Cumera tudo difice
Naquele tempo de outrora
Nicassa tinha um ticido
Qui durou mais duma hora
Pelejano prar cortar
Quage a tizoura num tora
Fêz um lençó qui midia
Três metro de cumprimento
Cum dois e mei de laigura
Só era munto caspento
No fri sirvia de capa
Pá tudo sinfiar dento
Era Nicassa e Nabor
Batailano todo dia
Tinha um bucado de fie
O de cumê consiguia
Mais o de vistir fartava
Praquela grande famia
O uso desse lençó
Já tava cum cinco ano
Nicassa por precisão
Na mente chegou um prano
De recortar o lençó
Grande pedaço de pano
Fêz uma cauça pá Chico
Um vistido pá Toinha
Uma camisa pá Neco
Uma saia pá Zefinha
Um caução pá putifá
Uma brusa pá Netinha
Foi tanta filicidade
E pulo de alegria
Um obrigado mamãe
Tão auto chega zinia
Botava roupa e tirava
Guardava e depois vistia
.
Toinha era mais filiz
Pruque já era mocinha
Nunca saía de casa
Pois vivia de caucinha
Feita de saco de açúcar
Ou de saco de farinha
Cum esse único vistido
Toinha se divirtiu
Foi pá novena,pá missa
Até canturia viu
Enum jogo de aigorinha
Um namoro adquiriu.
Toda vêz quela saía
Evitava se sentar
Os acentos tinha prego
E pudia ripuxá
O ticido do vistido
Quela tinha pá usá.
O coidado era maior
Cono o vistido lavava
Na sombra dum juazeiro
Um varal improvisava
Cumo já era fubento
O sol quente disbotava.
Toinha superou tudo
Essa crise foi imbora
Já conta mais de noventa
Guarda tudo na memora
O bom mermo é cunhecer
Ela contano a estóra.
HELENA BEZERRA.
Faço um convite sincero A todos apologistas Poetas e cordelistas Indo ao mundo virtual Pesquise em blog e jornal Viva sempre em sintonia Venha fazer companhia Curtir e apreciar E se poder comentar Um foco de poesia.
sábado, 30 de março de 2019
sábado, 23 de março de 2019
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
A TIMIDEZ
Timidez é desconforto
Em várias situações
Impede os objetivos
E as realizações
De quem procura viver
Em outras repartições
Quem sofre de timidez
Procura sempre evitar
Contatos com os estranhos
Tem medo até de falar
Em qualquer um ambiente
Até o familiar.
Empobrece a qualidade
De vida no social
Se oprime se recusa
Causa trastorno mental
Acarreta prejuízo
Na vida profissional
Três tipos de timidez
Um situacional
Impede falar em público
Em todo e qualquer local
Treme o corpo perde a voz
Fica até passando mal.
O outro se torna crônico
Inibe as formas de vida
No convívio pessoal
Amigo lhes intimida
Estranho pior ainda
Machuca a alma abatida
Timidez proposital
Faz aumentar o sofrer
De si próprio tem vergonha
Dispensa de conhecer
Até o próprio parente
Bate a porta pra não vê
A timidez é um mal
Que precisa ser curado
Todo portador se sinta
Fortemente encorajado
Apostando em seu talento
Deixa a timidez de lado.
Helena Bezerra.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
PORQUE DISCRIMINAÇÃO?
