Faço um convite sincero A todos apologistas Poetas e cordelistas Indo ao mundo virtual Pesquise em blog e jornal Viva sempre em sintonia Venha fazer companhia Curtir e apreciar E se poder comentar Um foco de poesia.
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
DESPERDÍCIO DE ÁGUA
A água é vida
Merece cuidado
O povo estragado
Precisa mudar
Só tem três por cento
De água potável
Gasto incalculável
Tem que se frear
Falta consciência
Na humanidade
Derrama a vontade
A água tão boa
Comparam com lixo
Aquela usada
Desce a enxurrada
Formando lagoa
É o desperdício
E a poluição
Inutilização
De várias reservas
E o esgotamento
Afeta os vivos
Tornando cativos
Por falta de ervas
Torneira ligada
Água derramando
Mangueira jorrando
Água na calçada
Banho demorado
Com chuveiro aberto
Desperdiça perto
Duma tonelada.
A água servida
Ninguém aproveita
Todo mundo aceita
O líquido gastar
Sem limitação
Estão destruindo
E ela sumindo
Sem poder voltar
A água é vital
Já tem um alerta
Faltando na certa
Gente vai morrer
Sem ter uma gota
O mundo explode
Estica e não pode
Mais sobreviver.
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
AS ROSAS PERFUMAM A VIDA
Entre seres diversos apareceu
Um dotado das dádivas do divino
Sua vida atrelada no destino
Entre acertos e erros aconteceu.
Uma luz a brilhar resplandeceu
Seu perfil foi traçado com carinho
Toda pedra que tinha em seu caminho
Transformou-se em arbusto e floresceu
No momento que ela fraquejava
Uma força do bem lhes sustentava
Na vantagem e na sorte se saía
O galope do tempo acompanhava
Os espinhos da vida não furou
Essa rosa que cheira todo dia.
HELENA BEZERRA.
sábado, 24 de agosto de 2019
AS DORES DA REJEIÇÃO
Quando o ser humano nasce
Recebe uma proteção
Se dela fizer bom uso
Enriquece o coração
E Deus fica no comando
Apontando a direção
O cordel vai relatar
Um fato acontecido
Com um jovem muito pobre
Que vivia sucumbido
Somente da vizinhança
Ele era conhecido
Um dia foi a cidade
Ficou perto dum jardim
Lá avistou uma jovem
Colhendo flor de jasmim
Tão linda que apaixonou
O coração de Joaquim
Olhando aquela beleza
De súbito se arrepiou
E pela primeira vez
Seu coração apertou
Revestiu-se de coragem
E dela se aproximou
Interrogou-a dizendo
Você quer casar comigo?
Ela muito aborrecida
Disse fujo do perigo
Um homem pobre pra mim
É o pior inimigo
Com esta dura resposta
Conteve as lágrimas e saiu
O peito dilacerou-se
Pela dor que atingiu
O coração mergulhou-se
Na tristeza que sentiu
Vivia só meditando
A tamanha grosseria
De ter sido rejeitado
Porque nada possuía
O desprezo lhe afastava
Daquela que mais queria
Sem perder a esperança
Todo dia trabalhava
Só gastava o necessário
Sempre economizava
Investia na poupança
O pouco que lhe sobrava
Por ser muito confiante
Que um dia ia vencer
Jesus lhe favoreceu
Tudo passou a crescer
Na vida daquele jovem
Diminuiu o sofrer
O progresso evoluiu
O estudo cresceu mais
Rico em comportamento
Admirava os demais
Agradecia Jesus
E a educação dos pais.
Gostava de partilhar
Aos famintos alimentos
Cresceu em sabedoria
Cultura e conhecimentos
Agia com caridade
Combatendo os sofrimentos.
Nunca sentia atração
Quando via uma donzela
Pois não tirava da mente
Aquela mulher tão bela
Sofria por seu desprezo
Mais era louco por ela.
Um dia foi passear
Pelo shopin da cidade
Quando de súbito encontrou
Aquela que na verdade
Em uma década passada
Lhes tratou com crueldade
Ela o reconheceu
Foi logo dizendo assim
Hoje já estou casada
Meu homem cuida de mim
Ganha mais de vinte mil
Com você era meu fim
Quem vem da classe plebéia
Nunca se espera crescer
Se eu tivesse aceitado
A me casar com você
Talvez o que tu ganhasse
Não dava pra nós comer
O homem ficou ouvindo
Lágrimas no rosto descia
Era a mulher dos seus sonhos
Mas a ganancia impedia
Sufocava o coração
De quem tanto ele queria
Sem dizer uma palavra
Dali foi se retirando
Naquele mesmo momento
Um homem vinha chegando
Era o marido dela
E assim foi se expressando.
