quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A EDUCAÇÃO FAZ PARTE DO NOSSO COTIDIANO


Falando de educação
É um assunto abrangente 
Divido ser um conjunto 
Equilibrador da mente
Com os vários seguimento
Que o ser humano é carente

Desde do ventre materno
Já surge a necessidade
De se ter educação
Pra nascer com qualidade
Na relação mãe e filhos
Cresce os lados de amizade

A criança é o retrato
Que a família representa
  Quando chega na escola
Inquieta e insolenta
Só Deus sabe as consequências
Que o professor aguenta

Quando a família educa
Seus filhos faz diferença
Da bom dia e boa tarde
Por favor e com licença
Quando falta justifica
E sempre marca presença 

O nosso estudo depende
De uma base principal
Com alicece e colunas
Firmando  nosso ideal
Isso tudo é aplicado
Na educação fundamental

Esta educação faz parte
Da formação da criança
Sendo bem desenvolvida
Seu desempenho avança
Todo ano é aprovada
Com muito mais segurança

Uma outra educação
Que nos traz felicidade 
É zelar a natureza
Lhes dando prioridade
Aos animais e as plantas
Do sitio até a cidade

Degredar a natureza
É um ato violento
Por que da fonte da vida
Nos provoca afastamento 
É dela que nós tiramos
O nosso rico sustento

Quando o meio é bem cuidado
É uma demonstração
Que ouve ensinamentos
Naquela população
Jogar o lixo no lixo
Faz parte da educação

Do jeito que nosso povo
Esta mal acostumado
Não respeita o ambiente
Sujeira é de todo lado
E a saúde fracassa
Com o organismo afetado

A solução do problema
É começar preparar
Esta nova geração
Tentando sempre educar
Pra ver se futuramente
A vida vai melhorar

Nossa cultura precisa
Ser muito bem apoiada
Tem pessoas talentosas
Que não tem direito a nada
Muitos artista perecem
Antes da arte explorada

Esta nossa região
É muito rica em cultura
Onde tem artesanato
Cordel e Literatura
Com danças, música e reisados
Nossa arte se mistura

Encerro essa poisia
Dando incentivo a essa gente
Pra educar as crianças
Zelar o meio ambiente
Explora seu lado artístico
Ser feliz futuramente






quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

BAÚ DE SESSENTA ANOS

Um dia fui visitar
O lugar onde nasci
Chegando lá eu não vi
O que ia revisar
Um vivo pra informar
Faltou na ocasião
Como abria o casarão
Que há anos estava trancado
Tudo isso está guardado
Na mente e no coração

Empurrei uma janela 
Estragada de cupim
Caiu por cima de mim
Feriu a minha canela
Entrei no buraco dela
Caí tombando no chão
Me segurei num pilão 
Que ainda estava infincado
Tudo isso está  guardado 
Na mente e no coração

Da cozinha fui pra sala
Só encontrei formigueiros
E no alpendre uns letreiros
Destaquei a sigla ALA
Faltou até minha fala
Me sentei no paredão
Vi um carimbo no chão
Do ferro de ferrar gado
Tudo isso está guardado
Na mente e no coração

 Minha curiosidade
Era saber se existia
O que eu guardei um dia
Que nem lembrava a metade
Sessenta anos de idade
Completava no São João
Era um baú meu irmão
Ainda encontrei trancado
Tudo isso está guardado
Na mente e no coração

Devagarinho fui abrindo
Perto da tampa encontrei
Um cueiro que usei
Já estava se delindo
A redinha se puindo
O meu bubu num cordão
A calcinha e um calção
Com o elástico torado
Tudo isso está guardado 
Na mente e no coração

Continuei revirando
Encontrei minha boneca
Estava toda careca
Cheia de cupim cortando
O vestido a cor mudando
Faltava os dedos da mão
Senti a recordação
Quando dormi a seu lado
Tudo isso está guardado
Na mente e no coração

Achei também a cordinha
Que amarrava graveto
Um pedaço de espeto
Que agente assava rolinha
Misturava com farinha
Improvisava o fogão
Lá no mato ou no oitão
Era um tempo bom danado
Tudo isso está guardado
Na mente e no coração

