quinta-feira, 13 de agosto de 2020

CECÍLIO SILVA (ETERNO SOBREVIVENTE).

Quando Jesus determina
A natureza obedece
O sucesso é evidente
Tudo de bom acontece
Mas o presente dum filho
Nem todo mundo merece.

Moacir e Aldenora
De Deus tiveram auxilio
Formaram uma família
Enfrentando empecilho
Nasceram várias mulheres
E homem só foi Cecílio.

Uma criança saudável
Esperta forte e sadia
Muito querida por todos
Promovente de alegria
Vê o menino crescer
Toda família queria.

Ainda muito criança
Começou a trabalhar
Acompanhava o pai
Pouco podia ajudar
Passava o dia na roça
Antes de ir estudar.

A mãe muito cuidadosa
Na escola o colocou
Ia com suas irmãs
Logo se alfabetizou
Foi o destaque da turma
Título de líder ganhou.

Pra concluir o primário
Cecílio muito sofreu
Trabalhava e estudava
Foi grande o esforço seu
Explorando a inteligência
Que Jesus Cristo lhe deu.

Continuou trabalhando
E estudando também
Ás vezes faltava aula
Mas desenvolvia bem
Cada matéria aplicada
A sua nota era cem.

Dificuldades problemas
Ele soube amenizar
No ensino fundamental
Teve o primeiro lugar
Mas veio o ensino médio
Pra sua Cuca esquentar.

Quando concluiu o curso
Tentou o vestibular
Ficou desestimulado
Porque não deu pra passar
Perdeu o pique e ficou
Com raiva de estudar.

Se dedicou na igreja
Em tudo estava presente
Entrou no grupo de jovens
Admirou muita gente
Por ser um forte católico
Filho de família crente.

Devido seu desempenho
E sua capacidade
Evoluiu nos trabalhos
Com responsabilidade
Coordenou vários grupos
Com muita facilidade.

O padre observando
A sua dedicação
Pediu pra ele fazer
Um censo na região
Como Agente Pastoral
Aprofundou a missão.

Ele corajosamente
O trabalho iniciou
Apé e de bicicleta
Todo município andou
Casa a casa,rua a rua
Todo habitante contou.

Foi um trabalho forçado
Mais soube a situação
De cada uma família
E qual a religião
Fazia o censo completo
Da criança ao ancião.

Ficou sabendo de tudo
Que existia e faltava
Pra frequentar a igreja
O convite ele lançava
Fazia a celebração
E a palavra pregava.

A serviço da igreja
Participou de eventos
Foi em diversos lugares
Fez bastantes treinamentos
E repassava aos demais
Com bons esclarecimentos.

A maioria do povo 
O seu trabalho agradou 
A igreja entristeceu
Quando ele anunciou 
Que ia entregar tudo
Que com gosto organizou

Alegou vários motivos 
Um deles o principal 
Continuar os estudos 
Morar vizinho a natal
Preparar o seu futuro
Era o maior  ideal.

Quando ele nem esperava
O melhor aconteceu
O Sindicato Rural
Duas vagas ofereceu
Vindas da escola agrícola 
Cecílio uma preencheu. 

Quando foi fazer a prova
Com pouca grana saiu 
No carro que faz a linha 
Pra natal se dirigiu 
Levando um terço no bolso
Confiando em Deus segui

Estava tão ansioso
Que foi muito antecipado
Uma semana de espera 
Lhe deixou equivocado
Quando foi fazer a aprova 
Entrou no transporte errado

Dois minutos antes da prova
Ele conseguiu chegar
No local determinado
Para se realizar
Muito tempo refletia 
Ah! Se eu pudesse passar

Voltou para casa pensando
Somente no resultado
Faltava-lhe o apetite 
Sonhava sempre acordado 
Até chegar a notícia
Que tinha sido aprovado 

Foi à maior alegria 
Que este rapaz sentiu
Pulava, ria e chorava
Até seu sangue fugiu 
A toda comunidade 
A notícia transmitiu 

 Para fazer a matrícula
Pouco dinheiro arranjou
Só o total das passagens
No seu bolso colocou
Nem se quer um copo d'água 
Na viagem não tomou

Chegando em macaíba 
Um moto-táxi pediu
Uma chuva muito forte
Neste momento caiu
Enfrentando o temporal
Para Jundiaí seguiu 

Tremendo todo molhado
Com uma pasta na mão 
Levava dentro da mesma
Toda a documentação
Por sorte não se molharam 
Na pasta de papelão

Levou todos xerocados
O que ia precisar 
E se tivesse molhado 
Não tinha com que pagar 
Nem se quer uma só xerox 
Que precisasse tirar

Para fazer a matrícula
Logo logo foi chamado
Se era grátis ou paga 
Não tinha sido informado
Quase que passava mau 
Quando soube o resultado 

Para viajar de volta
Era o dinheiro que tinha 
Quando o rapaz disse o preço 
Contou a grana todinha 
Que ele tinha no bolso 
Parece até adivinha 

Respirou profundamente 
Para Jesus Cristo apelou 
Estava com muita fome 
Sem esperar encontrou
Dois amigos da igreja 
E a  situação contou.

