sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

A PARTIDA DE EDIVAN DEIXOU SAUDADE PRA NÓS.

A vida é um dom de Deus
E a natureza auxilia
Ao ciclo desenvolver
 Quando a matéria é sadia
A cada dia crescendo
No meio desenvolvendo
A luta do dia a dia.

Toda família queria
Preservar um genitor
Mas precisa obedecer
Os desígnios do senhor
Ou cedo ou tarde é chamado
O espírito é separado
Da matéria pela dor.

Falo de um batalhador
Que sua vida viveu
Apostando no trabalho
Muitas funções exerceu
Trabalhou na educação
O papel de cidadão
Com respeito obedeceu.

Edivan  o nome seu
Filiação  Severino
E sua mãe Bernadete
Desde quando era menino
Gostava muito de ler
Estudar e escrever
Lutar com gado bovino.

As vezes entoava hino
Quando vinha do roçado
Casou construiu família
Sonhou ser advogado
Mas como não conseguiu
Um emprego adquiriu
Zelou por ser empregado.

Secretário preparado
Só chegava antes da hora
Mantinha ordem e respeito
Nem reclamava a demora
De tantas fichas fazer
Não dava nem pra saber
A hora de ir embora.

Trabalhou até por fora 
Para manter tudo em dia
Morreu e não alcançou
Sua aposentadoria
Porque não tinha idade
Com gosto fé e vontade
Sua função exercia.

Aos filhos sempre dizia
Estudem pra viver bem
Respeitem sempre o alheio
Só queira o que lhes convém
Isso meu pai me ensinou
A vocês agora dou
Este conselho também.

Venha aqui Lázara e Ywry
João Paulo, Wyry e Tefim
Honestidade é meu lema 
Quero que herdem de mim
Tenham Deus por companheiro
Meu conselho derradeiro
Pois tá chegando o meu fim.

O seu viver foi assim
Seu ciclo de amizade
Era de poucos amigos
Pra sua felicidade
José Augusto de paiva
Nunca lhe fez uma raiva
Só praticava bondade.

Se lá houver liberdade
Os dois estão se encontrando
Na mansão celestial
Jesus Cristo comandando
Da terra corta a raiz
Eternamente feliz
Sem tá se preocupando.

Adeus até não sei quando
A saudade é muito forte
Machuca toda família
Cada coração corte
Somente Jesus consola
As lágrimas no rosto rola
Com a malvada da morte.

PRODUÇÃO DE HELENA  BEZERRA.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

MOT: PAGAR SEM ESTAR DEVENDO É DIREITO VIOLADO.

 Quem esbanjou muita grana

Com luxo e divertimento

Garbou com poderamento

Em todo fim de semana

Ideia e ação sacana

Tudo antes planejado

O alvo o aposentado

Que está quase morrendo

Pagar sem estar devendo

É direito violado.


Viagens pro exterior

Não faltava na agenda

Investimento em fazenda

Gastava a todo vapor

Todo tipo de robô

No serviço era instalado

Os recursos do estado

Foram logo enfraquecendo

Pagar sem estar devendo

É direito violado.


A lei que assegurava

O fundo da Previdência

Entraram com providência

Uma borracha apagava

A cúpula toda aceitava

O projeto incriminado

Por ser bem remunerado

Quem estava defendendo

Pagar sem estar devendo

É direito violado.


Quem tanto contribuiu

Para aposentadoria

Trabalhava noite e dia

O direito adquiriu

Mais pouco usufruiu

O tempo foi o culpado

Andando descadeirado

As juntas todas doendo

Pagar sem estar devendo

É direito violado.


Os planos interrompidos

A farmácia cancelada

Alimentação regrada

Exames não concluídos

Os juízos poluídos

Com o salário minguado

O empréstimo renovado

O juro alto  crescendo

Pagar sem estar devendo

É direito violado.


Autoria da poetisa HELENA BEZERRA.

Frutuoso Gomes-RN.




quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

VOCAÇÃO SACERDOTAL NO LOGRADOURO NASCEU.

 

A vida é cheia de escolhas

Por isso aconteceu

Entre Edilza e Francisco

Um encontro que valeu

Entre troca de olhares

Um amor puro nasceu.


Quando se enamoraram

Já fizeram juramento

Honrar a fidelidade

No limite cem por cento

Numa marcha acelerada

Celebrou-se o casamento.


Edilza de Oliveira

Jurou ao noivo Francisco

Perante toda a igreja

Por ele em tudo me arrisco

Ele respondeu por ela?

Subo até num obelisco.


Logo no ano seguinte

Messias foi projetado

Entre sorrisos e sonhos

Receberam o resultado

Confirmando a gravidez

Deram a Jesus obrigado.


