terça-feira, 20 de setembro de 2016





PERCURSO PRA FEIRA


Senti a necessidade
De viajar bem cedinho
O dinheiro bem curtinho
De trinta só a metade
Pra ir a outra cidade
Um negócio resolver
Então decidi descer
E esperar o caminhão
Que tinha obrigação
Levar feirista e trazer.

De outra cidade vinha
Este transporte esperado
Consegui uma vaguinha
Num grande amontoado
Saí com pé enganchado
Na trave do caminhão
Recebendo arranhão
Dum arame enferrujado
Balaio de ovos ao lado
Pra eu prestar atenção

Naquele percurso certo
Rezava-se oração
Estava ali por perto
São Cristovam Damião
Pra proteger na estrada
Quase toda parada
Entrava um passageiro
Aqui acolá um cheiro
Desagradável saia
E a lotação seguia
Pra completar o roteiro

No rosto dos passageiros
Um sorriso estampado
Vendo o carro parado
Em frente uma garapeira
Seguiam todos pra feira
Alguns produtos comprar
Alguns iam pechinchar
Fazendo economia
Era uma garantia
Pra noutra feira voltar

No pino do meio dia
Todos estavam no carro
Conduzindo o que podia
Fumando em um cigarro
Entrando no caminhão
Uns vinte e cinco no chão
Gritando deixe eu entrar
Para ir organizando
Muitos sacos colocando
Pro passageiro sentar

Compravam no atacado
Alimentos e animais
Era tudo misturado
Uns na frente outros atrás
Bode e ovelhas berrando
Galinha cacarejando
Os cachorros e os suínos
Madeira pra construção
Gaiolas potes e pilão
Adultos jovens e meninos

Mas esta farra acabou
Deixando recordação
A crise já descartou
Feiristas o caminhão
Que iam toda semana
Desapareceu a grana
Tudo por corrupção
Feita pelos marajás
O roubo da Petrobrás
Empobreceu a nação.

HELENA BEZERRA.











sexta-feira, 12 de agosto de 2016

SEU TRAJETO FOI ASSIM


Foi projetado por Deus
Planejado direitinho
Chegou no mundo chorando
De gente era um pinguinho
Mas cresceu acompanhando
As curvas do seu caminho

Refiro me a seu Fransquinho
Que nasceu pra ser feliz
O nome abençoado
De  Francisco de Assis
Da família nascimento
Que é a sua raiz

Tinha Jesus por juiz
Dos atos que praticava
Foi bom filho bom irmão
Toda a família ajudava
No ato da precisão
O seu serviço prestava

Muito novo só pensava
Numa família formar
E quando conheceu Neuza
Começou encasquetar
Só vou ficar sossegado
Quando com ela falar

Pediu para namorar
Neuza impôs condição
Só namoro pra casar
Essa é minha opinião
Ele disse é o meu plano
Vamos selar união

Diante a aceitação
Naquele lindo momento
Ele desprezou as outras
Que tinha no pensamento
Se preparou pra pedir
Ela para o casamento

Foi um bom entendimento
Com todos familiares
O casamento marcado
Para unir os pilhares
Alicerçando a família
Para edifica os lares

Noticia voou nos ares
Foi registrada a união
Foram três dias de festas
Com muita animação
Feita na casa da noiva
Reinando satisfação

Com muita dedicação
E responsabilidade
Pegaram o peso da cruz
E dividiram a metade
Jesus Cristo abençoou
E deu responsabilidade

Enfrentaram com vontade
E amor no coração
A vida cotidiana
Cumprindo a obrigação
E cada ano um menino
Com a maior perfeição

Sempre teve a intensão
De ser pai de muita gente
Sentado naquela mesa
Na hora do café quente
Dava conselhos apontando
Os erros severamente

Lia educadamente
O ABC da lição
Ai daquele que agisse
Contrário a opinião
Perdia todo cartaz
Sem ter recuperação

