Faço um convite sincero A todos apologistas Poetas e cordelistas Indo ao mundo virtual Pesquise em blog e jornal Viva sempre em sintonia Venha fazer companhia Curtir e apreciar E se poder comentar Um foco de poesia.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
A PARTIDA DE EDIVAN DEIXOU SAUDADE PRA NÓS.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2021
MOT: PAGAR SEM ESTAR DEVENDO É DIREITO VIOLADO.
Quem esbanjou muita grana
Com luxo e divertimento
Garbou com poderamento
Em todo fim de semana
Ideia e ação sacana
Tudo antes planejado
O alvo o aposentado
Que está quase morrendo
Pagar sem estar devendo
É direito violado.
Viagens pro exterior
Não faltava na agenda
Investimento em fazenda
Gastava a todo vapor
Todo tipo de robô
No serviço era instalado
Os recursos do estado
Foram logo enfraquecendo
Pagar sem estar devendo
É direito violado.
A lei que assegurava
O fundo da Previdência
Entraram com providência
Uma borracha apagava
A cúpula toda aceitava
O projeto incriminado
Por ser bem remunerado
Quem estava defendendo
Pagar sem estar devendo
É direito violado.
Quem tanto contribuiu
Para aposentadoria
Trabalhava noite e dia
O direito adquiriu
Mais pouco usufruiu
O tempo foi o culpado
Andando descadeirado
As juntas todas doendo
Pagar sem estar devendo
É direito violado.
Os planos interrompidos
A farmácia cancelada
Alimentação regrada
Exames não concluídos
Os juízos poluídos
Com o salário minguado
O empréstimo renovado
O juro alto crescendo
Pagar sem estar devendo
É direito violado.
Autoria da poetisa HELENA BEZERRA.
Frutuoso Gomes-RN.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2021
VOCAÇÃO SACERDOTAL NO LOGRADOURO NASCEU.
A vida é cheia de escolhas
Por isso aconteceu
Entre Edilza e Francisco
Um encontro que valeu
Entre troca de olhares
Um amor puro nasceu.
Quando se enamoraram
Já fizeram juramento
Honrar a fidelidade
No limite cem por cento
Numa marcha acelerada
Celebrou-se o casamento.
Edilza de Oliveira
Jurou ao noivo Francisco
Perante toda a igreja
Por ele em tudo me arrisco
Ele respondeu por ela?
Subo até num obelisco.
Logo no ano seguinte
Messias foi projetado
Entre sorrisos e sonhos
Receberam o resultado
Confirmando a gravidez
Deram a Jesus obrigado.
Para escolha do nome
Passaram uma semana
Pela contagem dos meses
Na soma ninguém se engana
Se for menino é Messias
E menina é Mariana.
Então no mês de dezembro
Mês que o salvador nasceu
A chegada de Messias
No mesmo aconteceu
Jesus se chama Messias
E Messias o nome seu.
A mãe servindo a capela
Levava ele novinho
Chorava desatinado
Ela arrumava um cantinho
Dizia meu Cristo Rei
Proteja meu bebezinho.
Cresceu dentro da capela
Em todo lugar mexia
Quando a mãe reclamava
Ele chorando corria
Na casa de vó Ducarmo
Todo espaço preenchia.
João acobertava tudo
Chiquim era o defensor
Uma palmada em Messias
João é quem sofria a dor
Até hoje ele carrega
Este fardo de amor.
Recordando as travessuras
De Messias na capela
Padre Walter celebrando
Naquela noite tão bela
Ele entrou na batina
Escondeu debaixo dela.
O padre sentiu um susto
Quando topou no bolão
Quem estava presente riu
Com aquela arrumação
E o padre interrompeu
Aquele longo sermão.
Este esperto menino
Em tudo estava presente
Nos trabalhos da capela
Ficava muito contente
Até sua alma enchia
Vendo ela cheia de gente.
A sua vida infantil
Metade foi na capela
Na companhia da mãe
Dedicou-se tanto a ela
Que muitas vezes dormia
Em um recantinho dela.
O povo do Logradouro
Sempre bem organizado
Na festa do padroeiro
Era tudo planejado
Messias com sete anos
No coral era engajado.
