sábado, 16 de dezembro de 2023

MOTE;:NINGUÉM MAIS ESCUTA O CANTO/DO ROUXINOL DO SERTÃO.

 O sertão só despertava

Pela voz do rouxinol

Antes de chegar o sol

A sua voz ecoava

Quem podia acompanhava

Aquela orquestração

Só resta recordação

De quem animava tanto

Ninguém mais escuta o canto

Do rouxinol do sertão.


Não existia tristeza

Onde o rouxinol cantava

Sua presença emanava

Alegria amor beleza

Enfeitava a natureza

Quando cantava canção

Da mente pro coração

O remexido era tanto

Ninguém mais escuta o canto

Do rouxinol do sertão.


Esse rouxinol nasceu

Num ninho do Seridó

Começou cantando só

E com grupo se envolveu

Todo congresso venceu

Na arte era campeão

Parou de cantar canção

Seus fãs derramaram pranto

Ninguém mais escuta o canto

Do rouxinol do sertão.


Sua voz era completa

Pois tinha capacidade

De atingir na verdade

O que precisa um poeta

Na poesia um atleta

Com timbre e afinação

No meio duma animação

Caiu causando um espanto

Ninguém mais escuta o canto

do rouxinol do sertão.


mote de Zé Bezerra

glosa de Helena Bezerra.






quarta-feira, 22 de novembro de 2023

RESUMO EM CORDEL DA HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE FRUTUOSO GOMES.


Por influência de um rio

Esta cidade nasceu

Na busca por água boa

Muita gente se envolveu

Nas margens do rio Mineiro

A população cresceu.


Progredia lentamente

No seu desenvolvimento

A base era agricultura

De onde vinha o sustento

Daquele povo sofrido

Mas rico em comportamento.


Por três nomes foi chamada

A bela localidade

Mombaça por muito tempo

Mineiro quando cidade

Depois frutuoso gomes

Até a atualidade.


O marco é a estação

Que o trem estacionava

Todo progresso surgiu

Porque o trem exportava

Todos produtos daqui

E os de fora importava.


Nesse vai e vem da vida

O lugar evoluiu

Desmembrou-se de Martins

O povo todo aplaudiu

Entre requisitos e lutas

O município surgiu.


Foi em mil e novecentos

E sessenta e três o ano

Dia vinte de dezembro

Que realizou-se o plano

Pra dividir os setores

Tanto rural como urbano.


Primeira prioridade

Foi fazer a divisão

De toda zona rural

Com sua nomeação

Porque naquele período

Umas tinham outras não.


Pé de Serra do Geraldo

Primeiro se destacou

A construção da capela

São José abençoou

Com mais de cem habitantes

Esse lugar se formou.


Sítio Mombaça de cima

A história não engana

Existe um ponto turístico

Naquela vista serrana

Uma queda d'água linda

Cachoeira do Caiana.


O sítio da Mata Seca

Um local abençoado

Mesmo a seca sendo grande

Tem o seu solo molhado

Senhor de engenho e escravos

No local foi encontrado.


Sitio Cruz tem esse nome

E também duas versões

Ainda não descobriram

O certo das discursões

Tem o registro da cruz

Falta as consolidações.


O sítio do Logradouro

Com Exu é aliado

Pra reunir os rebanhos

Era bem apropriado

Os seus habitantes são

Por Jesus abençoado.


Falar do sítio Compasso

É focar a natureza

Lugar cercado de serras

No inverno tem beleza

Água doce águas-marinhas

Uma fonte de riqueza.


Árvore frondosa e frutífera

Nasceu num despenhadeiro

Foi acolhendo habitantes

Braz Manoel foi o primeiro

E batizou o lugar

Pelo nome Mamoeiro.


Próximo ao açude Lucrécia

Outro sítio se avizinha

Devido a economia

Que naquele lugar tinha

Hoje é a comunidade 

Por nome Cachoeirinha.


Fechado Castro e Gino

Setores pouco habitado

Por abundancia de água

Sentiam-se obrigado

Tentar a sobreviver

Em lugar tão atrasado. 


Catolezim, Arrojado

Pesqueira e Quixeré

Sem esquecer o Candeia

Comunidade de fé

Faz tudo para manter

A religião de pé.


Falei da zona rural

Agora volto a cidade

Divididas em várias ruas

Avenidas e na verdade

A igreja é referência

Pra toda comunidade.


É a igreja católica

Que antes foi construída

Em um lugar de destaque

De chegada e de saída

Onde os fiéis se abastecem

de fé que renova a vida


O homem faz os projetos

Com os pensamentos seus

Pela a fé evangeliza

Converte até os ateus

Assim criou-se a igreja

Da Assembleia de Deus.


Outras igrejas evangélicas

Foram sendo construídas

Com a palavra de Deus

Pessoas abastecidas

Com a fé bem renovada

E as ações divididas.


Depois que esta cidade

Começou a caminhar

Com as suas próprias pernas

Tentando se organizar

Uma grande diferença

Já dava pra se notar.