Para escolha do nome

Passaram uma semana

Pela contagem dos meses

Na soma ninguém se engana

Se for menino é Messias

E menina é Mariana.


Então no mês de dezembro

Mês que o salvador nasceu

A chegada de Messias

No mesmo aconteceu

Jesus se chama Messias

E Messias o nome seu.


A mãe servindo a capela

Levava ele novinho

Chorava desatinado

Ela arrumava um cantinho

Dizia meu Cristo Rei 

Proteja meu bebezinho.


Cresceu dentro da capela

Em todo lugar mexia

Quando a mãe reclamava

Ele chorando corria

Na casa de vó Ducarmo

Todo espaço preenchia.


João acobertava tudo

Chiquim era o defensor

Uma palmada em Messias

João é quem sofria a dor

Até hoje ele carrega

Este fardo de amor.


Recordando as travessuras

De Messias na capela

Padre Walter celebrando

Naquela noite tão bela

Ele entrou na batina

Escondeu debaixo dela.


O padre sentiu um susto

Quando topou no bolão

Quem estava presente riu

Com aquela arrumação

E o padre interrompeu

Aquele longo sermão.


Este esperto menino

Em tudo estava presente

Nos trabalhos da capela

Ficava muito contente

Até sua alma enchia

Vendo ela cheia de gente.


A sua vida infantil

Metade foi na capela

Na companhia da mãe

Dedicou-se tanto a ela

Que muitas vezes dormia 

Em um recantinho dela.


O povo do Logradouro

Sempre bem organizado

Na festa do padroeiro

Era tudo planejado

Messias com sete anos

No coral era engajado.


Babava olhando o teclado

As vezes ia escondido

Mexer nas teclas sozinho

Ficava enfurecido

Uma vontade daquela

Jamais teria sentido.


Quando tinha oito anos

O sonho realizou

Em uma celebração

Ele se aproximou

Do teclado e foi tocando

O eis-me aqui senhor.


Parece estória de fada

Mas é pura verdade

Se precisar eu convoco

Toda a comunidade

Pra prestar o testemunho

Com toda sinceridade


De Almino pra Pintada

Antonio Martins e Pinhão

Lucrécia e Frutuoso

Ia gente em lotação

Pra ver Messias tocando

Se formava multidão.


Assim Messias cresceu

Com ardor missionário

Fez primeira Eucaristia

Notava no seu diário

Assuntos da catequese

Contava tudo ao vigário.


Foram quatro sacramentos 

Que Messias recebeu

Serviu de tônico pra alma

Muito lhes favoreceu

Ouvir de Deus o chamado

Que disposto recebeu.


Respondeu dizendo sim

E demorou revelar

A sua amada família

Que não quis acreditar

Sua reação foi mista

Deu para rir e chorar.


Agora siga Messias

Que o Messias chamou

Um lugar no seminário

Jesus Cristo reservou

Para ser um sacerdote

Nosso Deus te abençoou.


HELENA BEZERRA.








sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

PARÓQUIA DE MARTINS EM CORDEL.

Dei um mergulho na fonte

Aonde estava guardado

Papéis escritos a mão

Pelo tempo amarrotado

Num baú nos camarins

Da paróquia de Martins

Tinha fato registrado


A leitura fui fazendo .

 Com pouco de atenção

São cento e oitenta anos

Do ato da criação

Da paróquia abençoada

De Pau dos Ferros desmembrada

Foi grande a evolução.


Ocorreu quando Martins

A Portalegre pertencia

Foi um marco na história

E a política que existia

Lutou com severidade

Com nome Maioridade

Outra cidade nascia.


Pra não esquecer o feito

Do fundador da capela

Francisco Martins Roriz

Que tanto zelou por ela

Denominou-se Martins

Daqui até os confins

Ninguém mexe em nome dela.


Natural do Ceará

Homem de bom coração

Era católico fiel

Amava a religião

Com muita fé e coragem

Colocou uma imagem 

Da virgem da Conceição.


Quando a paróquia  nasceu

Em meio a dificuldade

Nem estrada nem transporte

Só o poder da vontade

Dos padres dado por Deus

Pra atender os fiéis seus

Naquela comunidade.


Padre Pedro e Gonçalo

Os primeiros a assumir

As tarefas da paróquia

Na intenção de servir

A cada paroquiano

Na vida do ser humano

A palavra interagir.


Eles eram capelãs

Com responsabilidades

Prestavam cultos divinos

Em outras comunidades

Subiam serras e desciam

Os trabalhos que exerciam

Eram  por necessidades.


Na saída deles veio

O seu vigário primeiro

Padre Antonio de Souza

Dedicou-se por inteiro

Quatro décadas mais três anos

Amava aos paroquianos

Tinha pavor a dinheiro.


