sábado, 25 de setembro de 2021

 Mote:ROSA RÉGIS FAMOSA CORDELISTA-FAZ SUCESSO JORRANDO POESIA


A cordelista nasceu no jerimum

Paraíba seu berço e seu estado

Muito jovem saiu do chão amado

O diferente pra ela era comum

Seu coração perdoava qualquer um

Em Natal fez a sua moradia

O seu curso primeiro economia

No viver descobriu que era artista

ROSA RÉGIS FAMOSA CORDELISTA

FAZ SUCESSO JORRANDO POESIA.


Mergulhou na piscina do cordel

Descobriu seu talento verdadeiro

Na COSERN ganhou muito dinheiro

Administrava cumprindo seu papel

No seu dedo honrava seu anel

Sua mente apagava e acendia

Indicando a fazer Filosofia

Ela fez por ser muito otimista

ROSA RÉGIS FAMOSA CORDELISTA

FAZ SUCESSO JORRANDO POESIA.


Sua arte explodiu como um trovão

Teve apoio e foi reconhecida

Ganhou prêmios venceu foi aplaudida

Na ANLIC prestou sua gestão

Ela é membro de associação

De poeta que vive e que vivia

Tem um porte formado de alegria

Com poemas matutos forma lista

ROSA RÉGIS FAMOSA CORDELISTA

FAZ SUCESSO JORRANDO POESIA.


Autora:Helena Bezerra.

25-09-21.


 

                      PIZZA  LITERÁRIA

Emília-Entro para anunciar

            Convido também pra ver

            Uma pizza literária

             Só não serve pra comer.


Narizinho-Eu também quero dizer

                 Que minha satisfação

                 É pegar coisa do alto

                 E guardar no coração.


Pedrinho-Saí do sertão

                Não por vaidade

                Tenho liderança

                Na minha cidade.


D.Benta-Na minha idade

               Sou bem respeitada

               Contando histórias

               Para criançada.


V.Sabugosa-Nesta sabugada

                    Eu fico sabido

                    Pois o meu futuro

                    Está garantido.


Tia Anastácia-Já tenho sofrido

                       Mas quero dizer

                       Só come pirão

                        Se aprender ler.


Cuca-           Pelejo pra ser

                     Mais obediente

                      Detesto quem faz

                      Fuxico da gente.


T.Barnabé-Estudo é semente

                  Pra se cultivar

                  Perdi minha vida

                  De tanto fumar.


Autora: Helena Bezerra-s25-09-21.

               

 SETEMBRO AMARELO 


Setembro deu uma alerta

A toda população

Mostrando a cor amarelo

Como sinal de atenção

O suicídio entre os jovens

Por causa da depressão


Noventa e oito por cento

Dos casos eram curáveis

Por isso eis a campanha

Feita pelos responsáveis

Para combater o mal

Voltando as vidas saudáveis.


ABP representante

Oficial da campanha

Realiza parcerias

E a sociedade ganha

As informações avança

E o pessoal acompanha.


Pela defesa da vida

O Brasil entra em ação

Se agrega na campanha

Dar toda orientação

Sobre a doença do século

A maldita depressão.


Se o desânimo atacar

E o sono tiver sumido

O peito angustiado

Não fique desiludido

Corra atras da medicina

Que seu mau é combatido.


Divulgação é a chave

Primordial da campanha

Para evitar suicídio

Uma reação estranha

Na luta do salva vidas

Até Jesus acompanha.


A morte por suicídio

Merece ser evitada

Política e religião

Cada uma é convidada

Lutar a favor da vida

De forma organizada.


Não seja só em setembro

Esta preocupação

Avance nos outros meses

A conscientização

Toda família precisa

De muita informação.


Autora:Helena Bezerra.

Frutuoso Gomes-RN 25-09-21.




terça-feira, 21 de setembro de 2021

 Mote: NÃO SOU PROFANO NEM SANTO

           HUMANO É ISSO QUE SOU.


Não sou crente nem ateu

Não gosto de ajudar

Não prefiro maltratar

Não tiro do que é seu

Não ligo se alguém sofreu

Não me peça que não dou

Não atendo quem ligou

Não faço mal eu garanto

Não sou profano nem santo

Humano é isso que sou.