Driblando as dificuldades

A cidade foi crescendo

Muitas repartições públicas

Também foram aparecendo

Inclusive a prefeitura

A seus munícipes atendendo.


Foram construindo escolas

Na função de combater

O grande analfabetismo

Difícil pra resolver

A falta de professores

Pra profissão exercer.


A área da segurança

Também não foi esquecida

No centro a delegacia

Mais ou menos construída

A violência era menos

Mas em partes combatida.


Também o mercado público

Fez a grande diferença

Enfatizou o comércio

Legalizava a licença

Quando promoviam festas

Todos marcavam presença.


O Poder Executivo

Sempre lutou para ver

A cidade organizada

Mas nunca pôde vencer

Divido as peripécias

Que surgem pra resolver.


A saúde se destaca

Com trabalho e atenção

Em todos os segmentos

Atende a população

O que não resolve manda

Para outra região.


A educação também

Faz um trabalho importante

Da creche ao fundamental

Prioriza ao estudante

O transporte leva e trás

Todos que moram distante.


A nossa cidade é

Muito bem iluminada

O povo contribuindo

É limpa e pavimentada

Mas a consciência ainda

Estar sendo cultivada.


O Saneamento básico

Fica sempre a desejar

A população espera

O sonho concretizar

Vamos ficar aguardando

O benefício chegar.


Ponto final no cordel

Cansei de tanto escrever

Convido quem não conhece

Vir aqui pra conhecer

Ainda ficaram partes

Que é, vendo para crer.


AUTORA:HELENA BEZERRA.













sábado, 21 de outubro de 2023

DOIS TIPOS DE PROFESSORES

 Professor profissional

É rico em conhecimento

Que no ato da docência

Gera desenvolvimento

Mas reclama do salário

No dia do pagamento.


Só fica em sala de aula

No estágio probatório

Depois serve a outro órgão

Isso se torna notório

Haver a negociata

E assumir um escritório.


Professor educador

Vai além da profissão

Não troca a sala de aula

Zela pela vocação

Tem flexibilidade

E transforma a educação.


É criativo e empático

Conquista a turma e ensina

Sua metodologia

Ameniza a disciplina

Atingindo o público alvo

Que é menino e menina.


Criado por Helena Bezerra.


segunda-feira, 25 de setembro de 2023

TONTÕE E O TOYOTA.

 Tontõe um agricultor

Trabalhador esforçado

Lutava a semana toda

E não ficava cansado

Todo sábado ia pra feira

No seu cavalo selado.


As compras eram colocadas

Em cada alforge da sela

O que sobrava trazia

Em cima da lua dela

Ali trazia a mistura

Pra colocar na panela.


Trabalhava na intensão

De um transporte comprar

Vendeu porco, bode e cabra

Para poder completar

Com a safra do algodão

Somou e foi pechinchar.


Comprou um Jeep Toyota

Causou admiração

Aquela comunidade

Vibrou de animação

Pois um transporte daquele

Chamava muita atenção.


Incentivou o seu filho

Aprender a dirigir

Aquele transporte raro

Ele pôde conseguir

Para levar a família

Aonde quisesse ir.


Virou um comerciante

Comprando e revendendo

De frutas e cereais 

Ele ia abastecendo

Bodegas da região

E o capital crescendo.


Não ficando satisfeito

E sempre buscando mais

Começou a fazer fretes

Indo a outros locais

Aí o bicho pegou

Começou andar pra trás.


Dava prego na viagem

E o chofer sem entender

Mecânico só na cidade

Isso era muito sofrer

Ficava noite na estrada

Até o amanhecer


Transportava os idosos

Para se aposentar 

A sede muito distante

Demoravam pra chegar

Deixavam o frete fiado

Por não ter com que pagar.


As estradas carroçáveis

Feita pela mão humana

Pedras grotas e buracos

Enfrentava toda semana

Para poder transitar

Nessa região serrana.


Viajavam prevenidos

Com foice pá e enxada

A mão de obra era grande

Foi não foi uma parada

E o carro cheio de gente

No desconforto da estrada.


Certa vez aconteceu

Uma chuva no momento

A escuridão da noite

Causava medo e tormento

O rio sem dar passagens

Foi o maior sofrimento.


Somente no outro dia

Cada um foi transportado

Passaram o rio nadando

O carro do outro lado

Passou mais duma semana

Esse transporte parado.


Nada estava dando certo

E o dono sempre teimando

As viagens negativas

Os prejuisos aumentando

Mas ele sempre insistia

Todo dia viajando.


O que ganhava não dava

Para as despesas cobrir

Foi desfazendo do gado

Para se sobressair

Continuava teimando

Para o carro prosseguir.


Todo sábado era sagrado

O Toyota se enchia

De gente pra ir a feira

Comprar o que deveria

Para chegar a cidade

A serra grande descia.


Os passageiros saiam

Todo dinheiro gastava

Passava o dia esperando

Somente a tarde voltava

Mas pra pagar a passagem

O dinheiro não sobrava


Documentações em dias

Motorista com carteira

O curral com pouco gado

De saldo só o da feira

Porque o transporte herdeiro

Ia passando rasteira.


