Sertão depois que choveu
A floresta reviveu
O verde reacendeu
Babugem brotou do chão
Carão voltou a cantar
E sertanejo a plantar
E Bem ti vi anunciar
A fartura do sertão
Sapos renovam coral
O som da voz é igual
Foi num foi é recital
Da sua orquestração
Lá na beira da lagôa
O povo que houve enjôa
Cada qual canta e côa
Quando chove no sertão
Açude morto enterrado
Num lugar abandonado
Encheu e tem derramado
Água com disposição
Arrebentou a sangria
Lá tem festa todo dia
É a maior alegria
Pra quem vive no sertão
Fica o povo agradecido
Vendo seu sertão chovido
O campo bem revestido
É muito linda a visão
Rio de barreira a barreira
O ronco da cachoeira
Água que cai da biqueira
Cava buraco no chão
Era seco esturricado
O povo desesperado
Já tinha se preparado
Pra sair deste sertão
De repente aconteceu
Que dia e noite choveu
Quem estava seco encheu
Foi uma ressurreição.
Helena Bezerra.
Faço um convite sincero A todos apologistas Poetas e cordelistas Indo ao mundo virtual Pesquise em blog e jornal Viva sempre em sintonia Venha fazer companhia Curtir e apreciar E se poder comentar Um foco de poesia.
quinta-feira, 26 de abril de 2018
sexta-feira, 30 de março de 2018
AS DORES DE MARIA
A primeira dor sentida
No coração de Maria
Foi quando levou ao templo
Seu filho com alegria
E o velho Semeão
Rezou sua profecia
Este menino vai ser
Sinal de contradição
Em Israel vai haver
Queda e elevação
E a espada de dor
Da mãe fere o coração
A segunda dor foi quando
O anjo disse a josé
Pegue o menino e Maria
Fujam caminhando a pé
Pois Herodes quer matar
A Jesus de Nazaré
Na terceira dor Maria
Ficou bem agoniada
Depois da festa da páscoa
Quando vinha na estrada
Sentiu falta de Jesus
Voltando desesperada
A quarta dor foi marcante
No meio da multidão
No caminho do calvário
Quando apareceu Simão
Foi forçado a carregar
A cruz pra consumação
A quinta dor foi cruel
Vendo a crucifixão
As Marias reunidas
Cada chaga um facão
Com a ponta enferrujada
Furando seu coração
A sexta dor foi a prova
Que Maria tinha fé
Recebendo o filho morto
Das mãos daquele José
Todo lavado de sangue
Da cabeça até o pé.
A sétima dor o adeus
Vendo seu sepultamento
Do filho que acompanhou
Num trajeto violento
Guardou no cofre da alma
Todo aquele sofrimento
HELENA BEZERRA.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
ABRAÇOS
Abraço tem o teor
Que o corpo fortifica
Seu poder é de curar
Aonde aperta fica
Uma sensação tão forte
Que a alma tonifica
O abraço cura ódio
Cansaço ressentimento
Revigora a autoestima
Mantém o comportamento
Joga pra fora tristeza
Corpo sã é cem por cento
A alma se surpreende
Com a recomposição
E o fortalecimento
Mandado do coração
Sendo abraço apertado
Tem dose de gratidão
Abraço silencioso
E abraço conversado
Tem o que mata saudades
Quando é bem apertado
Tem o de amor fraterno
E amor de namorado
Médico precisa saber
Da cura pelos abraços
Suspender os comprimidos
E preencher os espaços
Encontrando com os outros
E apertar como laços
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
SERVIR PARA SER SERVIDO.
A vida é dependente
Do outro pra ajudar
Na hora do nascimento
Tem equipe pra lutar
Prestando todo serviço
Em tudo que precisar
Até o nome da gente
Foi outro quem escolheu
O alimento o carinho
E tudo que recebeu
Amor e educação
Também foi outro que deu
Ninguém vive e nem viveu
Sem do outro depender
O semeador semeia
Cultiva para colher
Os outros depende dele
Pra poder sobreviver
Até pra ter profissão
Tem outros a interagir
Pra formar uma família
E para se divirtir
Tudo depende dos outros
No viver e no agir
A vida não tem sentido
Na sala do comodismo
Dividir com quem não tem
Sair do sedentarismo
São ações que nos ajudam
Destruir o egoismo
É uma troca constante
Feita sem se perceber
Um faz o outro recebe
Sem procurar entender
A vida é um labirinto
Confuso pra todo ser
Os outros são responsáveis
De fazer o funeral
De consolar a família
Em uma ação sepulcral
Na despedida do corpo
Em sua reta final.
HELENA BEZERRA.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
PERSEGUIÇÃO É ASSIM
Se a pessoa consegue
Um trabalho pra viver
Os marajás do poder
Com olho gordo persegue
Outros adeptos consegue
Os direitos derrubar
Quem lutou pra conquistar
Durante árdua missão
Vê outro passar a mão
Sem o suor derramar
São lutas pra conseguir
Um trabalho invejado
Tanto tempo trabalhado
Sem os esforços medir
Muitas noites sem dorrmir
Tentando aperfeiçoar
Estuda pra melhorar
O nível da profissão
Vê outro passar a mão
Sem o suor derramar
A crise está instalada
Aonde a corda se tora
Quem plantou já pulou fora
O pobre sofre lapada
A cúpula dar emboscada
Pra impostos arrecardar
E o que poder desviar
Sucateando a nação
Vê outro passar a mão
Sem o suor derramar
O ponto alvo a propina
Cada um com sua parte
Parece que virou arte
A alta da gasolina
O pobre guarda a buzina
Somente pra recordar
Nem pode acompanhar
O preço do botijão
Vê outro passar a mão
Sem o suor derramar
Pagar conta sem dever
Ah! negócio desgraçado
Quem tem salário minguado
É sangrado sem querer
Até se adoecer
Morre sem se consultar
Não há vaga pra internar
É triste a situação
Vê outro passar a mão
Sem o suor derramar
Se tudo que foi robado
Houvesse devolução
Mala,cueca calção
Fosse tudo despejado
Os cofres do nosso estado
Enchia até sangrar
Nem precisava tirar
Do servidor um quinhão
E outro passar a mão
Sem o suor derramar.
HELENA BEZERRA.
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