terça-feira, 23 de novembro de 2021

 SONETO: O RACISMO

Como pode o Brasil ser hospedeiro

De três raças cruzadas em sangue e cor

Desigualdade é perfil do brasileiro

Que discrimina por falta de amor.


A raça negra viveu em cativeiro

Subordinada por seu superior

O passado é presente no viveiro

Onde habita a herança do terror.


Por mais forte que seja o preconceito

Cada vítima reage do seu jeito

E os culpados?Sem uma punição.


Há longo tempo este mal se perpetua

Se alimentar o problema a culpa é sua

E só piora o progresso da nação.

Poetisa e cordelista; Helena Bezerra.


 ACRÓSTICO RIMADO,EM HOMENAGEM AO POETA ANTONIO FRANCISCO.


Antonio Francisco poeta excelente

Naturalizado no nosso nordeste

Tem muita bagagem passa em todo teste

O povo que assiste quer ver novamente

No palco da rima não falta repente

Isso ele consegue sem titubear

Ora fica andando sem querer parar

Faz da poesia mundo colorido

Recita, declama, verso produzido

Armazena tudo para disparar

Na trilha do tempo faz conexão

Constrói os cordéis para declamar

Igual um canário voando o sertão

Seu estilo é sempre de um beira-mar

Com sua poesia  retrata a nação

O mestre poeta vamos respeitar

Autora:Helena Bezerra..


 

sábado, 25 de setembro de 2021

 Mote:ROSA RÉGIS FAMOSA CORDELISTA-FAZ SUCESSO JORRANDO POESIA


A cordelista nasceu no jerimum

Paraíba seu berço e seu estado

Muito jovem saiu do chão amado

O diferente pra ela era comum

Seu coração perdoava qualquer um

Em Natal fez a sua moradia

O seu curso primeiro economia

No viver descobriu que era artista

ROSA RÉGIS FAMOSA CORDELISTA

FAZ SUCESSO JORRANDO POESIA.


Mergulhou na piscina do cordel

Descobriu seu talento verdadeiro

Na COSERN ganhou muito dinheiro

Administrava cumprindo seu papel

No seu dedo honrava seu anel

Sua mente apagava e acendia

Indicando a fazer Filosofia

Ela fez por ser muito otimista

ROSA RÉGIS FAMOSA CORDELISTA

FAZ SUCESSO JORRANDO POESIA.


Sua arte explodiu como um trovão

Teve apoio e foi reconhecida

Ganhou prêmios venceu foi aplaudida

Na ANLIC prestou sua gestão

Ela é membro de associação

De poeta que vive e que vivia

Tem um porte formado de alegria

Com poemas matutos forma lista

ROSA RÉGIS FAMOSA CORDELISTA

FAZ SUCESSO JORRANDO POESIA.


Autora:Helena Bezerra.

25-09-21.


 

                      PIZZA  LITERÁRIA

Emília-Entro para anunciar

            Convido também pra ver

            Uma pizza literária

             Só não serve pra comer.


Narizinho-Eu também quero dizer

                 Que minha satisfação

                 É pegar coisa do alto

                 E guardar no coração.


Pedrinho-Saí do sertão

                Não por vaidade

                Tenho liderança

                Na minha cidade.


D.Benta-Na minha idade

               Sou bem respeitada

               Contando histórias

               Para criançada.


V.Sabugosa-Nesta sabugada

                    Eu fico sabido

                    Pois o meu futuro

                    Está garantido.


Tia Anastácia-Já tenho sofrido

                       Mas quero dizer

                       Só come pirão

                        Se aprender ler.


Cuca-           Pelejo pra ser

                     Mais obediente

                      Detesto quem faz

                      Fuxico da gente.


T.Barnabé-Estudo é semente

                  Pra se cultivar

                  Perdi minha vida

                  De tanto fumar.


Autora: Helena Bezerra-s25-09-21.

