui escondendo?

Água sobrava nas pipas
Ninguém não dava atenção
Quem ia olhar ficava
No meio da população
Um olho no policial
E outro no avião.

Ficaram até meio dia
Naquele sol causticante
A população ali
Não arredava um instante
Vendo o famoso helicóptero
E o capitão Brilhante.

Investiam novamente
Polícia nós quer saber
Porque vocês tão aqui
Os homens sem responder
Fecharam a cara dizendo
O que vocês vão querer

Este dia foi marcante
Abalou a estrutura
A massa frutuosense
Com polícia se mistura
A fim de saber o certo
Quem a policia procura.
Helena Bezerra