Tinha um caco de cabaça
Que botava água nela
Um texto duma panela
Todo preto de fumaça
Onde mãe botava massa
Para cozinhar o pão
Misturava com feijão
E couro de porco torrado
Tudo isto está guardado
Na mente e no coração

Um cabresto de jumento
Nosso escravo favorito
Ao ver recordei o grito
Que dei com todo talento
 Abocanhou no momento
Que eu estava em posição
Abaixada com a mão
Enchendo  balde encostado
Tudo isso está guardado
Na mente e no coração

Um pedaço de lençol
Que eu saia enrolada
As tantas da madrugada
Ao romper do arrebol
Até o sair do sol
Buscava no cacimbão
Água puxada com a mão
E o corpo todo molhado
Tudo isso está guardado
Na mente e no coração

A cunha duma enxada
Uma pedra de amolar
A foicinha de cortar
Capim para bicharada
Era no baú guardada
Enrolada num cordão
Senti a recordação
Do que eu fiz no passado
Tudo isso está guardado
Na mente e no coração

A capa duma cartilha
A correia da chinela
Que tinha zelo por ela
Um papel duma pastilha
A rosa da gargantilha
Que eu ganhei no São João
Até um pano de chão
No baú foi encontrado
Tudo isso está guardado
Na mente e no coração

Aba de chapéu de palha
Agulha de cozer couro
Até um brinco de ouro
Ainda estava guardado
Tinha um rosário quebrado
A mãozinha de pilão
O aro dum caldeirão
Um copo todo amassado
Tudo isso está guardado
Na mente e no coração

Cansei de está revirando
Aquele baú lotado
Relembrei o meu passado
Fechei e fiquei chorando
Todo tempo recordando
O meu querido rincão
Terra que me deu o pão
Com o suor misturado
Tudo isso está guardado
Na mente e no coração.














segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

SAMBAR FAZ BEM A PESSOA



Samba surgiu da mistura
De estilos  musicais
Africana e brasileira
As origens principais
O qual é muito ligado
As danças típicas e tribais

Suas raízes fincadas
Neste solo brasileiro
No Brasil colonial
Inauguraram o primeiro
A letra de Mauro Almeida
Bahiano cantou ligeiro

Já faz noventa e seis anos
De sucesso e alegria
Três estados brasileiros
São  pivôres da folia
São Paulo e Rio de Janeiro
E no Nordeste a Bahia

A Bahia  se destaca
Nos sambas mais animados
Os ritmos carnavalescos
Pelos sambistas dançados 
 No contexto cultural
São os autores inspirados

São vários tipos de sambas
Que anima  a população
Maxixe,lundu, batucada
Também tem samba-canção
É tanto tipo de samba
Que causa admiração

Quem nunca aprendeu sambar
Não  sabe o que perdeu
Nunca provou da cultura
Que o africano nos deu
No carnaval quem não samba
É um trouxa como eu

02 de dezembro dia do samba.


terça-feira, 19 de novembro de 2013

UM DOS SÍMBOLOS NACIONAIS



Dezenove de novembro
É  o dia da Bandeira
Este símbolo representa
Nossa Pátria  brasileira

Cento e vinte e quatro anos
Hoje está completando
Que foi criado este símbolo
O Brasil representando

Raimundo Teixeira Mendes
Foi o idealizador
E o senhor Décio Vilares
Seu desenho executor

Construiu nossa Bandeira
De forma retangular
Usou formas geométricas
Pra este símbolo formar

São quatro cores distintas
Chamando a nossa atenção
Verde,amarelo e azul
E no branco a inscrição
  
As cores nos faz lembrar
Os três reinos naturais
Que o homem mal educado
Tem destruído demais

As estrelas espalhadas
Na Bandeira Nacional
Representando os estados
E o Distrito Federal

Somente pela manhã
Ela será hasteada
E no horário da tarde
A qual será arriada

Para seu hasteamento
Tem os lugares indicados
Então amigos leitores
Procurem ser informados
Pesquisem para  saberem
Onde são localizados.




