sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

PARÓQUIA DE MARTINS EM CORDEL.

Dei um mergulho na fonte

Aonde estava guardado

Papéis escritos a mão

Pelo tempo amarrotado

Num baú nos camarins

Da paróquia de Martins

Tinha fato registrado


A leitura fui fazendo .

 Com pouco de atenção

São cento e oitenta anos

Do ato da criação

Da paróquia abençoada

De Pau dos Ferros desmembrada

Foi grande a evolução.


Ocorreu quando Martins

A Portalegre pertencia

Foi um marco na história

E a política que existia

Lutou com severidade

Com nome Maioridade

Outra cidade nascia.


Pra não esquecer o feito

Do fundador da capela

Francisco Martins Roriz

Que tanto zelou por ela

Denominou-se Martins

Daqui até os confins

Ninguém mexe em nome dela.


Natural do Ceará

Homem de bom coração

Era católico fiel

Amava a religião

Com muita fé e coragem

Colocou uma imagem 

Da virgem da Conceição.


Quando a paróquia  nasceu

Em meio a dificuldade

Nem estrada nem transporte

Só o poder da vontade

Dos padres dado por Deus

Pra atender os fiéis seus

Naquela comunidade.


Padre Pedro e Gonçalo

Os primeiros a assumir

As tarefas da paróquia

Na intenção de servir

A cada paroquiano

Na vida do ser humano

A palavra interagir.


Eles eram capelãs

Com responsabilidades

Prestavam cultos divinos

Em outras comunidades

Subiam serras e desciam

Os trabalhos que exerciam

Eram  por necessidades.


Na saída deles veio

O seu vigário primeiro

Padre Antonio de Souza

Dedicou-se por inteiro

Quatro décadas mais três anos

Amava aos paroquianos

Tinha pavor a dinheiro.


Posterior foi o padre

Chamado de Valentim

Expandiu os seus trabalhos

Desceu serra e foi a fim

De fundar outra capela

E a comunidade dela

Ao projeto disse sim.


Era em Serrinha dos Pintos

Onde se concretizou

A fundação da capela

O povo todo ajudou

Do idoso ao pivete

Senhora de Lá Salete

Imagem que colocou.


Foi a vez de padre Carlos

Que tenho recordação

Prestando muito serviço

A toda  esta região

Em um cavalo montado

Muitas vezes acompanhado

Pelo um certo sacristão.


Alvo de olhos azuis

A  missa era em Latim

O povo nada entendia

Eu no meio pensava assim

Que todo mundo era santo

Quando entoava um canto

Via o céu perto de mim.


O padre José do Vale

Foi o que me batizou

José Zilmar de Andrade

O seu carisma implantou

Padre Walter padre Guido

A dupla que fez sentido

Guido foi Walter ficou. 


Padre Walter muito jovem

Quando a paróquia assumiu

Com muitos sonhos e projetos

A igreja reuniu

Muitas equipes formou

Como administrador

Seu trabalho evoluiu.


Seu maior objetivo

Era evangelização

Trouxe irmãs pra ajudar

No papel de formação

Colocou rádio no ar

Tudo fez pra conservar

Boa comunicação.


Deu expansão a paróquia

Os pólos organizava

Sentia sede nos jovens

Aqui acolá lançava

Uma rede pra pescar

Quando ia despescar

Uns dois ou três encontrava.


Na matriz e nas capelas

Fazia uma seleção

Cada qual se destinava

Assumir com precisão

Dentro da comunidade

Mais de uma atividade

A serviço da missão.


Seu  trabalho era incansável

Não só com a religião

Com meio social

Tinha preocupação

Seu intento era ajudar

Do carente melhorar

A sua situação.


Depois de trinta e seis anos

Fez a sua despedida

Mas o povo de Martins

Não saiu da sua vida

Nem ele saiu do povo

Vai e vem volta de novo

A passagem é garantida.


Quando ele saiu entrou

Um fruto que foi brotado

Através da catequese

Por Walter incentivado

Padre Possídio assumiu

E o trabalho prosseguiu

Dando conta do recado.