Posterior foi o padre

Chamado de Valentim

Expandiu os seus trabalhos

Desceu serra e foi a fim

De fundar outra capela

E a comunidade dela

Ao projeto disse sim.


Era em Serrinha dos Pintos

Onde se concretizou

A fundação da capela

O povo todo ajudou

Do idoso ao pivete

Senhora de Lá Salete

Imagem que colocou.


Foi a vez de padre Carlos

Que tenho recordação

Prestando muito serviço

A toda  esta região

Em um cavalo montado

Muitas vezes acompanhado

Pelo um certo sacristão.


Alvo de olhos azuis

A  missa era em Latim

O povo nada entendia

Eu no meio pensava assim

Que todo mundo era santo

Quando entoava um canto

Via o céu perto de mim.


O padre José do Vale

Foi o que me batizou

José Zilmar de Andrade

O seu carisma implantou

Padre Walter padre Guido

A dupla que fez sentido

Guido foi Walter ficou. 


Padre Walter muito jovem

Quando a paróquia assumiu

Com muitos sonhos e projetos

A igreja reuniu

Muitas equipes formou

Como administrador

Seu trabalho evoluiu.


Seu maior objetivo

Era evangelização

Trouxe irmãs pra ajudar

No papel de formação

Colocou rádio no ar

Tudo fez pra conservar

Boa comunicação.


Deu expansão a paróquia

Os pólos organizava

Sentia sede nos jovens

Aqui acolá lançava

Uma rede pra pescar

Quando ia despescar

Uns dois ou três encontrava.


Na matriz e nas capelas

Fazia uma seleção

Cada qual se destinava

Assumir com precisão

Dentro da comunidade

Mais de uma atividade

A serviço da missão.


Seu  trabalho era incansável

Não só com a religião

Com meio social

Tinha preocupação

Seu intento era ajudar

Do carente melhorar

A sua situação.


Depois de trinta e seis anos

Fez a sua despedida

Mas o povo de Martins

Não saiu da sua vida

Nem ele saiu do povo

Vai e vem volta de novo

A passagem é garantida.


Quando ele saiu entrou

Um fruto que foi brotado

Através da catequese

Por Walter incentivado

Padre Possídio assumiu

E o trabalho prosseguiu

Dando conta do recado.


O clima foi muito tenso

O povo ainda abalado

Possídio muito dinâmico

Fez triste ser animado

E assim continuou

O povo colaborou

Foi ótimo aprendizado.


Quando assembléia fazia

Em nível paroquial

De todas comunidades

Reunia o pessoal

E cada grupo que ia

Uma proposta fazia

Pra discutir no final.


Criou-se  o CPP

Um conselho eficiente

Todo mês se reunia

Em um local diferente

Da paróquia o andamento

Prestando esclarecimento

Deixando bem transparente


No calendário anual

Houve uma alteração

Entrou as comunidades

Também por obrigação

Todo mês celebrar missa

Fieis que não tem preguiça

Pulou de satisfação.


Pra ajudar nos trabalhos

Padre Iraildo chegou

Ombro a ombro com Possídio

Um período trabalhou

Amava a zona rural

Conquistava o pessoal

No lugar que ele passou.


Depois que saiu Possídio

Assumiu padre Dian

Um jovem porém careca

A juventude era fã

De tudo que ele fazia

Na palavra transmitia

A força dum talismã.


Portador do evangelho

Quem tem cuidado não erra

Não deixava a desejar

Luiz Gomes sua terra

Padre muito animador

Foi ele o fundador

Do evento Exalta-Serra.


Saiu deixando os fiéis

Seguiu por outro caminho

Uns choravam outros sentiam

No coração um espinho

O bispo não apanhou

Porque praqui enviou

Nosso querido Netinho.


Padre Netinho superou

Aquela situação

Conquistou todos fiéis

Com sua voz de trovão

Os doentes visitava

E a palavra pregava

Acenando com a mão.


Talento tinha sobrando

Coragem não lhes faltava

Cumpria com o roteiro

Que a paróquia elaborava

Entre capela e matriz

Missionário feliz

Idade não afetava.


Com a Área Pastoral

O trabalho triplicou

O padre de Alexandria

Com muito gosto ajudou

A trilhar o seu caminho

E assim padre Netinho

O seu serviço prestou.


O bispo vendo Netinho

Em ritmo acelerado

Precisando de descanso

Passou a noite acordado

Rezou pedindo a Jesus

Que lhe mostrasse uma luz

E o destino a ser traçado.


A solução foi  Wescley

Que lhe respondeu assim

Dom Mariano estou pronto

Vou substituir Netim

Força fé e alegria

Um turbilhão de energia

Se mexe dentro de mim.