Meu patrão você aqui?
O prazer é todo meu
Esta é minha esposa
Presente que Deus me deu
E tu o homem mais rico
Que a América conheceu
Ao ouvir estas palavras
Ela quase desmaiou
Morta de arrependida
Ao marido perguntou
O que dissestes é verdade?
Com gesto ele confirmou.
Partilhou o que sabia
Da história do patrão
Meu bem ele era pobre
Teve uma grande paixão
E a moça não aceitou
Por ser ele um pobretão.
Ficou decepcionado
Com o que aconteceu
Não tirava ela da mente
Estudou muito e venceu
Dono de muitas riquezas
Mas mulher não conheceu.
Ela muito angustiada
Porém não quis revelar
Que a mulher era ela
Que não aceitou casar
Devido sua pobreza
Mandou-o se retirar
A vida ficou sem graça
O egoismo venceu
Não conheceu o amor
A matéria adoeceu
Depois da revelação
Com dois meses faleceu.
Enquanto o mundo girar
Em torno só do poder
Sem dar vaga para o amor
Se apoderar e viver
Indicando a cada um
Trocar o ter pelo ser.
Autora:HELENA BEZERRA.
segunda-feira, 29 de julho de 2019
SONÊTO:NAS CORDAS DOS VENTOS
No embalo noturno fiz parar
O meu corpo cansado repousei
O enlevo do sonho aproveitei
A sensação ofuscante de voar.
No espaço sideral tentei chegar
Uma força astrológica impedia
Nenhum corpo celeste existia
Foi o vento que pôde me salvar
Na passagem as cordas agarrei
Lá do vácuo no impulso pulei
Na negritude daquela escuridão
Revirados,repuxos e batidas
Os efeitos causados nas decidas
Acordei escanchada num fogão.
produzido por: HELENA BEZERRA.
No embalo noturno fiz parar
O meu corpo cansado repousei
O enlevo do sonho aproveitei
A sensação ofuscante de voar.
No espaço sideral tentei chegar
Uma força astrológica impedia
Nenhum corpo celeste existia
Foi o vento que pôde me salvar
Na passagem as cordas agarrei
Lá do vácuo no impulso pulei
Na negritude daquela escuridão
Revirados,repuxos e batidas
Os efeitos causados nas decidas
Acordei escanchada num fogão.
produzido por: HELENA BEZERRA.
sábado, 29 de junho de 2019
INDO AO ENCONTRO DELA
Saí procurando ela
Na esquina da avenida
Na entrada na saída
Não tive notícia dela
Fui até uma viela
Onde tinha um barracão
Toda resposta era não
Outro destino tomei
Andei tanto que cansei
Sem obter solução.
Continuei procurando
Nos bares e nos cassinos
Homens,mulheres,meninos
Fui todos investigando
O que ia procurando
Saiu de circulação
Entrei até num salão
Só vi coisa de beleza
Senti minha alma preza
Com tanto trabalho em vão.
O rádio noticiou
Tá na universidade
Corri com velocidade
Por onde o povo ensinou
Falei com o diretor
Ele me deu permissão
Corrigi sala,salão
Diretoria,banheiro
Dela não tive roteiro
Tomei outra direção.
Voltei bem desenganado
Por não poder encontrar
Sentei na mesa dum bar
Chorando desesperado
Acendi um baseado
E tomei um bom pifão
Não tinha nem um tostão
Pra pagar esta despesa
Passei por baixo da mesa
E não dei satisfação.
Já quase desiludido
Entrei num aeroporto
Senti grande desconforto
Cabisbaixo arrependido
Andei que fiquei doído
Pedindo informação
E lá na recepção
Indicaram o rumo certo
Achei um portão aberto
Entrei até o porão
Lá eu fiquei espantado
Com latido da matilha
Resguardando a esquadrilha
Fiquei muito amedrontado
Olhava pra todo lado
Só via muito avião
Com a superlotação
Um comboio enfileirado
Com produto empacotado
Pra viajar pro Japão.
Descobri ela embarcada
Fiquei triste novamente
Agora com outra gente
Está vivendo entrosada
A maioria sem nada
Apela uma solução
E ela de avião
Viaja pro estrangeiro
Onde gera mais dinheiro
Nas ordens do capitão.
Helena Bezerra.
Saí procurando ela
Na esquina da avenida
Na entrada na saída
Não tive notícia dela
Fui até uma viela
Onde tinha um barracão
Toda resposta era não
Outro destino tomei
Andei tanto que cansei
Sem obter solução.
