terça-feira, 27 de dezembro de 2022

EU QUERO UM NATAL ASSIM

 Que seja cheio de paz

Repleto de amor e luz

Aonde todo cristão

Aceite o peso da cruz

Obedecendo os desígnios

Do nosso mestre Jesus.


Ninguém querer ser melhor 

Do que o próprio irmão

Pais reconhecendo filhos

Em toda ocasião

E o exemplo derrotando

A força da opressão.


As fortunas destinadas

Pra presídios construir

Sejam trocadas em escolas

Pra toda criança ir

Com bases fundamentais

Pro futuro garantir.


Estoques de alimentos

Vendidos a quem necessita

Pelo um preço acessível

É uma ação bonita

Isso feito no natal

Até Jesus felicita.


Todos bens acumulados

Sem a mínima precisão

Partido com quem não tem

Reproduz satisfação

É mesmo que  água viva

Lavando seu coração.


O desapego aconteça

Com os bens materiais

A ganância seja extinta

Das camadas sociais

E os olhos da alma vejam 

Que somos todos iguais.


O gesto de perdoar

Não gere medo a ninguém

O salário seja justo

E a justiça também

E mal da corrupção

Triturado igual xerém.


Este natal que desejo

Possa um dia acontecer

O mundo assumir de vez

Que Jesus pode nascer

No coração mais humilde

Que ele possa viver.


FELIZ NATAL! desejado por helena.


O FOTÓGRAFO MÃO PRETA.

 Era assim conhecido

Por causa da profissão

Na época que o retrato

Era feito no sertão

Se fosse pra documento

Quando havia eleição.


Como era inteligente

O agricultor Raimundo

Cansou de puxar enxada

Disse: não sou vagabundo

Eu vou é tirar retrato

E meteu o pé no mundo.


O apurado que tinha

Somou e deu pra comprar

Uma máquina mão no saco

Aprendeu manusear

Pensava consigo mesmo

Agora vou enricar.


O sujeito era disposto

Levando o fardo pesado

As casas eram distantes

O povo liso acuado

Para tirar um retrato

Ninguém era preparado.


Tinha como alternativa

Num bisaco pendurado

Uns bombons para vender

Só não vendia fiado

A mãe que não tinha réis

O moleque era açoitado.


Era sem fins lucrativos

Aquele profissional

Dias comia outros não

A sua meta afinal

Era gastar o estoque

De todo material.


Andou tanto que chegou

Em uma choupanazinha

Encontrou uma senhora

Era bem de manhazinha

Com três meninas chorando

Uma delas bem novinha.


Levou o papo pra ela

Que caiu na emboscada

Pra retratar as meninas

Foi uma luta danada

Quatro horas de peleja

Ficou duas retratada.


Ele era responsável

Pela melhor posição

Instalou a mão no saco

Fez a recomendação

E as meninas com medo

Daquela arrumação.


Recostadas na parede

Pés juntos e mão pra trás

Atrepadas nuns tijolos

Todos eles desiguais

Com fome sede e calor

E o sol quente demais.


Com três metros de distância

A máquina era montada

Em um gancho três pés

O seu formato quadrada

Um buraco grande atrás

Onde a mão era enfiada.


Quando igualhava tudo

Voltava para ajeitar

A posição das meninas

Que começaram chorar

A paciência faltou

Começou logo a brigar.


Quatro horas foi o tempo

Gasto para resolver

Um trabalho cansativo

Que precisava envolver

O fotógrafo e a família

Entravam no desprazer.


As crianças se espantaram

Quando viram a produção

Não se conheciam ainda

Foi choro e decepção

Do fotógrafo não se sabe

Se cresceu na profissão.


Produção de HELENA BEZERRA.








 

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

BÍBLIA FONTE DE VIDA

BÍBLOS traduzido é livros

Bíblia é uma coleção

Livros em todas temáticas

Conhecimento e razão

Liberdade e sofrimento

Discórdia  arrependimento

Justiça paz e perdão.


É a palavra de Deus

Que no coração se aplica

Escrita antes de Cristo

A história nos indica

Que foi a parte primeira

E a outra derradeira

Depois de Cristo se explica.


Antes da leitura bíblica

Precisa um preparativo

Mergulhar no infinito

Consultasse com Deus vivo

Sentir a fé fervilhando

E o coração pulsando

Pro c~eorpo ficar ativo.


No mundo da oração

Enveredar no caminho

Pois um diálogo com Deus

Só é bom fazer sozinho

Não esquecer o respeito

Pra ser usado direito

Suscita amor e carinho.


A conversa com Jesus

Penetra no coração

Dos olhos desprendem lágrimas

Joelhos se dobram ao chão

Fazendo estes exercícios

Diminuem os sacrifícios

A bíblia é a solução.


De Gênesis a Apocalípse

Vá lendo com muita calma

Cada versículo medite

O seu íntimo bate palma

Faça interpretação

Busque na reflexão

Alimentar sua alma.


Escrita em três idiomas

O primeiro foi Hebraico

A língua dos canoneus

Na época era Aramaico

O Grego para os judeus

Que estavam longe dos seus

Povo e costumes judaico.