segunda-feira, 18 de novembro de 2013

OS DEUSES DE OLIMPIO



Os gregos da antiguidade
Não tinham um Deus verdadeiro
Acreditavam em vários
E   Zeus era o primeiro
Porque dos outros era rei
E de Hera o companheiro

Os gregos  sempre seguiam
A uma religião
Chamada  politeísta
Predominando a nação
Ao invés de um  deus
Eram vários lá naquela região

Os deuses todos moravam
Em um lugar  elevado
No alto do monte Olimpio
Por todos era chamado
E cada escultura  ali
Era um deus representado

Zeus,Hera,Poseidon e Hades
Apolo e Palas Atena
Ártemis, Afrodite e Ares
Que de ninguém tinha pena
Hermes,Dionísio e Hefaisto
Com sua perna pequena

Os gregos acreditavam
Que os raios e os trovões
Era Zeus quem enviava
Por vingança ou provações
Por isso o povo temia
Em todas as ocasiões

Poseidon irmão de Zeus
Era o deus dos oceanos
Deu cavalos de presente
Mas cometia seus danos
Provocava furacões
Com resultados tiranos

Hades,  outro irmão de Zeus
É o deus das profundezas
Junto com sua esposa
Acometiam  durezas
Casais pobres que morriam
Não podiam ter defesas

A deusa mais importante
Que naquele tempo havia
Era a Palas Antena
Deusa da sabedoria
Pela sua proteção
Todo sabido vivia

Apolo era o deus  da luz
Da harmonia e verdade
Dava proteção aos músicos
E  aos médicos de qualidade
O mais formoso dos deuses
Daquela localidade

Ártemis gêmea com Apolo
Protegia os  animais
Defendia os caçadores
Dos seus possantes rivais
Mulheres  na dor do parto
Ela aliviava os ais

Afrodite muito linda
Era deusa do amor
Aonde ela pisava
Nascia logo uma flor
Sua meiguice e beleza
Amenizava até dor

Ares era um deus guerreiro
Mas seus pais lhe odiava
Gente pra o subterrâneo
De vez enquanto mandava
Por ser tão sanguinolento
Todo grego  o respeitava

Hefaísto era tão feio
Mas teve a felicidade
De casar com Afrodite
Com toda amabilidade
Embora levasse chifre
Mas não faltava amizade

Hermes deus que protegia
Ladrões e comerciantes
Usava asas nos pés
Protegia os viajantes
E as mensagens dos deuses
Distribuia  em instantes

Por último  tem Dionisio
Protetor da bebedeira
Da comilança e loucura
Exagero e quebradeira
Cada companheiro dele
Desmantela  a vida inteira









terça-feira, 12 de novembro de 2013

UMA AFLIÇÃO PASSAGEIRA



Numa manhã de novembro
Houve movimentação
Lá no Morro do Pimenta
Não ficou um só cristão
Que não corresse gritando
Meu Deus isso é explosão

Era um estrondo no ar
Que a Terra estremecia
Um corria outro gritava
Uma idosa se benzia
Meu Deus é o fim do mundo
Bem que meu avô dizia

Outro gritava dizendo
É  o mundo se acabando
Os anjos vem com os fachos
Fogo no mundo  tocando
Vamos  morrer sem perdão
As trombetas estão chamando

Um disse isso é a Terra
Que começou a tremer
Cada qual apavorado
Não sabia o que fazer
Subia o Morro e descia
Vendo a hora enlouquecer

Um ancião já demente
Ficou pedindo socorro
Me acuda povo safado
Me retire deste Morro
Eu quero viver ainda
Se me deixarem eu morro

Uma velhinha cansada
Subiu o Morro  rezando
Um litro de água benta
Pra todo lado jogando
A multidão se acalmou
E no chão foi se assentando

Desceram vinte pessoas
De cima de uma mangueira
Voltaram todas as crianças
Cheias de terra e poeira
Perderam até os chinelos
Embalados na carreira

Depois tiveram a certeza
Do que estava acontecendo
Os soldados do  exército
Um treinamento fazendo
E os aviões de combates
Subindo e depois descendo