Sendo
obeso se revolta
Quando alguém fita o olhar
Se for numa festa volta
Antes dela se findar
Odeia uma balança
O que mais cresce é a pança
Parece está estufado
Come sem moderação
Na sua concepção
Se acha discriminado
O homem que é poeta
Observa pensa e cria
Qualquer assunto interpreta
Desenvolve em poesia
Uns vive a vida cantando
Outros vivem declamando
Os seus trabalhos rimados
A maioria esquece
Que o poeta merece
Nunca ser discriminado
O drogado dependente
Da paz é destruidor
Desrespeita o ambiente
As vezes causa terror
Pede, engana e mente
Assalta e mata gente
Pelo vício é dominado
Se for tratado tem jeito
Mesmo mostrando respeito
É muito discriminado
O aidético está sendo
Pela saúde atendido
Quando ele fica sabendo
Que do vírus é atingido
Entristece e se agita
Sua mente fica aflita
Quando é examinado
O médico lhe faz feliz
Mas o povo encara e diz
Este está discriminado
Aquele que é bandido
Vive no mal apostando
Nunca se dar por vencido
Por isso vive esperando
Um golpe certeiro dar
Ao próximo prejudicar
Nunca se acha culpado
Um dia ele é destruído
Grita o povo enfurecido
Morreu um discriminado
A criança é obra prima
Do autor da criação
Merecida de estima
Amor e dedicação
Muitas são abandonadas
Por suas mães desprezadas
Aqui ou em outro estado
Trabalho tem sido feito
Pelejando pra dar jeito
A quem é discriminado
O professor é um ente
Diferente dos demais
Jesus sabe e ele sente
Fazendo encontro com pais
Dizem não posso ajudar
Ao meu filho estudar
Porque não sou preparado
Agüentem por favor
Até o governador
Faz ele discriminado
O matuto é agregado
De costume e tradição
Fala de terra e de gado
Gosta de tomar pifão
É rústico seu linguajar
Se por acaso estudar
Ainda fala errado
Tem professor que critica
Desse jeito o pobre fica
Na aula discriminado
O fumante é defensor
Dos males que o fumo faz
Prejudicado com dor
Afirma estou bem demais
Fumando muito e tossindo
E a fumaça cobrindo
Quem está aproximado
Quem toma vergonha deixa
Pois muita gente se queixa
Fumante é discriminado
O idoso representa
Uma história de vida
A muitos ele comenta
Minha existência é sofrida
Nada foi fácil pra mim
Já estou chegando ao fim
Por Deus eu sou castigado
Fico num canto sozinho
Ouço alguém dizer baixinho
Idoso é discriminado
Se você é portador
De uma deficiência
Já tem projeto a favor
O que falta é competência
Para o projeto exercer
E o deficiente ser
Em todo lugar tratado
Sem excluir seu direito
Mas sempre tem um sujeito
Que o julga discriminado
O pobre é excluído
No meio da sociedade
É taxado de metido
Perto de autoridade
Mesmo Lula lhe ajudando
Tem muita gente negando
Seu direito conquistado
Nos projetos sociais
O Bolsa custa demais
Porque é discriminado
A
mulher evoluiu
Na luta e no pensamento
Da cozinha ela saiu
Com marca de sofrimento
Quebrou cabresto e corrente
Lutou pra ser consciente
Mesmo fazendo zoada
Tirou macho do poder
Mas ele insiste em dizer
Mulher é discriminada
O cachaceiro é um traste
Sem vergonha e sem futuro
Desejam até que o craste
Pra não produzir impuro
No bar ele é um imundo
Na rua um vagabundo
Por todos ignorado
Em casa a mulher implora
Meu amor você lá fora
É
muito discriminado
A polícia militar
Mesmo sendo bem treinada
Uns começam criticar
Que sua luta é errada
Não usam educação
No momento da prisão
Prende até inocentado
Só faz assim diz o povo
Este policial novo
É todo discriminado
O negro tem um perfil
De lutar com perfeição
Pode se virar em mil
Mas não muda a opinião
E nem a compreensão
Do branco mal informado
Mesmo sendo um mestiçado
Abre a sua boca e diz
Aqui no nosso país
O negro é discriminado.
O homem agricultor
É repleto de esperança
Um inverno promissor
Aguarda com confiança
Planta antes de chover
Confia que vai colher
E muitas vezes dar errado
Procura uma solução
Cansado de ouvir não
Se acha discriminado
O homossexual
Na luta tem avançado
Vivendo como um casal
Por lei já foi conquistado
Adotar uma criança
No dedo por aliança
Mesmo sendo namorado
Sendo um ao outro fiel
Registrado no papel
Ainda é discriminado
O alfaiate é um ente
Que luta para agradar
Mede traça corta e sente
O gosto de costurar
Aceita fazer recortes
De roupa fina a esportes
Faz a dinheiro e fiado
Zela bem cada cliente
Mas tem um tipo de gente
Que o faz discriminado
Pra que discriminação
Quando só temos pai
Zombar do próprio irmão
Todo poderoso cai
Vamos unidos viver
A Jesus obedecer
Pra poder ser perdoado
Quem errou peça perdão
E diga de coração
Não sou mais discriminado.