Não faço alguém sofrer

Não falo mal de ninguém

Não dou cartaz a quem tem

Não consigo aborrecer 

Não sinto nenhum prazer

Não invejo quem lucrou

Não vibro pra quem ganhou

Não me aqueto num canto

Não sou profano nem santo

Humano é isso que sou.


Não trabalho pra viver

Não ligo quem me dedura

Não vivo sem a cultura

Não publico sem vender

Não consigo agradecer

Não sei quem me ajudou

Não demonstro quem eu sou

Não sei onde erro tanto

Não sou profano nem santo

Humano é isso que sou.


Não bebo porque não quero

Não fumo porque não gosto

Não peço e nem aposto

Não tiro uma nota zero

Não desisto e nem espero

Não respondo quem gritou

Não vou rir de quem chorou

Não alarmo nem espanto

Não sou profano nem santo

Humano é isso que sou.


Não chego pra ajudar

Não rezo pra quem morreu

Não visito quem nasceu

Não desisto de julgar

Não sei o que é amar

Não curto o que alguém postou

Não divido o que sobrou

Não fofoco isso eu garanto

Não sou profano nem santo

Humano é isso que sou.

Mote de ZÉ BEZERRA

Glosa de HELENA BEZERRA.









segunda-feira, 23 de agosto de 2021

COMODISMO E SOLIDARIEDADE

 

O despertar era ouvindo

Ao amanhecer do dia

Transmitido pelo rádio

Programa de cantoria

Aquelas vozes sonoras

O meu coração enchia.

            

Cada canção que ouvia

Com rapidez decorava

Ficava balbuciando

Quando na roça chegava

Sem errar nenhuma estrofe

A mesma canção cantava.

               

O que me alucinava

Chamando minha atenção

Impulsionou-me a ler

Foi grande a satisfação

Na descoberta de nomes

Em um cordel de cancão.

                   

Com esforço e atenção

Desenvolvi a leitura

Quando descobria um verso    

Gritava em toda altura

Decorava e repetia

Sem entender de cultura.

         

Sempre fazia mistura

Da cartilha e o cordel

Matutava a diferença

Olhando aquele papel

A dúvida ninguém tirava

O desgosto era cruel.

              

Desenhava com pincel

As figuras que gostava

Pra cada uma escrevia

Aquilo que combinava

Ensinava e aprendia

No caderno registrava.

              

A rima associava

Com o som da cantoria

O desejo de aprender

E cantar no outro dia

Imitando os cantadores

Era isso que fazia.

 

Uma paixão que ardia

Saía do coração

Sentia entusiasmo

Com a maior sensação

De fazer versos rimados

Só na imaginação.

 

Por força da emoção

Deu vontade de fazer

A minha primeira estrofe

Movida pelo prazer

Porque a mente mandava

A minha mão escrever.

 

Quando terminei de ler

Fiquei sem acreditar

A musa da poesia

Chegou pra me visitar

Guardei aquele segredo

Sem coragem de mostrar.

 

Resolvi apresentar

A quem tinha entendimento

Aprovado  plenamente

Vibrei de contentamento

Funcionou como tônico

No centro do pensamento.

 

Ali nasceu meu talento

E o gosto de escrever

Nas entrelinhas da vida

Guardava pra não perder

Depois fazia o registro

Só eu que podia ver.

 

Demorei a entender

O que era poesia

Como portadora dela

Sua presença não via

Mas um toque inspirador

A minha mente sentia.

 

Aproveitava e fazia

Alguns versos inspirados

Produzia umas quadras

Colocava nos guardados

Com a expectativa

De ver todos publicados.

 

Mantinha todos guardados

Ia escrevendo juntando

Alguns foram extraviados

Outros a traça cortando

Reunir todos num livro

Sempre vivia sonhando.

 

Resolvi ir colocando

Em um baú de madeira

Todas minhas produções

Era grande papeleira

Sem estímulo suspendi

Parei a minha carreira.

 

A ferrugem fez sujeira

Atrapalhou minha mente

Quando a vontade chegava

Escrevia novamente

Rasgava e jogava fora

Coisa de quem tá doente.

 

A poesia presente

Sentia depois passava

O tempo passou levando

Aquilo que me privava

Voltei escrever gostando

E o baú abarrotava.

 

As vezes até chorava

Pela grana tá distante

Para investir num livro

Que planejava constante

E timidez não deixava

Levar o projeto avante.