Vários gêneros literários

Na bíblia estão contidos

Narrativos e históricos

Pesquisados garantidos

Gama de conhecimentos

Norteiam ensinamentos

Por todos bem sucedidos


A inspiração divina

Muita gente recebeu

E na escrita da bíblia

Mão e mente se envolveu

Precisa mais de ser lida

Na trajetória da vida

Existe quem nunca leu.


Vamos matar a preguiça

Levar  a sério a leitura

É a palavra de Deus

A força que nos segura

Desde a Arca da Aliança

Que nasceu a esperança

Que o pecador procura.


Produzido por Helena Bezerra.

SONETO: INQUIETAÇÕES

 Os impulsos pulsando intolerável

Deixa o corpo sem ter calma nenhuma

Anda, corre se arrisca não se apruma

Quando cansa respira incontrolável.


Pesadelos no sono insuportável

Os  fantasmas das noites são tormentos

Um radar coletando os pensamentos

Pra guardar em depósito descartável.


Ao despertar vê o mundo ofuscante

Perambula como andarilho errante

Sem projeto sem plano sem destino


Fabricando roupagens esbagaçadas

Carapuça cobrindo as madrugadas

São produtos das mentes dos sem tino.


Criado pela poetisa Helena Bezerra.



segunda-feira, 17 de outubro de 2022

SER NORDESTINO.

 Nordestino é talentoso

Hospitaleiro e feliz

Planta no terreno seco

Olha o infinito e diz

Confio no pai eterno

Este ano é bom de inverno

Na experiência que fiz.


Dando certo pede bis

Tomando uma biriteira

Café com cuscuz e ovo

Sua refeição primeira

No almoço tem feijão

Carne de porco e pirão

E caldo de macaxeira


Todo sábado vai a feira

Comprar só o necessário

Não gasta dinheiro atoa

Da sorte é proprietário

Hospedeiro de alegria

Agradece todo dia

Pelo trabalho diário.


Prazer extraordinário

Transborda do coração

Quando acolhe alguém

Que estar com precisão

O prazer se multiplica

A fé produz e aplica

Retorno pela ação.


Em qualquer ocasião

Tem sua identidade

O sotaque representa

Sua originalidade

Conduz coragem e talento

Resiste ao sofrimento

Descarta fragilidade.


Quem tem nele mal vontade

Merece vim ao sertão

Tomar banho de açude

Saborear refeição

Preparada com amor

Mesa de agricultor

É difícil faltar pão.


Pare a discriminação

Venham aqui passear

Ouvir cantoria ao vivo

Um poeta declamar

O som duma concertina

O chote cintura fina

Venham aprender dançar.


A beleza apreciar

Quando vai se pondo o sol

A brisa do meu nordeste

Dispensa qualquer lençol

Dormir de janela aberta

O galo canta e desperta

No romper do arrebol


Conhecer um rouxinol

Na construção do seu ninho

A lua cheia saindo

Orquestra de passarinho

Engenho moendo cana

Produzindo na semana

Rapadura e alfinhinho.


Milho moído em moinho

Dar gosto saborear

Cuscuz com ovo e manteiga

Se o sulista provar

Vende tudo e vem embora

Em qualquer choupana mora

É vendo pra acreditar


O convite vou deixar

Para todo cidadão

De norte ao sul do país

Qualquer uma região

Aqui tem cabra da peste

Que a camisa que veste

Não tem discriminação.

Escreveu; Helena Bezerra.

Dia do nordestino 08-10-2022.






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terça-feira, 27 de setembro de 2022

MISTURAR OS DIFERENTES.

O mundo é muito espaçoso

Acolhe sem exceção

O duro é ter se criado

A malvada exclusão.


A escola abre a porta

Pra receber os demais

Incluindo os diferentes

Para se tornar iguais.


O importante da vida

É o seu jeito de ser

Não é a forma do corpo

Que interrompe o viver.


Não existe o mais legal

O perfeito também não

A cor não significa

O que vem do coração.


O formato do cabelo

O corte e o penteado

Pode ser comprido ou curto

Liso crespo ou cacheado.


O que vale é o respeito

E a educação moral

Pois a balança da vida

Pesa todos por igual.


Todos no barco da vida

Com remador a remar

Até chegar o destino

Que o mesmo vai parar


Altos, baixos ,pretos, brancos

A vida é cheia de luz

O preconceito merece

Receber morte de cruz.


Quando falta a luz dos olhos

A alma faz enxergar

Você querendo ninguém

Vai ocupar seu lugar.


Aquele mais agitado

Merece ser acolhido

Cada tarefa vencida

Ter aplausos garantidos.


O cadeirante também

Deve ser bem destacado

Um carinho oferecido

É como um soro aplicado.


Fazer o outro feliz 

Não tem preço nem medida

A cada desenvoltura

Cresce o gosto pela vida.


Zele com todo carinho

O filho do agricultor

Igual aquilo que é feito

Pelo filho do doutor.


Pra que discriminação

Que só causa dissabores

Bonita é aquela cor

Que ama todas as cores.


Autora; HELENA BEZERRA.






 

sábado, 27 de agosto de 2022

Cordel; VENCENDO A DIFICULDADE.

 Senti a necessidade

Para versar um cordel

Fui relembrar um passado

Misturei doce com fel

A vitória veio a tona

E registrei no papel.


