sábado, 19 de maio de 2018

DICAS DE ENTREVISTAS PARA EMPREGOS.


Quando for entrevistado
Evite de perguntar
Ouça mais e fale menos
Fixe bem o seu olhar
Para o entrevistador
No seu ego confiar

Não gesticule demais
Pois isso lhe prejudica
Afeta o intrevistador
Até irritado fica
Com o mexido nos dedos
Que encolhe e estica

Não pergunte pela grana
Que vai ter como salário
Se disponha a atender
Qualquer que seja o horário
Pois se tiver preferência
Deixa de ser operário

Só busque informação
Sobre o papel da empreza
Seja bem objetivo
Indagando com clareza
Se falhar nesta questão
Não aparece defesa

Se vista com roupa simples
No dia da entrevista
Demonstre seu interesse
Para obter conquista
Se seguir esta noção
Aguarde o nome na lista.

Autora;Helena Bezerra.


                                                             

quinta-feira, 26 de abril de 2018

O SERTÃO RESSUSCITADO

Sertão depois que choveu
A floresta reviveu
O verde reacendeu
Babugem brotou do chão
Carão voltou a cantar
E sertanejo a plantar
E Bem ti vi anunciar
A fartura do sertão

Sapos renovam coral
O som da voz é igual
Foi num foi é recital
Da sua orquestração
Lá na beira da lagôa
O povo que houve enjôa
Cada qual canta  e côa

Quando chove no sertão
Açude morto enterrado
Num lugar abandonado
Encheu e tem derramado
Água com disposição
Arrebentou a sangria
Lá tem festa todo dia
É a maior alegria
Pra quem vive no sertão

Fica o povo agradecido
Vendo seu sertão chovido
O campo bem revestido
É muito linda a visão
Rio de barreira a barreira
O ronco da cachoeira
Água que cai da biqueira
Cava buraco no chão

Era seco esturricado
O povo desesperado
Já tinha se preparado
Pra sair deste sertão
De repente aconteceu
Que dia e noite choveu
Quem estava seco encheu
Foi uma ressurreição.

Helena Bezerra.

sexta-feira, 30 de março de 2018



 AS DORES DE MARIA


A primeira dor sentida
No coração de Maria
Foi quando levou ao templo
Seu filho com alegria
E o velho Semeão
Rezou sua profecia

Este menino vai ser
Sinal de contradição
Em Israel vai haver
Queda e elevação
E a espada de dor
Da mãe fere o coração

A segunda dor foi quando
O anjo disse a josé
Pegue o menino e Maria
Fujam caminhando a pé
Pois Herodes quer matar
A Jesus de Nazaré

Na terceira dor Maria
Ficou bem agoniada
Depois da festa da páscoa
Quando vinha na estrada
Sentiu falta de Jesus
Voltando desesperada

A quarta dor foi marcante
No meio da multidão
No caminho do calvário
Quando apareceu Simão
Foi forçado a carregar
A cruz pra consumação

A quinta dor foi cruel
Vendo a crucifixão
As Marias reunidas
Cada chaga um facão
Com a ponta enferrujada
Furando seu coração

A sexta dor foi a prova
Que Maria tinha fé
Recebendo o filho morto
Das mãos daquele José
Todo lavado de sangue
Da cabeça até o pé.

A sétima dor o adeus
Vendo seu sepultamento
Do filho que acompanhou
Num trajeto violento
Guardou no cofre da alma
Todo aquele sofrimento

HELENA BEZERRA.





segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

ABRAÇOS





Abraço tem o teor
Que o corpo fortifica
Seu poder é de curar
Aonde aperta fica
Uma sensação tão forte
Que a alma tonifica

O abraço cura ódio
Cansaço ressentimento
Revigora a autoestima
Mantém o comportamento
Joga pra fora tristeza
Corpo sã é cem por cento

A alma se surpreende
Com a recomposição
E o fortalecimento
Mandado do coração
Sendo abraço apertado
Tem dose de gratidão

Abraço silencioso
E abraço conversado
Tem o que mata saudades
Quando é bem apertado
Tem o de amor fraterno
E amor de namorado

Médico precisa saber
Da cura pelos abraços
Suspender os comprimidos
E preencher os espaços
Encontrando com os outros
E apertar como laços

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018






              
                  SERVIR PARA SER SERVIDO.


A vida é dependente
Do outro pra ajudar
Na hora do nascimento
Tem equipe pra lutar
Prestando todo serviço
Em tudo que precisar

Até o nome da gente
Foi outro quem escolheu
O alimento o carinho
E tudo que recebeu
Amor e educação
Também foi outro que deu

Ninguém vive e nem viveu
Sem do outro depender
O semeador semeia
Cultiva para colher
Os outros depende dele 
Pra poder sobreviver

Até pra ter profissão
Tem outros a interagir
Pra formar uma família
E para se divirtir
Tudo depende dos outros
No viver e no agir

A vida não tem sentido
Na sala do comodismo
Dividir com quem não tem
Sair do sedentarismo
São ações que nos ajudam
Destruir o egoismo

É uma troca constante
Feita sem se perceber
Um faz o outro recebe
Sem procurar entender
A vida é um labirinto
Confuso pra todo ser

Os outros são responsáveis
De fazer o funeral
De consolar a família
Em uma ação sepulcral
Na despedida do corpo
Em sua reta final.

HELENA BEZERRA.