segunda-feira, 21 de novembro de 2022

SONETO: INQUIETAÇÕES

 Os impulsos pulsando intolerável

Deixa o corpo sem ter calma nenhuma

Anda, corre se arrisca não se apruma

Quando cansa respira incontrolável.


Pesadelos no sono insuportável

Os  fantasmas das noites são tormentos

Um radar coletando os pensamentos

Pra guardar em depósito descartável.


Ao despertar vê o mundo ofuscante

Perambula como andarilho errante

Sem projeto sem plano sem destino


Fabricando roupagens esbagaçadas

Carapuça cobrindo as madrugadas

São produtos das mentes dos sem tino.


Criado pela poetisa Helena Bezerra.



segunda-feira, 17 de outubro de 2022

SER NORDESTINO.

 Nordestino é talentoso

Hospitaleiro e feliz

Planta no terreno seco

Olha o infinito e diz

Confio no pai eterno

Este ano é bom de inverno

Na experiência que fiz.


Dando certo pede bis

Tomando uma biriteira

Café com cuscuz e ovo

Sua refeição primeira

No almoço tem feijão

Carne de porco e pirão

E caldo de macaxeira


Todo sábado vai a feira

Comprar só o necessário

Não gasta dinheiro atoa

Da sorte é proprietário

Hospedeiro de alegria

Agradece todo dia

Pelo trabalho diário.


Prazer extraordinário

Transborda do coração

Quando acolhe alguém

Que estar com precisão

O prazer se multiplica

A fé produz e aplica

Retorno pela ação.


Em qualquer ocasião

Tem sua identidade

O sotaque representa

Sua originalidade

Conduz coragem e talento

Resiste ao sofrimento

Descarta fragilidade.


Quem tem nele mal vontade

Merece vim ao sertão

Tomar banho de açude

Saborear refeição

Preparada com amor

Mesa de agricultor

É difícil faltar pão.


Pare a discriminação

Venham aqui passear

Ouvir cantoria ao vivo

Um poeta declamar

O som duma concertina

O chote cintura fina

Venham aprender dançar.


A beleza apreciar

Quando vai se pondo o sol

A brisa do meu nordeste

Dispensa qualquer lençol

Dormir de janela aberta

O galo canta e desperta

No romper do arrebol


Conhecer um rouxinol

Na construção do seu ninho

A lua cheia saindo

Orquestra de passarinho

Engenho moendo cana

Produzindo na semana

Rapadura e alfinhinho.


Milho moído em moinho

Dar gosto saborear

Cuscuz com ovo e manteiga

Se o sulista provar

Vende tudo e vem embora

Em qualquer choupana mora

É vendo pra acreditar


O convite vou deixar

Para todo cidadão

De norte ao sul do país

Qualquer uma região

Aqui tem cabra da peste

Que a camisa que veste

Não tem discriminação.

Escreveu; Helena Bezerra.

Dia do nordestino 08-10-2022.






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terça-feira, 27 de setembro de 2022

MISTURAR OS DIFERENTES.

O mundo é muito espaçoso

Acolhe sem exceção

O duro é ter se criado

A malvada exclusão.


A escola abre a porta

Pra receber os demais

Incluindo os diferentes

Para se tornar iguais.


O importante da vida

É o seu jeito de ser

Não é a forma do corpo

Que interrompe o viver.


Não existe o mais legal

O perfeito também não

A cor não significa

O que vem do coração.


O formato do cabelo

O corte e o penteado

Pode ser comprido ou curto

Liso crespo ou cacheado.


O que vale é o respeito

E a educação moral

Pois a balança da vida

Pesa todos por igual.


Todos no barco da vida

Com remador a remar

Até chegar o destino

Que o mesmo vai parar


Altos, baixos ,pretos, brancos

A vida é cheia de luz

O preconceito merece

Receber morte de cruz.


Quando falta a luz dos olhos

A alma faz enxergar

Você querendo ninguém

Vai ocupar seu lugar.