Como abelha no vergel

Eu amanhecia o dia

O som vibrante do rádio

Transmitindo cantoria

Aquelas vozes sonoras

Me despertava alegria.


Cada canção que ouvia

Com rapidez decorava

Ficava balbuciando

Quando na roça chegava

Sem errar nenhuma estrofe

A mesma canção cantava.


Aquilo me despertava

A uma forte atenção

Pra descobrir a leitura

Vibrar de satisfação

Lendo as primeiras palavras

Em um cordel de cancão.


Até chorei de emoção

Pulando em toda altura

Cada verso cada estrofe

Ia fazendo a leitura

Decorava e declamava

Sem entender de cultura.


Fazia uma mistura

Entre cartilha e cordel

Matutava a diferença

Comparava no papel

Permanecia na dúvida

Ou sentimento cruel.


Desenhava com pincel

As figuras que gostava

Em outro papel a parte 

As estrofes copiava

Depois de memorizar

Para os outros declamava.


O som era associado

Com o som da cantoria

As estrofes de cordel

Eu cantava todo dia

Programava bem o tempo

E bem antes aprendia.


O meu peito se enchia

De muita satisfação

De vez enquanto chegava

Um sopro de inspiração

Por eu não saber usar

Tomava outra direção.


Por força da emoção

Resolvi logo escrever

A minha primeira estrofe

Movida pelo prazer

Gastei uns poucos minutos

Pra tarefa resolver.


Insegura sem querer

A minha estrofe mostrar

Por não ter conhecimento

E os outros me vaiar

Permanecia em silêncio

Com medo de publicar.


Pro meu ego aquietar

Convidei em um momento

Um poeta para ver

Se tinha algum fundamento

Depois da análise feita

Me deu nota cem por cento.


Ali foi o nascimento

Do gosto de escrever

O incentivo é a luz

Que ilumina o prazer

Nas entrelinhas da vida

Rabiscava sem saber.


Demorei pra entender 

O sabor da poesia

Sendo portadora dela

Sua presença não via

Se a inspiração chegava

De qualquer forma saía.


De todo jeito fazia

Verso até de pé quebrado

Métrica rima e oração

No poema colocado

Tudo feito sem saber 

O seu significado.


Saía certo e errado

Jogando fora e rasgando

Sem ter perspectivas

Alguns ía aproveitando

Perdi tanta poesia

Hoje choro me lembrando.


Depois fui organizando

Em um baú de madeira

Todos fora da sequência

Coberta pela poeira

Meu carrossel de esperança

Parou a sua carreira.


Descobri minha besteira

Com mais um ano pra frente

Quando a inspiração chegava

Fervilhando minha mente

Me dava uma sensação

Que eu precisava ser gente.


Em forma de uma vertente

A poesia chegava

No embalo da visita

Ela impulsionava

A escrever novamente

Sua ordem eu aceitava.


Tudo que eu projetava

Se tornou interessante

Poemas ficavam prontos

O trabalho era constante

A fim de editar um livro

Mas a grana era distante.


Tudo mudou no instante

Que a família resolveu

Contribuir com valores

Nada mais interrompeu

Com menos de vinte dias

Meu livro apareceu.


O movimento se deu 

Na pressa de publicar

A data do natalício

Pra junto comemorar

O aniversário e a obra

Momento espetacular.


Valeu apena sonhar

E apostar no futuro

A família reuniu-se

Fez um projeto seguro

''CAUSOS EM VERSOS CONTADOS''

Saiu do seu lado escuro.


Comodismo e sem futuro

Atrasa quem quer crescer

Por isso procure meios

Faça a coisa acontecer

Corra atrás do seu sucesso

O resultado é vencer.


Para restabelecer

O que estava precisando

Envolveu-se muitas mãos

Umas as outras ajudando

O fruto fruiu e hoje

Tem muita gente gostando.


Com a galera aceitando

Foi feita a publicação

Em uma noite festiva

Com poetas no salão

Um show que ficou marcado

Em cada um coração.


Presente a população

Nessa noite de cultura

Um grande show atraente

Que teve muita procura

O livro foi campeão

Com sua literatura.


Um festival de cultura

Em um final de semana

No lançamento dum livro

Onde a poesia emana

Sem deixar a desejar

A obra coordeliana.


Se nunca faltasse grana

E leitores interessados

Estimulava escritores

Ter mais livros publicados

Escolas e estudantes

Todos beneficiados.


Os cordéis bem espalhados

Surte efeito positivo

O leitor orientado

Da leitura é um cativo

Porque em cada cordel

Existe um poeta vivo.


Ler é muito positivo

A alma fica inquieta

As trilhas do pensamento

Induz anseio e afeta

A fábrica de poesia

Alojada no poeta.


Quando se alcança a meta

De um livro publicado

O leitor é o sujeito

Que é privilegiado

Educação cultura

Tem um troféu conquistado.


Escreveu;HELENA BEZERRA.











 

quinta-feira, 28 de julho de 2022

HOMENAGEM AO MOTORISTA

O bravo motorista

Merece elogio

Vive em desafio

Para dirigir

Tem disposição

Com Jesus na mente

Segue fielmente

Mesmo sem dormir.


Pára pra ouvir

Os pássaros cantar

E o dia raiar

Se enchendo de luz

O santo Cristóvão

Para proteger

Vive a interceder

A Cristo Jesus.