Responderam que estavam 
Na mesma situação 
Mas tinham pra onde ir 
Cecílio pediu-lhe então
Deixe-me ir com vocês 
Eles disseram pois não. 

Seguiram para Natal 
Com Cecílio acompanhando 
No outro dia cedinho
Seu rumo foram tomando
Cecílio saiu para rua 
Com o seu terço rezando. 

Sem perder as esperanças 
Chegou na comunidade
Chamada VENI CREATOR
Foi sua felicidade 
Matou a fome que estava 
Sanou a necessidade.

Um rapaz muito gentil
Foi deixá-lo na parada
Aonde o ônibus passava
E a mente preocupada
Sem dinheiro pra passagem
Ou vida aperreada.

Quando entrou no transporte
Muito triste planejando
Dizer ao motorista
O que estava se passando
Sem ter no  bolso um real
Cabisbaixo viajando.

No percurso da viagem
Algo estranho aconteceu
Os passageiros são provas
Quando uma mulher desceu
Disse a passagem de Cecilio
Quem tá pagando sou eu.

Recordei uma das feita
Que fizestes no passado
A ação que tu fizeras
Hoje te dou este agrado
Assim Cecílio livrou-se
Da passagem ficar fiado.

Considerou um milagre
O sofrimento vencer
Pensou logo no rosário
Que rezava pra valer
Quer vencer na vida reze
É o que tenho a dizer.

Em breve arrumou a mala
E viajou pra ficar
Morar em Jundiaí
Para poder estudar
A escola preparava
O jovem pra trabalhar.

Fez construção de amizades
Com colegas e professores
Quase todos como ele
Filhos de agricultores
Com origens enraizadas
Nos nossos interiores.

Deixo Cecílio estudando
Preparando seu futuro
Suspendo minha caneta
Em nome de Deus eu juro
Testemunhei a verdade
Jovem desta qualidade
Tem um conceito seguro.

Autoria de HELENA BEZERRA.




sábado, 11 de julho de 2020


   MEDO DE CORONA VÍRUS.


Esta tal de Pandemia
O medo me atacou
Invadiu meu pensamento
Senti que tudo mudou
Aceitei ficar em casa
Isso me impactou.

Se uma voz me chamava
Ia de ponta de pé
Brechava na fechadura
Aí voltava de ré
Soltava uma voz rouquenha
Eu quero saber quem é.

Fiquei direto de máscara
Até com ela dormia
Lavei tanto minhas mãos
Que a pele toda se abria
Alcool em gel e setenta
Usava demais no dia.

Assim passei quatro meses
O medo me apavorando
Ligada ouvindo notícias
Que me deixava chorando
Pra não perder o juízo
A TV fui desligando.

Abandonei caminhada
Não vou a mercearia
A igreja está fechada
Lugar que tanto queria
Quem é cristão se abastece
Com a Santa Eucaristia.

Quatro meses completou
Vivendo no fica em casa
O medo já foi curado
Tou doida pra criar asa
Bater perna todo dia
Esta vontade me arrasa.

Quando vírus tava longe
Gerou muito medo aqui
Depois que chegou pra perto
O povo tá nem aí
Vai e vem e vira e volta
Do Oapoque ao Chuí

Já estou acostumada
Do jeito dum passarinho
Se soltar do cativeiro
Sem saber fazer um ninho
Assim é a poetisa
Perdida pelo caminho

Autora:HELENA BEZERRA..




sexta-feira, 26 de junho de 2020

O NORDESTE SEM FESTAS JUNINAS.

     
Com a chegada cruel da Pandemia
O Nordeste rasgou o seu roteiro
Planejado no mês de fevereiro
Só em junho entrava em sintonia
Atrelado no pingo do mei dia
Mossoró sacudia seu povão
Dia e noite com muita animação
Todo corpo treinado a balançar
O Nordeste trancado fez quebrar
Os costumes da nossa tradição.

