Árvore ostentas beleza
Que enfeitiça olhares
Exalando seu perfume
Das flores de seus pomares
Aonde os pássaros gorjeiam
Esvoaçando nos ares
És um ser de qualidade
Na vida dos animais
Mandando oxigênio
E eliminando gás
Produtora de alimentos
Nas florestas naturais
Reguladora do clima
Amiga essencial
Nas nascentes de um rio
É muito fundamental
Na permanência de água
Tem poder fundamental
Tudo da árvore faz bem
Seu corpo sua função
Raiz caule flor e frutos
Sombra brisa e perfeição
E ainda oferece aos pássaros
Lugar pra habitação
O coração do Brasil
Ainda está verde a cor
Toda forma de atentado
Invasão cerro motor
Queimadas desmatamentos
Destrói todo seu valor
Seja você um fiscal
Pra árvore fiscalizar
Impeça do motor serra
Na floresta trabalhar
Quando tirar uma planta
Plante outra no lugar.
HELENA BEZERRA.
Faço um convite sincero A todos apologistas Poetas e cordelistas Indo ao mundo virtual Pesquise em blog e jornal Viva sempre em sintonia Venha fazer companhia Curtir e apreciar E se poder comentar Um foco de poesia.
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
A LÍNGUA QUE CALUNIA
É perigosa e cruel
É amarga e venenosa
É triste e desconfiada
Vulnerável e perigosa
São falsas suas palavras
E muito pecaminosa
É fatal a sua ação
É companheira do mal
E na arte de criar
É único seu ideal
É estranho o linguajar
É um fusível letal
É pior que furacão
Virando pelo avesso
É um demônio iludindo
Pra mudar de endereço
É ferro furando solo
Provocando estremeço
É ofensa é ameaça
A família destruída
É mágoa sem solução
Destruidora de vida
É o fermento do mal
Agindo como ferida
A língua que calunia
Sangra estrangula e mata
Levanta falso excomunga
Aonde tem paz assalta
Impede viver feliz
Até a alma maltrata.
Autora Helena Bezerra.
SER PAI É:
Ser pai é ser responsável
Pelos filhos que gerou
Tratar de igual pra igual
Cada fruto que brotou
Marcar presença constante
Na família que formou
Ser pai é ser companheiro
Cumprindo a obrigação
Sem sonegar o dever
De cuidar com atenção
Que todo filho merece
Carinho e educação
Ser pai é não confundir
A forma de reclamar
Usar de autoridade
É um controle no lar
Manter o poder paterno
Consiste no educar
Ser pai é ser amigável
Em qualquer situação
Para o que der e vier
Lutar pela solução
Sem deixar a mãe sozinha
Ser o pivô da questão
Ser pai é ser exemplar
Ser também um bom marido
Bom homem bom cidadão
Por todo filho querido
O pai que agir assim
Já tem seu dever cumprido
Ser pai é dar o espaço
Para seu filho falar
Não ser dono da razão
E saber dialogar
Porque o erro é difícil
De um ou outro aceitar
Ser pai é elogiar
Criticar e defender
Desculpar e perdoar
Ensinar obedecer
E apontar o caminho
Para o filho percorrer
Ser pai é agradecer
Pelos filhos todo dia
Viver a vida cristã
Exercer cidadania
Ter um pai agindo assim
Toda família queria.
AUTORA:HELENA BEZERRA.
sábado, 15 de julho de 2017
A VOZ DE UM PÁSSARO PRESO
Longe da minha floresta
Trancado numa gaiola
Nem folha de castanhola
Avisto pela uma fresta
Não fiz mais uma seresta
Me lembrando de voar
Se ninguém vem me soltar
Tempero minha garganta
Passarinho preso canta
Porque não sabe chorar
Passo toda madrugada
Num pesadelo medonho
Me alegro quando sonho
Voando com a passarada
Liberto sem sofrer nada
Prefiro não acordar
Pra nesta prisão ficar
A vida não adianta
Passarinho preso canta
Porque não sabe chorar
Ao invés de voar pulo
Numa gaiola trancado
Me sinto desesperado
O bocado que engulo
Me dar raiva fico fulo
Sinto fel no paladar
Me solte pra procurar
Aquilo que me adianta
Passarinho preso canta
Porque não sabe chorar
O meu coração soluça
Quando vejo o pedrador
Fingindo que tem amor
É só uma carapuça
A dor no peito aguça
Se ele se aproximar
Ah quem me dera encontrar
Liberdade que garanta
Passarinho preso canta
Porque não sabe chorar
Jesus dê compreensão
A quem prende passarinho
Deixe construir o ninho
E voar na amplidão
Catar sementes no chão
E no espaço soltar
Feliz a cantarolar
Lubrificando garganta
Passarinho preso canta
Porque não sabe chorar.