A sorte conduz

Na sua jornada

Somente a estrada

Se acha presente

Em todo momento

Se faz companheira

Desvio e barreira

Tem constantemente.


Animais e gente

Provocam perigos

São poucos amigos

Para ajudar

Na hora difícil

Sonegam verdade

E a atrás da grade

Muitos vão parar.


Para avaliar

Nosso motorista

Na rodagem e pista

Em qualquer transporte

Seja noite ou dia

Com carga pesada

Seguindo a estrada

Implorando sorte.


Pra livrar da morte

Pede a Deus clemência

E muita prudência

Para trabalhar

Os sinais de trânsito

Sempre obedecer

E também saber

Quando ultrapassar.


Parabenizar

A categoria

Em julho é o dia

Desta profissão

Sem ela parava

Todo universo

Não tinha progresso

Em qualquer nação.

Helena Bezerra

Frutuoso gomes -RN.








quinta-feira, 7 de julho de 2022

DIVERSIDADES JUNINAS

 Autores: PEDRO CÉSAR E HELENA BEZERRA.

PC

Convidei a dona Helena

Para fazer um repente

Durante esse mês de junho

De uma forma consciente

Iremos falar um pouco

Sobre o meio ambiente

HB

É um período excelente

No nosso interior

A chuva molhando a terra

A floresta muda a cor

O sorriso abre largo

Na boca do agricultor

PC

Eu sou mais um defensor

De nossa mãe natureza

Toda fauna toda flora

Nada compara a beleza

Pra quem sabe cultivar

Isso gera uma riqueza.

HB

As águas da correnteza

Descem fazendo barulho

Dando oportunidade

A quem pode dar mergulho

Pescar os peixes a mão

É motivo de orgulho.

PC

Entre o mês de junho e julho

Muita comemoração

Tem festa tem romaria

Tem cultura e tradição

Principalmente o nordeste

Da capital ao sertão.

HB

Se cada povoação

Tivesse mais assistência

Os direitos sonegados

Fossem perdendo vigência

E a paz fosse colocada

No lugar da violência.

PC

Precisa ter paciência

Com nossa sociedade

Poluem rios florestas

Seja no sítio ou cidade

Desrespeita a própria raça

Não vêem diversidade.

HB

Uma pura crueldade

Maltratar os animais

Destruir a natureza

É violento demais

Um verdadeiro absurdo

Das camadas sociais.

SEGUNDA PARTE

PC

Falamos nos animais

Mais vamos deixar de lado

O assunto da semana

É um pouco complicado

Iremos falar um pouco

Assunto de namorado.

HB

Antigamente noivado

Era perto da fogueira

Na mata era escolhido

O mastro para bandeira

E a moça amarrava o santo

Uma trezena inteira.

PC

Hoje é de qualquer maneira

O namoro é diferente

Quase tudo é permitido

Tudo hoje é de repente

Mas antes só ficaria

Lá na porta do batente.

HB

Tem férias atualmente

Santo Antônio padroeiro

Pedido pra casamento

Tá suspenso por inteiro

Ninguém aperreia mais

O santo casamenteiro.

PC

Não precisa de dinheiro

Pra você surpreender

O parceiro ou a parceira

Escute o que vou dizer

Mude só de atitude

Uma flor vai resolver.

HB

É só o povo querer

Resgatar a tradição

A família é o caminho

Para recuperação

Santo Antônio é o escudo

Pra cada situação.

PC

Era grande a devoção

Treze de junho é o dia

Do santo casamenteiro

Todo mundo lhe pedia

Quem era meio romântico

Declamava poesia.

HB

O que entra em sintonia

Na vida de quem namora

É ficar sem compromisso

Descartar na mesma hora

O santo casamenteiro

Até de tristeza chora.

TERCEIRA PARTE

PC

Pois então vamos embora

Continuando o roteiro

Falamos nos namorados

O santo casamenteiro

Agora tem pé de serra

Com zabumba e sanfoneiro.

HB

Até no meio do terreiro

O tocador puxa fole

A negrada cai na dança

Difícil é ter quem controle

Depois de um bom pifão

Ninguém dar uma de mole.

PC

Triângulo, zabumba e fole

Também puxando xaxado

Esse não se dança a dois

Cada um no seu pisado

No tempo dos cangaceiros

Era bem executado.

HB

Nordestino acomodado

Passou de férias dois anos

Está se recuperando

Desconta sem fazer planos

Canta, dança e faz questão

De expulsar desenganos.

PC

Não quero que haja enganos

Sobre os ritmos musicais

Tem xote e tem xaxado

Não se confunda demais

Também tem arrasta pé 

E o forró não fica atrás.

HB

O barulho dos ganzás

Reco-reco e bateria

Triângulo, conga, cuíca

Pandeiro é bom em folia

Sanfona, gaita e flautim

Aceleram a sintonia.

PC

Tem o pingo do mei dia

Nas terras de Mossoró

Tem festa com banda boa

De Natal a Caicó

Caruaru e Campinas

Se transformam no forró.

HB

Sobe uma nuvem de pó

No arrasta-pé do salão

Cada par dança animado

Pingando suor no chão

Isso tudo a gente encontra

Numa festa do sertão.