terça-feira, 25 de dezembro de 2018
O SENTIDO CRISTÃO DO NATAL
O período natalino
Pelo cristão é vivido
O mistério de Jesus
Não pode ser entendido
O verbo se tornar carne
Como criança nascido.
O povo é confundido
Com a festa do natal
Dar muita prioridade
Reunir o pessoal
Enfeitar o ambiente
Esquecer o principal.
O comércio é um postal
Se renova a alegria
Papai Noel de vermelho
E barba branca macia
Se destaca na vitrine
Toda criança aprecia.
Não importa a carestia
Compram tudo no cartão
Não falta peru na ceia
Porque já é tradição
Panetone no café
Da primeira refeição
Só falta a oração
Pro povo civilizado
Compreender que Jesus
Sempre está ao nosso lado
Pra nascer no coração
Que estiver preparado
Precisa muito cuidado
No agir e no falar
Fazer uso do perdão
É maneira de limpar
Parte do seu coração
Para Jesus habitar
É bom ler e explicar
A viagem de Maria
Quando ia pra Belém
Com José em companhia
E lhes negaram hospedagem
Dizendo que não podia
Em uma estribaria
Encontraram aposento
Os animais e José
Viram o acontecimento
A alegria invadiu
De Jesus o nascimento
Pede-se entendimento
Para o natal entender
O seu sentido cristão
A vida favorecer
O supérfluo descartar
E o concreto valer
HELENA BEZERRA..
quinta-feira, 29 de novembro de 2018
HINO A CRISTO REI.
Viva! Viva! Cristo Rei
No seio da humanidade
Logradouro vibra e canta
Na sua festividade
(REFRÃO)
Um padroeiro escolhido
Pelo povo do lugar
Todos no objetivo
De Cristo Rei adorar
No ano dois mil e quatro
A capela foi erguida
A imagem de Cristo Rei
Pelo padre foi benzida
Cristo Rei do universo
Fonte transbordando amor
O atingido por ele
Degusta melhor sabor
Seu reino está entre nós
Em cada um sacramento
E na palavra divina
Que serve como alimento
Assim nos tornemos sal
Para transmitir sabor
E luz para propagar
Cristo Rei nosso Nosso Senhor.
Helena Bezerra.
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
O PROFESSOR
O professor è a base
Que sustenta uma nação
É a fonte que fornece
Saber e educação
No labirinto da vida
Aponta uma direção
Que sustenta uma nação
É a fonte que fornece
Saber e educação
No labirinto da vida
Aponta uma direção
O professor multiplica
Educação e saber
A soma do resultado
È franco pra fornecer
Quem quiser ser ganhador
Vá pra fila receber
Educação e saber
A soma do resultado
È franco pra fornecer
Quem quiser ser ganhador
Vá pra fila receber
Toda profissão merece
Uma injeção de amor
Aplicada com carinho
Pra não matar o valor
Que se encontra injetado
Na alma do professor
Uma injeção de amor
Aplicada com carinho
Pra não matar o valor
Que se encontra injetado
Na alma do professor
O médico,o advogado
O juiz,o promotor
O bacharel em direito
Engenheiro e contador
Ai deles se não houvesse
O exímio professor
O juiz,o promotor
O bacharel em direito
Engenheiro e contador
Ai deles se não houvesse
O exímio professor
Não menospreze aquele
Que contribui pra nação
Crescer com sabedoria
Ciência e educação
Quem formação recebeu
Do professor esqueceu
Até de apertar a mão.
Que contribui pra nação
Crescer com sabedoria
Ciência e educação
Quem formação recebeu
Do professor esqueceu
Até de apertar a mão.
Autora: Helena Bezerra.
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