SONÊTO:NAS CORDAS DOS VENTOS
No embalo noturno fiz parar
O meu corpo cansado repousei
O enlevo do sonho aproveitei
A sensação ofuscante de voar.
No espaço sideral tentei chegar
Uma força astrológica impedia
Nenhum corpo celeste existia
Foi o vento que pôde me salvar
Na passagem as cordas agarrei
Lá do vácuo no impulso pulei
Na negritude daquela escuridão
Revirados,repuxos e batidas
Os efeitos causados nas decidas
Acordei escanchada num fogão.
produzido por: HELENA BEZERRA.
Faço um convite sincero A todos apologistas Poetas e cordelistas Indo ao mundo virtual Pesquise em blog e jornal Viva sempre em sintonia Venha fazer companhia Curtir e apreciar E se poder comentar Um foco de poesia.
segunda-feira, 29 de julho de 2019
sábado, 29 de junho de 2019
INDO AO ENCONTRO DELA
Saí procurando ela
Na esquina da avenida
Na entrada na saída
Não tive notícia dela
Fui até uma viela
Onde tinha um barracão
Toda resposta era não
Outro destino tomei
Andei tanto que cansei
Sem obter solução.
Continuei procurando
Nos bares e nos cassinos
Homens,mulheres,meninos
Fui todos investigando
O que ia procurando
Saiu de circulação
Entrei até num salão
Só vi coisa de beleza
Senti minha alma preza
Com tanto trabalho em vão.
O rádio noticiou
Tá na universidade
Corri com velocidade
Por onde o povo ensinou
Falei com o diretor
Ele me deu permissão
Corrigi sala,salão
Diretoria,banheiro
Dela não tive roteiro
Tomei outra direção.
Voltei bem desenganado
Por não poder encontrar
Sentei na mesa dum bar
Chorando desesperado
Acendi um baseado
E tomei um bom pifão
Não tinha nem um tostão
Pra pagar esta despesa
Passei por baixo da mesa
E não dei satisfação.
Já quase desiludido
Entrei num aeroporto
Senti grande desconforto
Cabisbaixo arrependido
Andei que fiquei doído
Pedindo informação
E lá na recepção
Indicaram o rumo certo
Achei um portão aberto
Entrei até o porão
Lá eu fiquei espantado
Com latido da matilha
Resguardando a esquadrilha
Fiquei muito amedrontado
Olhava pra todo lado
Só via muito avião
Com a superlotação
Um comboio enfileirado
Com produto empacotado
Pra viajar pro Japão.
Descobri ela embarcada
Fiquei triste novamente
Agora com outra gente
Está vivendo entrosada
A maioria sem nada
Apela uma solução
E ela de avião
Viaja pro estrangeiro
Onde gera mais dinheiro
Nas ordens do capitão.
Helena Bezerra.
Saí procurando ela
Na esquina da avenida
Na entrada na saída
Não tive notícia dela
Fui até uma viela
Onde tinha um barracão
Toda resposta era não
Outro destino tomei
Andei tanto que cansei
Sem obter solução.
Continuei procurando
Nos bares e nos cassinos
Homens,mulheres,meninos
Fui todos investigando
O que ia procurando
Saiu de circulação
Entrei até num salão
Só vi coisa de beleza
Senti minha alma preza
Com tanto trabalho em vão.
O rádio noticiou
Tá na universidade
Corri com velocidade
Por onde o povo ensinou
Falei com o diretor
Ele me deu permissão
Corrigi sala,salão
Diretoria,banheiro
Dela não tive roteiro
Tomei outra direção.
Voltei bem desenganado
Por não poder encontrar
Sentei na mesa dum bar
Chorando desesperado
Acendi um baseado
E tomei um bom pifão
Não tinha nem um tostão
Pra pagar esta despesa
Passei por baixo da mesa
E não dei satisfação.
Já quase desiludido
Entrei num aeroporto
Senti grande desconforto
Cabisbaixo arrependido
Andei que fiquei doído
Pedindo informação
E lá na recepção
Indicaram o rumo certo
Achei um portão aberto
Entrei até o porão
Lá eu fiquei espantado
Com latido da matilha
Resguardando a esquadrilha
Fiquei muito amedrontado
Olhava pra todo lado
Só via muito avião
Com a superlotação
Um comboio enfileirado
Com produto empacotado
Pra viajar pro Japão.