 

Tudo mudou num instante

Que uma neta encontrou

O baú de tampa aberta

E a notícia espalhou

Até na própria família

Uma surpresa causou.

 

Alguém se manifestou

Vendo aquela produção

Convidou toda família

Fez uma reunião

Para reunir num livro

Foi unânime a decisão.

 

Com aquela aceitação

E compromisso selado

Formaram uma equipe

Somente um escalado

Pra corrigir e deixar

Cada texto organizado.

 

Todo mundo interessado

Trabalhando com sucesso

Aonde existe união

Intensifica o progresso

Em curto espaço de tempo

Pronto para ser impresso.

 

Alguém que tinha acesso

A editora escolheu

O valor da impressão

Afetou quem escreveu

A família e os amigos

Esse recurso lhes deu.

 

A vitória aconteceu

Por força da união

A vida só tem sentido

Quando há a ligação

Com quem interessa e faz

Mudar a situação.

 

Ganhou a população

Com essa desenvoltura

A obra cordeliana

Enriqueceu a cultura

Na área de educação

Engrandeceu a leitura.

 

O cordel é a figura

Centrada na produção

A editora ampliou

Deixando uma perfeição

Concretizando a espera

Duma realização.

 

Faço recomendação

A todos agraciados

Pelo dom da poesia

Não sejam acomodados

Pra não sofrer como eu

Com os poemas trancados.

 

Os projetos partilhados

Tonifica a alegria

Elimina a timidez

Danifica a ironia

Cada obra produzida

Emana sabedoria.

 

A arte nos contagia

Com corpo e alma inquieta

As trilhas do pensamento

Induz anseio e afeta

Impregnando poesia

Na mente de um poeta.

 

Depois de alcançar a meta

E o livro publicado

Leitores e estudantes

Projeto realizado

Educação e cultura

Com o prêmio conquistado.

 Autoria de Helena Bezerra.

 

 

 

 

 

 

 


quarta-feira, 21 de julho de 2021

               MATUTO NÃO ASSUMIDO


Manezim  num aceitava

viver morano no mato

cono fez dezoito ano

foi pedir ao canidato

pra fazer seu documento

foi montado num jumento

chapéu de couro e sapato.


Resolveu tudo num dia

seno exposto a exigênça

seno para viajar

precisa  ter paciênça

e a eleição esperar

e o seu favor pagar

com muita eficiênça.


Ficou tudo combinado

cuno a eleição passou

foi pidir sua passage

teve a resposta num dou

entonse eu quero trabaio

o meno um quebra gaio

um disse ele indoidou.


Bateu nele uma revorta

transformano em corage

pidiu a um e a outo

o dinnhêro da passage

no ondo da aviação

se dispidiu do sertão

e siguio sua viage.


Foi isbarrar im são Paulo

mais de três dias passou

infado,fome e cansaço

tanto lhe incomodou

foi na mira dum amigo

que disse te dou abrigo

mais a comida num dou.


Aqui é tudo difice

só fica se trabaiá

tou indo pro meu sirviço

só a noite vou vortá

corra atrás você tombém

qui ninguém é de ninguém

vá aprender se virá.


Ele num tinha noção

do qui pudia fazer

botou a bolsa no chão

cumeçou se arrepender

meu Deus! Eu vim inganado

morto de fome e cansado

sem ter nada pra comer.


Ficou ali sem ação

no outo dia saiu

andano a pé pelas rua

nenhum cunhicido viu

rua a cima rua a baxo

a noite ficou debaxo

dum viaduto e drumiu.


Acordou na madrugada

siguiu noutra direção

pidia pra trabaiá

onde tinha construção

ninguém atenção lhe dava

há passos lentos passava

temendo recramação.


Assim foi duas sumana

todo dia procurano

sirviço e num incontrava

o dinheiro se acabano

 comprava um pão por dia

e a água qui bibia

Era economisano.


cono compretou um mês

chorava arrependido

há seu pudesse vortá

pro meu nordeste querido

lá sim é lugar de gente

aqui me sinto duente

pelo que tenho sufrido.


Um intregador de leite

qui todo dia passava

proguntou a manezim

se ele o acompanhava

a fazenda do patrão

tava fartanno pinhão

eu seno você topava.


Ele aceitou o convite

foi logo no bagageiro

pensava consigo Deus

tá usano este leiteiro

sem nada ser pranejado

ele foi apresentado

na casa do fazendeiro.