QUARTA PARTE.

PC

Estar perto do São João

A noite é vinte e três

O dia é vinte e quatro

Vamos falar pra vocês

A história desse santo

E tudo que ele fez.

HB

Disse mais de uma vez

Vai chegar depois de mim

Um que vem pra transformar

Quem tem o coração ruim

Porque no reino de Deus

Só entra quem faz assim.

PC

Portanto seja bonzim

Lembrando do batizado

Ensinado por João

Que deixou esse legado

Com o óleo e pela água

Você será perdoado.

HB

No deserto era centrado

Acudia multidão

Sua mensagem era dura

Oposta a dominação

Pregava arrependimento

Pra ver a transformação.

PC

Perguntaram a João

Se ele seria a luz

O messias escolhido

Que a todos os conduz

Porém ele disse assim

O caminho é Jesus.

HB

Tinha fé amor e luz

E gafanhoto comia

Com os pelos de camelos

O seu corpo se vestia

De Jerusalém a Judéia

Todo povo lhes seguia.

PC

Com muita sabedoria

E inspiração do céu

O seu pai era Zacarias

Sua mãe era Izabel

Eles sempre o conduzia

Numa vida bem fiel,

HB

Saboreava do mel

Enfrentava desafio

Convertia os pecadores

Na margem daquele rio

Até batizou Jesus

Sem receber elogio.

QUINTA PARETE

PC

Para aquecer o frio

Este mês teve fogueira

No doze foi Santo Antônio

Toda vida é a primeira

No vinte três é São João

São Pedro é a derradeira.

HB

Pedro a pessoa primeira

A quem Jesus confiou

Na fundação da igreja

Prontamente aceitou

As chaves que céu precisa

Nas sua mãos colocou.

PC

Esse Pedro começou

Como simples pescador

Recebeu grande chamado

Para seguir o senhor

Assim tornou-se apóstolo

Da missão do salvador.

HB

Pedro e Paulo com amor

Assumiram a missão

Pedro líder da igreja

Após a ressurreição

E Saulo tornou-se Paulo

Recuperando a visão.

PC

Aprendeu logo a lição

Começou a divulgar

Apalavra de Jesus

Ele mesmo foi pregar

Quem era perseguidor

Serviu pra evangelizar.

HB

Paulo ao se batizar

Pregava incansavelmente

Dois pilares da igreja

Lutaram o suficiente

Para converter o povo

Um do outro diferente.

PC

De maneira consciente

Chegamos a conclusão

Falamos sobre o amor

Muita fé e tradição

Mostrando sempre o caminho

Pra chegar a salvação.

HB

No final faço questão

De dizer muito obrigado

Ao poeta Pedro César

Que comigo fez duplado

Este cordel que contém

Tema diversificado.

AUTORIA DE PEDRO CÉSAR E HELENA BEZERRA.













HB









terça-feira, 28 de junho de 2022

 MOTE; NAS BATALHAS DESTA VIDA,DEUS TEM SIDO MEU SUPORTE.


Quando despertei pro mundo

Só via dificuldade

Adura realidade

Me dava um corte profundo

Quase fiquei moribundo

Sem saber o quera sorte

Mas Jesus me deu um norte

E a sorte foi conseguida

Nas batalhas desta vida

Deus tem sido meu suporte


Inventei de estudar

Nunca tive aprovação

Pois a minha vocação

Era só pra desenhar

Ninguém quis me ajudar

Adentrei pelo o esporte

E hoje me sinto forte

Vencendo toda partida

Nas batalhas desta vida

Deus tem sido meu suporte


Arranjei um casamento

Foi a maior alegria

Noivei foi marcado o dia

De acontecer o evento

Porém foi um sofrimento

Houve assalto no transporte

Uma ameaça de morte

Deixa amente poluída

Na batalha desta vida

Deus tem sido meu suporte


Fui residir em Natal

Gastei tudo quanto tinha

Juntei a vida todinha

Era gordo o capital

Deu pra comprar o local

Mas não sobrou pro transporte

Aí tive que ser forte

E andar a pé na avenida

Nas batalhas desta vida

Deus tem sido meu suporte


Mote;Normando Cordeiro

Glosa;HELENA BEZERRA/FRUTUOSO GOMES RN..




segunda-feira, 30 de maio de 2022

UM ANO DE ORDENAÇÃO

Determinado por Deus

Um sonho foi realizado

Há vinte nove de maio 

Do ano próximo passado

Valci Queiroz Belarmino

Foi pelo bispo ordenado.


Para serviço da igreja

Sob a imposição das mãos

Do bispo Dom Mariano

Na presença dos irmãos

Em Marcelino Vieira

Deu de presente aos cristãos..


O estágio de diácono

Foi na área pastoral

Município Antônio Martins

Conquistou o pessoal

Voltou pro mesmo setor

Depois do presbiteral


Santo Antônio de Marcelino

Criou e deu de presente

A santo Antônio também

Um sacerdote excelente

Seu lema evangelizar

Cultiva diária mente


Inaugurou a paróquia

E o propósito assumiu

De configurar-se a cristo

Com muita fé conseguiu

As ovelhas do rebanho

Um ano já conduziu.


Quem estão de parabéns

São todos paroquianos

Com este amável presente

Que partilha até os planos

Nossa paróquia precisa

Dele aqui por muitos anos.


