O CASAL: JORGE E LUISA NO ENLEVO DA TRAIÇÃO.
Autora: Helena Bezerra De Araújo .
Inspirada numa obra
Eça Queiróz o autor
Primo Basílio é o nome
Dado pelo escritor
E Portugal o país
Onde a cena se passou
O foco deste cordel
É uma orientação
Voltada para casais
Livrar-se da tentação
Que o inimigo usa
Para aplicar a traição
O casal Jorge e Luísa
Uniram-se em casamento
Uma união perfeita
Cumprindo o sacramento
Sem saber que caminhavam
Pra sede do sofrimento
Jorge profissional
Foi chamado a trabalhar
Em outro país distante
Ausentou-se do seu lar
Deixou Luísa sozinha
Sua vida a lamentar
Para ajudar nos trabalhos
No decorrer da semana
Ela tinha uma escrava
Com nome de Juliana
Seu farol incendiava
Qualquer criatura humana
O tempo foi se passando
Nenhuma notícia vinha
Por parte do seu marido
Luísa ia e vinha
Passeando no pomar
Vendo as flores que tinha
De súbito encontrou-se
Com Basílio primo seu
Um encontro formidável
Ali mesmo aconteceu
Foi um abraço tão forte
Que seu coração doeu
Ainda na sua infância
Tinha sido admirada
Por aquele seu parente
Até carta foi trocada
Mas sem haver incentivos
A paixão ficou parada
Como estava adormecida
Nessa hora despertou
Os corações se agitaram
A respiração parou
Os olhos disseram tudo
E boca silenciou
Juliana que estava
A cena presenciando
Aguçou a sua mente
Ficou logo planejando
E a vida de Luísa
Começou investigando
Mexendo nos seus guardados
Uma carta encontrou
Assinada por Basílio
Comprovando seu amor
Que sentia por Luísa
No coração sofredor
Foi ali que Juliana
Sentiu profunda firmeza
Dizia nos seus botões
Ou tamanha safadeza
Agora vou cobrar dela
Com toda minha dureza
Chamou Luísa dizendo
Levante venha lutar
Desça de sua patente
Faça tudo que eu mandar
Ai de ti se disser não
Pois a cobra vai fumar
Luísa disse tá louca?
Ela um soco lhe deu
Mostrou a prova dizendo
Pois em você mando eu
Passe a ser minha escrava
Com o que lhes pertenceu.
Assim ficou muito tempo
Luiza sendo a escrava
A patroa juliana
Todo castigo lhe dava
A infeliz da Luiza
Pela culpa suportava
Até que chegou o dia
Que seu marido voltou
Quando viu sua esposa
De susto se espantou
Ela sem felicidades
O esposo nem ligou
O sentimento de culpas
E a raiva de juliana
O medo da descoberta
Da sua ação leviana
Fazia a transformação
Daquela mulher mundana
O marido indignou-se
Naquela situação
Luiza se aperreava
A busca de solução
Pra bomba não estourar
Sofria humilhação
Pediu dinheiro a Basilio
Para outra voz calar
Ele fugiu pois não tinha
Grana pra lhe ajudar
Ao amigo do marido
Resolveu tudo contar
Bastião era o amigo
Que partiu pra ajudar
Chamou um policial
Para o plano executar
Pegar juliana a força
E aquela carta tomar
A estupidez foi tão grande
E o susto que cometeu
Pois uma taquicardia que
De súbito aconteceu
E juliana na hora
Tombou no chão e morreu
Foi um alívio tão grande
Que Luisa melhorou
Com pouco tempo o carteiro
Na sua porta parou
De Basílio pra Luisa
Uma carta entregou
Jorge foi quem recebeu
Abriu e fez a leitura
Para dar explicação
A sua esposa procura
Ela não resiste e cai
E para na sepultura
O que se faz escondido
Logo mais é revelado
A palavra de deus diz
O escondido é mostrado
A vida tem dois caminhos
Um certo e outro errado.
HELENA BEZERRA DE ARAÚJO.
