sexta-feira, 30 de março de 2018



 AS DORES DE MARIA


A primeira dor sentida
No coração de Maria
Foi quando levou ao templo
Seu filho com alegria
E o velho Semeão
Rezou sua profecia

Este menino vai ser
Sinal de contradição
Em Israel vai haver
Queda e elevação
E a espada de dor
Da mãe fere o coração

A segunda dor foi quando
O anjo disse a josé
Pegue o menino e Maria
Fujam caminhando a pé
Pois Herodes quer matar
A Jesus de Nazaré

Na terceira dor Maria
Ficou bem agoniada
Depois da festa da páscoa
Quando vinha na estrada
Sentiu falta de Jesus
Voltando desesperada

A quarta dor foi marcante
No meio da multidão
No caminho do calvário
Quando apareceu Simão
Foi forçado a carregar
A cruz pra consumação

A quinta dor foi cruel
Vendo a crucifixão
As Marias reunidas
Cada chaga um facão
Com a ponta enferrujada
Furando seu coração

A sexta dor foi a prova
Que Maria tinha fé
Recebendo o filho morto
Das mãos daquele José
Todo lavado de sangue
Da cabeça até o pé.

A sétima dor o adeus
Vendo seu sepultamento
Do filho que acompanhou
Num trajeto violento
Guardou no cofre da alma
Todo aquele sofrimento

HELENA BEZERRA.





segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

ABRAÇOS





Abraço tem o teor
Que o corpo fortifica
Seu poder é de curar
Aonde aperta fica
Uma sensação tão forte
Que a alma tonifica

O abraço cura ódio
Cansaço ressentimento
Revigora a autoestima
Mantém o comportamento
Joga pra fora tristeza
Corpo sã é cem por cento

A alma se surpreende
Com a recomposição
E o fortalecimento
Mandado do coração
Sendo abraço apertado
Tem dose de gratidão

Abraço silencioso
E abraço conversado
Tem o que mata saudades
Quando é bem apertado
Tem o de amor fraterno
E amor de namorado

Médico precisa saber
Da cura pelos abraços
Suspender os comprimidos
E preencher os espaços
Encontrando com os outros
E apertar como laços

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018






              
                  SERVIR PARA SER SERVIDO.


A vida é dependente
Do outro pra ajudar
Na hora do nascimento
Tem equipe pra lutar
Prestando todo serviço
Em tudo que precisar

Até o nome da gente
Foi outro quem escolheu
O alimento o carinho
E tudo que recebeu
Amor e educação
Também foi outro que deu

Ninguém vive e nem viveu
Sem do outro depender
O semeador semeia
Cultiva para colher
Os outros depende dele 
Pra poder sobreviver

Até pra ter profissão
Tem outros a interagir
Pra formar uma família
E para se divirtir
Tudo depende dos outros
No viver e no agir

A vida não tem sentido
Na sala do comodismo
Dividir com quem não tem
Sair do sedentarismo
São ações que nos ajudam
Destruir o egoismo

É uma troca constante
Feita sem se perceber
Um faz o outro recebe
Sem procurar entender
A vida é um labirinto
Confuso pra todo ser

Os outros são responsáveis
De fazer o funeral
De consolar a família
Em uma ação sepulcral
Na despedida do corpo
Em sua reta final.

HELENA BEZERRA.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

PERSEGUIÇÃO É ASSIM



Se a pessoa consegue
Um trabalho pra viver
Os marajás do poder
Com olho gordo persegue
Outros adeptos consegue
Os direitos derrubar
Quem lutou pra conquistar
Durante árdua missão
Vê outro passar a mão
Sem o suor derramar

São lutas pra conseguir
Um trabalho invejado
Tanto tempo trabalhado
Sem os esforços medir
Muitas noites sem dorrmir
Tentando aperfeiçoar
Estuda pra melhorar
O nível da profissão
Vê outro passar a mão
Sem o suor derramar

A crise está instalada
Aonde a corda se tora
Quem plantou já pulou fora
O pobre sofre lapada
A cúpula dar emboscada
Pra impostos arrecardar
E o que poder desviar
Sucateando a nação
Vê outro passar a mão
Sem o suor derramar

O ponto alvo a propina
Cada um com sua parte
Parece que virou arte
A alta da gasolina
O pobre guarda a buzina
Somente pra recordar
Nem pode acompanhar
O preço do botijão
Vê outro passar a mão
Sem o suor derramar

Pagar conta sem dever
Ah! negócio desgraçado
Quem tem salário minguado
É sangrado sem querer
Até se adoecer
Morre sem se consultar
Não há vaga pra internar
É triste a situação
Vê outro passar a mão
Sem o suor derramar

Se tudo que foi robado
Houvesse devolução
Mala,cueca calção
Fosse tudo despejado
Os cofres do nosso estado
Enchia até sangrar
Nem precisava tirar
Do servidor um quinhão
E outro passar a mão
Sem o suor derramar.

HELENA BEZERRA.




sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

VOU DEIXAR PRA DOIS MIL E DEZESSETE

Aquilo que fez ferir
A nossa sociedade
A cruel corrupção
É o fluxo da maldade
Atua neste país
Por vila sítio cidade

Feriu a humanidade
Descepando o direito
Segurança na UTI
Saúde fora do leito
A educação refém
Sufocada sem respeito

Observando os estragos
Causados por este mal
A fome está no auge
Agravando o pessoal
Crianças são vitimadas
No meio urbano e rural

O desemprego tem sido
Um marco estravagante
Famílias desprotegidas
Mendigos perambulantes
Crianças escravizadas
Pelas mãos dos meliantes

Trabalhei numa faxina
Limpando pra esperar
O ano que se aproxima
Ter gosto de encontrar
A casa organizada
Para poder trabalhar

Botei num pacote preto
Corrupto e corrupção
Pra dois mil e dezessete
Sumir até o porão
Do Oceano Pacífico
Para eliminação.
Autora; HELENA 

A SITUAÇÃO É ESTA


O RN está assim
Seu povo desesperado
Os arrastões no comércio 
Bandido pra todo lado
Todos libertos nas ruas
E o cidadão trancado
Quem está aposentado
Não tem no bolso um real
Passou desapercebido
Não fez ceia no natal
O décimo é conto de fada
Na boca do pessoal
O gestor cometeu mal
Quando o dinheiro pegou
No fundo da previdência
Tudo que tinha gastou
Quem pagou pra receber
Até lesado ficou
Gente que até chorou
Sem data pra receber
Faltando os compromissos
Até com o de comer
Sem ter credibilidade
E nem a quem recorrer
Começa o quengo doer
Em busca de solução
Se afunda nos empréstimos
Piora a situação
Agora a última saída
É penhorar o cartão. 

Escreveu:Helena Bezerra.