De HELENA  BEZERRA.


 


UM MAL ENTENDIDO.

 Pra ajustar documento

Suzana teve que ir

Numa agência bancária

No caixa foi inserir

O cartão e precisou

Do dedo pra emitir


De tanto ela bulir

Mexer pra lá e pra cá

A tal da biometria

Num mostrava nem siná

Nisso a Suzana já tava 

Da caxa bozó pra lá.


Mandavam ela esfregá

O dedo no seu cabelo

Também passava no alcol

Da mão ao o cutuvelo

Porém nada dava certo

Parecia um atropelo.


Pensou que era desmantelo

Das máquinas se afastou

Um operáro do banco

A ela orientou

Entrar pro atendimento

Que logo funcionou.


Quando a porta girou

Foi a primeira a entrar

Tirou senha e foi direto

A sua estora contá

A  atendente uviu tudo

E começou ageitá.


Pediu senha pra entrá

E respirou calmamente

Espantada com o valor

Dá conta na sua frente

Disse a senhora é a única

Que chama atenção da gente.


Ofereço plenamente

Uma boa aplicação

Onde rende seus valôres

É só prestar atenção

Os detalhes passo a passo

Faço orientação.


Entre o sim e o não 

A dúvida funcionou

Ela saiu indecisa

A atendente marcou

A opção pelo sim

Mas tarde o mundo girou.


Em casa ela precisou 

De uma compra fazer

Mandou passar o cartão

Sustousse ao aparecer

Sinal vermelho na tela

Aí começou tremer.


Faltou a voz pra dizer

Meu ricurso foi robado

Sufri para conseguir

O meu dineirim  guardado

Minha batalha foi grande

Deixar de comprar fiado.


Não tinha nem armunçado

Convidou um filho seu

Bote o carro na istrada

Vou saber o que se deu

Aquela dona do banco

Mexeu dinheiro meu.


Mãe o que aconteceu?

Meu fi foi a atendente

Cuno viu a minha conta

Espantou-se cegamente

É hoje que o cocó pia

E ela vai dar conta a gente.


Pensou que eu era demente

E mexeu nos meus tostão

Vou sair daquela agência

Lá é cheia de ladrão

Mas quem pensar que sou besta

Vá fazer besta do cão.


Corra com disposição

Pra achar aberta a agência

Mais incontraro feixada

Fartou toda pacieñcia

Bateu na porta e ninguém

Prestou a ela assistência.


A porta da emergência

Tava no momento aberta

Ela penetrou gritando

Cadê aquela Roberta

Qui retirou meu dinheiro

Veio o sinal de alerta.


Quem erra tombem concerta

Um grave erro ocorreu

Não dei o consentimento

Ela por si resolveu

Eu quero na minha conta

Todos os recursos meu.


Ela não apareceu

Mas pediram paciência

Vamos explicar a senhora

Ela fez com competência

Aplicou o seu dinheiro

No melhor desta agência.


Ela teve resistência

Mas procurou entender

Depois da explicação

Disse eu quero receber

O custo da gasolina

Que gastei pra resolver.


Tombem quero exclarecer

Aqui eu não venho mais

A decepção foi grande

Pois isso nunca se faz

Um não trocado num sim

Partiu de dentro de mim

Uma sensação voraz.


Por HELENA BEZERRA.






Q




segunda-feira, 2 de maio de 2022

MOTE: QUANDO PENSO TUDO ESTAR PERDIDO| SURGE UM FOCO DE LUZ E ESPERANÇA.

 Apelei para ter um ganha pão

Ganhei ovos deitei uma galinha

Deu cafife matou a coitadinha

Sobrou outra só deu pro gavião

Um amigo viu a situação

Disse aqui o fedor é quem avança

Minha fossa encheu chega balança

Limpe e tenha um trocado garantido

Quando penso que tudo está  perdido

Surge um foco de luz e esperança


 Outra vez inventei de ir pescar

Muito cedo ao romper do arrebol

Com uma vara uma isca e um anzol

Em pouco tempo senti o engatar

Muita força botei pra arrastar

A traíra na minha mão avança

Derramei sangue, chorei igual criança

Demorou nas ali fui socorrido

Quando penso que tudo está perdido

Surge um foco de luz e esperança


Pra vender picolé fui convidado

Em toda casa saí oferecendo

No fim do dia já tinha alguém devendo

Pra prestar conta fiquei aperreado

Fui cobrar me fizeram ameaçado

Foi cruel os efeitos da cobrança

Mas na volta encontrei uma aliança

E com ela meu débito foi vencido

Quando penso que tudo está perdido

Surge um foco de luz e esperança.


Já cansei de lutar e desistir

Meu apelo é a santa providência

Cada causa tem sua consequência

O sofrimento consegue me ferir

Só espero o período de partir

Num transporte que tenha confiança

Na chegada passar pela balança

Dos pecados ser todo absorvido

Quando penso que tudo está perdido

Surge um foco de luz e esperança.