As quadrilhas estavam na metade
Dos trabalhos ficando organizado
Foram todos jogados para um lado
Teve muita revolta a mocidade
Os trabalhos,os gastos e a vontade
Foram todos jogados num porão
Fantasia,fogueira até balão
Cada membro chocado ainda estar
O Nordeste trancado fez quebrar
Os costumes da nossa tradição.

CORONAVÍRUS parou todo projeto
Que projetava nossa festa junina
Concentrava a cultura nordestina
A COVID causou um desafeto
Toda casa fechada até o teto
Sem visita se quer de um irmão
De entrar de pés juntos no caixão
O pavor apavora sem cessar
O Nordeste trancado fez quebar
Os costumes da nossa tradição.

O Nordeste soluça por não ter
Bandeirolas colorindo o espaço
As quadrilhas trilhando cada passo
A noite inteira até amanhecer
Puxadores gritando anarriê
Cadê a voz que gritou viva São João
Nem fogueira fizeram no sertão
Pra botar milho verde pra assar
O Nordeste trancado fez quebrar
Os costumes da nossa tradição.

Dois mil e vinte mudou todo destino
Todas festas já foram canceladas
As escolas com as portas trancadas
Sem estudo pra jovem e pra menino
Mais ainda se vê um nordestino
Esperançoso rezando uma oração
Oferecendo a São Pedro e a São João
Pra COVID  daqui se afastar
O Nordeste trancado fez quebrar
Os costumes da nossa tradição.

Produção;Helena Bezerra.

















             

quinta-feira, 14 de maio de 2020



SÓ ENTENDO DIFERENTE


Cuma matuta qui sou
Fico atôa sem saber
Os nomes qui inventaro
Dispôs de aparecer
Um tal de vírus corona
O pobi qui é cafona
Fica no mei sem saber.

Cuno se fala covide
Quarentena, Pandemia
Fecho zói coço a cabeça
Os pés e as mãos isfria
Sem querer fazer progunta
A dor ataca nas junta
Farta o ar da agunia.

Assintoma homeoffice
Aí a coisa piora
Dá um zum,zum na cabeça
Sem pudê saí pra fora
Cumprino um isolamento
Me fecho no apusento
Lavano a mão toda ora.

Cum a mascara puxano
Pobi das minhas zureia
A televisão num vejo
Qui meu juizo aperreia
Cipriano e o gaigalo
Me fez causar um intalo
Qui o sangue parou na veia.

O Lockdown pensei
Quera um tipo de cachete
Pá distribuir pus pobi
Qui a duença comete
Dispôs dero informação
Quera uma bluquiação
Antes qui tudo se afete.

Até hoje vivo assim
Falano tudo errado
O meu istudo foi pouco
Meu texto amatutado
Me orgulho em ser assim
Carrego dentro de mim
Os custume do passado.

Escreveu:HELENA BEZERRA.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

AUXILO EMERGENCIÁ

Pru caso duma duença
Acabou a paciença
O povo foi obrigado
Abadoná o siviço
Foi o maió ribuliço
Daqueles disimpregado.

Minino fora da iscola
Sem puder pidir irmola
Im casa sem merendá
Aluguel água e luz
Pesando cuma uma cruz
Sem grana para pagá.

O chefe pressionado
Pelos seus opusitoures
Tumou uma posição
Prumode os pobe ajudá
De três vez auxiliá
Foi uma pertubação.

Os pobi no celulá
Procura se informá
Lutava e nun risuvia
Oiava a televisão
Aquela informação
Uvia e num intindia.

Só intendêro paga
Cedo partiro pra vaga
Numa caxa federá
Gente passava da conta
A fila intortava a ponta
Na porta do hospitá.

Os protetor de saúde
Pidia meu povo ajude
Ficá du ôto afastado
Os pobi num intindia
A fila torta criscia
Todo mundu amuntuado.

Uns gritava eu quero vê
Quanto é qui vou recebê
Lá im casa é seis pessoa
Duas é mil e duzento
Somei é três e seicento
Minha ajuda é munto boa.

Outo dizia num é
Quevê pregunte a muié
Qui ela sabe ispricá
Amarre sua mascara
Qui a puliça num para
É só pra lá e pra cá.

Cuno o dinêro saiu
O fuá diminuiu
Correro para gastá
Cum move roupa e bibida
Outos de contra partida
Renovô o celulá.