Aquele mais agitado

Merece ser acolhido

Cada tarefa vencida

Ter aplausos garantidos.


O cadeirante também

Deve ser bem destacado

Um carinho oferecido

É como um soro aplicado.


Fazer o outro feliz 

Não tem preço nem medida

A cada desenvoltura

Cresce o gosto pela vida.


Zele com todo carinho

O filho do agricultor

Igual aquilo que é feito

Pelo filho do doutor.


Pra que discriminação

Que só causa dissabores

Bonita é aquela cor

Que ama todas as cores.


Autora; HELENA BEZERRA.






 

sábado, 27 de agosto de 2022

Cordel; VENCENDO A DIFICULDADE.

 Senti a necessidade

Para versar um cordel

Fui relembrar um passado

Misturei doce com fel

A vitória veio a tona

E registrei no papel.


Como abelha no vergel

Eu amanhecia o dia

O som vibrante do rádio

Transmitindo cantoria

Aquelas vozes sonoras

Me despertava alegria.


Cada canção que ouvia

Com rapidez decorava

Ficava balbuciando

Quando na roça chegava

Sem errar nenhuma estrofe

A mesma canção cantava.


Aquilo me despertava

A uma forte atenção

Pra descobrir a leitura

Vibrar de satisfação

Lendo as primeiras palavras

Em um cordel de cancão.


Até chorei de emoção

Pulando em toda altura

Cada verso cada estrofe

Ia fazendo a leitura

Decorava e declamava

Sem entender de cultura.


Fazia uma mistura

Entre cartilha e cordel

Matutava a diferença

Comparava no papel

Permanecia na dúvida

Ou sentimento cruel.


Desenhava com pincel

As figuras que gostava

Em outro papel a parte 

As estrofes copiava

Depois de memorizar

Para os outros declamava.


O som era associado

Com o som da cantoria

As estrofes de cordel

Eu cantava todo dia

Programava bem o tempo

E bem antes aprendia.


O meu peito se enchia

De muita satisfação

De vez enquanto chegava

Um sopro de inspiração

Por eu não saber usar

Tomava outra direção.


Por força da emoção

Resolvi logo escrever

A minha primeira estrofe

Movida pelo prazer

Gastei uns poucos minutos

Pra tarefa resolver.


Insegura sem querer

A minha estrofe mostrar

Por não ter conhecimento

E os outros me vaiar

Permanecia em silêncio

Com medo de publicar.


Pro meu ego aquietar

Convidei em um momento

Um poeta para ver

Se tinha algum fundamento

Depois da análise feita

Me deu nota cem por cento.


Ali foi o nascimento

Do gosto de escrever

O incentivo é a luz

Que ilumina o prazer

Nas entrelinhas da vida

Rabiscava sem saber.


Demorei pra entender 

O sabor da poesia

Sendo portadora dela

Sua presença não via

Se a inspiração chegava

De qualquer forma saía.


De todo jeito fazia

Verso até de pé quebrado

Métrica rima e oração

No poema colocado

Tudo feito sem saber 

O seu significado.


Saía certo e errado

Jogando fora e rasgando

Sem ter perspectivas

Alguns ía aproveitando

Perdi tanta poesia

Hoje choro me lembrando.


Depois fui organizando

Em um baú de madeira

Todos fora da sequência

Coberta pela poeira

Meu carrossel de esperança

Parou a sua carreira.


Descobri minha besteira

Com mais um ano pra frente

Quando a inspiração chegava

Fervilhando minha mente

Me dava uma sensação

Que eu precisava ser gente.


Em forma de uma vertente

A poesia chegava

No embalo da visita

Ela impulsionava

A escrever novamente

Sua ordem eu aceitava.


Tudo que eu projetava

Se tornou interessante

Poemas ficavam prontos

O trabalho era constante

A fim de editar um livro

Mas a grana era distante.