Mote de Zé  Zé Bezerra, glosado por Helena Bezerra.









sexta-feira, 29 de abril de 2022

UM AMOR DESCONTROLADO

A  vida  nos oferece

Muitas formas de viver

Uns  usam discernimento

Outros sem compreender

Não ama própria pessoa

Até a família enjoa

Vive assim até morrer


Outros sabem controlar

O amor oferecido

Se ama primeiramente

E se for correspondido

Ama com sinceridade

Com sua cara metade

É tudo bem dividido


Quem ama desconfiado 

Não sabe o que é amor

Em tudo arruma desculpas

Tem ciúmes atentador

Briga sem haver motivo

Ingere um aperitivo

E briga a todo vapor


Nunca se acha  culpado

A culpa do outro vem

Quando a paz se aproxima

A desconfiança tem 

Há briga constantemente

Felicidade não sente

Nem obedece ninguém


Confunde amor com paixão

Amigo com namorado

O celular sempre é 

Todo tempo vigiado

Contamina sua mente

Até a sombra da gente

Complica o desconfiado


Por esta e outra razão

Perde o controle total

A vida não tem sentido

Entra em contato com o mal

Este penetra na mente

O hospedeiro doente

Provoca seu funeral.


Melhor não exagerar

Amar com moderação

Obedecer os limites

Corrigir o coração

Pra não ter risco de errar

E saber identificar

Amor ou obsessão.

Por:HELENA BEZERRA.






   

quinta-feira, 24 de março de 2022

           

                        M ULHER    MERECE   RESPEITO.


A mulher  merece  viver respeitada

Porém o machismo continua agindo

O direito dela  tá diminuindo

Nos seus afazeres  é discriminada

Tem macho que faz ela ser finada

O feminicidio só faz aumentar

Pois quem o pratica nunca vai pagar

Nem é perseguido nem tem punição

E as almas das vítimas  na imensidão

Nos dez de galope na beira do mar.


Deus fez a mulher para ser amada

Devido o pecado passou  a sofrer

Jesus a escolheu quando foi nascer

Pra mostrar que ela é valorizada

Fiel competente e capacitada

Porém o machismo prefere barrar

Persegue a mulher pra discriminar

Algumas rejeitam a humilhação

Assumem e praticam qualquer profissão

Nos dez de galope na beira do mar.


Tem mulher que luta de cabeça erguida

Trabalha e estuda zela o ambiente

Prepara o futuro colhe lá na frente

Sonha com sucesso pra crescer na vida

Em toda profissão é bem sucedida

Tem capacidade para transformar

Coração de pedra para perdoar

Os erros causados pelo inimigo

Faz o intrigado tornasse um amigo

Nos dez de galope na beira do mar.


Mulher escritora também repentista

Tem dona de casa e agricultora

Tem mãe de família sendo professora

Babá, cozinheira, médica e motorista

Muito corajosa é uma frentista

Se for na política sabe trabalhar

Enfrenta o rival atrás de ganhar

Nos ares pilota qualquer avião

Nas águas dirige toda embarcação

Nos dez de galope na beira do mar.

Por Helena Bezerra.

 


 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Mote: É ISSO QUE VOU FAZER NESTE FINAL DE SEMANA.

 Após ter sido curada

Saí do isolamento

Como agradecimento

Vou rezar ajoelhada

Por ter sido infectada

Dessa doença tirana

Doía até a pestana

Quando ía me mexer

É isso que vou fazer

Neste final de semana.


Vou fazer atividades

Que precisei suspender

São muitos cordéis pra ler

Com tantas variedades

São tantas felicidades

Nesta existência humana

Vou andar como cigana

No sol pra me aquecer

É isso que vou fazer

Neste final de semana.


Com duas máscaras na cara

O álcool em gel na mão

Caminho no calçadão

Tem pessoa que me encara

Minha energia dispara

Se em jejum comer banana

Merendo caldo de cana.

Trabalho para valer

É isso que vou fazer

Neste final de semana


Vou sair desta cidade

Para desenfastiar

No shoop vou passar

Saciar minha vontade

Produtos de qualidade

Comprar na americana

Estojos de porcelana

Vou começar a vender

É isso que vou fazer

Neste final de semana.

( HELENA BEZERRA).

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COMIDAS NORDESTINAS.

Feijoada é prato típico
Do meu sertão nordestino
Com mocotó de suíno
Linguiça cana e limão
Fortifica o organismo
Buchada e sarapatel
Doce de mamão com mel
Não falta no meu sertão.

Pamonha feita na palha
Canjica bem temperada
Pirão mexido e rabada
Cuscus com nata e feijão
Paçoca e baião de dois
Mas devido a carestia
Só temos por garantia
Ovo em nossa refeição.

Tem caldo da caridade
Pra curar o mal-estar
Leite depois de coalhar 
É a melhor refeição
Com rapadura e cuscus
Só perde pra sopa quente
É o jantar mais presente
Nas mesas do meu sertão

No café tem tapioca
Leite pingado e mingau
Bolo e ureia de pau
Ovo mexido e mamão
Batata doce e bolacha
Coração e macaxeira
E temos por saideira
Caldo de cana com pão.

(HELENA BEZERRA) 22-02-22.
.




quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

NÃO TEM PRA QUE TANTA COISA.


Virou raiz na cultura

Quem não tem é perdedor

Quem tem é quem faz sucesso

Mostra status e tem valor

Se veste de ambição

Repassa a população

Meiguice e sabedoria

Não perde oportunidade

Nem vê a necessidade

Que padece a maioria.