Quando cessou o terror
Fizeram uma  oração
Um ronco de avião
Nos causou tanto pavor
Sentiu-se até uma dor
Invadindo o coração
Subiu a nossa pressão
Mas  de repente baixou
A esquadrilha passou
Sem deixar vítima em caixão.




quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O SERMÃO DA MONTANHA



Jesus viu seus seguidores
Sentindo a necessidade
De amor paz e justiça
Oração fé e verdade
Perdão coragem alegria
Sossego e felicidade

Preferiu ir a montanha
O povo o acompanhou
No mais alto do penhasco
Virou de frente e olhou
A enorme multidão
Que lá embaixo ficou

Sentou-se na maior pedra
E começou  ensinar
É  feliz  o povo pobre
Que aprendeu perdoar
E  abre seu coração
Pra o Espírito Santo entrar

O Reino do céu é deles
Afirmo de coração
Quem é humilde é capaz
Do outro ter compaixão
Pegar a cruz  e seguir
O caminho da salvação

E os aflitos também
Serão todos consolados
Confiem no salvador
Não sejam desesperados
Não alimentem problemas
Vivam todos sossegados

Felizes aqueles mansos
De terra possuidores
Que sabem fazer partilhas
Com os seus trabalhadores
Sem sonegar os direitos
De todos seus produtores

Feliz de quem sente fome
E sede pela justiça
Principalmente a divina
Que luta sem ter preguiça
Cobrando do devedor
A conta que fica omissa

Os misericordiosos
Transborda em felicidade
Vão de encontro aos  carentes
Para  prestar caridade
E  recebem misericórdia
De  Deus  autor da verdade

Muito felizes se sentem
Os puros de coração
Por Deus já são consolados
Por ter servido ao irmão
E  usado a praticidade
De trabalhar o perdão

Afirmo nesta palavra
Que tenho conhecimento
Pois vocês verão a Deus
Este é meu ensinamento
Pois os puros serão salvos
Sem nenhum  constrangimento

Os que promovem a paz
São felizes eternamente
Valores  incomparáveis
Toda criatura sente
Na sociedade onde
A paz se encontra presente                                  

Estes meus ensinamentos
São as bem-aventuranças
Concedo a libertação
Depositem  confianças
No novo Reino de Deus
Renovem as  esperanças





















quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O MAMÍFERO VOADOR É ÚTIL E TAMBÉM NOCIVO






Priorizando á saúde
A melhor fonte de vida
Se um morcego faminto
Praticar uma mordida
Evite a hidrofobia
Seja noite ou seja dia
Vá curar sua ferida

Se o corte for pequeno
A gente nem se apavora
Usa um remédio caseiro
Que desinflama na hora
Sem saber que está guardado
Um vírus já preparado
Para ti mandar embora

No Rio Grande do Norte
No interior do estado
Em Frutuoso cidade
Um caso foi registrado
Se não me foge á ideia
Foi lá no sítio Candeia
Que um cidadão foi picado

Foi um vampiro raivoso
Que a sua mão atacou
O qual não deu importância
Na luta continuou
Os dias foram passando
E o caso se complicando
E muito grave ficou

Já era tarde demais
Quando o mesmo recorreu
Uma unidade hospitalar
Dignamente o atendeu
Fez o que deu pra fazer
Mas não pôde combater
 O cidadão pereceu

Segundo os habitantes
Lá daquela região
Existe um índice elevado
Desse mamífero sulgão
Depois da fatalidade
Faltou a tranquilidade
Naquela população

A notícia se espalhou
Por TV, rádios e jornais
A vigilância  ambiental
Veio conhecer os locais
Onde os morcegos se agrupam
E as vítima que eles chupam
Derramam sangue demais

Orientaram as pessoas
A forma de  prevenção
Combater sem exterminio
Seria uma solução
Pra  praga não se multiplicar
A flora não se prejudicar
Na sua reprodução

O morcego hospeda um vírus
Que pode prejudicar
Mas têm algumas virtudes
Que ao homem pode ajudar
Ora útil ora nocivo
É um elemento ativo
Na cadeia alimentar

A espécie é muito grande
De inúmeras qualidades
Das quais só existem três
Sanguessugas em quantidades
As outras os insetos comem
Outras as frutas consomem
Sanando as necessidades

