quinta-feira, 12 de novembro de 2020

UM VOTO OFERECIDO.

 Num período eleitoral

Numa pequena cidade

Num cantinho do país

Cresce no povo a vontade

De mudança acontecer

E pelo o voto escolher

Quem tem mais capacidade.


O caça voto não para

Caça no sítio e na rua

Andando de casa em casa

A cultura continua

O compra voto acontece

Do pobre ninguém esquece

Prática que se perpetua.


Tudo isso acontecendo

Gente sem dormir direito

Todo dia passeata 

Por beco largo e estreito

Todo espaço se enchendo

Os eleitores correndo

Gritando viva o prefeito..


Para fazer diferença

Nesta movimentação

Ficava uma senhora

Acenando com a mão

Os candidatos passavam

Nem perto dela chegavam

Com um pouco de atenção.


Um dia ela resolveu 

O seu voto oferecer

Amigo quer o meu voto

O cara sem entender

Perguntou isso é verdade?

A nossa realidade

É comprar voto e vender.


Sinceramente obrigado

Pelo senhor aceitar

O meu voto é valioso

O meu prazer é votar

Cumprindo com meu dever

E o candidato escolher

Sem ninguém pra indicar.


Uma lição de moral

Civismo e cidadania

Quem recebeu ficou tenso

Pois a prática que exercia

Era o contrário fazer

Ganhar e tudo esquecer

O que antes prometia.


Ela concluiu dizendo

Desperta povo sofrido

A derrota do país

É  ver seu povo vendido

Pra fazer o voto errado

E continuar derrotado

Elegendo corrompido.

(Autora: Helena Bezerra).


A VIDA É UMA MISSÃO.

 É no mês missionário   (outubro)

Que a igreja focaliza

Catequese aprofundada

No cristão se concretiza

E a palavra de Deus

No coração eterniza.


Missionário é aquele

Que assume sua missão

De fazer o bem ao próximo

Em qualquer ocasião

Trabalha com transparência

Quando assume uma função.


Não é para qualquer um

Sair do seu bem estar

Ir ao proletariado

Sua vida orientar

Os direitos e deveres

Que precisam procurar.


A consulta da palavra

Aonde estiver faltando

Ser delicado e presente

E sempre viver buscando

Pessoas que façam o mesmo

Ao seu irmão ajudando.


Dizer que é missionário

Sem ter aproximação

Dos carentes que precisam

De uma grande atenção

Seu nome é fora da lista

Dos adeptos da missão.


Tem muitas comunidades

Sentindo sede de Deus

Faltando missionários

Chegar com talentos seus

Plantar sementes que façam

Modificar os ateus.


Por isso vá consciente

Com Jesus no coração

Mente aberta fé em Deus

E uma bíblia na mão

Os olhos fixo no céu

E os pés firmes no chão.

Autoria da poetisa Helena Bezerra.


domingo, 18 de outubro de 2020

O POETA


O poeta um é ser vivo

Dos outros bem diferente

É um observador

Que absorve na mente

Explora quando precisa

Também interioriza 

Pra usar futuramente.


O poeta se coloca

No lugar do seu irmão

Expressa o que ele sente

Da alma ao coração

Na fonte da poesia

Abastece todo dia

Um canal de inspiração.


O poeta pensa e cria

O que a mente produz

Registra pela a escrita

E a poesia conduz

Sem dela se separar

Os dois formando um só par

Com a proteção de Jesus.


O poeta se destaca

Em qualquer um ambiente

Por mais simples que pareça

Mesmo tendo muita gente

É logo identificado

Por ser um ente formado

Com o jeito diferente.


O poeta faz da mente

A máquina de produzir

Versos rimas e orações

Pode o mundo reduzir

Colocar num só poema

Mergulha em qualquer sistema

É só Jesus consentir.


O poeta tem no céu

O seu lugar garantido

Se a morte não fosse moca

Nenhum havia morrido

Mas o céu também precisa

De poeta e poetisa.