Ele era um cidadão
De um exemplo brilhante
O peso era de menino
Disposição de gigante
Econômico e pontual
De caráter transbordante

Foi muito perseverante
Honesto e trabalhador
Era agropecuarista
Pedreiro e vendedor
Até da nossa capela
Foi administrador

Dedicou se por amor
A devoção a Maria
Sempre louvou-a tocando
Em qualquer hora do dia
Como ele não cantava
Seu violão transmitia

O que ele mais queria
Era alguém interessar
Aprender a sua arte
Tinha gosto de ensinar
E doava o violão
Para servir neste altar

Pra ocupar seu lugar
Ninguém se habilitou
Mesmo doente ele vinha
Todo ritmo acompanhou
DO,RE,MI, FA, SÓ, LA,SI,
Todo tempo dominou

Depois que se afastou
Lutando com a doença
Ficou vindo assistir missas
Aumentando sua crença
Sempre que estava aqui
Marcava sua presença

A sua fé era imensa
Lhe ajudou no sofrimento
Teve uma vida longa
Saboreou cem por cento
Das coisas da natureza
Do trabalho ao alimento

Explorou conhecimento
Em tudo que procurou
Viveu oitenta e seis anos
Toda vida dedicou
Ao trabalho e a família
A igreja e ao Senhor

Muitas saudades deixou
Mas como estava faltando
Um tocador no coral
Um anjo ficou chamando
Venha pra tocar no céu
Envolveu ele num véu
E nós fiquemos chorando.
 
Autora; HELENA BEZERRA
FRUTUSO GOMES 12-08-2016





  




quarta-feira, 20 de julho de 2016

AMIGO É ASSIM




Não existe distância pra amigo
No momento difícil está presente
No estado sadio ou no doente
Se manifesta em qualquer situação
Pra problemas encontra solução
Uma ponte de amor edificando
Quem precisa passar vai ajudando
Dando espaço pra ir e pra voltar
Um amigo é farol iluminando
O caminho pro outro atravessar

sábado, 2 de julho de 2016

ACOLHAMOS COM ALEGRIA



Entre aplausos e vivas  
Ansiedade e desejo
Chega a imagem da santa
Num animado cortejo
Na nossa comunidade
Ao som de palma e festejo

Todos unidos cantando
Para receber Maria
Padroeira do Brasil
Que os seus filhos auxilia
Enchendo seus corações
Duma profunda alegria

Quem era que imaginava
De um dia acontecer
A imagem de Maria
Longa estrada percorrer
Até chegar esta serra
E sua bênçãos fornecer

É um grande privilegio
Para nossa comunidade
Entrar no Rota Trezentos
Sentir fé e humildade
Se envolvendo nas graças
Da mãe de humanidade

Unidos pedimos bênçãos
Para todos os presentes
Pedimos paz para outros
Que daqui estão ausentes
E a saúde completa
Para todos os doentes

Adeus Santa Aparecida
Siga a peregrinação
Continue abençoando
Região por região
Regressando ao seu lugar
Não deixe de abençoar
O povo deste sertão.


Escreveu: HELENA BEZERRA.


sexta-feira, 24 de junho de 2016

O QUE TEM NAS FESTAS JUNINAS






  
Tem homenagem aos santos
Antônio Pedro e João
Os nordestinos aproveitam
Pra fazer animação
Por isso o nordeste ganha
Em qualquer competição

Tem seca com seus problemas
Mas o nordestino é forte
Passa por cima de tudo
Na miséria dar um corte
E valoriza a cultura
Do Rio Grande do Norte

Tem bastante economia
Neste período junino
Muitos turistas visitam
O torrão potiguarino
O dinheiro entra e sai
No bolso do nordestino

Tem alegria sobrando
Nos corações desta gente
Quem alimenta a tristeza
Fica alegre e sorridente
Vendo os artistas cantando
Não tem quem fique doente

Tem comidas saborosas
Para todos degustar
Bolos doces e salgados
Fas dieta abandonar
O milho e seus derivados
Ficam em primeiro lugar