Uma das características
Que o morcego apresenta
A mão transformada em asa
De cor escura ou cinzenta
Seu cantar perturbador
Seu cheiro exala um odor
Que a gente não aguenta

As raposas voadoras
Escolhem sua opção
A noite é pra trabalhar
Cumprindo sua missão
O dia é pra repousar
Se tranqüilas podem ficar
Lá na sua habitação

Hematófagos são vampiros
Que de sangue se alimentam
Usam seus dentes caninos
E as  presas violentam
Frui sangue em quantidade
Bebem menos da metade
Soltam as presas e se ausentam

Em todos os continentes
O morcego é encontrado
Nunca foi visto nos pólos
Quem estudou  está lembrado
Que este animal pequeno
Periga como veneno
Então vamos ter cuidado

A aglomeração maior
Está na zona rural
Outros vivem na cidade
Dependendo do local
O  povo tem que saber
Do bicho se defender
Para evitar o mal

Na casa que ele entrar
Evite pegar a mão
Use outras  estratégias
Pra expulsar o sulgão
Pois o qual pode morder
E a pessoa adoecer
Se não houver prevenção

Se a gente for estudar
Tem  muito para aprender
Com relação ao morcego
É   bom o povo saber
Que até a sua saliva
Contém substância ativa
Que evita alguém morrer

Por essa e outras razões
E várias utilidades
Vamos vacinar mamíferos
Por todas as localidades
Pois imunizados ficam
Homens não se prejudicam
Contraindo enfermidades

A união faz a força
Unidos vamos lutar
Conscientizando o povo
Pra não deixar relaxar
Quando alguém for ferido
Ou por animal mordido
Correr pra se vacinar

As vezes nós brasileiros
Somos  muitos relaxados
Deixando para depois
Ao invés de ter cuidados
Zelar mais pela  saúde
Se não usa o ataúde
Em tempos antecipados

Pra  acontecer um alerta
E todos ficarem atentos
Custou a vida de um homem
Possuidor de talentos
Toda família lamenta
A tristeza que enfrenta
Com dores e sofrimentos

Cada leitor desta obra
Faça uma reflexão
Se cuide e oriente
Ao próximo com atenção
Antes de adoecer
Para não acontecer
O que houve com Tião



      ESTE CASO ACONTECEU EM 2010.



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

DIA DO AVIADOR

        

Em vinte e três de outubro
Se sente recordação
De um dos fatos marcantes
De maior repercussão
Foi quando Santos Dumont
Testou a sua invenção

O pai da aviação
Nasceu em Minas Gerais
Na cidade de Palmira
Cresceu ao lado dos pais
Indo estudar em Paris
Procurando inovar mais

Nos livros e nos jornais
Sua história se renova
O sonho deste menino
Na prática deu sua prova
Depois de realizado
Sentiu sua alma nova

O mundo inteiro comprova
Que aconteceu em Paris
Mil nove cento e seis
O vôo dos quatorze biz


A vinte três de outubro
Deixando Dumont feliz

Parece que Jesus quis
Ajudar no seu talento
Escolheu a mesma data
Que se deu seu nascimento
Vinte  três anos depois
Aconteceu seu invento

Com o aperfeiçoamento
Dos futuros aviões
Os homens foram perversos
Fazendo perseguições
Conduzindo armas de guerras
Pra fazer destruições

Inúmeras perturbações
Sentiu aquele inventou
Por ser o contribuinte
Do transporte que voou 
E  depois  viu  o seu próximo
Usar  pra causar terror

Muito desgosto causou
Que entrou em depressão
Não fez nenhum tratamento
Só refletia a ação
Findou morrendo enforcado
O PAI DA AVIAÇÃO














  


terça-feira, 22 de outubro de 2013

PRIMEIRA CARSA CUMPRIDA



Muntas coisas do passado
Eu nunca pude esquecê
Purisso achei adequado
Esta istora iscrevê
Sobre uma peça de rôpa
Qui  tanto eu quiria tê
               