Babava olhando o teclado
As vezes ia escondido
Mexer nas teclas sozinho
Ficava enfurecido
Uma vontade daquela
Jamais teria sentido.
Quando tinha oito anos
O sonho realizou
Em uma celebração
Ele se aproximou
Do teclado e foi tocando
O eis-me aqui senhor.
Parece estória de fada
Mas é pura verdade
Se precisar eu convoco
Toda a comunidade
Pra prestar o testemunho
Com toda sinceridade
De Almino pra Pintada
Antonio Martins e Pinhão
Lucrécia e Frutuoso
Ia gente em lotação
Pra ver Messias tocando
Se formava multidão.
Assim Messias cresceu
Com ardor missionário
Fez primeira Eucaristia
Notava no seu diário
Assuntos da catequese
Contava tudo ao vigário.
Foram quatro sacramentos
Que Messias recebeu
Serviu de tônico pra alma
Muito lhes favoreceu
Ouvir de Deus o chamado
Que disposto recebeu.
Respondeu dizendo sim
E demorou revelar
A sua amada família
Que não quis acreditar
Sua reação foi mista
Deu para rir e chorar.
Agora siga Messias
Que o Messias chamou
Um lugar no seminário
Jesus Cristo reservou
Para ser um sacerdote
Nosso Deus te abençoou.
HELENA BEZERRA.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2020
PARÓQUIA DE MARTINS EM CORDEL.
Dei um mergulho na fonte
Aonde estava guardado
Papéis escritos a mão
Pelo tempo amarrotado
Num baú nos camarins
Da paróquia de Martins
Tinha fato registrado
A leitura fui fazendo .
Com pouco de atenção
São cento e oitenta anos
Do ato da criação
Da paróquia abençoada
De Pau dos Ferros desmembrada
Foi grande a evolução.
Ocorreu quando Martins
A Portalegre pertencia
Foi um marco na história
E a política que existia
Lutou com severidade
Com nome Maioridade
Outra cidade nascia.
Pra não esquecer o feito
Do fundador da capela
Francisco Martins Roriz
Que tanto zelou por ela
Denominou-se Martins
Daqui até os confins
Ninguém mexe em nome dela.
Natural do Ceará
Homem de bom coração
Era católico fiel
Amava a religião
Com muita fé e coragem
Colocou uma imagem
Da virgem da Conceição.
Quando a paróquia nasceu
Em meio a dificuldade
Nem estrada nem transporte
Só o poder da vontade
Dos padres dado por Deus
Pra atender os fiéis seus
Naquela comunidade.
Padre Pedro e Gonçalo
Os primeiros a assumir
As tarefas da paróquia
Na intenção de servir
A cada paroquiano
Na vida do ser humano
A palavra interagir.
Eles eram capelãs
Com responsabilidades
Prestavam cultos divinos
Em outras comunidades
Subiam serras e desciam
Os trabalhos que exerciam
Eram por necessidades.
Na saída deles veio
O seu vigário primeiro
Padre Antonio de Souza
Dedicou-se por inteiro
Quatro décadas mais três anos
Amava aos paroquianos
Tinha pavor a dinheiro.
Posterior foi o padre
Chamado de Valentim
Expandiu os seus trabalhos
Desceu serra e foi a fim
De fundar outra capela
E a comunidade dela
Ao projeto disse sim.
Era em Serrinha dos Pintos
Onde se concretizou
A fundação da capela
O povo todo ajudou
Do idoso ao pivete
Senhora de Lá Salete
Imagem que colocou.
Foi a vez de padre Carlos
Que tenho recordação
Prestando muito serviço
A toda esta região
Em um cavalo montado
Muitas vezes acompanhado
Pelo um certo sacristão.
Alvo de olhos azuis
A missa era em Latim
O povo nada entendia
Eu no meio pensava assim
Que todo mundo era santo
Quando entoava um canto
Via o céu perto de mim.
O padre José do Vale
Foi o que me batizou
José Zilmar de Andrade
O seu carisma implantou
Padre Walter padre Guido
A dupla que fez sentido
Guido foi Walter ficou.
Padre Walter muito jovem
Quando a paróquia assumiu
Com muitos sonhos e projetos
A igreja reuniu
Muitas equipes formou
Como administrador
Seu trabalho evoluiu.