O clima foi muito tenso

O povo ainda abalado

Possídio muito dinâmico

Fez triste ser animado

E assim continuou

O povo colaborou

Foi ótimo aprendizado.


Quando assembléia fazia

Em nível paroquial

De todas comunidades

Reunia o pessoal

E cada grupo que ia

Uma proposta fazia

Pra discutir no final.


Criou-se  o CPP

Um conselho eficiente

Todo mês se reunia

Em um local diferente

Da paróquia o andamento

Prestando esclarecimento

Deixando bem transparente


No calendário anual

Houve uma alteração

Entrou as comunidades

Também por obrigação

Todo mês celebrar missa

Fieis que não tem preguiça

Pulou de satisfação.


Pra ajudar nos trabalhos

Padre Iraildo chegou

Ombro a ombro com Possídio

Um período trabalhou

Amava a zona rural

Conquistava o pessoal

No lugar que ele passou.


Depois que saiu Possídio

Assumiu padre Dian

Um jovem porém careca

A juventude era fã

De tudo que ele fazia

Na palavra transmitia

A força dum talismã.


Portador do evangelho

Quem tem cuidado não erra

Não deixava a desejar

Luiz Gomes sua terra

Padre muito animador

Foi ele o fundador

Do evento Exalta-Serra.


Saiu deixando os fiéis

Seguiu por outro caminho

Uns choravam outros sentiam

No coração um espinho

O bispo não apanhou

Porque praqui enviou

Nosso querido Netinho.


Padre Netinho superou

Aquela situação

Conquistou todos fiéis

Com sua voz de trovão

Os doentes visitava

E a palavra pregava

Acenando com a mão.


Talento tinha sobrando

Coragem não lhes faltava

Cumpria com o roteiro

Que a paróquia elaborava

Entre capela e matriz

Missionário feliz

Idade não afetava.


Com a Área Pastoral

O trabalho triplicou

O padre de Alexandria

Com muito gosto ajudou

A trilhar o seu caminho

E assim padre Netinho

O seu serviço prestou.


O bispo vendo Netinho

Em ritmo acelerado

Precisando de descanso

Passou a noite acordado

Rezou pedindo a Jesus

Que lhe mostrasse uma luz

E o destino a ser traçado.


A solução foi  Wescley

Que lhe respondeu assim

Dom Mariano estou pronto

Vou substituir Netim

Força fé e alegria

Um turbilhão de energia

Se mexe dentro de mim.


Quando foi comunicado

Netinho não hesitou

Pensou na sua saúde

Outra paróquia abraçou

Wescley  a serra subiu

E  a paróquia assumiu

Foi Deus quem lhe confiou.


Quando recebeu a chave

Ajoelhou-se no chão

Fitou os olhos no céu

Abriu o seu coração

A alma o corpo fascina

Recebeu bençãos divina

Da virgem da Conceição.


Já completaram dois anos

Que este peso conduz

Em todas as dimensões

Deus manda um anjo de luz

Iluminar seu caminho

Acompanhado ou sozinho

Seu protetor é jesus.


Finalizando o cordel

Quero parabenizar

Paróquia e paroquianos

E o padre que agora estar

Assumindo esta missão

E a virgem da Conceição

Pra todos abençoar.


Autoria de Helena Bezerra.


 








quinta-feira, 12 de novembro de 2020

UM VOTO OFERECIDO.

 Num período eleitoral

Numa pequena cidade

Num cantinho do país

Cresce no povo a vontade

De mudança acontecer

E pelo o voto escolher

Quem tem mais capacidade.


O caça voto não para

Caça no sítio e na rua

Andando de casa em casa

A cultura continua

O compra voto acontece

Do pobre ninguém esquece

Prática que se perpetua.


Tudo isso acontecendo

Gente sem dormir direito

Todo dia passeata 

Por beco largo e estreito

Todo espaço se enchendo

Os eleitores correndo

Gritando viva o prefeito..