Fazer Jesus divertido.

(Helena Bezerra). 

terça-feira, 6 de outubro de 2020

 OUTUBRO ROSA EM AÇÃO.


No antepenúltimo mês

Que antecede o fim do ano

Uma campanha se lança

Pra evitar causar dano

Na parte que amamenta

O bebê do ser humano


Outubro rosa chegou

A luta entra em ação

Principal objetivo

É conscientização

Pra evitar que a mama

Passe a ter infecção.


Se descobrir que o cãncer

Foi diagnosticado

Na fase inicial

Tem tudo pra ser curado

O autoexame é a forma

Que tanto tem ajudado.


A mulher orientada

Quando completa quarenta

Anos de sua existência

Na saúde se apresenta

Marca o dia do exame

Pra vê se o mau afugenta.


Sabemos que outubro rosa

É um grande movimento

Dentro e fora do Brasil

Mostrando esclarecimento

Sobre o câncer de mama

O pivô do sofrimento.


Outubro rosa se empenha

Em fazer divulgação

Conscientizar mulheres

No uso da prevenção

Que o SUS bancas despesas

 Veja a constituição.


Inúmeros são os sintomas

Que se apresentam na mama

Mulher sem informação

Com medo esconde sintoma

Só vai procurar um médico

Quando seu mamilo inflama.


 Por isso muitas mulheres

Na mama falta saúde

Vencer o câncer de mama

É angariar virtude

E quem não obtém êxito

Embarca no ataúde.


Por isso outubro rosa

Lute com perseverança

Injete conhecimento

Tranquilidade esperança

Pra esse mau combater

E a mulher poder viver

Com muito mais confiança.

Autora:HELENA BEZERRA.




quarta-feira, 23 de setembro de 2020

 MOTE:NÃO FOI SIMPLES PRA FAZER

MAIS FOI COM SIMPLICIDADE.


O começo foi tachado

Como no primeiro emprego

Até mexeu no sossego

De quem era sossegado

O certo saía errado

Mas como havia vontade

De vê a comunidade

No dia-á-dia crescer

Não foi simples pra fazer

Mais foi com simplicidade.


Muitos planos refugados

Muitos projetos perdidos

Muitos sonos maus dormidos

Sonhos ser alcançados

Papéis escritos rasgados

O empenho e a vontade

Superou a tempestade

De quem luta pra vencer

Não foi simples pra fazer

Mais foi com simplicidade.


Passo a passo em andamento

Aos poucos recuperando

Onde estava precisando

Aplicava um suplemento

Buscava melhoramento

Na dura realidade

O prazo de validade

Chegava até se vencer

Não foi simples pra fazer

Mais foi com simplicidade.


A luta é intensamente

Lenta ou acelerada

Quando a verba vem cortada

Dói o juízo da gente

Precisa ser insistente

Pra conseguir a metade

É tanta dificuldade

Pra vitória acontecer

Não foi simples pra fazer

Mais foi com simplicidade.

Mote:Janda Jácome

Glosa:Helena Bezerra.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

MÁSCARA E CAPACETE.

 M- Apareceu novamente?

Há tempo estavas sumido

Depois do isolamento

Tinhas ficado esquecido

E agora se apresenta

Virou traste oferecido?


C-Pra quê tanto exibimento?

E tanta especulação

Tenho porte pra viver

Sem trabalhar feito o cão

Quando as leis me determina

Aí sim,entro em ação.


M-Estou sendo procurada

Depois desta Pandemia

Antes disso me usavam

Em caso de cirurgia

Depois ia para o lixo

Sem nenhuma serventia.


C-Passo por isso também

Muitas vezes abandonado

Sem priorizar a vida

Me usam do jeito errado

Trocam cabeça no braço

E o corpo vivo em finado.


M-Virei febre mundial

Meu nome o mundo aprovou

Depois do CORONAVÍRUS

Nosso planeta mudou

Do rosto nobre ao plebeu

Este assessório usou.