No tempo que era nova
Muiè será não usava
Andar de carça comprida
Pruque os pais num deixava
E quem vistia o povo
Dizia qui num prestava
                
Eu tinha  munta vontade
De vistir carsa cumprida
Mas num pudia dizer
Pra num ser repreendida
Até sonhar eu sonhei
Em uma carsa vistida
                
Se puracaso as muiés
Inventasse de usa
Era pru baxo da saia
Cone ia trabaià
No roçado e no açude
Cone rõpa ia lava
             
Eu  me sintia filiz
Tano no  roçado sò
Rebolava a saia fora
Na carsa arroxava o nò
Eficava me olhano
Da cintura ao mocotó
                
Dispôs qui eu me casei
Meu marido liberou
Um metro e mei  de ticido
Cum munto gosto comprou
E disse faça uma  carsa
Qui  você  nunca usou
                
Cumeu sabia fazê
Cortei logo e custurei
Fiz  o mudelo da moda
Qui na vizinhaça achei
Era lisa sem ter borso
E a boca de paimo e mei

                    
O ticido era amarelo
Da cor de jimun  maduro
Era um linho munto mole
Briava até no iscuro
Coneu visti istranhei
E saí andano duro
              
Aquela peça  amarela
As muiès arrebatou
Fizero toda  de carsa
E nem uma se tocou
De um dia se reuni
Vistida da merma cor
              
A minha tava gurdada
Uma viagem isperano
Pra  puder inaigurà
Queu num tava aguentano
A demora de vistir
E ao povo sair mostrano

Pra saciar esse gosto
Convidei cum aligria
Duas prima excelentes
Tudo chamada Maria
Elas cum gosto aceitaro
O cumvite que eu fazia
                 
Era pra ir de apé
Comprar ticido na feira
Da cidade Antonio Mrartins
Subindo alto e ladeira
Com três léguas de distãnça
Dêxava munta canseira
                   
Foi pura  coincidença
Pruque ninguém combinou
Visti  de iguá pra iguá
Ninguém num imaginou
E lá vai nós na istrada
Cum as carças da mesma cor
                    
Tombem do mermo mudelo
Nós três já ia cansada
Sol quente agonizante
Cada qual munto suada
Cuno entremo na rua
Aja o povo dá rizada
               
O povo se divirtiu
Pruque chamava atenção
Nós três num se separava
Nem se houvesse precisão
Fizemus compras e saimus
Levano tudo nas mão
               
Divido sim cabulá
Cum que o povo dizia
Vortemu um ora da tarde
Cume ninguém nun quiria
As cinco ora cheguemo
Lá na minha moradia
                 
Foi um impacto tão forte
Qui coneu ia usá
Aminha carça amarela
Primeiro ia ispiculá
Se  Maria mais Maria
Ia praquele lugá
              







                                             

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

RECORDAÇÃO DA FESTA DA PADROEIRA DE FRUTUOSO GOMES 2013



Houve abertura da festa
Num dia de quinta-feira
Com missa solene e viva
Foi hasteada a bandeira
Mostrando a face estampada
Da nossa mãe padroeira

Foram dez dias de festa
Em prol da religião
Todo católico empenhou-se
Dando colaboração
De uma forma ou de outra
Fez seu gesto de ação

A igreja toda noite
Ficava superlotada
O povo sentindo sêde
Da palavra proclamada
Voltava pra sua casa
Com a alma aliviada

Adoração ao santíssimo
Limpava o coração
De todas as impurezas
Que tivesse no cristão
Pois terminava trocando
O ódio pelo perdão

Graças louvores  e preces
O povo unido fazia
Oração pedindo paz
Todo mundo repetia
Os fiéis são confiantes
Na intercessão de Maria

Depois de todos rezarem
Saiam pra passear
Tinha muitas opções
Para se observar
Quem possuía dinheiro
Cuidava logo em gastar

Quando a  festa terminou
Deixou saudade na gente
A rua ficou vazia
Não se vê nenhum vivente
Só resta agora esperar
Outra festa novamente