Continuei procurando
Nos bares e nos cassinos
Homens,mulheres,meninos
Fui todos investigando
O que ia procurando
Saiu de circulação
Entrei até num salão
Só vi coisa de beleza
Senti minha alma preza
Com tanto trabalho em vão.
O rádio noticiou
Tá na universidade
Corri com velocidade
Por onde o povo ensinou
Falei com o diretor
Ele me deu permissão
Corrigi sala,salão
Diretoria,banheiro
Dela não tive roteiro
Tomei outra direção.
Voltei bem desenganado
Por não poder encontrar
Sentei na mesa dum bar
Chorando desesperado
Acendi um baseado
E tomei um bom pifão
Não tinha nem um tostão
Pra pagar esta despesa
Passei por baixo da mesa
E não dei satisfação.
Já quase desiludido
Entrei num aeroporto
Senti grande desconforto
Cabisbaixo arrependido
Andei que fiquei doído
Pedindo informação
E lá na recepção
Indicaram o rumo certo
Achei um portão aberto
Entrei até o porão
Lá eu fiquei espantado
Com latido da matilha
Resguardando a esquadrilha
Fiquei muito amedrontado
Olhava pra todo lado
Só via muito avião
Com a superlotação
Um comboio enfileirado
Com produto empacotado
Pra viajar pro Japão.
Descobri ela embarcada
Fiquei triste novamente
Agora com outra gente
Está vivendo entrosada
A maioria sem nada
Apela uma solução
E ela de avião
Viaja pro estrangeiro
Onde gera mais dinheiro
Nas ordens do capitão.
Helena Bezerra.
sexta-feira, 21 de junho de 2019
UM MATUTO FÃ DE POLÍTICO
Um
trabaiador da roça
Disposto qui
nem trator
Tinha uma
grande famia
Tudim era agricultor
Lutava a
sumana inteira
No sabo ia
pra feira
Saber de
tudo o valor
Cuma tem
gosto pá tudo
Ele sentia
paxão
Pelas
campanha pulítica
Pra dá sua
opinião
E o candidato
iscuiê
Pra seu voto
oferecê
No dia da
eleição.
No discorrê de
setenta
Uma campanha
estourou
O raido
contava tudo
E aquele agricultor
Seu candidato
iscuieu
Obrigava o
povo seu
Votar onde
ele votou.
Um dia ficou
sabeno
Que seu candidato
vinha
Inargurá um
açude
Que im outo
lugá tinha
Ele ficou
animado
Ramo trabaiá
drobado
Pra nós ir
essa festinha
A turma
ficou filiz
Deu pulo de
alegria
Até um ora
da tarde
O só quente
qui duía
Ninguém num quis
aimunçá
No sentido de
andá
O apetite
fugia.
As duas ora
partiram
Pra chegá antes
da ora
Quato légua
de distânça
Iam de
língua de fora
Serra a cima
serra abaxo
Ainda fizero
faxo
Dispôs do
dia ir imbora.
Tudo a pé
camiano
Cum sede fome
e suado
Os pés
iscorreno sangue
O coipo
istrupiado
A noite
iscuro trazia
Só tinha um
que dizia
Ou passeio
disgraçado.
Até que im
fim chegaro
Cumprino
todo trajeto
Era burburim
danado
Ninguém num
ficava queto
Com terra
solta e poeira
Formaro uma
barreira
Difice de chegar perto.
Se acomodaro
im pé
Um som roco
zuadano
E o pra lá e
pracá
Do pessoá isperano
Os candidato
chegá
E o cumilso
cumeçá
Era só
anunciano.
As dez da
noite lá vem
Estrondo
tremendo o chão
O povo paralisou
No mei da escuridão
Todo minino
chorava
E o besourão
baxava
Jogano terra e torrão.
De dento
dele saiu
Três ome de
palitó
Levantano a
mão po povo
Cum a tira
no gogó
Um começou a
falá
Dizia cuneu ganhá
Tudo aqui
vai ser mió.
Paima e viva
zuava
Tudo era
munto animado
Até qui
imfim falou
O candidato isperado
Ai houve foguetão
Preencheu o
caminhão
O povo
dipindurado.
Prometeu
tudo de bom
Energia,
água incanada
Trabaio pra
todo mundo
Impresto sem
pagar nada
Casa pra
quem nada tem
E cesta
básica também
Já está
assegurada.
O ome cum a
famia
Qui tanto se
isforçou
Para vê o seu canidato
Nem perto
dele chegou
Com a voz
rouca dizia
Estou
esperano o dia
Mode votar
com o sinhô.