C-Esnobo minha presença

Em termos materiais

Aonde sou fabricado

Tudo é moderno demais

Sua linha é a pobreza

Qualquer costureira faz


O que vale é o prestígio

Por favor preste atenção

A saúde orientou

A toda população

Me usar pra evitar

Tanta contaminação.


C-Tu tivestes vez agora

Sempre viveu esquecida

Pra diminuírem gastos

Tá se tornando querida

O povo enlouqueceu

Achar que tu salvas vida.


M-C-Nós vamos trabalhar juntos

Nossa meta evitar

O povo de adoecer

Também de se acidentar

Fora acidente e COVID

Viva a vida que Deus dar.

(HELENA BEZERRA).



quinta-feira, 13 de agosto de 2020

CECÍLIO SILVA (ETERNO SOBREVIVENTE).

Quando Jesus determina
A natureza obedece
O sucesso é evidente
Tudo de bom acontece
Mas o presente dum filho
Nem todo mundo merece.

Moacir e Aldenora
De Deus tiveram auxilio
Formaram uma família
Enfrentando empecilho
Nasceram várias mulheres
E homem só foi Cecílio.

Uma criança saudável
Esperta forte e sadia
Muito querida por todos
Promovente de alegria
Vê o menino crescer
Toda família queria.

Ainda muito criança
Começou a trabalhar
Acompanhava o pai
Pouco podia ajudar
Passava o dia na roça
Antes de ir estudar.

A mãe muito cuidadosa
Na escola o colocou
Ia com suas irmãs
Logo se alfabetizou
Foi o destaque da turma
Título de líder ganhou.

Pra concluir o primário
Cecílio muito sofreu
Trabalhava e estudava
Foi grande o esforço seu
Explorando a inteligência
Que Jesus Cristo lhe deu.

Continuou trabalhando
E estudando também
Ás vezes faltava aula
Mas desenvolvia bem
Cada matéria aplicada
A sua nota era cem.

Dificuldades problemas
Ele soube amenizar
No ensino fundamental
Teve o primeiro lugar
Mas veio o ensino médio
Pra sua Cuca esquentar.

Quando concluiu o curso
Tentou o vestibular
Ficou desestimulado
Porque não deu pra passar
Perdeu o pique e ficou
Com raiva de estudar.

Se dedicou na igreja
Em tudo estava presente
Entrou no grupo de jovens
Admirou muita gente
Por ser um forte católico
Filho de família crente.

Devido seu desempenho
E sua capacidade
Evoluiu nos trabalhos
Com responsabilidade
Coordenou vários grupos
Com muita facilidade.

O padre observando
A sua dedicação
Pediu pra ele fazer
Um censo na região
Como Agente Pastoral
Aprofundou a missão.

Ele corajosamente
O trabalho iniciou
Apé e de bicicleta
Todo município andou
Casa a casa,rua a rua
Todo habitante contou.

Foi um trabalho forçado
Mais soube a situação
De cada uma família
E qual a religião
Fazia o censo completo
Da criança ao ancião.

Ficou sabendo de tudo
Que existia e faltava
Pra frequentar a igreja
O convite ele lançava
Fazia a celebração
E a palavra pregava.

A serviço da igreja
Participou de eventos
Foi em diversos lugares
Fez bastantes treinamentos
E repassava aos demais
Com bons esclarecimentos.

A maioria do povo 
O seu trabalho agradou 
A igreja entristeceu
Quando ele anunciou 
Que ia entregar tudo
Que com gosto organizou

Alegou vários motivos 
Um deles o principal 
Continuar os estudos 
Morar vizinho a natal
Preparar o seu futuro
Era o maior  ideal.

Quando ele nem esperava
O melhor aconteceu
O Sindicato Rural
Duas vagas ofereceu
Vindas da escola agrícola 
Cecílio uma preencheu. 

