sexta-feira, 26 de junho de 2020

O NORDESTE SEM FESTAS JUNINAS.

     
Com a chegada cruel da Pandemia
O Nordeste rasgou o seu roteiro
Planejado no mês de fevereiro
Só em junho entrava em sintonia
Atrelado no pingo do mei dia
Mossoró sacudia seu povão
Dia e noite com muita animação
Todo corpo treinado a balançar
O Nordeste trancado fez quebrar
Os costumes da nossa tradição.

As quadrilhas estavam na metade
Dos trabalhos ficando organizado
Foram todos jogados para um lado
Teve muita revolta a mocidade
Os trabalhos,os gastos e a vontade
Foram todos jogados num porão
Fantasia,fogueira até balão
Cada membro chocado ainda estar
O Nordeste trancado fez quebrar
Os costumes da nossa tradição.

CORONAVÍRUS parou todo projeto
Que projetava nossa festa junina
Concentrava a cultura nordestina
A COVID causou um desafeto
Toda casa fechada até o teto
Sem visita se quer de um irmão
De entrar de pés juntos no caixão
O pavor apavora sem cessar
O Nordeste trancado fez quebar
Os costumes da nossa tradição.

O Nordeste soluça por não ter
Bandeirolas colorindo o espaço
As quadrilhas trilhando cada passo
A noite inteira até amanhecer
Puxadores gritando anarriê
Cadê a voz que gritou viva São João
Nem fogueira fizeram no sertão
Pra botar milho verde pra assar
O Nordeste trancado fez quebrar
Os costumes da nossa tradição.

Dois mil e vinte mudou todo destino
Todas festas já foram canceladas
As escolas com as portas trancadas
Sem estudo pra jovem e pra menino
Mais ainda se vê um nordestino
Esperançoso rezando uma oração
Oferecendo a São Pedro e a São João
Pra COVID  daqui se afastar
O Nordeste trancado fez quebrar
Os costumes da nossa tradição.

Produção;Helena Bezerra.

















             

quinta-feira, 14 de maio de 2020



SÓ ENTENDO DIFERENTE


Cuma matuta qui sou
Fico atôa sem saber
Os nomes qui inventaro
Dispôs de aparecer
Um tal de vírus corona
O pobi qui é cafona
Fica no mei sem saber.

Cuno se fala covide
Quarentena, Pandemia
Fecho zói coço a cabeça
Os pés e as mãos isfria
Sem querer fazer progunta
A dor ataca nas junta
Farta o ar da agunia.

Assintoma homeoffice
Aí a coisa piora
Dá um zum,zum na cabeça
Sem pudê saí pra fora
Cumprino um isolamento
Me fecho no apusento
Lavano a mão toda ora.

Cum a mascara puxano
Pobi das minhas zureia
A televisão num vejo
Qui meu juizo aperreia
Cipriano e o gaigalo
Me fez causar um intalo
Qui o sangue parou na veia.

O Lockdown pensei
Quera um tipo de cachete
Pá distribuir pus pobi
Qui a duença comete
Dispôs dero informação
Quera uma bluquiação
Antes qui tudo se afete.

Até hoje vivo assim
Falano tudo errado
O meu istudo foi pouco
Meu texto amatutado
Me orgulho em ser assim
Carrego dentro de mim
Os custume do passado.

Escreveu:HELENA BEZERRA.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

AUXILO EMERGENCIÁ

Pru caso duma duença
Acabou a paciença
O povo foi obrigado
Abadoná o siviço
Foi o maió ribuliço
Daqueles disimpregado.

Minino fora da iscola
Sem puder pidir irmola
Im casa sem merendá
Aluguel água e luz
Pesando cuma uma cruz
Sem grana para pagá.

O chefe pressionado
Pelos seus opusitoures
Tumou uma posição
Prumode os pobe ajudá
De três vez auxiliá
Foi uma pertubação.

Os pobi no celulá
Procura se informá
Lutava e nun risuvia
Oiava a televisão
Aquela informação
Uvia e num intindia.

Só intendêro paga
Cedo partiro pra vaga
Numa caxa federá
Gente passava da conta
A fila intortava a ponta
Na porta do hospitá.

Os protetor de saúde
Pidia meu povo ajude
Ficá du ôto afastado
Os pobi num intindia
A fila torta criscia
Todo mundu amuntuado.

Uns gritava eu quero vê
Quanto é qui vou recebê
Lá im casa é seis pessoa
Duas é mil e duzento
Somei é três e seicento
Minha ajuda é munto boa.

