terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Mote: É ISSO QUE VOU FAZER NESTE FINAL DE SEMANA.

 Após ter sido curada

Saí do isolamento

Como agradecimento

Vou rezar ajoelhada

Por ter sido infectada

Dessa doença tirana

Doía até a pestana

Quando ía me mexer

É isso que vou fazer

Neste final de semana.


Vou fazer atividades

Que precisei suspender

São muitos cordéis pra ler

Com tantas variedades

São tantas felicidades

Nesta existência humana

Vou andar como cigana

No sol pra me aquecer

É isso que vou fazer

Neste final de semana.


Com duas máscaras na cara

O álcool em gel na mão

Caminho no calçadão

Tem pessoa que me encara

Minha energia dispara

Se em jejum comer banana

Merendo caldo de cana.

Trabalho para valer

É isso que vou fazer

Neste final de semana


Vou sair desta cidade

Para desenfastiar

No shoop vou passar

Saciar minha vontade

Produtos de qualidade

Comprar na americana

Estojos de porcelana

Vou começar a vender

É isso que vou fazer

Neste final de semana.

( HELENA BEZERRA).

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COMIDAS NORDESTINAS.

Feijoada é prato típico
Do meu sertão nordestino
Com mocotó de suíno
Linguiça cana e limão
Fortifica o organismo
Buchada e sarapatel
Doce de mamão com mel
Não falta no meu sertão.

Pamonha feita na palha
Canjica bem temperada
Pirão mexido e rabada
Cuscus com nata e feijão
Paçoca e baião de dois
Mas devido a carestia
Só temos por garantia
Ovo em nossa refeição.

Tem caldo da caridade
Pra curar o mal-estar
Leite depois de coalhar 
É a melhor refeição
Com rapadura e cuscus
Só perde pra sopa quente
É o jantar mais presente
Nas mesas do meu sertão

No café tem tapioca
Leite pingado e mingau
Bolo e ureia de pau
Ovo mexido e mamão
Batata doce e bolacha
Coração e macaxeira
E temos por saideira
Caldo de cana com pão.

(HELENA BEZERRA) 22-02-22.
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

NÃO TEM PRA QUE TANTA COISA.


Virou raiz na cultura

Quem não tem é perdedor

Quem tem é quem faz sucesso

Mostra status e tem valor

Se veste de ambição

Repassa a população

Meiguice e sabedoria

Não perde oportunidade

Nem vê a necessidade

Que padece a maioria.


Essa lógica consumista

Gera no meio ambiente

Problemas sérios demais

Descartes constantemente

Do uso desenfreado

Tudo que é descartado

A terra dar um gemido

É doloroso engolir

Remoer e ingerir

Tudo é muito dolorido.


Com as compras exaustivas

O  lixo se multiplica

No acúmulo exagerado

Mesquinhez  intensifica

Partilha sempre pregada

Mas pouco compartilhada

Por isso a pobreza impera

O rico acumulando

O pobre fome passando

Sua índole desespera.


A Terra corre perigo

Com tanta exploração

Os recursos naturais

Sofrendo  destruição

Água que alimenta a vida

Pelo povo é poluída

Os gastos são abusivos

Feitos com água potável

Se torna incontrolável

A ação dos seres vivos.


Consumo desenfreados

Desencadeia problemas

Mexe com psicológico

Que termina nas algemas

Compra tudo e não agrada

Corpo e alma esvaziada

Acarreta depressão

Quem fecha os olhos pra vida

Todo prazer se liquida

No mundo da ilusão.

'

Pra viver não é preciso

Tanta coisa sem usar

A vida só tem sentido

Pra quem sabe aproveitar

Sem absorver os vícios

Nem cometer desperdícios

Tenha controle na mão

Divida a felicidade

Que o sabor da bondade

Penetra  no coração.


POR: HELENA BEZERRA.

ADEUS A MARIA DO SOCORRO CARLOS.

 

                                      

Um adeus eternamente

É difícil de aceitar

Porém o ciclo da vida

Nunca se pode mudar

Nascer viver e morrer

Pra depois ressuscitar.


Maria Socorro Carlos

Natural de Antonio Martins

Localidade Boágua

Descendentes dos gundins

Trabalhou na agricultura

Puxou muitos alfinins.


Muito jovem se casou

Assumiu severamente

Construiu sua família

Se dedicou cegamente

Dizia que cada filho

Era o seu melhor presente.


Dona Socorro viveu

Com o prazer de servir

Prestava muitos favores

Ficava até sem dormir

E o pão na sua mesa

Sempre soube repartir.


Depois dos filhos criados

Contribuiu com os netos

Doando zelo e carinho

Distribuindo afetos

O mesmo ainda fazia 

Na chegada dos bisnetos.


Católica bem praticante

Nos grupos era engajada

Nunca faltou uma missa

A fé era alimentada

E a palavra de Deus

Mantinha sempre guardada.


