terça-feira, 29 de junho de 2021

 

                         ARTE QUE ENCANTA


É uma literatura

que vem da antiguidade

nasceu fora do Brasil

pra nossa felicidade

chegou aqui pra ficar

e poder representar

a origem de humildade.


Literatura de cordel

vem seguindo a tradição

para vender os folhetos

penduravam num cordão

o poeta decorava

com muito prazer cantava

chamando o povo atenção.


cada folheto um causo

no verso metrificado

com trinta duas estrofes

esse era o combinado

tudo em forma de sextilha

e também a septilha

no cordel é colocado.


outra manifestação

que nos enche de alegria

o cantador repentista

momentaneamente cria

explora literatura

enriquecendo a cultura

no estilo cantoria.


poesia é a coluna 

que dar sustento a cultura

o poeta manifesta

tudo de literatura

quem for esperto aproveita

nada de cordel rejeita

no incentivo a leitura.

Autora: Helena Bezerra. 


    

                        SOLIDARIEDADE.


A solidariedade

Adere  na proteção

De fazer o bem ao próximo

Na hora da precisão

Satisfaz a quem precisa

E quem faz veste a camisa

De amar ao seu irmão.


A ação de ajudar

Enche a alma de bondade

É fazendo e recebendo

Ganhando felicidade

Distribuindo alegria

Entrando na sintonia

Do céu da fraternidade.


O mundo feito pra todos

É muito mal dividido

O egoismo a ganância

Tem muito contribuído

O muito nas mãos de poucos

E muitos ficando loucos

Sem o pouco garantido.


Quem tem sensibilidade

Vendo essa situação

Idealiza campanha

Organiza mutirão

Pedindo pra ofertar

É sentir amor brotar

No fundo do coração.


Educação é a base

Pra mudança acontecer

A família e a escola

Devem lutar para ver

O povo ser educado

Esperto e determinado

Batalhando pra vencer.


A esperança maior

É a classe estudantil

Mudar a regra do jogo

Requisitada por mil

A  nação está cansada

De viver sucateada

Gritando muda Brasil.

Autora: HELENA BEZERRA.



 

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Mote: O NORDESTE SOLUÇA ANGUSTIADO COM SAUDADES DAS FESTAS DE SÃO JOÃO.


O sertão tá ferido totalmente

Palmo a palmo do corpo nordestino

É chegado o período junino

Comemorado de forma diferente

Não tem nada que tinha antigamente

Só a chuva que cai molhando o chão

Sertanejo está sem permissão

De comer na fogueira milho assado

O nordeste soluça angustiado

Com saudades das festas de São João.


Umas férias forçadas faz minar

Lágrimas quente na face do nordeste

Aquela voz que gritou cabra da peste

Emudeceu ou saiu deste lugar

As quadrilhas pararam de dançar

Mossoró atraía multidão

Trinta dias fazia animação

Só tem live pra não deixar parado

O nordeste soluça angustiado

Com saudades das festas de São João.


As cidades que mais se destacavam

Campina Grande vibrava no forró

Caruaru,Aracaju e Maceió

Suas festas juninas antecipavam

Era as bandas melhores que tocavam

Divertindo a presença do povão

Mossoró era palco de atração

Faz dois anos que tudo está parado

O nordeste soluça angustiado

Com saudades das festas de São João.


Se o CORONA for logo destruído

E o povo poder recomeçar

Nova vida pra nós irá brilhar

Cada sonho vai ser reconstruído

A saúde a ciência tem seguido

Para cura do povo da nação

A vacina será a solução

Quando o mundo for todo vacinado

E o nordeste será aliviado

Com a volta das festas de São João.

Escreveu : HELENA BEZERRA.

 

quinta-feira, 6 de maio de 2021

MÃES DESIGUAIS.

Mãe de primeira viagem

Do bebê é aprendiz

Chora se o filho chorar

Quando soluça ela diz

Beba água meu nenê

Que mamãe fica feliz.


Um amor absoluto

Brota do seu coração

Quanto mais atividades

Menas preocupação

Serve de manto pro filho

Enxerga na escuridão.


Convive inebriada

Na essência do amor

Mergulha num universo

Entre alegria e a dor

No meio termo da vida

Sente o peso do valor.


A cada filho que nasce

Faz elo de ligação

E no seu colo de mãe

Acolhe sem distinção

Afaga e acaricia

Pune tendo precisão.


Quando o filho está doente

Se sente preocupada

O sono não lhe visita

A noite fica assentada

Com a cabeça do filho

No seu colo colocada.


A mãe vocacionada 

Assume a bela missão

De lutar pra garantir

Saúde e educação

Para edificar a base

Deus dando a sustentação.


Como há desigualdade

Com mãe não é diferente

A de coração fechado

Nem emoção ela sente

Aborta e mata seu filho

E fica tranquilamente.