Outo dizia num é
Quevê pregunte a muié
Qui ela sabe ispricá
Amarre sua mascara
Qui a puliça num para
É só pra lá e pra cá.

Cuno o dinêro saiu
O fuá diminuiu
Correro para gastá
Cum move roupa e bibida
Outos de contra partida
Renovô o celulá.

As loja saiu lucrano
Quem recebeu comprano
Sem falá im prestação
Pulava de alegria
Gritava essa pandemia
Bom pra uns e outos não.

Ramo rezá um bucado
Pra quem já virou finado
E pra quem adoeceu
Agora peço a Jesus
Qui acenda sua luz
Livrano tudo qué meu.

Mais uma produção matuta
DE HELENA BEZERRA.









terça-feira, 7 de abril de 2020

CORONAVÍRUS EM AÇÃO.

O mundo sentiu um choque
Com o povo asfixiado
Morrendo a cada minuto
O pessoal assombrado
Cientistas investigando
Pra descobrir o culpado.

Chegando no resultado
Atestado e conferido
Apresentaram pra o mundo
É um vírus enfurecido
O novo coronavírus
Precisa ser combatido.

Descobriram que ele tinha
Poder de contaminar
A população inteira
Tão rápido infeccionar
Em pouco espaço de tempo
O indivíduo matar.

Recursos suficientes
Faltavam na medicina
Pra combater a doença
Que virou carnificina
Os primeiros atingidos
Os habitantes da China.

Uma outra descoberta
A forma de impedir
Dele chegar na pessoa
E o contágio transmitir
É isolar o sujeito
Para não interagir.

Tomaram iniciativa
De fazer isolamento
Mandando ficar em casa
Fechar estabelecimento
Só funciona farmácia
E quem fornece alimento.

A maioria do povo
Não aceita obedecer
O vírus se manifesta
Invisível ninguém ver
Aja gente adoecendo
Padecendo até morrer.

Hospitais superlotados
Não resolve a pandemia
Falta os equipamentos
Testes que dão garantia
E os profissionais
Adoecem todo dia.

Decreto vence e renova
Uns cumpre e outros não
Algumas formas de impostos
Fizeram prorrogação
Empresas, fábricas e escolas
Mantiveram suspensão.

O desemprego cresceu
Aumentou a agonia
Além da sobrevivência
O medo faz companhia
Ficar longe de quem ama
Coisa que ninguém queria.

Os idosos são reféns
Da cruel situação
Todos entraram na fila
Uns entendem outros não
Só obedece se ouvir
O ronco do caminhão.

O grito que lave as mãos
E passe o álcool também
Ecoa por todo canto
Evita o vírus que tem
A morte pela limpeza
Quem se limpa vive bem.

Quarentena na quaresma
Fez os fies se afastar
Da casa de oração
Mas pode tentar limpar
As mágoas do coração
Do jeito que limpa a mão
Para o irmão perdoar.

Autora:HELENA BEZERRA.





quinta-feira, 2 de abril de 2020

A VOZ DO MAR NA QUARENTENA

Ecoou com eloquência
Meu sufoco está passando
O meu engasgo desceu
As dores me aliviando
O cansaço amenizou
Minha vida tá voltando.

A praia me encontrando
Onda vai e onda vem
Os pássaros voando livre
Mergulham sem vê ninguém
Pegam peixes se alimentam
Esvoaçam no além.

As ondas me fazem bem
No seu trajeto ligeiro
Fizeram grande limpeza
Hoje me sinto maneiro
Com quinze dias limpando
O lixão do hospedeiro.

Eu vivia em desespero
Com tanta poluição
As dores insuportáveis
De respirar podridão
Das inúmeras toneladas
Recebida de lixão.

É tanta evaporação
Por ter que acumular
Lixos,resíduos e esgotos
Que não param de chegar
Quando ultrapassa limites
Eu tenho que vomitar.

Tive que aguentar
Manchas de óleo queimado
A mortandade de peixes
Me deixava apavorado
Quando desaparecia
Me sentia aliviado.

Atônito sobressaltado
Senti uma pulsação
Respirei suavemente
A brisa mansa em ação
A praia estava deserta
Foi a melhor sensação.


Natureza em aflição
Vivia desesperada
Vendo a beleza do mundo
Com a vida ameaçada
Por prejuízos causados
Por nações mal educada.

A rotina foi mudada
Daquele meu sofrimento
Um alívio relaxante
Sumiu o constrangimento
Senti saindo de mim
Angustia,dor e tormento.