Faço um convite sincero A todos apologistas Poetas e cordelistas Indo ao mundo virtual Pesquise em blog e jornal Viva sempre em sintonia Venha fazer companhia Curtir e apreciar E se poder comentar Um foco de poesia.
terça-feira, 10 de julho de 2018
sábado, 19 de maio de 2018
Mote;TODA MÃE CARREGA A PAZ DA PUREZA DE MARIA
A mulher foi planejada
Pelo pai da criação
Pra ser mãe foi preparada
Com alma e coração
Os dois tem uma função
Que mãe precisa demais
O amor que satisfaz
A luta do dia a dia
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria.
Mãe sabe ler a cartilha
Para seu filho educar
Quando não quer escutar
Penetra por outra trilha
Seja filho ou seja filha
São trabalhosos demais
Pode ser moça ou rapaz
Dão trabalho todo dia
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria.
A mãe sabe dividir
Melhor que a matemática
Pra amar tem uma prática
Faz questão de evoluir
Nunca pode desistir
Do engatinhar atrás
Toda comida que faz
Esquenta depois esfria
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria
Mãe no seu interior
Conduz todo sentimento
A bagagem do sofrimento
Alterna no seu amor
Tem filho que dá valor
Outros maltratam demais
Mesmo explorada faz
Tudo com muita alegria
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria
Tem filho que faz questão
De viver da mãe auzente
O coração dela sente
Efeito de explosão
Passa a noite em oração
Por notícia não ter mais
Até promessa ela faz
Pra lhe abraçar um dia
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria
Mãe carrega sentimento
Chega o coração balança
Nunca perde a esperança
Nem foge do sofrimento
Trabalha que só jumento
Anda pra frente pra traz
E do melhor corre atrás
Na luta do dia a dia
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria.
Autora;Helena Bezerra.
Pelo pai da criação
Pra ser mãe foi preparada
Com alma e coração
Os dois tem uma função
Que mãe precisa demais
O amor que satisfaz
A luta do dia a dia
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria.
Mãe sabe ler a cartilha
Para seu filho educar
Quando não quer escutar
Penetra por outra trilha
Seja filho ou seja filha
São trabalhosos demais
Pode ser moça ou rapaz
Dão trabalho todo dia
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria.
A mãe sabe dividir
Melhor que a matemática
Pra amar tem uma prática
Faz questão de evoluir
Nunca pode desistir
Do engatinhar atrás
Toda comida que faz
Esquenta depois esfria
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria
Mãe no seu interior
Conduz todo sentimento
A bagagem do sofrimento
Alterna no seu amor
Tem filho que dá valor
Outros maltratam demais
Mesmo explorada faz
Tudo com muita alegria
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria
Tem filho que faz questão
De viver da mãe auzente
O coração dela sente
Efeito de explosão
Passa a noite em oração
Por notícia não ter mais
Até promessa ela faz
Pra lhe abraçar um dia
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria
Mãe carrega sentimento
Chega o coração balança
Nunca perde a esperança
Nem foge do sofrimento
Trabalha que só jumento
Anda pra frente pra traz
E do melhor corre atrás
Na luta do dia a dia
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria.
Autora;Helena Bezerra.
DICAS DE ENTREVISTAS PARA EMPREGOS.
Quando for entrevistado
Evite de perguntar
Ouça mais e fale menos
Fixe bem o seu olhar
Para o entrevistador
No seu ego confiar
Não gesticule demais
Pois isso lhe prejudica
Afeta o intrevistador
Até irritado fica
Com o mexido nos dedos
Que encolhe e estica
Não pergunte pela grana
Que vai ter como salário
Se disponha a atender
Qualquer que seja o horário
Pois se tiver preferência
Deixa de ser operário
Só busque informação
Sobre o papel da empreza
Seja bem objetivo
Indagando com clareza
Se falhar nesta questão
Não aparece defesa
Se vista com roupa simples
No dia da entrevista
Demonstre seu interesse
Para obter conquista
Se seguir esta noção
Aguarde o nome na lista.
