sexta-feira, 13 de julho de 2018

MARIA PIA MASTENA SUA VIDA EM SANTIDADE.




Maria Pia Mastena
Em Bovolone nasceu
Cidade italiana
O primeiro berço seu
Sendo filha primogênita
Que o casal concebeu

Júlio e Maria Antônia
Os pais de Maria Pia
Batizada por Tereza
O sobre nome Maria
Ela teve seis irmãos
Para sua companhia

Uma família cristã
Portadora da verdade
Revestida de coragem
Combateu dificuldade
Abastecida de amor
E solidariedade 

Tereza cresceu ali
Vendo o que acontecia
Aprendeu as orações
E rezava todo dia
Só dormia se rezasse
O rosário de Maria

Lá no quarto de Tereza
A imagem foi colocada
Da face de Jesus Cristo
Todo dia comtemplada
Onde fazia orações
De postura ajoelhada

A sua mãe professora
Priorizava o saber
Apenas com cinco anos
Tereza aprendeu ler
Por ser muito inteligente
Deu inicio a escrever

Colégio religioso
Aonde ela estudava
Dirigido por irmãs
Um padre acompanhava
Na turma da catequese
Tereza se destacava

A turma era levada
Como uma devoção
Para rezar no santíssimo
E receber a missão
De participar da missa
Contritos de coração

Isso fez com que Tereza
Recebesse antecipada
A primeira eucaristia
Por quem era apaixonada
E o sacramento da crisma
Deixou-a mais preparada

Um ponto forte na vida
De Tereza aconteceu 
Fixou o olhar na cruz
De repente apareceu
A face de Jesus Cristo
Focando no olho seu

O básico dos seus estudos
Muito nova terminou
Fez escolha dum convento
Cinco anos demorou
Pra ser aceito o pedido
Ela com gosto esperou

Irmãs da misericórdia
Assumiu deu assistência
A todo pobre doente
Cuidava com paciência
E os soldados feridos
Socorria em emergência

Profissão religiosa
Ela alegre recebeu
Viver sempre na pobreza
Esse foi um voto seu
Era irmã Passitéia
O nome que recebeu
Assumiu outras funções
Catequista e professora
Além de prestar serviços
A classe mais sofredora
Todo doente a chamava
Passitéia protetora

Naquela primeira guerra
Chamada de mundial
Passitéia não parava
De cuidar do pessoal
Refugiados com fome
Naquela guerra brutal

Sacrificar-se servindo
Ao próximo na precisão
Inúmeras dificuldades
Passou por cada irmão
Na guerra e na pós guerra
Sangue escorria no chão

Fiel a Nossa Senhora
E a face de Jesus
Comtemplava todo dia
No pé duma grande cruz
Para os irmãos sofredores
Pedia a Deus uma luz

Entrando noutro mosteiro
Outro hábito recebia
Sofreu muitas circunstâncias
De quem não lhe conhecia
Deixou de ser Passitéia
Para ser Maria Pia

A congregação crescia
Por Jesus abençoada
Maria Pia Mastena
A fez ser multiplicada
Em várias partes do mundo
A semente foi plantada

Maria Pia Mastena
Depois de uma oração
Concluiu sua existência
Seu corpo tombou no chão
A porta da eternidade
Abriu se pra salvação

Sua morte foi em Roma
Depois do corpo velado
Levaram pra Sanfior
Aonde foi sepultado
Seu túmulo no cemitério
É muito bem visitado

A semente que plantou
Fez a frutificação
Da face de Jesus cristo
Impressa no coração
Resplandecendo no rosto
De quem busca salvação

Pela América Latina
Chegou até Cajazeiras
Cravada na Paraíba
O RN faz fronteiras
E padre Walter foi lá
E conseguiu umas freiras

Depois para o Ceará
As irmãs ramificaram
De lá até no Pará
Outra casa elas fundaram
E aos irmãos sofridos
Os seus serviços prestaram

Quando fez cinquenta quatro
Anos que Pia morreu
Reconheceram milagres
Que de fato aconteceu
Aí foi beatificada
Por tudo que mereceu

O milagre da bacia
Preenchida de cimento
Com doze metros de altura
Houve um deslizamento
Caiu em cima da freira
Que passava no momento

A jovem desfalecida
Levaram pra socorrer
Maria Pia Mastena
Ficou até sem comer
Rezando contrita a Deus
Para ela não morrer

Depois de tanto sofrer
Parou o seu coração
Não dava sinal de vida
Pia segurou a mão
Ela foi abrindo os olhos
Voltou a respiração

Após dezenove anos
Que Mastena faleceu
Numa clinica em Roma
Um fato aconteceu
Uma criança sem vida
Naquela clinica nasceu

Uma irmã que fazia
Parte da congregação
Disse me dê á criança
Saiu fazendo oração
Pedindo a Pia Mastena
Que desce a restauração
  
Massageou-a com fé
Boca a boca respirou
De súbito viu se mexer
E bem baixinho chorou
Ali foi outro milagre
Que Mastena operou

Seu Carisma sua história
O Papa reconheceu
A vinte sete de junho
Decretou o dia seu
É considerada santa
Quem vida santa viveu
Autora: Helena Bezerra.



terça-feira, 10 de julho de 2018

O CASAL: JORGE E LUISA NO ENLEVO DA TRAIÇÃO.
Autora: Helena Bezerra De Araújo  .