Para fazer diferença

Nesta movimentação

Ficava uma senhora

Acenando com a mão

Os candidatos passavam

Nem perto dela chegavam

Com um pouco de atenção.


Um dia ela resolveu 

O seu voto oferecer

Amigo quer o meu voto

O cara sem entender

Perguntou isso é verdade?

A nossa realidade

É comprar voto e vender.


Sinceramente obrigado

Pelo senhor aceitar

O meu voto é valioso

O meu prazer é votar

Cumprindo com meu dever

E o candidato escolher

Sem ninguém pra indicar.


Uma lição de moral

Civismo e cidadania

Quem recebeu ficou tenso

Pois a prática que exercia

Era o contrário fazer

Ganhar e tudo esquecer

O que antes prometia.


Ela concluiu dizendo

Desperta povo sofrido

A derrota do país

É  ver seu povo vendido

Pra fazer o voto errado

E continuar derrotado

Elegendo corrompido.

(Autora: Helena Bezerra).


A VIDA É UMA MISSÃO.

 É no mês missionário   (outubro)

Que a igreja focaliza

Catequese aprofundada

No cristão se concretiza

E a palavra de Deus

No coração eterniza.


Missionário é aquele

Que assume sua missão

De fazer o bem ao próximo

Em qualquer ocasião

Trabalha com transparência

Quando assume uma função.


Não é para qualquer um

Sair do seu bem estar

Ir ao proletariado

Sua vida orientar

Os direitos e deveres

Que precisam procurar.


A consulta da palavra

Aonde estiver faltando

Ser delicado e presente

E sempre viver buscando

Pessoas que façam o mesmo

Ao seu irmão ajudando.


Dizer que é missionário

Sem ter aproximação

Dos carentes que precisam

De uma grande atenção

Seu nome é fora da lista

Dos adeptos da missão.


Tem muitas comunidades

Sentindo sede de Deus

Faltando missionários

Chegar com talentos seus

Plantar sementes que façam

Modificar os ateus.


Por isso vá consciente

Com Jesus no coração

Mente aberta fé em Deus

E uma bíblia na mão

Os olhos fixo no céu

E os pés firmes no chão.

Autoria da poetisa Helena Bezerra.


domingo, 18 de outubro de 2020

O POETA


O poeta um é ser vivo

Dos outros bem diferente

É um observador

Que absorve na mente

Explora quando precisa

Também interioriza 

Pra usar futuramente.


O poeta se coloca

No lugar do seu irmão

Expressa o que ele sente

Da alma ao coração

Na fonte da poesia

Abastece todo dia

Um canal de inspiração.


O poeta pensa e cria

O que a mente produz

Registra pela a escrita

E a poesia conduz

Sem dela se separar

Os dois formando um só par

Com a proteção de Jesus.


O poeta se destaca

Em qualquer um ambiente

Por mais simples que pareça

Mesmo tendo muita gente

É logo identificado

Por ser um ente formado

Com o jeito diferente.


O poeta faz da mente

A máquina de produzir

Versos rimas e orações

Pode o mundo reduzir

Colocar num só poema

Mergulha em qualquer sistema

É só Jesus consentir.


O poeta tem no céu

O seu lugar garantido

Se a morte não fosse moca

Nenhum havia morrido

Mas o céu também precisa

De poeta e poetisa.

Fazer Jesus divertido.

(Helena Bezerra). 

terça-feira, 6 de outubro de 2020

 OUTUBRO ROSA EM AÇÃO.


No antepenúltimo mês

Que antecede o fim do ano

Uma campanha se lança

Pra evitar causar dano

Na parte que amamenta

O bebê do ser humano


Outubro rosa chegou

A luta entra em ação

Principal objetivo

É conscientização

Pra evitar que a mama

Passe a ter infecção.


Se descobrir que o cãncer

Foi diagnosticado

Na fase inicial

Tem tudo pra ser curado

O autoexame é a forma

Que tanto tem ajudado.