Quando foi comunicado

Netinho não hesitou

Pensou na sua saúde

Outra paróquia abraçou

Wescley  a serra subiu

E  a paróquia assumiu

Foi Deus quem lhe confiou.


Quando recebeu a chave

Ajoelhou-se no chão

Fitou os olhos no céu

Abriu o seu coração

A alma o corpo fascina

Recebeu bençãos divina

Da virgem da Conceição.


Já completaram dois anos

Que este peso conduz

Em todas as dimensões

Deus manda um anjo de luz

Iluminar seu caminho

Acompanhado ou sozinho

Seu protetor é jesus.


Finalizando o cordel

Quero parabenizar

Paróquia e paroquianos

E o padre que agora estar

Assumindo esta missão

E a virgem da Conceição

Pra todos abençoar.


Autoria de Helena Bezerra.


 








quinta-feira, 12 de novembro de 2020

UM VOTO OFERECIDO.

 Num período eleitoral

Numa pequena cidade

Num cantinho do país

Cresce no povo a vontade

De mudança acontecer

E pelo o voto escolher

Quem tem mais capacidade.


O caça voto não para

Caça no sítio e na rua

Andando de casa em casa

A cultura continua

O compra voto acontece

Do pobre ninguém esquece

Prática que se perpetua.


Tudo isso acontecendo

Gente sem dormir direito

Todo dia passeata 

Por beco largo e estreito

Todo espaço se enchendo

Os eleitores correndo

Gritando viva o prefeito..


Para fazer diferença

Nesta movimentação

Ficava uma senhora

Acenando com a mão

Os candidatos passavam

Nem perto dela chegavam

Com um pouco de atenção.


Um dia ela resolveu 

O seu voto oferecer

Amigo quer o meu voto

O cara sem entender

Perguntou isso é verdade?

A nossa realidade

É comprar voto e vender.


Sinceramente obrigado

Pelo senhor aceitar

O meu voto é valioso

O meu prazer é votar

Cumprindo com meu dever

E o candidato escolher

Sem ninguém pra indicar.


Uma lição de moral

Civismo e cidadania

Quem recebeu ficou tenso

Pois a prática que exercia

Era o contrário fazer

Ganhar e tudo esquecer

O que antes prometia.


Ela concluiu dizendo

Desperta povo sofrido

A derrota do país

É  ver seu povo vendido

Pra fazer o voto errado

E continuar derrotado

Elegendo corrompido.

(Autora: Helena Bezerra).


A VIDA É UMA MISSÃO.

 É no mês missionário   (outubro)

Que a igreja focaliza

Catequese aprofundada

No cristão se concretiza

E a palavra de Deus

No coração eterniza.


Missionário é aquele

Que assume sua missão

De fazer o bem ao próximo

Em qualquer ocasião

Trabalha com transparência

Quando assume uma função.


Não é para qualquer um

Sair do seu bem estar

Ir ao proletariado

Sua vida orientar

Os direitos e deveres

Que precisam procurar.


A consulta da palavra

Aonde estiver faltando

Ser delicado e presente

E sempre viver buscando

Pessoas que façam o mesmo

Ao seu irmão ajudando.


Dizer que é missionário

Sem ter aproximação

Dos carentes que precisam

De uma grande atenção

Seu nome é fora da lista

Dos adeptos da missão.


Tem muitas comunidades

Sentindo sede de Deus

Faltando missionários

Chegar com talentos seus

Plantar sementes que façam

Modificar os ateus.


Por isso vá consciente

Com Jesus no coração

Mente aberta fé em Deus

E uma bíblia na mão

Os olhos fixo no céu

E os pés firmes no chão.

Autoria da poetisa Helena Bezerra.


domingo, 18 de outubro de 2020

O POETA


O poeta um é ser vivo

Dos outros bem diferente

É um observador

Que absorve na mente

Explora quando precisa

Também interioriza 

Pra usar futuramente.


O poeta se coloca

No lugar do seu irmão

Expressa o que ele sente

Da alma ao coração

Na fonte da poesia

Abastece todo dia

Um canal de inspiração.


O poeta pensa e cria

O que a mente produz

Registra pela a escrita

E a poesia conduz

Sem dela se separar

Os dois formando um só par

Com a proteção de Jesus.


O poeta se destaca

Em qualquer um ambiente

Por mais simples que pareça

Mesmo tendo muita gente

É logo identificado

Por ser um ente formado

Com o jeito diferente.


O poeta faz da mente

A máquina de produzir

Versos rimas e orações

Pode o mundo reduzir

Colocar num só poema

Mergulha em qualquer sistema

É só Jesus consentir.


O poeta tem no céu

O seu lugar garantido

Se a morte não fosse moca

Nenhum havia morrido

Mas o céu também precisa

De poeta e poetisa.

Fazer Jesus divertido.

(Helena Bezerra).