Seu maior objetivo
Era evangelização
Trouxe irmãs pra ajudar
No papel de formação
Colocou rádio no ar
Tudo fez pra conservar
Boa comunicação.
Deu expansão a paróquia
Os pólos organizava
Sentia sede nos jovens
Aqui acolá lançava
Uma rede pra pescar
Quando ia despescar
Uns dois ou três encontrava.
Na matriz e nas capelas
Fazia uma seleção
Cada qual se destinava
Assumir com precisão
Dentro da comunidade
Mais de uma atividade
A serviço da missão.
Seu trabalho era incansável
Não só com a religião
Com meio social
Tinha preocupação
Seu intento era ajudar
Do carente melhorar
A sua situação.
Depois de trinta e seis anos
Fez a sua despedida
Mas o povo de Martins
Não saiu da sua vida
Nem ele saiu do povo
Vai e vem volta de novo
A passagem é garantida.
Quando ele saiu entrou
Um fruto que foi brotado
Através da catequese
Por Walter incentivado
Padre Possídio assumiu
E o trabalho prosseguiu
Dando conta do recado.
O clima foi muito tenso
O povo ainda abalado
Possídio muito dinâmico
Fez triste ser animado
E assim continuou
O povo colaborou
Foi ótimo aprendizado.
Quando assembléia fazia
Em nível paroquial
De todas comunidades
Reunia o pessoal
E cada grupo que ia
Uma proposta fazia
Pra discutir no final.
Criou-se o CPP
Um conselho eficiente
Todo mês se reunia
Em um local diferente
Da paróquia o andamento
Prestando esclarecimento
Deixando bem transparente
No calendário anual
Houve uma alteração
Entrou as comunidades
Também por obrigação
Todo mês celebrar missa
Fieis que não tem preguiça
Pulou de satisfação.
Pra ajudar nos trabalhos
Padre Iraildo chegou
Ombro a ombro com Possídio
Um período trabalhou
Amava a zona rural
Conquistava o pessoal
No lugar que ele passou.
Depois que saiu Possídio
Assumiu padre Dian
Um jovem porém careca
A juventude era fã
De tudo que ele fazia
Na palavra transmitia
A força dum talismã.
Portador do evangelho
Quem tem cuidado não erra
Não deixava a desejar
Luiz Gomes sua terra
Padre muito animador
Foi ele o fundador
Do evento Exalta-Serra.
Saiu deixando os fiéis
Seguiu por outro caminho
Uns choravam outros sentiam
No coração um espinho
O bispo não apanhou
Porque praqui enviou
Nosso querido Netinho.
Padre Netinho superou
Aquela situação
Conquistou todos fiéis
Com sua voz de trovão
Os doentes visitava
E a palavra pregava
Acenando com a mão.
Talento tinha sobrando
Coragem não lhes faltava
Cumpria com o roteiro
Que a paróquia elaborava
Entre capela e matriz
Missionário feliz
Idade não afetava.
Com a Área Pastoral
O trabalho triplicou
O padre de Alexandria
Com muito gosto ajudou
A trilhar o seu caminho
E assim padre Netinho
O seu serviço prestou.
O bispo vendo Netinho
Em ritmo acelerado
Precisando de descanso
Passou a noite acordado
Rezou pedindo a Jesus
Que lhe mostrasse uma luz
E o destino a ser traçado.
A solução foi Wescley
Que lhe respondeu assim
Dom Mariano estou pronto
Vou substituir Netim
Força fé e alegria
Um turbilhão de energia
Se mexe dentro de mim.
Quando foi comunicado
Netinho não hesitou
Pensou na sua saúde
Outra paróquia abraçou
Wescley a serra subiu
E a paróquia assumiu
Foi Deus quem lhe confiou.
Quando recebeu a chave
Ajoelhou-se no chão
Fitou os olhos no céu
Abriu o seu coração
A alma o corpo fascina
Recebeu bençãos divina
Da virgem da Conceição.
Já completaram dois anos
Que este peso conduz
Em todas as dimensões
Deus manda um anjo de luz
Iluminar seu caminho
Acompanhado ou sozinho
Seu protetor é jesus.