Tudo mudou no instante

Que a família resolveu

Contribuir com valores

Nada mais interrompeu

Com menos de vinte dias

Meu livro apareceu.


O movimento se deu 

Na pressa de publicar

A data do natalício

Pra junto comemorar

O aniversário e a obra

Momento espetacular.


Valeu apena sonhar

E apostar no futuro

A família reuniu-se

Fez um projeto seguro

''CAUSOS EM VERSOS CONTADOS''

Saiu do seu lado escuro.


Comodismo e sem futuro

Atrasa quem quer crescer

Por isso procure meios

Faça a coisa acontecer

Corra atrás do seu sucesso

O resultado é vencer.


Para restabelecer

O que estava precisando

Envolveu-se muitas mãos

Umas as outras ajudando

O fruto fruiu e hoje

Tem muita gente gostando.


Com a galera aceitando

Foi feita a publicação

Em uma noite festiva

Com poetas no salão

Um show que ficou marcado

Em cada um coração.


Presente a população

Nessa noite de cultura

Um grande show atraente

Que teve muita procura

O livro foi campeão

Com sua literatura.


Um festival de cultura

Em um final de semana

No lançamento dum livro

Onde a poesia emana

Sem deixar a desejar

A obra coordeliana.


Se nunca faltasse grana

E leitores interessados

Estimulava escritores

Ter mais livros publicados

Escolas e estudantes

Todos beneficiados.


Os cordéis bem espalhados

Surte efeito positivo

O leitor orientado

Da leitura é um cativo

Porque em cada cordel

Existe um poeta vivo.


Ler é muito positivo

A alma fica inquieta

As trilhas do pensamento

Induz anseio e afeta

A fábrica de poesia

Alojada no poeta.


Quando se alcança a meta

De um livro publicado

O leitor é o sujeito

Que é privilegiado

Educação cultura

Tem um troféu conquistado.


Escreveu;HELENA BEZERRA.











 

quinta-feira, 28 de julho de 2022

HOMENAGEM AO MOTORISTA

O bravo motorista

Merece elogio

Vive em desafio

Para dirigir

Tem disposição

Com Jesus na mente

Segue fielmente

Mesmo sem dormir.


Pára pra ouvir

Os pássaros cantar

E o dia raiar

Se enchendo de luz

O santo Cristóvão

Para proteger

Vive a interceder

A Cristo Jesus.


A sorte conduz

Na sua jornada

Somente a estrada

Se acha presente

Em todo momento

Se faz companheira

Desvio e barreira

Tem constantemente.


Animais e gente

Provocam perigos

São poucos amigos

Para ajudar

Na hora difícil

Sonegam verdade

E a atrás da grade

Muitos vão parar.


Para avaliar

Nosso motorista

Na rodagem e pista

Em qualquer transporte

Seja noite ou dia

Com carga pesada

Seguindo a estrada

Implorando sorte.


Pra livrar da morte

Pede a Deus clemência

E muita prudência

Para trabalhar

Os sinais de trânsito

Sempre obedecer

E também saber

Quando ultrapassar.


Parabenizar

A categoria

Em julho é o dia

Desta profissão

Sem ela parava

Todo universo

Não tinha progresso

Em qualquer nação.

Helena Bezerra

Frutuoso gomes -RN.








quinta-feira, 7 de julho de 2022

DIVERSIDADES JUNINAS

 Autores: PEDRO CÉSAR E HELENA BEZERRA.

PC

Convidei a dona Helena

Para fazer um repente

Durante esse mês de junho

De uma forma consciente

Iremos falar um pouco

Sobre o meio ambiente

HB

É um período excelente

No nosso interior

A chuva molhando a terra

A floresta muda a cor

O sorriso abre largo

Na boca do agricultor

PC

Eu sou mais um defensor

De nossa mãe natureza

Toda fauna toda flora

Nada compara a beleza

Pra quem sabe cultivar

Isso gera uma riqueza.