Descobri ela embarcada
Fiquei triste novamente
Agora com outra gente
Está vivendo entrosada
A maioria sem nada
Apela uma solução
E ela de avião
Viaja pro estrangeiro
Onde gera mais dinheiro
Nas ordens do capitão.
Helena Bezerra.
sexta-feira, 21 de junho de 2019
UM MATUTO FÃ DE POLÍTICO
Um
trabaiador da roça
Disposto qui
nem trator
Tinha uma
grande famia
Tudim era agricultor
Lutava a
sumana inteira
No sabo ia
pra feira
Saber de
tudo o valor
Cuma tem
gosto pá tudo
Ele sentia
paxão
Pelas
campanha pulítica
Pra dá sua
opinião
E o candidato
iscuiê
Pra seu voto
oferecê
No dia da
eleição.
No discorrê de
setenta
Uma campanha
estourou
O raido
contava tudo
E aquele agricultor
Seu candidato
iscuieu
Obrigava o
povo seu
Votar onde
ele votou.
Um dia ficou
sabeno
Que seu candidato
vinha
Inargurá um
açude
Que im outo
lugá tinha
Ele ficou
animado
Ramo trabaiá
drobado
Pra nós ir
essa festinha
A turma
ficou filiz
Deu pulo de
alegria
Até um ora
da tarde
O só quente
qui duía
Ninguém num quis
aimunçá
No sentido de
andá
O apetite
fugia.
As duas ora
partiram
Pra chegá antes
da ora
Quato légua
de distânça
Iam de
língua de fora
Serra a cima
serra abaxo
Ainda fizero
faxo
Dispôs do
dia ir imbora.
Tudo a pé
camiano
Cum sede fome
e suado
Os pés
iscorreno sangue
O coipo
istrupiado
A noite
iscuro trazia
Só tinha um
que dizia
Ou passeio
disgraçado.
Até que im
fim chegaro
Cumprino
todo trajeto
Era burburim
danado
Ninguém num
ficava queto
Com terra
solta e poeira
Formaro uma
barreira
Difice de chegar perto.
Se acomodaro
im pé
Um som roco
zuadano
E o pra lá e
pracá
Do pessoá isperano
Os candidato
chegá
E o cumilso
cumeçá
Era só
anunciano.
As dez da
noite lá vem
Estrondo
tremendo o chão
O povo paralisou
No mei da escuridão
Todo minino
chorava
E o besourão
baxava
Jogano terra e torrão.
De dento
dele saiu
Três ome de
palitó
Levantano a
mão po povo
Cum a tira
no gogó
Um começou a
falá
Dizia cuneu ganhá
Tudo aqui
vai ser mió.
Paima e viva
zuava
Tudo era
munto animado
Até qui
imfim falou
O candidato isperado
Ai houve foguetão
Preencheu o
caminhão
O povo
dipindurado.
Prometeu
tudo de bom
Energia,
água incanada
Trabaio pra
todo mundo
Impresto sem
pagar nada
Casa pra
quem nada tem
E cesta
básica também
Já está
assegurada.
O ome cum a
famia
Qui tanto se
isforçou
Para vê o seu canidato
Nem perto
dele chegou
Com a voz
rouca dizia
Estou
esperano o dia
Mode votar
com o sinhô.
Terminano o falatório
Disse ele
vamo negrada
A viagem é
munto longe
Tá munto
iscura a estrada
Coidado pra
num cair
Esperte pra
não drumir
É longe
nossa jornada.
Um Xeleléu
de pulitico
Disse vou
mandar deixar
Tem carro a
disposição
Pru eleitor carregá
O nosso
partido é forte
Tem gasolina
e transporte
A demora é
só falar.
Foi tanta
felicidade
Fluída
naquela hora
Uvino aquela
promessa
Maior ainda
a demora
A paciência
esgotou
Depois o
cara chegou
Se ageite
pra ir agora.
Lá vem vindo
o estremeço
Dum trator
véi de esteira
Uma carroça engatada
Incostou
numa barreira
O tratorista
abusado
Disse vão
bem agarrado
Que ainda
venho pra feira.
Cone imposição
ficaro
O bicho deu
arrancada
O engate era
três metros
Deixando bem
afastada
A carroça do
trator
A zuada do
motor
Estremecia a
estrada.
A voz do
home bradava
Como é bom
andar de carro
Se num fosse
meu pulitico
Nós ia
amassano barro
Purisso qui
dou valor
Vou morrer
seno eleitor
Quem falar dele eu amarro.