Outras aborta na rua

Filhos depois de criado

Pra tornasse delinquente

Muito novo viciado

Entra num buraco negro

Por ter sido abandonado.


E segue a lista de mães

Com vários comportamentos

Cresce na sociedade

Os índices de sofrimentos

Nós somos todos culpados

Destes acontecimentos.


Em cada comunidade

Fosse feito um mutirão

De uns ajudando aos outros

Onde houvesse precisão

Essa desgraça era extinta

Do meio da população.


Rezar é a solução

Intercedendo a Maria

A mãe de todas as mães

Para exterminar um dia

Com tanta desigualdade

Que a sociedade cria.


HELENA BEZERRA.


                               

segunda-feira, 26 de abril de 2021

O QUE TEM DEPOIS DA ELEIÇÃO?

 Tem promessas esquecidas

Tem muito sono perdido

Tem muito voto comprado

Tem pouco oferecido

Tem eleitor satisfeito

Tem  também arrependido


Tem confusão e intriga

Tem vitória tem derrota

Tem fuxico e desespero

Tem bolso que esborrota

Tem gente que fica lisa

Tem outros cheios de nota.


Tem os que fazem apostas

Tem os que acerta tudo

Tem os que vão pra cadeia

Tem quem seja linguarudo

Tem outros que perdem a vida

Tendo certeza de tudo.


Tem os que impõe as ordens

Tem os que vão aceitar

Tem o distanciamento

Tem quem pode aproximar

Tem quem  recebe dinheiro

Tendo outro no lugar


Tem político fraudulento

Tem projeto engavetado

Tem verbas errando destino

Tem contrato desviado

Tem tudo pra ser direito

Tem gente fazendo errado.


Tem gestor miraculoso

Tem partes se aproveitando

Tem o próprio bem-estar

Tem muita grana sobrando

Tem quem trabalhe pra ele

Tendo o salário atrasando.


Tem eleitor esperando

Tem eleição pra chegar

Tem politico projetando

Tem planos pra conquistar

Tem derrota pra quem perde

Tem vivas pra quem ganhar.


AUTORA : HELENA BEZERRA.




            SONETO: A MÁSCARA.

Um produto raro tornou-se legal

Pela descoberta do vírus CORONA

Em favor de vidas ele funciona

Junto ao álcool em gel evitando o mal.


A experiência foi bem aprovada

Ministério público logo decretou

A cara na máscara o povo atolou

E a população toda amedrontada.


A saúde em partes fez um mutirão

Distribuindo máscara como prevenção

Em plena estrada formando barreiras.


Todos atributos pela medicina

Ainda uso máscara tomando vacina

A fim de impedir mortes traiçoeiras.


produção de Helena Bezerra.


Afugenta todas, doenças virais

Junta ao álcool em gel,foram escolhidos

Pra lutar na guerra,vencer os rivais.


Todos os atributos pela medicina

Viu que usando máscaras ficam protegidos

Continue com ela depois da vacina.

Autora : HELENA BEZERRA.

  

ACUSAÇÃO E DEFEZA DO DINHEIRO

                  PC

Convidei a dona Helena

Mulher lá de Frutuoso

Irmã de seu Zé Bezerra

Um poeta bem famoso 

Pra falar sobre dinheiro

Do Brasil ao estrangeiro

Um assunto perigoso.

             HB

Muitas vezes inditoso

Quem vive em prol  de dinheiro

Persegue e é perseguido

Da ganância é hospedeiro

Afeta a capacidade

De produzir amizade

O ego é injusticeiro.

             PC

Eu trabalho o ano inteiro

E dou valor ao real

Sem ele não compro leite

Nem mesmo um quilo de sal

Por isso que eu preciso

Preocupar meu juízo

Fico até passando mal.

           HB

Dinheiro é ilegal

Sem o dono usufruir

Vem o bandido e assalta

E se a vida destruir

Em meio a ação brutal

Pra fazer o funeral

Aos outros tem que pedir.

              PC

Não quero aqui repetir

Mais é minha opinião

Não dou valor a assalto

Nem muito menos ladrão

Dinheiro trás esperança

Quem o tem paga fiança

Encontrando solução.

              HB

Dinheiro causa ambição

Dispensa paz e bondade

Não compra dose de amor

Não compra fidelidade

Não faz o dono feliz

Nem apaga cicatriz

Que fere a humanidade.

            PC

Você falou a verdade

Agora vou encerrar

Quem não gosta de dinheiro

Querendo pode me dar

Junte timtim por timtim

Por favor traga pra mim

Assim eu posso gastar.

             HB

Se eu pudesse mandar

Dinheiro não existia

Voltava a ser como era

A troca permanecia

Matava o egoismo

No fim do capitalismo

Reinava paz todo dia


Autores: PEDRO CESAR

E HELENA BEZERRA..