Agora volta ao normal
Com a missa domingueira
As reuniões em grupos
Estudos na quinta-feira
E só a recordação
Da festa da padroeira



segunda-feira, 23 de setembro de 2013

QUEM PRIMEIRO APARECEU



Os índios foram primeiros
Habitantes do Brasil
Os brancos quando chegaram
Encontraram mais de mil
Tendo á pátria como mãe
Olhando o céu cor de anil

Nesta chegada estupenda
Índio perdeu a noção
A paz desapareceu
Implantou-se a confusão
Desassossego e problemas
Surgiu com essa invasão

Não foi fácil para o índio
Ter seu espaço invadido
Sair do seu aconchego
Sem um mal ter cometido
Só porque não aceitava
O que foi oferecido

Um trabalho escravizado
Sem ter remuneração
Para enriquecer o branco
Índios responderam não


Travou-se a luta ferrenha
Índio perdeu a questão

As tribos foram dispersas
Sem rumo certo a seguir
Pediram ajuda ao destino
Se obrigaram a  sair
Deixaram seu patrimônio
Para outro usufruir

Quem insistiu resistindo
Perdeu a vida lutando
O branco covardemente
Foi  o índio assassinando
E o índio em defesa
Também ia se vingando

Foram bons contribuintes
Com a arte e a cultura
A medicina caseira
E partes da agricultura
Por isso esta história entra
Na nossa literatura

O índio injustamente
Continua massacrado
Têm mais de trezentos mil
Pelo Brasil espalhado
A  minoria em aldeias
Com habitat formado

Já conquistaram direitos
Perdendo muito e ganhando
Por serem bem otimistas
Iam sempre conquistando
Até para ser político
Já teve índio ganhando

Lutando pelos direitos
Eles vivem sem parar
Suas crenças seus costumes
Pelejam pra preservar
Mas o inimigo branco
Não pára de atentar.








                                                                                                                                           

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

CADÊ A INDEPENDÊNCIA?



A história da nossa independência
Encontrada nos livros e jornais
Dão idéias que melhorou demais
A nação que sofria decadência
Massacrada por falta de assistência
O poder era muito prepotente
Não  tratava seu povo como gente
Trabalhavam apenas pra comer
O  Brasil se complica em dizer
Que seu povo ficou independente

Muito antes de Dom Pedro  Primeiro
Por um fim  nos laços coloniais
Houve políticas econômicas e sociais
Com a vinda da família real
Dom João Sexto defendeu Portugal
De sofrer os ataques cruelmente
Napoleão com as tropas  fez ciente
Que lutavam somente pra vencer
O Brasil complica em dizer
Que seu povo ficou independente.

Na chegada da corte portuguesa
Dom João sexto entrou fazendo ações
Abriu portos para outras nações
Garantindo progresso com certeza
Lá no túnel via uma luz acesa
Apontando     um Brasil futuramente
Libertado de corda e corrente
E o seu povo crescendo pra valer
O Brasil se complica em  dizer
Que seu povo ficou independente

Muita gente sonhava acontecer
Liberdade pra todo brasileiro
Massacrado por domínio estrangeiro
Quem nascesse só era pra sofrer
Portugal explorava qualquer ser
O sadio passava a ser doente
Potentado passava a penitente
Trabalhando pra outro enriquecer
O Brasil se complica em dizer
Que seu povo ficou independente

Quando  Pedro Primeiro deu seu grito
Garantindo ao povo liberdade
Fortaleceu aquela sociedade
Que estava passando por atrito
Portugal já deixava tudo aflito
Pois reinava aqui severamente
Seu poder exercia cruelmente
Nossa terra não podia crescer
O Brasil se complica em dizer
Que seu povo ficou independente

Este nosso país é castigado
Desde o tempo do seu descobrimento
Invasores levavam cem por cento
Dos minérios que aqui foi encontrado
Pau Brasil quase todo  foi roubado
Só  restou um pouquinho da semente
Que plantaram pra ter futuramente
Uma mostra para alguém conhecer
O Brasil se complica em dizer
Que seu povo ficou independente

Ele é vitima de todo governante
E as equipes cruéis e desastradas
Pelos bens próprios se tornam interessadas
E o seu povo sofrido ignorante
Elegendo político arrogante
Mentiroso ladrão incompetente
Prometendo lutar por esta gente
Até ver a melhora aparecer
O Brasil se complica em dizer
Que seu povo ficou independente.




