sábado, 27 de dezembro de 2014

É NATAL




Natal é viver  em paz
Conquistando mais amigos
Reconhecer os seus erros
Rezar por seus inimigos
Se livrar do egoísmo
Pra não cair em perigos

No período natalino
Procurar se converter
Perdoar  os inimigos
Sentir o amor crescer
No centro do coração
Dando sentido ao viver

Natal é tempo de graças
Que  preenche todo espaço
Quem busca Jesus recebe
A cada dia um abraço
Da providência divina
Que prende todos  num laço

É tempo de desprezar
As amarras do orgulho
Rezar pra não se atingir
Desta carga de entulho
Empacotar este mau
E  enterrar o embrulho

Natal é tempo de luz
Para a mente iluminar
Ser humilde nos seus atos
Viver alegre e sonhar
E a palavra de Deus
Receber e praticar

Se está no erro reflita
Se curve e peça perdão
Se estiver com tristeza
Se anime meu irmão
Se há trevas fuja dela
Se quer sua vida bela
Se faça um bom cristão

(HELENA)


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

VALORIZANDO O CORDEL CEARENCE



O cordel vem de cordão
Antigamente  usado
Pra pendurar os cordéis
Deixando-os bem destacado
Vendidos pelo autor
Numa feira de mercado

Todo cordel é rimado
O critério é do autor
Em décimas ou em sextilhas
Todos eles têm valor
Cantado ou declamado
Por poeta cantador

A rima tem o odor
De perfumar a poesia
O poeta é beija flor
Que visita todo dia
O jardim que favorece
Os versos que ele cria

O nordeste contagia
O Brasil de cordelistas
E os principais estados
Que produzem estes artistas
São os mesmos que produzem
Cantadores repentistas


Estão incluídos nas listas
Erre Ene e Ceará
 Destacam-se nos cordéis
Cante lá que Eu canto cá
Do poeta Patativa
Imitando um sabiá

Aqui ali acolá
Alguém tem conhecimento
Deste produto criado
Por poeta de talento
Que sempre cria e escreve
O que sai do pensamento

O Ceará no momento
Apresenta produção
De cordéis e cordelistas
Da praia até o sertão
Divulgando Patativa
Cego Aderaldo e Tião

O cordel é a lição
Que tempera esta cultura
Verso rima e oração
O cordelista mistura
E o resultado final

É esta literatura.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

EM TUDO VEJO CULTURA


   
A herança  da cultura
Frui  em todas as gerações
Uns  veem as mesmas coisas
Com diferentes visões
Questionam e desaprovam
De certas  opiniões

Cada país se destaca
Com culturas influentes
Estados e municípios
E todos os continentes
Nações etnias e raças
Com costumes diferentes

O modo de vê o mundo
No  contexto  social
Com suas adversidades
Sem preservar a moral
Deixa algo a desejar
Na herança cultural

A gente faz a cultura
Sem saber se está fazendo
Na vida em comunidade
Na forma que vai vivendo
No  meio  familiar
Ela vive aparecendo

Até num dente doendo
Para curar tem cultura
Um busca odontologia
Outro improvisa e cura
Com álcool sal e pimenta
E raspa de rapadura

A cultura está presente
No sorriso da criança
No  olhar do ser humano
Na fé que anima esperança
No trabalho estudantil
Q ue o objetivo alcança



Escreveu ; HELENA BEZERRA
Em 14-10-14


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A IMPORTÂNCIA DA BÍBLIA


                                                                                                                                
A bíblia o único livro
Que norteia as decisões
Enche as lacunas da alma
Abastece os corações
Exibe os planos de Deus
E cura as imperfeições

É revelação divina
De uma fé objetiva
As histórias representam
A palavra de Deus viva
Quem busca esta palavra
Tem a sua vida ativa

A bíblia sagrada é fruto
Da inspiração divina
Do esforço das pessoas
Que a mente a luz ilumina
Depois do trabalho pronto
O  mundo inteiro ela ensina

Se uma leitura bíblica
Faz arder o coração
São  mudanças acontecendo
Na vida deste cristão
Por força  do Santo Espírito
Surge uma conversão

Setenta  e  três  tem
 Com muitos  ensinamentos
Ricos em sabedoria
E os questionamentos
Quem estuda se preenche
De vários conhecimentos

Somente a bíblia proclama
A morte e  ressurreição
Do salvador Jesus Cristo
Com toda comprovação
Na história registrada
Por quem teve inspiração

É a mensagem de Deus
Direta  a humanidade
Deus  se revela ao homem
Por sua imensa vontade
De vê-los  enfileirados
No caminho da verdade

O espírito Santo inspira
Sobre a palavra se move
Quem a busca é feliz
Coisa  boa  absorve
O coração e a mente
Em comunhão se envolve

Povo de Deus vai usar
A  bíblia com mais frequência
Trazê-la sempre pra missa
Pra descobrir a essência
Que está nela guardada
Depois de ser explorada
Melhora toda existência.

