terça-feira, 4 de junho de 2024

ROSEIRAS DA VIDA.

Exalam perfume

Morrem de ciúme

O filho que assume

Ama sem medida

Se ele adoece

Ela permanece

De joelho em prece

Pela sua vida.


Mãe é voluntária

Fiel operária

Faz sua diária

Sem reposição

Quanto mais se doa

A vida acha boa

E nunca enjoa

Da sua missão.


Se o filho é ausente

Saudade ela sente

Quando está presente

É só alegria

A mãe tem estudo

Pra resolver tudo

Deus é seu escudo

No seu dia-a-dia.


Toda mãe devia

Seguir a Maria

Gozava e sofria

Com o redentor

Dá paixão a morte

Demonstrou ser forte

Munida de sorte

Mãe do criador.


Por HELENA BEZERRA.

 

SONETO; SONEGAÇÃO DO USO LEGAL.

 Um encontro se deu por coincidência

Dois jovens tiveram olhos atraídos

Juntaram os corpos pra viver unidos

Com a força doada pela providência.


Nenhum suportava do outro a ausência

Era casca de bala sempre em sintonia

O nascimento deles foi no mesmo dia

Os cuidados eram de grande assistência.


Bons tempos amando pode se somar

Mas a tentação veio do celular

Provocando brigas com este casal.


Fugiu da família o amor, o respeito

Sonho construído foi tudo desfeito

Pela sonegação do uso legal.


Por HELENA BEZERRA.


sábado, 27 de abril de 2024

JACULATÓRIAS.

 Nossa Senhora de Fátima

Com seu olhar maternal

Restaure as práticas do bem

Exclua as ações do mal.


Mãe que nos manda rezar

Um rosário todo dia

Pra garantir um espaço

Onde seu filho anuncia.


Nossa Senhora de Fátima

O nosso pedido é

Trocar a nossa fraqueza

Pelo um punhado de fé.


Nossa Senhora de Fátima

Tenha de nós compaixão

Para enfrentar desafios

Em meio a tribulação.


Mãe de toda humanidade

Aliviai nossa dor

Pondo em cada coração

Uma dosagem de amor.


Mãe nos carregue no colo

Nos dando sustentação

Na trajetória da vida

Na busca por salvação.


Helena Bezerra.

POR CAUSA DUM FAKENEWUS

 Dia doze de abril

A noticia se espalhou

Era ao cair da tarde

Alguém de longe ligou

Para saber a certeza

Que Careca se passou.


Áudios iam circulando

O povo surpreendido

Um chorava lamentando

Morreu um homem querido

O mundo sem ter Careca

A vida não tem sentido.


Fizeram fila chegando

Lá na casa do finado

Foi um desapontamento

Alguém ficou alterado

A voz do morto acalmava

A quem tivesse agitado.


Calma que estou vivendo

Entrem pra tomar café

Isso é coisa que acontece

Maior é a minha fé

A doença vou vencer

E mostrar Careca quem é.


Como o povo é solidário

O movimento aqueceu

Quem vinha era no sentido

O meu amigo morreu

E quem voltava dizia

Tá mais vivo do que eu.


Viva quem sobreviveu

A esta situação

O finado ficou vivo

E a comemoração

Foi um lanche reforçado

Tomando suco com pão.


Helena bezerra.



quinta-feira, 7 de março de 2024

 SONETO : DESIGUALDADE DE GÊNERO.


Nasceu este ranço na antiguidade

De inserir valores aos masculinos

O poder de mandos sobre aos femininos

Um mal que atinge a humanidade.


Os homens agindo com brutalidade

Depois as mulheres se sentiram gente

Capaz de lutar ser independente

E mostrar desempenho na sociedade.


Um grito ecoa buscando direito

Respeitando todos impondo respeito

Com grupos formados pra luta enfrentar.


São séculos de lutas e não vence o vilão

Mulher sofre efeitos de humilhação

Aonde o machismo consegue reinar.


Autora de Helena Bezerra.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

SONETO - A CHUVA

 Sem barulho subindo ao infinito

Vai a água formar nuvens escuras

No espaço se forma as estruturas

Dum monumento intocável tão bonito1


Sem projeto arquiteto nem perito

No tempo certo se liga o pisca alerta

O véu se rasga deixando a porta aberta

E a água desce no seu tempo finito.


A terra fica se desmanchando em riso

Com  o efeito da chuva no seu piso

É vitalidade pra toda a criação.


Se reveste a floresta de beleza

O pássaro canta saudando a natureza

E o profeta da chuva é o carão.


Poetisa- HELENA BEZERRA.

SONETO- CONFLITOS.

 

Quando a ausência de paz se manifesta

Prolifera tristeza isolação

Tempestades distúrbios e sensação

De projetar só aquilo que não presta


Com capricho absurdo desembesta

Tanto horrores causados pela guerra

Muitos prédios tombados sobre a terra

Entre escombros alguma vida resta.


Cada míssil lançado é um terror

Seu efeito é total destruidor

A maior vítima da guerra é inocente.


A nação atingida só tem sofrimento

Fome dor e morte no isolamento 

Só quem fica intacto  é o promovente.


Poetisa Helena Bezerra.