               

 SETEMBRO AMARELO 


Setembro deu uma alerta

A toda população

Mostrando a cor amarelo

Como sinal de atenção

O suicídio entre os jovens

Por causa da depressão


Noventa e oito por cento

Dos casos eram curáveis

Por isso eis a campanha

Feita pelos responsáveis

Para combater o mal

Voltando as vidas saudáveis.


ABP representante

Oficial da campanha

Realiza parcerias

E a sociedade ganha

As informações avança

E o pessoal acompanha.


Pela defesa da vida

O Brasil entra em ação

Se agrega na campanha

Dar toda orientação

Sobre a doença do século

A maldita depressão.


Se o desânimo atacar

E o sono tiver sumido

O peito angustiado

Não fique desiludido

Corra atras da medicina

Que seu mau é combatido.


Divulgação é a chave

Primordial da campanha

Para evitar suicídio

Uma reação estranha

Na luta do salva vidas

Até Jesus acompanha.


A morte por suicídio

Merece ser evitada

Política e religião

Cada uma é convidada

Lutar a favor da vida

De forma organizada.


Não seja só em setembro

Esta preocupação

Avance nos outros meses

A conscientização

Toda família precisa

De muita informação.


Autora:Helena Bezerra.

Frutuoso Gomes-RN 25-09-21.




terça-feira, 21 de setembro de 2021

 Mote: NÃO SOU PROFANO NEM SANTO

           HUMANO É ISSO QUE SOU.


Não sou crente nem ateu

Não gosto de ajudar

Não prefiro maltratar

Não tiro do que é seu

Não ligo se alguém sofreu

Não me peça que não dou

Não atendo quem ligou

Não faço mal eu garanto

Não sou profano nem santo

Humano é isso que sou.


Não faço alguém sofrer

Não falo mal de ninguém

Não dou cartaz a quem tem

Não consigo aborrecer 

Não sinto nenhum prazer

Não invejo quem lucrou

Não vibro pra quem ganhou

Não me aqueto num canto

Não sou profano nem santo

Humano é isso que sou.


Não trabalho pra viver

Não ligo quem me dedura

Não vivo sem a cultura

Não publico sem vender

Não consigo agradecer

Não sei quem me ajudou

Não demonstro quem eu sou

Não sei onde erro tanto

Não sou profano nem santo

Humano é isso que sou.


Não bebo porque não quero

Não fumo porque não gosto

Não peço e nem aposto

Não tiro uma nota zero

Não desisto e nem espero

Não respondo quem gritou

Não vou rir de quem chorou

Não alarmo nem espanto

Não sou profano nem santo

Humano é isso que sou.


Não chego pra ajudar

Não rezo pra quem morreu

Não visito quem nasceu

Não desisto de julgar

Não sei o que é amar

Não curto o que alguém postou

Não divido o que sobrou

Não fofoco isso eu garanto

Não sou profano nem santo

Humano é isso que sou.

Mote de ZÉ BEZERRA

Glosa de HELENA BEZERRA.









segunda-feira, 23 de agosto de 2021

COMODISMO E SOLIDARIEDADE

 

O despertar era ouvindo

Ao amanhecer do dia

Transmitido pelo rádio

Programa de cantoria

Aquelas vozes sonoras

O meu coração enchia.

            

Cada canção que ouvia

Com rapidez decorava

Ficava balbuciando

Quando na roça chegava

Sem errar nenhuma estrofe

A mesma canção cantava.

               

O que me alucinava

Chamando minha atenção

Impulsionou-me a ler

Foi grande a satisfação

Na descoberta de nomes

Em um cordel de cancão.

                   

Com esforço e atenção

Desenvolvi a leitura

Quando descobria um verso    

Gritava em toda altura

Decorava e repetia

Sem entender de cultura.

         

Sempre fazia mistura

Da cartilha e o cordel

Matutava a diferença

Olhando aquele papel

A dúvida ninguém tirava

O desgosto era cruel.

              

Desenhava com pincel

As figuras que gostava

Pra cada uma escrevia

Aquilo que combinava

Ensinava e aprendia

No caderno registrava.