HB

As águas da correnteza

Descem fazendo barulho

Dando oportunidade

A quem pode dar mergulho

Pescar os peixes a mão

É motivo de orgulho.

PC

Entre o mês de junho e julho

Muita comemoração

Tem festa tem romaria

Tem cultura e tradição

Principalmente o nordeste

Da capital ao sertão.

HB

Se cada povoação

Tivesse mais assistência

Os direitos sonegados

Fossem perdendo vigência

E a paz fosse colocada

No lugar da violência.

PC

Precisa ter paciência

Com nossa sociedade

Poluem rios florestas

Seja no sítio ou cidade

Desrespeita a própria raça

Não vêem diversidade.

HB

Uma pura crueldade

Maltratar os animais

Destruir a natureza

É violento demais

Um verdadeiro absurdo

Das camadas sociais.

SEGUNDA PARTE

PC

Falamos nos animais

Mais vamos deixar de lado

O assunto da semana

É um pouco complicado

Iremos falar um pouco

Assunto de namorado.

HB

Antigamente noivado

Era perto da fogueira

Na mata era escolhido

O mastro para bandeira

E a moça amarrava o santo

Uma trezena inteira.

PC

Hoje é de qualquer maneira

O namoro é diferente

Quase tudo é permitido

Tudo hoje é de repente

Mas antes só ficaria

Lá na porta do batente.

HB

Tem férias atualmente

Santo Antônio padroeiro

Pedido pra casamento

Tá suspenso por inteiro

Ninguém aperreia mais

O santo casamenteiro.

PC

Não precisa de dinheiro

Pra você surpreender

O parceiro ou a parceira

Escute o que vou dizer

Mude só de atitude

Uma flor vai resolver.

HB

É só o povo querer

Resgatar a tradição

A família é o caminho

Para recuperação

Santo Antônio é o escudo

Pra cada situação.

PC

Era grande a devoção

Treze de junho é o dia

Do santo casamenteiro

Todo mundo lhe pedia

Quem era meio romântico

Declamava poesia.

HB

O que entra em sintonia

Na vida de quem namora

É ficar sem compromisso

Descartar na mesma hora

O santo casamenteiro

Até de tristeza chora.

TERCEIRA PARTE

PC

Pois então vamos embora

Continuando o roteiro

Falamos nos namorados

O santo casamenteiro

Agora tem pé de serra

Com zabumba e sanfoneiro.

HB

Até no meio do terreiro

O tocador puxa fole

A negrada cai na dança

Difícil é ter quem controle

Depois de um bom pifão

Ninguém dar uma de mole.

PC

Triângulo, zabumba e fole

Também puxando xaxado

Esse não se dança a dois

Cada um no seu pisado

No tempo dos cangaceiros

Era bem executado.

HB

Nordestino acomodado

Passou de férias dois anos

Está se recuperando

Desconta sem fazer planos

Canta, dança e faz questão

De expulsar desenganos.

PC

Não quero que haja enganos

Sobre os ritmos musicais

Tem xote e tem xaxado

Não se confunda demais

Também tem arrasta pé 

E o forró não fica atrás.

HB

O barulho dos ganzás

Reco-reco e bateria

Triângulo, conga, cuíca

Pandeiro é bom em folia

Sanfona, gaita e flautim

Aceleram a sintonia.

PC

Tem o pingo do mei dia

Nas terras de Mossoró

Tem festa com banda boa

De Natal a Caicó

Caruaru e Campinas

Se transformam no forró.

HB

Sobe uma nuvem de pó

No arrasta-pé do salão

Cada par dança animado

Pingando suor no chão

Isso tudo a gente encontra

Numa festa do sertão.

QUARTA PARTE.

PC

Estar perto do São João

A noite é vinte e três

O dia é vinte e quatro

Vamos falar pra vocês

A história desse santo

E tudo que ele fez.

HB

Disse mais de uma vez

Vai chegar depois de mim

Um que vem pra transformar

Quem tem o coração ruim

Porque no reino de Deus

Só entra quem faz assim.