A estrada esburacada
Toda de mato
coberta
A cipoada na
cara
Deixava a
mundiça esperta
Maicava o
rumo e discia
E nouto morro subia
E o medo em todos aperta.
As sete hora
do dia
A viagem terminou
Batêro toda
puêra
Ninguém nada
recramou
Fôro tudim
pro roçado
O véio ficou deitado
Pruque num aguentou.
Os fi quiria dizer
Qui tava cum munto sono
Mais num tivero corage
Fôro trabaiá tombano
Uma ressaca daquela
Ninguém num esquece ela
Mesmo viveno cem ano.
Autora ;HELENA BEZERRA.
Autora ;HELENA BEZERRA.
segunda-feira, 3 de junho de 2019
DEBATE:PRESIDENTE E EDUCAÇÃO
Feriu a educação
Apunhalou pelas costas
Chocou a nossa nação
Desestimulou os jovens
Seguir sua vocação
P-É pra economizar
Dinheiro pros marajás
Educação é desastre
Estudo não satisfaz
Povo educado só presta
Para nos botar pra trás
E-Um país se desenvolve
Quando tem educação
Alimentando o progresso
Estimulando a nação
A gerar emprego e renda
Pravida do cidadão
P-Pobre não precisa estudo
Gastar com pobre é besteira
Só tem dado prejuizo
A política brasileira
Até no bolsa família
Eu vou dar uma rasteira
E-A educação precisa
De muitos investimentos
Para instruir os jovens
Que visam conhecimentos
Pra ter uma vida dígna
Frutos dos ensinamentos
P-O pior erro do mundo
Foi dar oportunidade
A pobre fazer ENEM
E entrar na faculdade
Até os negros tiveram essa
Essa oportunidade
E-país sem educação
Não há desenvolvimento
Tudo é desorganizado
Povo sem conhecimento
Vira massa de manobra
Nas mãos de sanguinolento
P-Os jovens são idiotas
Não tem pra que estudar
As verbas adquiridas
Tenho pra onde enviar
Educação é um verme
Só faz nos prejudicar.
E-Educação é a base
Que sustenta uma nação
Sem ela desaba tudo
O jovem perde a noção
É convidado a entrar
Na droga sem solução
P-A melhora do país
Já está no meu projeto
Um fuzil em cada casa
Já publiquei no decreto
Todos com arma de fogo
Do avô até o neto
E-Violência é combatida
Onde existe educação
Ensino de qualidade
É a melhor solução
Pra combater os corruptos
Que distroe nossa nação
P-Preciso de cortar gastos
Pra meu governo crescer
Saúde e educação
De verbas pode esquecer
Vou juntar muito dinheiro
Para me reeleger
E-Vou continuar lutando
Pra vê o povo educado
Com direitos e deveres
Cada um executado
Isso vem acontecendo
Em país civilizado
P-Político só tem vantagem
Quando é bem escolhido
Ai de mim se este povo
Fosse bem esclarecido
Mesmo fazendo chantagens
Ainda tinha perdido
E-Quero vê este país
Seus filhos valorizando
Excluindo o preconceito
A igualdade implantando
E o analfabetismo
Toda pesquisa zerando
Vou parar este debate
Já perdi tempo de mais
A minha ideia não muda
O que fiz ninguém desfaz
Bancar estudo pra pobre
Não são os meus ideais.
Por Helena Bezerra.
domingo, 21 de abril de 2019
Viver a páscoa é sentir
O amor se derramando
Cruzar com o sofrimento
De quem está precisando
Subir se for necessário
Descer a outro ajudando
Sentir o gosto da vida
É páscoa constantemente
Pedir e agradecer
É um dever do vivente
Que recebe e não conhece
O que Deus faz pela gente
Viver a páscoa é mudar
A sua capacidade
É partilhar é lutar
Criar círculo de amizade
Viver constante sentindo
O sabor da liberdade
Soltar um sorriso largo
A alma se alimenta
O coração se alegra
A fé é quem movimenta
O pensamento pra Deus
Que com certeza sustenta
Ajudar gente a ser gente
É uma renovação
Restabelece em ambos
O vigor da vocação
E agrega constantemente
A vida em libertação.
HELENA BEZERRA.