Finalizando o cordel
Quero parabenizar
Paróquia e paroquianos
E o padre que agora estar
Assumindo esta missão
E a virgem da Conceição
Pra todos abençoar.
Autoria de Helena Bezerra.
quinta-feira, 12 de novembro de 2020
UM VOTO OFERECIDO.
Num período eleitoral
Numa pequena cidade
Num cantinho do país
Cresce no povo a vontade
De mudança acontecer
E pelo o voto escolher
Quem tem mais capacidade.
O caça voto não para
Caça no sítio e na rua
Andando de casa em casa
A cultura continua
O compra voto acontece
Do pobre ninguém esquece
Prática que se perpetua.
Tudo isso acontecendo
Gente sem dormir direito
Todo dia passeata
Por beco largo e estreito
Todo espaço se enchendo
Os eleitores correndo
Gritando viva o prefeito..
Para fazer diferença
Nesta movimentação
Ficava uma senhora
Acenando com a mão
Os candidatos passavam
Nem perto dela chegavam
Com um pouco de atenção.
Um dia ela resolveu
O seu voto oferecer
Amigo quer o meu voto
O cara sem entender
Perguntou isso é verdade?
A nossa realidade
É comprar voto e vender.
Sinceramente obrigado
Pelo senhor aceitar
O meu voto é valioso
O meu prazer é votar
Cumprindo com meu dever
E o candidato escolher
Sem ninguém pra indicar.
Uma lição de moral
Civismo e cidadania
Quem recebeu ficou tenso
Pois a prática que exercia
Era o contrário fazer
Ganhar e tudo esquecer
O que antes prometia.
Ela concluiu dizendo
Desperta povo sofrido
A derrota do país
É ver seu povo vendido
Pra fazer o voto errado
E continuar derrotado
Elegendo corrompido.
(Autora: Helena Bezerra).
A VIDA É UMA MISSÃO.
É no mês missionário (outubro)
Que a igreja focaliza
Catequese aprofundada
No cristão se concretiza
E a palavra de Deus
No coração eterniza.
Missionário é aquele
Que assume sua missão
De fazer o bem ao próximo
Em qualquer ocasião
Trabalha com transparência
Quando assume uma função.
Não é para qualquer um
Sair do seu bem estar
Ir ao proletariado
Sua vida orientar
Os direitos e deveres
Que precisam procurar.
A consulta da palavra
Aonde estiver faltando
Ser delicado e presente
E sempre viver buscando
Pessoas que façam o mesmo
Ao seu irmão ajudando.
Dizer que é missionário
Sem ter aproximação
Dos carentes que precisam
De uma grande atenção
Seu nome é fora da lista
Dos adeptos da missão.
Tem muitas comunidades
Sentindo sede de Deus
Faltando missionários
Chegar com talentos seus
Plantar sementes que façam
Modificar os ateus.
Por isso vá consciente
Com Jesus no coração
Mente aberta fé em Deus
E uma bíblia na mão
Os olhos fixo no céu
E os pés firmes no chão.
Autoria da poetisa Helena Bezerra.
domingo, 18 de outubro de 2020
O POETA
O poeta um é ser vivo
Dos outros bem diferente
É um observador
Que absorve na mente
Explora quando precisa
Também interioriza
Pra usar futuramente.
O poeta se coloca
No lugar do seu irmão
Expressa o que ele sente
Da alma ao coração
Na fonte da poesia
Abastece todo dia
Um canal de inspiração.
O poeta pensa e cria
O que a mente produz
Registra pela a escrita
E a poesia conduz
Sem dela se separar
Os dois formando um só par
Com a proteção de Jesus.
O poeta se destaca
Em qualquer um ambiente
Por mais simples que pareça
Mesmo tendo muita gente
É logo identificado
Por ser um ente formado
Com o jeito diferente.
O poeta faz da mente
A máquina de produzir
Versos rimas e orações
Pode o mundo reduzir
Colocar num só poema
Mergulha em qualquer sistema
É só Jesus consentir.
O poeta tem no céu
O seu lugar garantido
Se a morte não fosse moca
Nenhum havia morrido
Mas o céu também precisa
De poeta e poetisa.
Fazer Jesus divertido.
(Helena Bezerra).