Inspirada numa obra
Eça Queiróz o autor
Primo Basílio é o nome
Dado pelo escritor
E Portugal o país
Onde a cena se passou

O foco deste cordel
É uma orientação
Voltada para casais
Livrar-se da tentação
Que o inimigo usa
Para aplicar a traição

O casal Jorge e Luísa
Uniram-se em casamento
Uma união perfeita
Cumprindo o sacramento
Sem saber que caminhavam
Pra sede do sofrimento

Jorge profissional
Foi chamado a trabalhar
Em outro país distante
Ausentou-se do seu lar
Deixou Luísa sozinha
Sua vida a lamentar

Para ajudar nos trabalhos
No decorrer da semana
Ela tinha uma escrava
Com nome de Juliana
Seu farol incendiava
Qualquer criatura humana

O tempo foi se passando
Nenhuma notícia vinha
Por parte do seu marido
Luísa ia e vinha
Passeando no pomar
Vendo as flores que tinha

De súbito encontrou-se
Com Basílio primo seu
Um encontro formidável
Ali mesmo aconteceu
Foi um abraço tão forte
Que seu coração doeu

Ainda na sua infância
Tinha sido admirada
Por aquele seu parente
Até carta foi trocada
Mas sem haver incentivos
A paixão ficou parada

Como estava adormecida
Nessa hora despertou
Os corações se agitaram
A respiração parou
Os olhos disseram tudo
E boca silenciou

Juliana que estava
A cena presenciando
Aguçou a sua mente
Ficou logo planejando
E a vida de Luísa
Começou investigando

Mexendo nos seus guardados
Uma carta encontrou
Assinada por Basílio
Comprovando seu amor
Que sentia por Luísa
No coração sofredor

Foi ali que Juliana
Sentiu profunda firmeza
Dizia nos seus botões
Ou tamanha safadeza
Agora vou cobrar dela
Com toda minha dureza

Chamou Luísa dizendo
Levante venha lutar
Desça de sua patente
Faça tudo que eu mandar
Ai de ti se disser não
Pois a cobra vai fumar

Luísa disse tá louca?
Ela um soco lhe deu
Mostrou a prova dizendo
Pois em você mando eu
Passe a ser minha escrava
Com o que lhes pertenceu.

Assim ficou muito tempo
Luiza sendo a escrava
A patroa juliana
Todo castigo lhe dava
A infeliz da Luiza
Pela culpa suportava

Até que chegou o dia
Que seu marido voltou
Quando viu sua esposa
De susto se espantou
Ela sem felicidades
O esposo nem ligou

O sentimento de culpas
E a raiva de juliana
O medo da descoberta
Da sua ação leviana
Fazia a transformação
Daquela mulher mundana

O marido indignou-se
Naquela situação
Luiza se aperreava
A busca de solução
Pra bomba não estourar
Sofria humilhação

Pediu dinheiro a Basilio
Para outra voz calar
Ele fugiu pois não tinha
Grana pra lhe ajudar
Ao amigo do marido
Resolveu tudo contar

Bastião era o amigo
Que partiu pra ajudar
Chamou um policial
Para o plano executar
Pegar juliana a força
E aquela carta tomar

A estupidez foi tão grande
E o susto que cometeu
Pois uma taquicardia que
De súbito aconteceu
E juliana na hora
Tombou no chão e morreu

Foi um alívio tão grande
Que Luisa melhorou
Com pouco tempo o carteiro
Na sua porta parou
De Basílio pra Luisa
Uma carta entregou

Jorge foi quem recebeu
Abriu e fez a leitura
Para dar explicação
A sua esposa procura
Ela não resiste e cai
E para na sepultura

O que se faz escondido
Logo mais é revelado
A palavra de deus diz
O escondido é mostrado
A vida tem dois caminhos
Um certo e outro errado.

HELENA BEZERRA DE ARAÚJO.

sábado, 19 de maio de 2018

Mote;TODA MÃE CARREGA A PAZ DA PUREZA DE MARIA

A mulher foi planejada
Pelo pai da criação
Pra ser mãe foi preparada
Com alma e coração
Os dois tem uma função
Que mãe precisa demais
O amor que satisfaz
A luta do dia a dia
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria.