A máquina do sentimento
Gera em mim felicidade
O vento e eu navegando
Trocando comicidade
Aproveitando viver
No âmbito da liberdade.

Nunca temi enfrentar
Os riscos de acidente
Turbulência,tsunâmi
Nem tempestade valente
Meu medo é manter contato
Com bicho chamado gente.

Autora:Helena Bezerra.














































































































































































A

sábado, 28 de março de 2020

DEUS DISSE A MULHER

Minha filha estás completa
Forte como barra mina
Capaz de resolver tudo
Perdoar quem discrimina
Ser mãe cumprindo a missão
 Saber dizer sim e não
Lição que o senhor ensina.

Tu tens a capacidade
De curar o coração
A alma e a matéria
Se olhar com compaixão
Vai curando toda dor
Com uma dose de amor
Renova a situação.

Expressa através de lágrimas
Os maiores sofrimentos
Assume maiores cargos
Confiam nos seus talentos
Prestam contas e favores
Compartilham seus valores
Mesmo nos esquecimentos

Depois que te aprontei
Fiz minha avaliação
Examinando todinha
Alisando com a mão
Nisso encontrei um defeito
Chorei sem poder dar jeito
Vai pra toda geração.

Com todas as qualidades
Que em ti pude botar
Assumir emprego e casa
Família para criar
Tudo que em ti faltou
Umas não se dão valor
Deixa outro debochar.

Termino te abençoando
Filha do meu coração
Mesmo que tu seja frágil
Ainda te dou perdão
Porque te amo mulher
Aonde você tiver
Tem a minha proteção.

AutoraHELENA BEZERRA.
































































































domingo, 16 de fevereiro de 2020




                   O  DESEJO   DE  BEIJAR.


Pelos anos de setenta
Inda izistia rigô
Os pais cuidava dus fi
Cuma se faz cum robô
As cena mais arrogante
Se via no interiô.

Naciso de Chico Bento
Namorô cum Francisquinha
Ele na sala da frente
E ela lá da cozinha
Jogava o par de bozó
Que outo jeito nun tinha.

Todo dumingo ele ia
Dispôs de incher a barriga
Andava três légua  apé
O calor dava fadiga
Suor discia rolano
Chega fidia a fuimiga

Muntas vêz via de longe
Aquela môça singela
Qui iscuieu pra amar
E apaxonouce purela
Nun via o dia e a ora
Para pidir a mão dela.

Insaiva todo dia
O jeito de infrentá
Os pais pru mode pidir
A mão dela pra casá
Antes ele precisava
A môça cumunicá.

No dia do piditoro
Cuma era do agrado
Butaro os dois na frente
O bê a bá foi traçado
Proguntaro pela casa
E tombém pelo roçado.

Era período de festa
De santo Antôe padrueiro
Todo mundo era devoto
Trabaiava o dia inteiro
A noite ia pra novena
Do santo casamenteiro.

Foi a famia todinha
Nesse dia do noivado
Divido ser munto longe
Fôro de carro fretado
Primeira vez qui o casal
Se assentaro incostado.

A novena rendeu munto
E cumeçou o leilão
A mãe precisou sair
Recumendou o irmão
Tocai aí eles dois
Qui vou oiar um balão.

O muleque ficou colado
Obseivano o casal
O noivo se adiantou
Pensano qui era normal
Beijar a mão da donzela
Por ser noivo oficial.

Cono cumeçou beijar
O muleque inloquiceu
Gritou tão arto que o povo
Pra cima deles correu
Curiosos pra saber
O que foi que aconteceu.

A famia chegou junto
A mãe iguá uma fera
Pensei qui você prestava
Mais a ninguém considera
Perdeu tôda confiança
Casamento aqui já era.

Rebanhou tudo pra casa
O noivo iscapuliu
A mãe dispensou o carro
E o comboio siguiu
Tudo apé no iscuro
Não pudia dá um siu

O castigo foi pra todos
Pela  disobidiênça
O casal recem noivado
Que num teve paciênça
De esperá o casamento
Para beijar com descênça.

O noivo fulo de raiva
Ficou munto incabulado
Foi imbora pra sumpalo
Sem deixar nehum recado
A noiva amargamente
Ingulia esse bucado.

Dispôs qui ele vortô
Fôro iscundido casá
Na hora qui o pade disse
Agora pode beijá
O noivo gritou tá doido
A sogra vai me matar.

Só pra dizer cuma era
Os namôro do passado
As môça casava virge
O respeito era sagrado
Quem avançasse o sinal
Levava surra de pau
Ou era preso ou capado.

Produzido por Helena Bezerra.