HELENA BEZERRA.
Trancado numa gaiola
Nem folha de castanhola
Avisto pela uma fresta
Não fiz mais uma seresta
Me lembrando de voar
Se ninguém vem me soltar
Tempero minha garganta
Passarinho preso canta
Porque não sabe chorar
Passo toda madrugada
Num pesadelo medonho
Me alegro quando sonho
Voando com a passarada
Liberto sem sofrer nada
Prefiro não acordar
Pra nesta prisão ficar
A vida não adianta
Passarinho preso canta
Porque não sabe chorar
Ao invés de voar pulo
Numa gaiola trancado
Me sinto desesperado
O bocado que engulo
Me dar raiva fico fulo
Sinto fel no paladar
Me solte pra procurar
Aquilo que me adianta
Passarinho preso canta
Porque não sabe chorar
O meu coração soluça
Quando vejo o pedrador
Fingindo que tem amor
É só uma carapuça
A dor no peito aguça
Se ele se aproximar
Ah quem me dera encontrar
Liberdade que garanta
Passarinho preso canta
Porque não sabe chorar
Jesus dê compreensão
A quem prende passarinho
Deixe construir o ninho
E voar na amplidão
Catar sementes no chão
E no espaço soltar
Feliz a cantarolar
Lubrificando garganta
Passarinho preso canta
Porque não sabe chorar.
HELENA BEZERRA.
segunda-feira, 10 de julho de 2017
O OLHAR
Os olhos são as janelas
Refletindo linda luz
Agem como sentinelas
Que o seu dono conduz
O corpo é receptor
De excelente emoção
E o olhar transmissor
Do que tem no coração
O olhar é verdadeiro
Nada esconde tudo diz
Se o dono é trapaceiro
Ou tem a vida feliz
É recurso não verbal
De muita sinceridade
É declarador do mal
E também da amizade
Um olhar contemplativo
De longe emite sinais
Comunicador ativo
Das causas especiais
Investigando o olhar
O mistério é desvendado
Não pode se ocultar
Um interior manchado
Quem olhar com transparência
Contempla realidade
Exposta na violência
Da cruel humanidade
Olhe no olho sincero
Sem transferir o olhar
É o olho que espero
Para poder contemplar.
HELENA BEZERRA
quarta-feira, 5 de julho de 2017
DOENÇAS DE MATUTO
Seu doutô eu vim dizer
Qui na sumana qui vem
Eu meus fi e a muié
Qui tá duente tombém
Vem tudo contá duença
Pruque é grande a sofrença
Qui minha famia tem
É inspinhela caída
Frieira e passamento
Moleira mole quebranto
Do lado esquentamento
Juizo incriziado
Pereba bucho quebrado
E intupição de vento
Pano branco nó nas tripas
Muita remela nos zói
Calo seco dor na pá
Berruga seca e dordói
Impinge e estalicido
Bicho de pé imbutido
Tanto coça cumo dói
Uma tosse de cachorro
E na guela um intalo
Tem bico de papagai
E um esporão de galo
Um tal estopor muafo
A perna com um triafo
E no calcanhar um calo
Os óios inuviados
E uma dor nas cadeira
Xiliqui e veia quebrada
Vista cansada boqueira
Um jeito no espinhaço
Maria Preta no braço
Mau cheiro na suvaqueira
Difrusso e tosse braba
No coipo um frivião
O pau da venta intupido
Na guela fumigão
É duro o pé da barriga
Curuba me dar fadiga
Farnizim e comixão
Unheiro dor de viado
Dor na pá e pé inchado
Macacôa mal do roda
Cobreiro dente furado
Izipa braba duendo
O chulé no pé fedendo
Os zuvido estourado
Das ôtas tou isquicido
Amean trago Maria
Ela de tudo se lembra
Pra vê se o doutor pudia
Curar nós dessa duença
Pruque é tanta canzença
Chega me dá agonia.