PC

Portanto seja bonzim

Lembrando do batizado

Ensinado por João

Que deixou esse legado

Com o óleo e pela água

Você será perdoado.

HB

No deserto era centrado

Acudia multidão

Sua mensagem era dura

Oposta a dominação

Pregava arrependimento

Pra ver a transformação.

PC

Perguntaram a João

Se ele seria a luz

O messias escolhido

Que a todos os conduz

Porém ele disse assim

O caminho é Jesus.

HB

Tinha fé amor e luz

E gafanhoto comia

Com os pelos de camelos

O seu corpo se vestia

De Jerusalém a Judéia

Todo povo lhes seguia.

PC

Com muita sabedoria

E inspiração do céu

O seu pai era Zacarias

Sua mãe era Izabel

Eles sempre o conduzia

Numa vida bem fiel,

HB

Saboreava do mel

Enfrentava desafio

Convertia os pecadores

Na margem daquele rio

Até batizou Jesus

Sem receber elogio.

QUINTA PARETE

PC

Para aquecer o frio

Este mês teve fogueira

No doze foi Santo Antônio

Toda vida é a primeira

No vinte três é São João

São Pedro é a derradeira.

HB

Pedro a pessoa primeira

A quem Jesus confiou

Na fundação da igreja

Prontamente aceitou

As chaves que céu precisa

Nas sua mãos colocou.

PC

Esse Pedro começou

Como simples pescador

Recebeu grande chamado

Para seguir o senhor

Assim tornou-se apóstolo

Da missão do salvador.

HB

Pedro e Paulo com amor

Assumiram a missão

Pedro líder da igreja

Após a ressurreição

E Saulo tornou-se Paulo

Recuperando a visão.

PC

Aprendeu logo a lição

Começou a divulgar

Apalavra de Jesus

Ele mesmo foi pregar

Quem era perseguidor

Serviu pra evangelizar.

HB

Paulo ao se batizar

Pregava incansavelmente

Dois pilares da igreja

Lutaram o suficiente

Para converter o povo

Um do outro diferente.

PC

De maneira consciente

Chegamos a conclusão

Falamos sobre o amor

Muita fé e tradição

Mostrando sempre o caminho

Pra chegar a salvação.

HB

No final faço questão

De dizer muito obrigado

Ao poeta Pedro César

Que comigo fez duplado

Este cordel que contém

Tema diversificado.

AUTORIA DE PEDRO CÉSAR E HELENA BEZERRA.













HB









terça-feira, 28 de junho de 2022

 MOTE; NAS BATALHAS DESTA VIDA,DEUS TEM SIDO MEU SUPORTE.


Quando despertei pro mundo

Só via dificuldade

Adura realidade

Me dava um corte profundo

Quase fiquei moribundo

Sem saber o quera sorte

Mas Jesus me deu um norte

E a sorte foi conseguida

Nas batalhas desta vida

Deus tem sido meu suporte


Inventei de estudar

Nunca tive aprovação

Pois a minha vocação

Era só pra desenhar

Ninguém quis me ajudar

Adentrei pelo o esporte

E hoje me sinto forte

Vencendo toda partida

Nas batalhas desta vida

Deus tem sido meu suporte


Arranjei um casamento

Foi a maior alegria

Noivei foi marcado o dia

De acontecer o evento

Porém foi um sofrimento

Houve assalto no transporte

Uma ameaça de morte

Deixa amente poluída

Na batalha desta vida

Deus tem sido meu suporte


Fui residir em Natal

Gastei tudo quanto tinha

Juntei a vida todinha

Era gordo o capital

Deu pra comprar o local

Mas não sobrou pro transporte

Aí tive que ser forte

E andar a pé na avenida

Nas batalhas desta vida

Deus tem sido meu suporte


Mote;Normando Cordeiro

Glosa;HELENA BEZERRA/FRUTUOSO GOMES RN..