Quando foi fazer a prova
Com pouca grana saiu 
No carro que faz a linha 
Pra natal se dirigiu 
Levando um terço no bolso
Confiando em Deus segui

Estava tão ansioso
Que foi muito antecipado
Uma semana de espera 
Lhe deixou equivocado
Quando foi fazer a aprova 
Entrou no transporte errado

Dois minutos antes da prova
Ele conseguiu chegar
No local determinado
Para se realizar
Muito tempo refletia 
Ah! Se eu pudesse passar

Voltou para casa pensando
Somente no resultado
Faltava-lhe o apetite 
Sonhava sempre acordado 
Até chegar a notícia
Que tinha sido aprovado 

Foi à maior alegria 
Que este rapaz sentiu
Pulava, ria e chorava
Até seu sangue fugiu 
A toda comunidade 
A notícia transmitiu 

 Para fazer a matrícula
Pouco dinheiro arranjou
Só o total das passagens
No seu bolso colocou
Nem se quer um copo d'água 
Na viagem não tomou

Chegando em macaíba 
Um moto-táxi pediu
Uma chuva muito forte
Neste momento caiu
Enfrentando o temporal
Para Jundiaí seguiu 

Tremendo todo molhado
Com uma pasta na mão 
Levava dentro da mesma
Toda a documentação
Por sorte não se molharam 
Na pasta de papelão

Levou todos xerocados
O que ia precisar 
E se tivesse molhado 
Não tinha com que pagar 
Nem se quer uma só xerox 
Que precisasse tirar

Para fazer a matrícula
Logo logo foi chamado
Se era grátis ou paga 
Não tinha sido informado
Quase que passava mau 
Quando soube o resultado 

Para viajar de volta
Era o dinheiro que tinha 
Quando o rapaz disse o preço 
Contou a grana todinha 
Que ele tinha no bolso 
Parece até adivinha 

Respirou profundamente 
Para Jesus Cristo apelou 
Estava com muita fome 
Sem esperar encontrou
Dois amigos da igreja 
E a  situação contou.

Responderam que estavam 
Na mesma situação 
Mas tinham pra onde ir 
Cecílio pediu-lhe então
Deixe-me ir com vocês 
Eles disseram pois não. 

Seguiram para Natal 
Com Cecílio acompanhando 
No outro dia cedinho
Seu rumo foram tomando
Cecílio saiu para rua 
Com o seu terço rezando. 

Sem perder as esperanças 
Chegou na comunidade
Chamada VENI CREATOR
Foi sua felicidade 
Matou a fome que estava 
Sanou a necessidade.

Um rapaz muito gentil
Foi deixá-lo na parada
Aonde o ônibus passava
E a mente preocupada
Sem dinheiro pra passagem
Ou vida aperreada.

Quando entrou no transporte
Muito triste planejando
Dizer ao motorista
O que estava se passando
Sem ter no  bolso um real
Cabisbaixo viajando.

No percurso da viagem
Algo estranho aconteceu
Os passageiros são provas
Quando uma mulher desceu
Disse a passagem de Cecilio
Quem tá pagando sou eu.

Recordei uma das feita
Que fizestes no passado
A ação que tu fizeras
Hoje te dou este agrado
Assim Cecílio livrou-se
Da passagem ficar fiado.

Considerou um milagre
O sofrimento vencer
Pensou logo no rosário
Que rezava pra valer
Quer vencer na vida reze
É o que tenho a dizer.

Em breve arrumou a mala
E viajou pra ficar
Morar em Jundiaí
Para poder estudar
A escola preparava
O jovem pra trabalhar.

Fez construção de amizades
Com colegas e professores
Quase todos como ele
Filhos de agricultores
Com origens enraizadas
Nos nossos interiores.

Deixo Cecílio estudando
Preparando seu futuro
Suspendo minha caneta
Em nome de Deus eu juro
Testemunhei a verdade
Jovem desta qualidade
Tem um conceito seguro.

Autoria de HELENA BEZERRA.