As loja saiu lucrano
Quem recebeu comprano
Sem falá im prestação
Pulava de alegria
Gritava essa pandemia
Bom pra uns e outos não.

Ramo rezá um bucado
Pra quem já virou finado
E pra quem adoeceu
Agora peço a Jesus
Qui acenda sua luz
Livrano tudo qué meu.

Mais uma produção matuta
DE HELENA BEZERRA.









terça-feira, 7 de abril de 2020

CORONAVÍRUS EM AÇÃO.

O mundo sentiu um choque
Com o povo asfixiado
Morrendo a cada minuto
O pessoal assombrado
Cientistas investigando
Pra descobrir o culpado.

Chegando no resultado
Atestado e conferido
Apresentaram pra o mundo
É um vírus enfurecido
O novo coronavírus
Precisa ser combatido.

Descobriram que ele tinha
Poder de contaminar
A população inteira
Tão rápido infeccionar
Em pouco espaço de tempo
O indivíduo matar.

Recursos suficientes
Faltavam na medicina
Pra combater a doença
Que virou carnificina
Os primeiros atingidos
Os habitantes da China.

Uma outra descoberta
A forma de impedir
Dele chegar na pessoa
E o contágio transmitir
É isolar o sujeito
Para não interagir.

Tomaram iniciativa
De fazer isolamento
Mandando ficar em casa
Fechar estabelecimento
Só funciona farmácia
E quem fornece alimento.

A maioria do povo
Não aceita obedecer
O vírus se manifesta
Invisível ninguém ver
Aja gente adoecendo
Padecendo até morrer.

Hospitais superlotados
Não resolve a pandemia
Falta os equipamentos
Testes que dão garantia
E os profissionais
Adoecem todo dia.

Decreto vence e renova
Uns cumpre e outros não
Algumas formas de impostos
Fizeram prorrogação
Empresas, fábricas e escolas
Mantiveram suspensão.

O desemprego cresceu
Aumentou a agonia
Além da sobrevivência
O medo faz companhia
Ficar longe de quem ama
Coisa que ninguém queria.

Os idosos são reféns
Da cruel situação
Todos entraram na fila
Uns entendem outros não
Só obedece se ouvir
O ronco do caminhão.

O grito que lave as mãos
E passe o álcool também
Ecoa por todo canto
Evita o vírus que tem
A morte pela limpeza
Quem se limpa vive bem.

Quarentena na quaresma
Fez os fies se afastar
Da casa de oração
Mas pode tentar limpar
As mágoas do coração
Do jeito que limpa a mão
Para o irmão perdoar.

Autora:HELENA BEZERRA.





quinta-feira, 2 de abril de 2020

A VOZ DO MAR NA QUARENTENA

Ecoou com eloquência
Meu sufoco está passando
O meu engasgo desceu
As dores me aliviando
O cansaço amenizou
Minha vida tá voltando.

A praia me encontrando
Onda vai e onda vem
Os pássaros voando livre
Mergulham sem vê ninguém
Pegam peixes se alimentam
Esvoaçam no além.

As ondas me fazem bem
No seu trajeto ligeiro
Fizeram grande limpeza
Hoje me sinto maneiro
Com quinze dias limpando
O lixão do hospedeiro.

Eu vivia em desespero
Com tanta poluição
As dores insuportáveis
De respirar podridão
Das inúmeras toneladas
Recebida de lixão.

É tanta evaporação
Por ter que acumular
Lixos,resíduos e esgotos
Que não param de chegar
Quando ultrapassa limites
Eu tenho que vomitar.

Tive que aguentar
Manchas de óleo queimado
A mortandade de peixes
Me deixava apavorado
Quando desaparecia
Me sentia aliviado.

Atônito sobressaltado
Senti uma pulsação
Respirei suavemente
A brisa mansa em ação
A praia estava deserta
Foi a melhor sensação.


Natureza em aflição
Vivia desesperada
Vendo a beleza do mundo
Com a vida ameaçada
Por prejuízos causados
Por nações mal educada.

A rotina foi mudada
Daquele meu sofrimento
Um alívio relaxante
Sumiu o constrangimento
Senti saindo de mim
Angustia,dor e tormento.

A máquina do sentimento
Gera em mim felicidade
O vento e eu navegando
Trocando comicidade
Aproveitando viver
No âmbito da liberdade.

Nunca temi enfrentar
Os riscos de acidente
Turbulência,tsunâmi
Nem tempestade valente
Meu medo é manter contato
Com bicho chamado gente.

Autora:Helena Bezerra.














































































































































































A