A mulher orientada

Quando completa quarenta

Anos de sua existência

Na saúde se apresenta

Marca o dia do exame

Pra vê se o mau afugenta.


Sabemos que outubro rosa

É um grande movimento

Dentro e fora do Brasil

Mostrando esclarecimento

Sobre o câncer de mama

O pivô do sofrimento.


Outubro rosa se empenha

Em fazer divulgação

Conscientizar mulheres

No uso da prevenção

Que o SUS bancas despesas

 Veja a constituição.


Inúmeros são os sintomas

Que se apresentam na mama

Mulher sem informação

Com medo esconde sintoma

Só vai procurar um médico

Quando seu mamilo inflama.


 Por isso muitas mulheres

Na mama falta saúde

Vencer o câncer de mama

É angariar virtude

E quem não obtém êxito

Embarca no ataúde.


Por isso outubro rosa

Lute com perseverança

Injete conhecimento

Tranquilidade esperança

Pra esse mau combater

E a mulher poder viver

Com muito mais confiança.

Autora:HELENA BEZERRA.




quarta-feira, 23 de setembro de 2020

 MOTE:NÃO FOI SIMPLES PRA FAZER

MAIS FOI COM SIMPLICIDADE.


O começo foi tachado

Como no primeiro emprego

Até mexeu no sossego

De quem era sossegado

O certo saía errado

Mas como havia vontade

De vê a comunidade

No dia-á-dia crescer

Não foi simples pra fazer

Mais foi com simplicidade.


Muitos planos refugados

Muitos projetos perdidos

Muitos sonos maus dormidos

Sonhos ser alcançados

Papéis escritos rasgados

O empenho e a vontade

Superou a tempestade

De quem luta pra vencer

Não foi simples pra fazer

Mais foi com simplicidade.


Passo a passo em andamento

Aos poucos recuperando

Onde estava precisando

Aplicava um suplemento

Buscava melhoramento

Na dura realidade

O prazo de validade

Chegava até se vencer

Não foi simples pra fazer

Mais foi com simplicidade.


A luta é intensamente

Lenta ou acelerada

Quando a verba vem cortada

Dói o juízo da gente

Precisa ser insistente

Pra conseguir a metade

É tanta dificuldade

Pra vitória acontecer

Não foi simples pra fazer

Mais foi com simplicidade.

Mote:Janda Jácome

Glosa:Helena Bezerra.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

MÁSCARA E CAPACETE.

 M- Apareceu novamente?

Há tempo estavas sumido

Depois do isolamento

Tinhas ficado esquecido

E agora se apresenta

Virou traste oferecido?


C-Pra quê tanto exibimento?

E tanta especulação

Tenho porte pra viver

Sem trabalhar feito o cão

Quando as leis me determina

Aí sim,entro em ação.


M-Estou sendo procurada

Depois desta Pandemia

Antes disso me usavam

Em caso de cirurgia

Depois ia para o lixo

Sem nenhuma serventia.


C-Passo por isso também

Muitas vezes abandonado

Sem priorizar a vida

Me usam do jeito errado

Trocam cabeça no braço

E o corpo vivo em finado.


M-Virei febre mundial

Meu nome o mundo aprovou

Depois do CORONAVÍRUS

Nosso planeta mudou

Do rosto nobre ao plebeu

Este assessório usou.


C-Esnobo minha presença

Em termos materiais

Aonde sou fabricado

Tudo é moderno demais

Sua linha é a pobreza

Qualquer costureira faz


O que vale é o prestígio

Por favor preste atenção

A saúde orientou

A toda população

Me usar pra evitar

Tanta contaminação.


C-Tu tivestes vez agora

Sempre viveu esquecida

Pra diminuírem gastos

Tá se tornando querida

O povo enlouqueceu

Achar que tu salvas vida.


M-C-Nós vamos trabalhar juntos

Nossa meta evitar

O povo de adoecer

Também de se acidentar

Fora acidente e COVID

Viva a vida que Deus dar.

(HELENA BEZERRA).