Terminano o falatório
Disse ele
vamo negrada
A viagem é
munto longe
Tá munto
iscura a estrada
Coidado pra
num cair
Esperte pra
não drumir
É longe
nossa jornada.
Um Xeleléu
de pulitico
Disse vou
mandar deixar
Tem carro a
disposição
Pru eleitor carregá
O nosso
partido é forte
Tem gasolina
e transporte
A demora é
só falar.
Foi tanta
felicidade
Fluída
naquela hora
Uvino aquela
promessa
Maior ainda
a demora
A paciência
esgotou
Depois o
cara chegou
Se ageite
pra ir agora.
Lá vem vindo
o estremeço
Dum trator
véi de esteira
Uma carroça engatada
Incostou
numa barreira
O tratorista
abusado
Disse vão
bem agarrado
Que ainda
venho pra feira.
Cone imposição
ficaro
O bicho deu
arrancada
O engate era
três metros
Deixando bem
afastada
A carroça do
trator
A zuada do
motor
Estremecia a
estrada.
A voz do
home bradava
Como é bom
andar de carro
Se num fosse
meu pulitico
Nós ia
amassano barro
Purisso qui
dou valor
Vou morrer
seno eleitor
Quem falar dele eu amarro.
A estrada esburacada
Toda de mato
coberta
A cipoada na
cara
Deixava a
mundiça esperta
Maicava o
rumo e discia
E nouto morro subia
E o medo em todos aperta.
As sete hora
do dia
A viagem terminou
Batêro toda
puêra
Ninguém nada
recramou
Fôro tudim
pro roçado
O véio ficou deitado
Pruque num aguentou.
Os fi quiria dizer
Qui tava cum munto sono
Mais num tivero corage
Fôro trabaiá tombano
Uma ressaca daquela
Ninguém num esquece ela
Mesmo viveno cem ano.
Autora ;HELENA BEZERRA.
Autora ;HELENA BEZERRA.
segunda-feira, 3 de junho de 2019
DEBATE:PRESIDENTE E EDUCAÇÃO
Feriu a educação
Apunhalou pelas costas
Chocou a nossa nação
Desestimulou os jovens
Seguir sua vocação
P-É pra economizar
Dinheiro pros marajás
Educação é desastre
Estudo não satisfaz
Povo educado só presta
Para nos botar pra trás
E-Um país se desenvolve
Quando tem educação
Alimentando o progresso
Estimulando a nação
A gerar emprego e renda
Pravida do cidadão
P-Pobre não precisa estudo
Gastar com pobre é besteira
Só tem dado prejuizo
A política brasileira
Até no bolsa família
Eu vou dar uma rasteira
E-A educação precisa
De muitos investimentos
Para instruir os jovens
Que visam conhecimentos
Pra ter uma vida dígna
Frutos dos ensinamentos
P-O pior erro do mundo
Foi dar oportunidade
A pobre fazer ENEM
E entrar na faculdade
Até os negros tiveram essa
Essa oportunidade
E-país sem educação
Não há desenvolvimento
Tudo é desorganizado
Povo sem conhecimento
Vira massa de manobra
Nas mãos de sanguinolento
P-Os jovens são idiotas
Não tem pra que estudar
As verbas adquiridas
Tenho pra onde enviar
Educação é um verme
Só faz nos prejudicar.
E-Educação é a base
Que sustenta uma nação
Sem ela desaba tudo
O jovem perde a noção
É convidado a entrar
Na droga sem solução
P-A melhora do país
Já está no meu projeto
Um fuzil em cada casa
Já publiquei no decreto
Todos com arma de fogo
Do avô até o neto
E-Violência é combatida
Onde existe educação
Ensino de qualidade
É a melhor solução
Pra combater os corruptos
Que distroe nossa nação
P-Preciso de cortar gastos
Pra meu governo crescer
Saúde e educação
De verbas pode esquecer
Vou juntar muito dinheiro
Para me reeleger
E-Vou continuar lutando
Pra vê o povo educado
Com direitos e deveres
Cada um executado
Isso vem acontecendo
Em país civilizado
P-Político só tem vantagem
Quando é bem escolhido
Ai de mim se este povo
Fosse bem esclarecido
Mesmo fazendo chantagens
Ainda tinha perdido
E-Quero vê este país
Seus filhos valorizando
Excluindo o preconceito
A igualdade implantando
E o analfabetismo
Toda pesquisa zerando
Vou parar este debate
Já perdi tempo de mais
A minha ideia não muda
O que fiz ninguém desfaz
Bancar estudo pra pobre
Não são os meus ideais.
Por Helena Bezerra.
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