Essa lógica consumista

Gera no meio ambiente

Problemas sérios demais

Descartes constantemente

Do uso desenfreado

Tudo que é descartado

A terra dar um gemido

É doloroso engolir

Remoer e ingerir

Tudo é muito dolorido.


Com as compras exaustivas

O  lixo se multiplica

No acúmulo exagerado

Mesquinhez  intensifica

Partilha sempre pregada

Mas pouco compartilhada

Por isso a pobreza impera

O rico acumulando

O pobre fome passando

Sua índole desespera.


A Terra corre perigo

Com tanta exploração

Os recursos naturais

Sofrendo  destruição

Água que alimenta a vida

Pelo povo é poluída

Os gastos são abusivos

Feitos com água potável

Se torna incontrolável

A ação dos seres vivos.


Consumo desenfreados

Desencadeia problemas

Mexe com psicológico

Que termina nas algemas

Compra tudo e não agrada

Corpo e alma esvaziada

Acarreta depressão

Quem fecha os olhos pra vida

Todo prazer se liquida

No mundo da ilusão.

'

Pra viver não é preciso

Tanta coisa sem usar

A vida só tem sentido

Pra quem sabe aproveitar

Sem absorver os vícios

Nem cometer desperdícios

Tenha controle na mão

Divida a felicidade

Que o sabor da bondade

Penetra  no coração.


POR: HELENA BEZERRA.

ADEUS A MARIA DO SOCORRO CARLOS.

 

                                      

Um adeus eternamente

É difícil de aceitar

Porém o ciclo da vida

Nunca se pode mudar

Nascer viver e morrer

Pra depois ressuscitar.


Maria Socorro Carlos

Natural de Antonio Martins

Localidade Boágua

Descendentes dos gundins

Trabalhou na agricultura

Puxou muitos alfinins.


Muito jovem se casou

Assumiu severamente

Construiu sua família

Se dedicou cegamente

Dizia que cada filho

Era o seu melhor presente.


Dona Socorro viveu

Com o prazer de servir

Prestava muitos favores

Ficava até sem dormir

E o pão na sua mesa

Sempre soube repartir.


Depois dos filhos criados

Contribuiu com os netos

Doando zelo e carinho

Distribuindo afetos

O mesmo ainda fazia 

Na chegada dos bisnetos.


Católica bem praticante

Nos grupos era engajada

Nunca faltou uma missa

A fé era alimentada

E a palavra de Deus

Mantinha sempre guardada.


Diversas atividades

Com muito gosto exercia

Organizava os altares

A capela a sacristia

E na merenda do padre

Sempre ajudava a Fia.


Quando foi acometida

Pelo crivo da doença

Deixou as atividades

Mas conservou sua crença

E as chaves da igreja

Eram na sua presença.


Muito tempo conviveu

Suportando muita dor

Combatia com remédios

Confiando no Senhor

Só a fé fortalecia

Seu coração sofredor.


Quando alguém perguntava

Socorro estás melhor/?

Soltava um ar de sorriso

Respondia estou pior

Mas tá bom viver assim

Porque meu Deus é maior.


Partiu numa quinta-feira

Sendo no dia de reis

Oitenta e cinco incompleto

Pois no dia vinte seis

Vai comemorar no céu

Sem o bolo de vocês.


Deixou o plano terrestre

Cumpriu a sua missão

Edificou seu legado

Foi pra outra dimensão

A família toda chora

A dor da separação.


Escreveu : HELENA BEZERRA.





DESPEDIDA E ACOLHEMENTO




                 .


Quem parte é o número ímpar
O dois mil e vinte um
Leva os projetos criados
Sem ter sentido nenhum
E o CORONA que fez
Muita gente em comum.

Quem chega é o ano  par
De dois mil e vinte dois
Energia positiva 
Neste número se expôs
Dando esperança a vida
Pra ter sucesso depois.

Quem parte deixa saudades
De muitas ocasiões
Tristezas acometidas
Por dor e decepções
Alegrias e vitórias
Desespero e frustações

Quem chega seja bem vindo
No palco da esperança
A população te espera
Com muita perseverança
Pra continuar a vida
Pondo em Jesus confiança.

Quem parte leva consigo
Muita dor e sofrimento
Causado na humanidade
Muito crime violento
E a natureza gemendo
A dor do desmatamento.

Quem chega tenha passado 
Pelo crivo de Jesus
Na escuridão do mundo
Manter acesa uma luz
Para evitar os vacilos
Que o povo reproduz.

Quem parte vai pro além
Para nunca mais voltar
Este ano foi difícil 
Mas quem pode suportar
Agradeça a energia 
Que recebeu pra gastar.

Quem chega é imunizado
Abraça e aperta a mão
Isento de todo vírus
Tudo novo é perfeição
Assim o ciclo inicia
Nova vida e boa ação.

Quem parte leva sujeira
Os dejetos descartados
Joga na embarcação
Sem endereços marcados
O mar sem querer recebe
Todos que são rejeitados.

Quem chega traz a saúde
Compreensão alegria
Um inverno promissor
Um zero na carestia
Outro na corrupção
E a mesa do cidadão
Com comida todo dia.

Autoria de HELENA  BEZERRA.