Diversas atividades

Com muito gosto exercia

Organizava os altares

A capela a sacristia

E na merenda do padre

Sempre ajudava a Fia.


Quando foi acometida

Pelo crivo da doença

Deixou as atividades

Mas conservou sua crença

E as chaves da igreja

Eram na sua presença.


Muito tempo conviveu

Suportando muita dor

Combatia com remédios

Confiando no Senhor

Só a fé fortalecia

Seu coração sofredor.


Quando alguém perguntava

Socorro estás melhor/?

Soltava um ar de sorriso

Respondia estou pior

Mas tá bom viver assim

Porque meu Deus é maior.


Partiu numa quinta-feira

Sendo no dia de reis

Oitenta e cinco incompleto

Pois no dia vinte seis

Vai comemorar no céu

Sem o bolo de vocês.


Deixou o plano terrestre

Cumpriu a sua missão

Edificou seu legado

Foi pra outra dimensão

A família toda chora

A dor da separação.


Escreveu : HELENA BEZERRA.





DESPEDIDA E ACOLHEMENTO




                 .


Quem parte é o número ímpar
O dois mil e vinte um
Leva os projetos criados
Sem ter sentido nenhum
E o CORONA que fez
Muita gente em comum.

Quem chega é o ano  par
De dois mil e vinte dois
Energia positiva 
Neste número se expôs
Dando esperança a vida
Pra ter sucesso depois.

Quem parte deixa saudades
De muitas ocasiões
Tristezas acometidas
Por dor e decepções
Alegrias e vitórias
Desespero e frustações

Quem chega seja bem vindo
No palco da esperança
A população te espera
Com muita perseverança
Pra continuar a vida
Pondo em Jesus confiança.

Quem parte leva consigo
Muita dor e sofrimento
Causado na humanidade
Muito crime violento
E a natureza gemendo
A dor do desmatamento.

Quem chega tenha passado 
Pelo crivo de Jesus
Na escuridão do mundo
Manter acesa uma luz
Para evitar os vacilos
Que o povo reproduz.

Quem parte vai pro além
Para nunca mais voltar
Este ano foi difícil 
Mas quem pode suportar
Agradeça a energia 
Que recebeu pra gastar.

Quem chega é imunizado
Abraça e aperta a mão
Isento de todo vírus
Tudo novo é perfeição
Assim o ciclo inicia
Nova vida e boa ação.

Quem parte leva sujeira
Os dejetos descartados
Joga na embarcação
Sem endereços marcados
O mar sem querer recebe
Todos que são rejeitados.

Quem chega traz a saúde
Compreensão alegria
Um inverno promissor
Um zero na carestia
Outro na corrupção
E a mesa do cidadão
Com comida todo dia.

Autoria de HELENA  BEZERRA.



terça-feira, 21 de dezembro de 2021

DESEJO UM NATAL ASSIM.

               

              


Jesus espalhando bênçãos

Em todas as gerações

O amor se apoderando

De todos os corações

E a partilha exclusiva

Nas mesas das precisões.


O espaço de Jesus

Por nada seja invadido

Todo seu ensinamento

Ninguém tenha esquecido

 Agradecer todo dia

Cada momento vivido.


Exploração excluída

Do setor comercial

Cada pisca represente

A estrela divinal

Iluminando o caminho 

Do presépio do natal.


Famílias se reunindo

Junto a mesa do perdão

Com o diálogo presente

Estimula a decisão

De descartar as intrigas

Trocando por união


Natal que o papai Noel

Dê vez a criança pobre

Toda mesa seja farta

Onde o alimento sobre

E no momento da súplica

Todo joelho se dobre.


Natal nascendo no povo

Pra  semear humildade

Amor ,paz e alegria

Compreensão,amizade

E um farol indicando

O caminho da verdade.


Natal que o ser humano

Se liberte do facismo

Da ganância, da miséria

Do ódio e do egoísmo

Da inveja e da preguiça

Do vício e do consumismo.


Vivendo o natal assim

Com a vida renovada

Todo dia é um natal

A alma é alimentada

Com a palavra divina

E a hóstia consagrada.


DE HELENA BEZERRA.




sábado, 11 de dezembro de 2021

GRATIDÃO DE CRIANÇA.

                       

                      


 Num espaço pequeno abarrotado

O calor expelindo ao meio dia

Num evento festivo dedicado

Aos fiéis consagrados a Maria.


Entre todos surgiu uma criança

Por incrível que seja me procura

Com olhar atraente e a voz mansa

Quero água pra me servir de cura .


Deixei tudo para servir a ela

Em recompensa ganhei o amor dela

Agradecendo de todo coração


Bem feliz retornou ao seu lugar

E uma pétala de rosa veio me dar

Senti a prova da pura gratidão.

HELENA BEZERRA.