Dispôs de uvir o leiteiro

a manezim alertou

expôs a sua ixigênça

a precisão ajudou

ele aceitar tudo aquilo

permanecia tranquilo

e a trabaiá cumeçou..


Três mês de experiência

sem receber um tostão

a bóia era garantida

a dormida era no chão

só o domingo folgava

o dia todo lembrava

sua vida no sertão.


cono o praso foi vincido

começou a receber

o salaro todo mês 

agradecia por ter

começou a pranejar

uma forma de juntar

pra seu desejo vencer.


cumbinou com o patrão 

pra deixar dispusitado

na sua conta bancara

pesso qui deixe guardado

quero cuno for imbora

pruque eu num vejo a hora

de vortá pru meu estado.


Três ano sem tirá féras

todo dia trabaiano

mandou repará a conta

e viu qui dava sobrano

se prepará pra vortá

e a passage  comprá

o dia tava chegano.


Tudo certo agradeceu

ao leiteiro e ao patrão

se dispediu da fazenda

com um aceno de mão

e seguiu rumo a cidade

com muita felicidade

transbordando o coração.


Foi direto a uma loja

comprou primeiro a passage

relojo,roupas,calçados

comprou mala pra bagage

pra cada irmão um presente

um gravador bem potente

o suscesso da viage.


Cuidou da sua aparênça

em uma barbearia

usou um liforme novo

e bota preta macia

 cavanhaque bem cortado

uma ponxete de lado

e um raido na sintonia.


Cum três dias de viage

as duas da madrugada

chegou a casa paterna

a turma toda deitada

ele na porta bateu

abra qui aqui é eu

não  aguento massada.


Foi um fusuê danado

cum mistura de aligria

pruque num dava nutiça

a mãe chorano dizia

meu fio eu tanto chorava

só pruque eu me lembrava

qui você num existia.


Mãeê a cidade grande

é munto movimentada

o corre,corre da gente

ninguém tem tempo pra nada

é outo mundo lá fora

eu num vinha nem agora

mais dei esta cabeçada.


Chiava demais da conta

na casa quele chegava

era uma festa na certa

todo mundo admirava

munta cunversa bunita

inquanto passava a fita

qui o gravador tocava.


Mintia a todo vapor

e o povo acreditano

aqui é munto atrasado

vocês tão é se matano

lá é tudo diferente

desinvorve tanto a gente

a vida é só miorano.


Sem tistimunha de vista

toda mintira colava

disfazia dus parentes

nada ele combinava

por dentro a alma dizia

livra Jesus todo dia

da vida qui tu levava.


O preconceito é um prego

cravado no pensamento

rejeita até a origem

o berço do nascimento

Manezim sofre um bucado

com seu viver atrelado

no mundo do fingimento

Autora: HELENA BEZERRA..

 










              EFEITOS DA PANDEMIA


Com o Lockdown que houve

naquela localidade

a zona urbana  deserta

deu toda oportunidade

aos animais famintos

abandonar os recintos

pra ir até a cidade.


A noite se aproximava

uma senhora saía

como era de costume

caminhava todo dia

numa praça da cidade

pra manter a qualidade

da sua forte energia.


Entre as idas e vindas

quem veio ao encontro seu

um guaxinim ferozmente

o trajeto interrompeu

avançando contra ela

desferiu um soco nela

que no solo se estendeu.


Caiu em cima mordendo

suas carnes mastigando

ela indefesa  no chão

o bicho lhe devorando

o povo ficou parado

num recanto recuado

a cena observando.


A agonia invadiu

mas a fé prevaleceu

os ferimentos profundos

derramando o sangue seu

veio um espírito de luz

comandado por Jesus

e a mulher socorreu.


Entrou na luta ferrenha

a murro e a pontapé

o animal  agressivo

forte igual um jacaré

pata armada pra sangrar

o  homem pôde salvar

aquela mulher de fé.


A vida do animal

ali foi eliminada

a mulher foi socorrida

está sendo bem cuidada

o seu viver continua

até caminhar na rua

há riscos de emboscada.


Deixar o seu habitat

mesmo estando ruim

é atirar no escuro

com explosão de estopim

um alerta fica dado

para não fazer errado 

como fez o guaxinim.

Autora: HELENA BEZERRA.