Tem fogueira esquentando
O centro das atrações
Quadrilha principal dança
Mantendo as tradições
O público julga na palma
As suas competições.
( HELENA BEZERRA)

sábado, 21 de maio de 2016

O FIM DA CORRUPÇÃO



O bota fora de Dilma
Foram anos trabalhados
Reuniões e ideias
Surgindo dos deputados
Foi muito sono perdido
Membro de cada partido
Dava sua opinião
Sem precisar testemunha
O líder Eduardo Cunha
Pois fim na corrupção

Agora o Brasil respira
Um ar sem poluição
Os ladrões do lava jato
Se encontram na prisão
O PT que atrapalhou
O seu rumo já tomou
É muito bom pra nação
Vê na globo apresentado
Um jornal noticiado
Sem haver corrupção

O que crescia a galope
Temer deu um paradeiro
Deu um freio na inflação
Valorizou o dinheiro
Quem roubou não rouba mais
Controlou a Petrobrás
Encontrou a solução
Cortando dez ministério
Fazendo um governo sério
Sem haver corrupção

Há tempo a nação pedia
Pra mudar este poder
Sentia necessidade
De ter o PMDB
Atuar na presidência
Um homem de competência
Caráter e educação
Tudo foi concretizado
E Michel Temer empossado
Sem haver corrupção

Nos programas sociais
Vai passar o pente fino
No Bolsa só fica a mãe
Que tiver mais dum menino
Minha casa minha vida
Vai ser sempre corrigida
Pra manter-se no padrão
ENEN PROUN E FIÉS
Com segurança e papéis
Pra não ter corrupção

Nossa nação brasileira
Já caminha aliviada
As verbas chegando ao ponto
Sem desvio na estrada
Dando lucro e crescimento
Vê-se o desenvolvimento
Saindo da contra mão
Temer só pensa no povo
E neste governo novo
Não se vê corrupção.

Autora; HELENA BEZERRA. 

domingo, 8 de maio de 2016

POR DESCUIDO ACONTECEU





POR DESCUIDO ACONTECEU


Voltando do CPP
Um fato aconteceu
Um estouro muito forte
Chega o ouvido doeu
O motorista bem calmo
Disse estourou um pneu

Em baixa velocidade
O veiculo ainda corria
Por ele ser veterano
Muito controle fazia
Estacionou calmamente
O carro que conduzia

Era uma rural lotada
De passageiros que vinha
No pino do meio dia
Nem se quer uma sombrinha
Pra abrigar este povo
Aquele lugar não tinha

O motorista matinha-se
Na calma  na paciência 
Nada se pode fazer
Faltei com a competência 
De colocar o macaco
Para esta emergência 

Se pedia pra parar 
Todo carro que passava
Precisamos dum macaco
Eles nem se quer olhava
Mais ninguém não desistia
A precisão obrigava

O primeiro que passou
Era muito conhecido
Formamos côro gritando 
Pare Damião querido
Por ir em velocidade
Passou por despercebido

Carros subiam, desciam
E nós na pista correndo 
Nós queremos um macaco
Não estavam entendendo
O motorista no mato
Pedra no ombro trazendo

Lutava sem desistir 
Ao longe apareceu
Um carro de cor vermelha
Nosso grito atendeu
Ajudou com o macaco
E com o esforço seu

Terminando o serviço
O motorista falou
Vamos vamos passageiros
O perigo já passou
Um ar de felicidade
Todo mundo transbordou

Quando todos se sentaram
O carro penso ficou
O pneu que foi trocado 
Tava furado  baixou
A murro a ponta pé
Três léguas meia andou

O carro quando parou 
Não deu pra acreditar
O pneu virou mulambo
Sumiu a câmara de ar
A lona enrolou no eixo
Faltou pouco pra virar

Agradecemos a Deus
Por ter dado proteção
De não sofrer acidente
E ter á disposição
De terminar a viagem
Andando de pé chão.

Autora: Helena Bezerra