Autora;Helena Bezerra.
quinta-feira, 26 de abril de 2018
O SERTÃO RESSUSCITADO
Sertão depois que choveu
A floresta reviveu
O verde reacendeu
Babugem brotou do chão
Carão voltou a cantar
E sertanejo a plantar
E Bem ti vi anunciar
A fartura do sertão
Sapos renovam coral
O som da voz é igual
Foi num foi é recital
Da sua orquestração
Lá na beira da lagôa
O povo que houve enjôa
Cada qual canta e côa
Quando chove no sertão
Açude morto enterrado
Num lugar abandonado
Encheu e tem derramado
Água com disposição
Arrebentou a sangria
Lá tem festa todo dia
É a maior alegria
Pra quem vive no sertão
Fica o povo agradecido
Vendo seu sertão chovido
O campo bem revestido
É muito linda a visão
Rio de barreira a barreira
O ronco da cachoeira
Água que cai da biqueira
Cava buraco no chão
Era seco esturricado
O povo desesperado
Já tinha se preparado
Pra sair deste sertão
De repente aconteceu
Que dia e noite choveu
Quem estava seco encheu
Foi uma ressurreição.
Helena Bezerra.
A floresta reviveu
O verde reacendeu
Babugem brotou do chão
Carão voltou a cantar
E sertanejo a plantar
E Bem ti vi anunciar
A fartura do sertão
Sapos renovam coral
O som da voz é igual
Foi num foi é recital
Da sua orquestração
Lá na beira da lagôa
O povo que houve enjôa
Cada qual canta e côa
Quando chove no sertão
Açude morto enterrado
Num lugar abandonado
Encheu e tem derramado
Água com disposição
Arrebentou a sangria
Lá tem festa todo dia
É a maior alegria
Pra quem vive no sertão
Fica o povo agradecido
Vendo seu sertão chovido
O campo bem revestido
É muito linda a visão
Rio de barreira a barreira
O ronco da cachoeira
Água que cai da biqueira
Cava buraco no chão
Era seco esturricado
O povo desesperado
Já tinha se preparado
Pra sair deste sertão
De repente aconteceu
Que dia e noite choveu
Quem estava seco encheu
Foi uma ressurreição.
Helena Bezerra.
sexta-feira, 30 de março de 2018
AS DORES DE MARIA
A primeira dor sentida
No coração de Maria
Foi quando levou ao templo
Seu filho com alegria
E o velho Semeão
Rezou sua profecia
Este menino vai ser
Sinal de contradição
Em Israel vai haver
Queda e elevação
E a espada de dor
Da mãe fere o coração
A segunda dor foi quando
O anjo disse a josé
Pegue o menino e Maria
Fujam caminhando a pé
Pois Herodes quer matar
A Jesus de Nazaré
Na terceira dor Maria
Ficou bem agoniada
Depois da festa da páscoa
Quando vinha na estrada
Sentiu falta de Jesus
Voltando desesperada
A quarta dor foi marcante
No meio da multidão
No caminho do calvário
Quando apareceu Simão
Foi forçado a carregar
A cruz pra consumação
A quinta dor foi cruel
Vendo a crucifixão
As Marias reunidas
Cada chaga um facão
Com a ponta enferrujada
Furando seu coração
A sexta dor foi a prova
Que Maria tinha fé
Recebendo o filho morto
Das mãos daquele José
Todo lavado de sangue
Da cabeça até o pé.
A sétima dor o adeus
Vendo seu sepultamento
Do filho que acompanhou
Num trajeto violento
Guardou no cofre da alma
Todo aquele sofrimento
HELENA BEZERRA.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
ABRAÇOS
Abraço tem o teor
Que o corpo fortifica
Seu poder é de curar
Aonde aperta fica
Uma sensação tão forte
Que a alma tonifica
O abraço cura ódio
Cansaço ressentimento
Revigora a autoestima
Mantém o comportamento
Joga pra fora tristeza
Corpo sã é cem por cento
A alma se surpreende
Com a recomposição
E o fortalecimento
Mandado do coração
Sendo abraço apertado
Tem dose de gratidão
Abraço silencioso
E abraço conversado
Tem o que mata saudades
Quando é bem apertado
Tem o de amor fraterno
E amor de namorado
Médico precisa saber
Da cura pelos abraços
Suspender os comprimidos
E preencher os espaços
Encontrando com os outros
E apertar como laços
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