quinta-feira, 29 de agosto de 2013

NÃO IDOLATRE O CIGARRO


Quem fuma está sujeito
Massacrar o coração
Criar manchas no pulmão
Do lado esquerdo  e direito
Enrijece logo   o peito
De secreção muito dura
Tosse tanto que mistura
Catarro com sangue vivo
Fumar é vício ofensivo
Para toda criatura

O sujeito viciado
Tosse pra se arrebentar
Não assume que fumar
Lhe deixa prejudicado
Do fumo é advogado
Se for possível até jura
Que tem consciência pura
E um organismo ativo
Fumar é vício ofensivo
Para toda criatura

Fumo é droga que vicia
Por causa da nicotina
Quem fuma  se contamina
Quando rir o peito chia
Diminui a energia
Sua pele fica escura
De médico vai a procura
A fim de se manter vivo
Fumar é vício ofencivo
Para toda criatura

Quem é fumante ignora
O mal que faz o cigarro
Diz eu tenho este pigarro
Causado por alergia
Porque trabalhei um dia
Na fábrica de rapadura
O mel quente sem mistura
Me fez da tosse  um cativo
Fumar é vício ofensivo
Para  toda criatura

O fumante faz questão
De fumar se exibindo
Quem estiver engolindo
É uma pura explosão
Contamina seu pulmão
Para  nunca mais ter cura
Emboca na sepultura
Por ser fumante passivo
Fumar é vício ofensivo
Para toda criatura

Quem pensa que o cigarro
Lhe oferece prazer
Precisa muito entender
Que o cachimbo deixa sarro
Piúba causa pigarro
Que a medicina não cura
Depois se torna amargura
Num período cansativo
Fumar é vício ofensivo
Para toda criatura.



domingo, 25 de agosto de 2013

O FOLCLORE NORDESTINO



Região Nordestina é bem sortida
De habitantes que cumpre a tradição
São os frutos da miscigenação
Entre outras é muito conhecida
Nordestino tem gosto pela vida
Contribui p,ra fazer animação
Associa trabalho e  diversão
Se  destaca no traje que se veste
Se não fosse o folclore do nordeste
Nossa  terra  não tinha animação

O folclore é muito recheado
De prazer tradição e cantoria
Capoeira coqueiro da Bahia
Brincadeiras crendices e reisado
Casamento matuto improvisado
Nas  quadrilhas matutas do sertão
Tem quadrilha que lembra Lampião
Com a turma de seus cabras da peste
Se não fosse o folclore do nordeste
Nossa terra não tinha animação

Brincadeiras de roda e argolinhas
Carnaval vaquejada e pastoril
São usadas de mais neste Brasil
Poesias poemas e advinha
Folclorista não faz coisas mesquinhas
Se organiza com antecipação
A melhor festa é feita no são João
Quem quiser venha ver e faça o teste
Se não fosse o folclore do nordeste
Nossa terra não tinha animação

O forró pé –de- serra e a rancheira
O xaxado faz jus a Lampião
A sanfona recorda Gonzagão
Que animava o nordeste a vida inteira
Nesse tempo não tinha bebedeira
Cada qual só tomava um bom pifão
Caipirinha a base de limão
Se faltasse ficavam com a peste
Se não fosse o folclore do nordeste
Nossa  terra não tinha animação

Patativa foi fonte inspiradora
Que criava e jorrava poesia
A linguagem matuta preferia
Sua voz era rouca e sedutora
Foi casado com uma agricultora
Cultivaram as terras do sertão
Ceará era sua habitação
Se trajava igualmente um cafajeste
Se não fosse o folclore do nordeste
Nossa terra não tinha animação

Dividido nas cinco regiões
Entre as quais o nordeste é pioneiro
O folclore se destaca primeiro
Com costumes e manifestações
Suas crenças e suas diversões
Superlota  seu povo de emoção
Concentrado nas terras do sertão
Nem compete com as coisas do sudeste
Se não fosse o folclore do nordeste
Nossa terra não tinha animação.