Mãe sabe ler a cartilha
Para seu filho educar
Quando não quer escutar
Penetra por outra trilha
Seja filho ou seja filha
São trabalhosos demais
Pode ser moça ou rapaz
Dão trabalho todo dia
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria.

A mãe sabe dividir
Melhor que a matemática
Pra amar tem uma prática
Faz questão de evoluir
Nunca pode desistir
Do engatinhar atrás
Toda comida que faz
Esquenta depois esfria
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria

Mãe no seu interior
Conduz todo sentimento
A bagagem do sofrimento
Alterna no seu amor
Tem filho que dá valor
Outros maltratam demais
Mesmo explorada faz
Tudo com muita alegria
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria

Tem filho que faz questão
De viver da mãe auzente
O coração dela sente
Efeito de explosão
Passa  a noite em oração
Por notícia não ter mais
Até promessa ela faz
Pra lhe abraçar um dia
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria

Mãe carrega sentimento
Chega o coração balança
Nunca perde a esperança
Nem foge do sofrimento
Trabalha que só jumento
Anda pra frente pra traz
E do melhor corre atrás
Na luta do dia a dia
Toda mãe carrega a paz
Da pureza de Maria.

Autora;Helena Bezerra.





DICAS DE ENTREVISTAS PARA EMPREGOS.


Quando for entrevistado
Evite de perguntar
Ouça mais e fale menos
Fixe bem o seu olhar
Para o entrevistador
No seu ego confiar

Não gesticule demais
Pois isso lhe prejudica
Afeta o intrevistador
Até irritado fica
Com o mexido nos dedos
Que encolhe e estica

Não pergunte pela grana
Que vai ter como salário
Se disponha a atender
Qualquer que seja o horário
Pois se tiver preferência
Deixa de ser operário

Só busque informação
Sobre o papel da empreza
Seja bem objetivo
Indagando com clareza
Se falhar nesta questão
Não aparece defesa

Se vista com roupa simples
No dia da entrevista
Demonstre seu interesse
Para obter conquista
Se seguir esta noção
Aguarde o nome na lista.

Autora;Helena Bezerra.


                                                             

quinta-feira, 26 de abril de 2018

O SERTÃO RESSUSCITADO

Sertão depois que choveu
A floresta reviveu
O verde reacendeu
Babugem brotou do chão
Carão voltou a cantar
E sertanejo a plantar
E Bem ti vi anunciar
A fartura do sertão

Sapos renovam coral
O som da voz é igual
Foi num foi é recital
Da sua orquestração
Lá na beira da lagôa
O povo que houve enjôa
Cada qual canta  e côa

Quando chove no sertão
Açude morto enterrado
Num lugar abandonado
Encheu e tem derramado
Água com disposição
Arrebentou a sangria
Lá tem festa todo dia
É a maior alegria
Pra quem vive no sertão

Fica o povo agradecido
Vendo seu sertão chovido
O campo bem revestido
É muito linda a visão
Rio de barreira a barreira
O ronco da cachoeira
Água que cai da biqueira
Cava buraco no chão

Era seco esturricado
O povo desesperado
Já tinha se preparado
Pra sair deste sertão
De repente aconteceu
Que dia e noite choveu
Quem estava seco encheu
Foi uma ressurreição.

Helena Bezerra.

sexta-feira, 30 de março de 2018



 AS DORES DE MARIA


A primeira dor sentida
No coração de Maria
Foi quando levou ao templo
Seu filho com alegria
E o velho Semeão
Rezou sua profecia

Este menino vai ser
Sinal de contradição
Em Israel vai haver
Queda e elevação
E a espada de dor
Da mãe fere o coração

A segunda dor foi quando
O anjo disse a josé
Pegue o menino e Maria
Fujam caminhando a pé
Pois Herodes quer matar
A Jesus de Nazaré

Na terceira dor Maria
Ficou bem agoniada
Depois da festa da páscoa
Quando vinha na estrada
Sentiu falta de Jesus
Voltando desesperada

A quarta dor foi marcante
No meio da multidão
No caminho do calvário
Quando apareceu Simão
Foi forçado a carregar
A cruz pra consumação

A quinta dor foi cruel
Vendo a crucifixão
As Marias reunidas
Cada chaga um facão
Com a ponta enferrujada
Furando seu coração

A sexta dor foi a prova
Que Maria tinha fé
Recebendo o filho morto
Das mãos daquele José
Todo lavado de sangue
Da cabeça até o pé.

A sétima dor o adeus
Vendo seu sepultamento
Do filho que acompanhou
Num trajeto violento
Guardou no cofre da alma
Todo aquele sofrimento

HELENA BEZERRA.