O amor se derramando
Cruzar com o sofrimento
De quem está precisando
Subir se for necessário
Descer a outro ajudando
Sentir o gosto da vida
É páscoa constantemente
Pedir e agradecer
É um dever do vivente
Que recebe e não conhece
O que Deus faz pela gente
Viver a páscoa é mudar
A sua capacidade
É partilhar é lutar
Criar círculo de amizade
Viver constante sentindo
O sabor da liberdade
Soltar um sorriso largo
A alma se alimenta
O coração se alegra
A fé é quem movimenta
O pensamento pra Deus
Que com certeza sustenta
Ajudar gente a ser gente
É uma renovação
Restabelece em ambos
O vigor da vocação
E agrega constantemente
A vida em libertação.
HELENA BEZERRA.
sábado, 30 de março de 2019
LENÇÓ DE NICASSA
Cumera tudo difice
Naquele tempo de outrora
Nicassa tinha um ticido
Qui durou mais duma hora
Pelejano prar cortar
Quage a tizoura num tora
Fêz um lençó qui midia
Três metro de cumprimento
Cum dois e mei de laigura
Só era munto caspento
No fri sirvia de capa
Pá tudo sinfiar dento
Era Nicassa e Nabor
Batailano todo dia
Tinha um bucado de fie
O de cumê consiguia
Mais o de vistir fartava
Praquela grande famia
O uso desse lençó
Já tava cum cinco ano
Nicassa por precisão
Na mente chegou um prano
De recortar o lençó
Grande pedaço de pano
Fêz uma cauça pá Chico
Um vistido pá Toinha
Uma camisa pá Neco
Uma saia pá Zefinha
Um caução pá putifá
Uma brusa pá Netinha
Foi tanta filicidade
E pulo de alegria
Um obrigado mamãe
Tão auto chega zinia
Botava roupa e tirava
Guardava e depois vistia
.
Toinha era mais filiz
Pruque já era mocinha
Nunca saía de casa
Pois vivia de caucinha
Feita de saco de açúcar
Ou de saco de farinha
Cum esse único vistido
Toinha se divirtiu
Foi pá novena,pá missa
Até canturia viu
Enum jogo de aigorinha
Um namoro adquiriu.
Toda vêz quela saía
Evitava se sentar
Os acentos tinha prego
E pudia ripuxá
O ticido do vistido
Quela tinha pá usá.
O coidado era maior
Cono o vistido lavava
Na sombra dum juazeiro
Um varal improvisava
Cumo já era fubento
O sol quente disbotava.
Toinha superou tudo
Essa crise foi imbora
Já conta mais de noventa
Guarda tudo na memora
O bom mermo é cunhecer
Ela contano a estóra.
HELENA BEZERRA.
Naquele tempo de outrora
Nicassa tinha um ticido
Qui durou mais duma hora
Pelejano prar cortar
Quage a tizoura num tora
Fêz um lençó qui midia
Três metro de cumprimento
Cum dois e mei de laigura
Só era munto caspento
No fri sirvia de capa
Pá tudo sinfiar dento
Era Nicassa e Nabor
Batailano todo dia
Tinha um bucado de fie
O de cumê consiguia
Mais o de vistir fartava
Praquela grande famia
O uso desse lençó
Já tava cum cinco ano
Nicassa por precisão
Na mente chegou um prano
De recortar o lençó
Grande pedaço de pano
Fêz uma cauça pá Chico
Um vistido pá Toinha
Uma camisa pá Neco
Uma saia pá Zefinha
Um caução pá putifá
Uma brusa pá Netinha
Foi tanta filicidade
E pulo de alegria
Um obrigado mamãe
Tão auto chega zinia
Botava roupa e tirava
Guardava e depois vistia
.
Toinha era mais filiz
Pruque já era mocinha
Nunca saía de casa
Pois vivia de caucinha
Feita de saco de açúcar
Ou de saco de farinha
Cum esse único vistido
Toinha se divirtiu
Foi pá novena,pá missa
Até canturia viu
Enum jogo de aigorinha
Um namoro adquiriu.
Toda vêz quela saía
Evitava se sentar
Os acentos tinha prego
E pudia ripuxá
O ticido do vistido
Quela tinha pá usá.
O coidado era maior
Cono o vistido lavava
Na sombra dum juazeiro
Um varal improvisava
Cumo já era fubento
O sol quente disbotava.
Toinha superou tudo
Essa crise foi imbora
Já conta mais de noventa
Guarda tudo na memora
O bom mermo é cunhecer
Ela contano a estóra.
HELENA BEZERRA.
sábado, 23 de março de 2019
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