Diminuiu a mesada

Na safra de algodão

No Natal não houve festa

Foi ruim a situação

Pois o transporte causou

Muita insatisfação.


Funcionou muito tempo

Nesse vai e vem da vida

O proprietário forte

Com coragem desmedida

Todos lhes obedecia

Pra não ter contra partida.


Dispensou todos feirantes

Com frutas negociava

No inicio evoluiu

Nos arredores comprava

Aquelas mercadorias

No comercio despachava.


Tomou uma atitude

De limões o carro encher

Quando chegou no destino

O povo não quis nem ver

Usou todas estratégias

E  nenhum pôde vender.


Anoiteceu ele ali

Surgiu uma solução

Abriu do carro a traseira

Fez enchente de limão

Gritou estufando o peito

Vão fazer besta do cão.


Ordenou o motorista

Siga pra frente ou pra trás

Não olhe nem pra meu lado

Porque meu gênio é voraz

Vou vender essa porqueira

não venho aqui nunca mais.


Autora; Helena Bezerra. 






quarta-feira, 23 de agosto de 2023

BODEGA SORTIDA

Couro de bode espichado

Mercúrio e mel de urucu

Castanha corda e caju

Vara de fumo e torrado

Sabão caseiro embrulhado

Defumador castiçais

Jarra de vidros e metais

Bacia de porcelana

Lá em seu Sérgio Viana

Vende tudo e muito mais.


Tem chapéu rabo de galo

Espingarda lanzarina

Tem cartucheira e botina

Tem chocalho com badalo

Tem peitoral pra cavalo

Arreios pra animais

Banca expostas com jornais 

Pra vender toda semana

Lá em seu Sérgio Viana

Vende tudo e muito mais.


Marmita bule e quartinha

Taramela e cantareira

Enchadeco baladeira

Landuar e cabacinha

Todo artigo pra meisinha

Fuso faqueiro aventais

Fregueses gostavam mais 

De tomar uma de cana

Lá em seu Sérgio Viana

Vende tudo e muito mais.


Panela pote e pilão

Prato papel e palito

Pente pano e pirulito

Pimenta e pimentão

Pólvora prego e papelão

Porta pincel e portais

peixe pipoca e punhais

Pilha peneira e pestana

Lá em seu Sérgio Viana

Vende tudo e muito mais.


Mais uma de HELENA BEZERRA.

SONETO: AMIGO

 Amigo presente serve como escudo

Oferece defesa e também confiança

É peso fiel em qualquer balança

Na alegria e tristeza é presente em tudo.


Não foge em perigo nem é linguarudo

Palavras sai mudas do seu coração

Com olhar de ternura faz a saudação

Só entende ele, fazendo um estudo.


Bondade não tem como ser medida

Cresce todo dia acompanhando a vida

Em todo trajeto que ela circular


Somente um amigo essas coisas tem

E oferece tudo sem olhar a quem

E recebe retorno sem nunca esperar.


Produção de Helena Bezerra.

sexta-feira, 21 de julho de 2023

COMEMORANDO A VIDA DE MARCELO.

 Deus une duas pessoas

Para brotar a semente

Ilson Lemos e Maria

Uniu-se perfeitamente

Pra formar uma família

Pequena porém descente.


Melina veio primeiro

Depois Marcelo chegou

Fez como toda criança

Que pro mundo despertou

Quem esperava sorria

Somente ele chorou.


Foi em julho de noventa

Vinte dois seu nascimento

Uma criança saudável

Com saúde cem por cento

Toda familia feliz

Olhando seu crescimento.


Seus pais agiram correto

Buscando a educação

Na família e na escola

Agiam com precisão

Lutavam pra não deixar

Faltar alimentação.


Marcelo muito pequeno

Acompanhava seu pai

Quando ia trabalhar

Pois a vontade o atrai

E nas pequenas tarefas

Tropeça levanta e cai.


Assim foi tomando gosto

Em tudo quanto fazia

Na escola e no trabalho

Brincar sempre não podia

Porque lhe faltava tempo

Lutando no dia a dia.


Seu pai cedo viajou

Pra mansão celestial

Marcelo ficou sem planos

Foi muito forte afinal

Aquela separação

Destruiu seu ideal.


A mãe foi uma coluna 

Serviu de sustentação

Com conselhos coerentes

Aquela situação

Foi trabalhar com Marcelo

Com muita dedicação.


Marcelo fez a junção

De trabalho com estudo

Se dedicou totalmente

No comércio era pra tudo

Muito novo na idade 

Mas servia como escudo.


Depois encarou sozinho

Autônimo no seu trabalho

Cursou o ensino médio

Nunca teve um ponto falho

Ativo e interesseiro

Não perdia um quebra galho.


É técnico em enfermagem

Trabalha de sobre aviso

Se esforça pra viver

Faz tudo que for preciso

Na luta do ganha pão

Não aceita ficar liso.


Hoje é seu aniversário

Tem alegria sobrando

Parabéns paz e saúde

Todos estão desejando

A familia e os amigos

A vida comemorando.


Autoria da poetisa Helena Bezerra.