Assim falou o doutor
Remédio não vou passar
Também não traga Maria
Primeiro vou estudar
Os nomes destas doença
E com muita paciença
Cada uma investigar.
HELENA BEZERRA.
Qui na sumana qui vem
Eu meus fi e a muié
Qui tá duente tombém
Vem tudo contá duença
Pruque é grande a sofrença
Qui minha famia tem
É inspinhela caída
Frieira e passamento
Moleira mole quebranto
Do lado esquentamento
Juizo incriziado
Pereba bucho quebrado
E intupição de vento
Pano branco nó nas tripas
Muita remela nos zói
Calo seco dor na pá
Berruga seca e dordói
Impinge e estalicido
Bicho de pé imbutido
Tanto coça cumo dói
Uma tosse de cachorro
E na guela um intalo
Tem bico de papagai
E um esporão de galo
Um tal estopor muafo
A perna com um triafo
E no calcanhar um calo
Os óios inuviados
E uma dor nas cadeira
Xiliqui e veia quebrada
Vista cansada boqueira
Um jeito no espinhaço
Maria Preta no braço
Mau cheiro na suvaqueira
Difrusso e tosse braba
No coipo um frivião
O pau da venta intupido
Na guela fumigão
É duro o pé da barriga
Curuba me dar fadiga
Farnizim e comixão
Unheiro dor de viado
Dor na pá e pé inchado
Macacôa mal do roda
Cobreiro dente furado
Izipa braba duendo
O chulé no pé fedendo
Os zuvido estourado
Das ôtas tou isquicido
Amean trago Maria
Ela de tudo se lembra
Pra vê se o doutor pudia
Curar nós dessa duença
Pruque é tanta canzença
Chega me dá agonia.
Assim falou o doutor
Remédio não vou passar
Também não traga Maria
Primeiro vou estudar
Os nomes destas doença
E com muita paciença
Cada uma investigar.
HELENA BEZERRA.
sexta-feira, 30 de junho de 2017
DEVOLVA MEU SÃO JOÃO
Não vejo mais a fogueira
Que o sertanejo fazia
Onde havia simpatia
Batizado e brincadeira
O forró a noite inteira
Dançado de pé no chão
Cintura fina e pilão
Era música mais cantada
Hoje grito da calçada
Devolva meu São João
Sinto falta da rancheira
Do chote do melo bico
Pelejo muito e não fico
No pancadão na zoeira
Lá cantam tanta besteira
Que o povo fica doidão
O som de um paredão
Arrebenta todo ouvido
Por isso tenho pedido
Devolva meu São João
Deixei de ouvir a voz
Gritando anarriê
Os gestos do balancê
Cruzados nos caracóis
Isso não volta pra nós
Inundaram a tradição
Com outra apresentação
de quadrilha estilizada
Mas como sou antiquada
Devolva meu São João.
HELENA BEZERRA.
Que o sertanejo fazia
Onde havia simpatia
Batizado e brincadeira
O forró a noite inteira
Dançado de pé no chão
Cintura fina e pilão
Era música mais cantada
Hoje grito da calçada
Devolva meu São João
Sinto falta da rancheira
Do chote do melo bico
Pelejo muito e não fico
No pancadão na zoeira
Lá cantam tanta besteira
Que o povo fica doidão
O som de um paredão
Arrebenta todo ouvido
Por isso tenho pedido
Devolva meu São João
Deixei de ouvir a voz
Gritando anarriê
Os gestos do balancê
Cruzados nos caracóis
Isso não volta pra nós
Inundaram a tradição
Com outra apresentação
de quadrilha estilizada
Mas como sou antiquada
Devolva meu São João.
HELENA BEZERRA.
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