              

A rima associava

Com o som da cantoria

O desejo de aprender

E cantar no outro dia

Imitando os cantadores

Era isso que fazia.

 

Uma paixão que ardia

Saía do coração

Sentia entusiasmo

Com a maior sensação

De fazer versos rimados

Só na imaginação.

 

Por força da emoção

Deu vontade de fazer

A minha primeira estrofe

Movida pelo prazer

Porque a mente mandava

A minha mão escrever.

 

Quando terminei de ler

Fiquei sem acreditar

A musa da poesia

Chegou pra me visitar

Guardei aquele segredo

Sem coragem de mostrar.

 

Resolvi apresentar

A quem tinha entendimento

Aprovado  plenamente

Vibrei de contentamento

Funcionou como tônico

No centro do pensamento.

 

Ali nasceu meu talento

E o gosto de escrever

Nas entrelinhas da vida

Guardava pra não perder

Depois fazia o registro

Só eu que podia ver.

 

Demorei a entender

O que era poesia

Como portadora dela

Sua presença não via

Mas um toque inspirador

A minha mente sentia.

 

Aproveitava e fazia

Alguns versos inspirados

Produzia umas quadras

Colocava nos guardados

Com a expectativa

De ver todos publicados.

 

Mantinha todos guardados

Ia escrevendo juntando

Alguns foram extraviados

Outros a traça cortando

Reunir todos num livro

Sempre vivia sonhando.

 

Resolvi ir colocando

Em um baú de madeira

Todas minhas produções

Era grande papeleira

Sem estímulo suspendi

Parei a minha carreira.

 

A ferrugem fez sujeira

Atrapalhou minha mente

Quando a vontade chegava

Escrevia novamente

Rasgava e jogava fora

Coisa de quem tá doente.

 

A poesia presente

Sentia depois passava

O tempo passou levando

Aquilo que me privava

Voltei escrever gostando

E o baú abarrotava.

 

As vezes até chorava

Pela grana tá distante

Para investir num livro

Que planejava constante

E timidez não deixava

Levar o projeto avante.

 

Tudo mudou num instante

Que uma neta encontrou

O baú de tampa aberta

E a notícia espalhou

Até na própria família

Uma surpresa causou.

 

Alguém se manifestou

Vendo aquela produção

Convidou toda família

Fez uma reunião

Para reunir num livro

Foi unânime a decisão.

 

Com aquela aceitação

E compromisso selado

Formaram uma equipe

Somente um escalado

Pra corrigir e deixar

Cada texto organizado.

 

Todo mundo interessado

Trabalhando com sucesso

Aonde existe união

Intensifica o progresso

Em curto espaço de tempo

Pronto para ser impresso.

 

Alguém que tinha acesso

A editora escolheu

O valor da impressão

Afetou quem escreveu

A família e os amigos

Esse recurso lhes deu.

 

A vitória aconteceu

Por força da união

A vida só tem sentido

Quando há a ligação

Com quem interessa e faz

Mudar a situação.

 

Ganhou a população

Com essa desenvoltura

A obra cordeliana

Enriqueceu a cultura

Na área de educação

Engrandeceu a leitura.

 

O cordel é a figura

Centrada na produção

A editora ampliou

Deixando uma perfeição

Concretizando a espera

Duma realização.

 

Faço recomendação

A todos agraciados

Pelo dom da poesia

Não sejam acomodados

Pra não sofrer como eu

Com os poemas trancados.

 

Os projetos partilhados

Tonifica a alegria

Elimina a timidez

Danifica a ironia

Cada obra produzida

Emana sabedoria.

 

A arte nos contagia

Com corpo e alma inquieta

As trilhas do pensamento

Induz anseio e afeta

Impregnando poesia

Na mente de um poeta.

 

Depois de alcançar a meta

E o livro publicado

Leitores e estudantes

Projeto realizado

Educação e cultura

Com o prêmio conquistado.

 Autoria de Helena Bezerra.