Autoria de Helena Bezerra.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

CENSO COMUM E CIÊNCIA

           

O senso comum é visto             Autora Helena Bezerra.
Pelo saber social
Dispensa a  teoria
E a prática  é primordial

É  saber adquirido
Ao longo do dia-dia
Engloba  costumes e hábitos
Gerando  economia

Importante é viver bem
Procurando explorar mais
Conforme as necessidades
Entre os meios sociais

A ciência é diferente
Trabalha com a verdade
Faz teste e comprovação
Mostrando a realidade

Ciência é objetiva
Cada dia se renova 
Capacita e orienta
Certifica e mostra prova

Censo comum e ciência
Na vida se faz presente
Um trabalha sem provar
Quem prova as vezes mente





quinta-feira, 18 de setembro de 2014

18/09 DIA DA TELEVISÃO BRASILEIRA

Autora; Helena Bezerra.


A  famosa televisão
Teve início no Brasil
Há sessenta quatro anos
E pouca gente assistiu
Só alguns da classe alta
Primeiro programa viu

Foi  Assis Chauteaubriand
Que muito se empenhou
Lá nos Estados Unidos
Apare lajem arranjou
Instalou numa emissora
Fez teste e funcionou

No Estado de São Paulo
Na história  o pioneiro
Famosa  TV Tupi
Foi o invento primeiro
Que representou imagem
Para o povo brasileiro

Quem apareceu na tela
Uma belíssima criança
Proferindo uma frase
Que transmitiu confiança  
De vê o canal crescer
O povo teve esperança

A  frase dizia assim
ESTÁ NO AR NO BRASIL
O talento da criança
O povo todo aplaudiu
Daquele dia em diante
A TV  repercutiu

Aos poucos foi melhorando
Números de canais crescendo
TVs abertas surgindo
Ao povo favorecendo
Até TVs digitais
As fábricas foram fazendo

Cresceu e multiplicou
Canais de televisão
Espalhou-se pelo mundo
Com grande repercussão
Levando a todos os lares
Prazer e informação

Uma casa sem TV
Ninguém se atreve morar
Parece um rio sem água
Uma noite sem  luar
É mesmo que ver o sol
Sem ter a luz pra brilhar

Parabenizo quem usa
TV com educação
Pra informar a família
Um mundo cheio de noção
Política e cidadania
Saúde e religião


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O FOLCLORE É TODO DIA

Vinte e dois de agosto é dedicado
Ao folclore mantendo a tradição         Autora Helena Bezerra.
Um conjunto riquíssimo de cultura
Representa o retrato do sertão

As histórias das lendas representam
Personagens expressando atividades
O saci a Iara o Boitatá
Se repetem com mais intensidades

Cantoria faz parte do folclore
Espalhando os assuntos da cultura
Cantador inspirado faz a festa
Atraindo os adeptos que a procura

Carnaval é o frevo nordestino
Que atrai e anima multidão
Muitos bolcos com suas fantasias
Faz sucessos na sua região

O folclore precisa ser vivido
Na rotina do povo do nordeste
Com os mitos, os provérbios, os costumes
E os vaqueiros que são cabras da peste

Quem quiser conhecer nosso folclore
Venha logo morar com nordestinos
Aprender a linguagem de matuto
E degustar os alimentos juninos.


ESCREVEU ; HELENA BEZERRA

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

DIA DEDICADO AO PADRE

                 
Sem o padre os fies vivem a toa
Sem saber como vão se orientar             Autora Helena Bezerra.
Sem ter missa não podem comungar
Sem batismo é pagão toda pessoa
Sem catequese não tem criança boa
Sem conhecerem uma bíblia sagrada
Sem a eucaristia consagrada
Sem a fé fica tudo ignorante
É o padre o maior representante
Dos católicos na sua caminhada

Sem ouvir a palavra de Jesus
Sem o seu evangelho praticado
Sem o erro poder ser consertado
Sem a força de transportar a cruz
Sem a estrela que nos fornece luz
Sem a lâmpada da vida iluminada
Sem os pássaros cantar de madrugada
Sem a luz refletir a cada instante
É o padre o melhor representante
Dos católicos na sua caminhada

Sem perdão endurece o coração
Sem saber o valor de um amigo
Sem medir o tamanho do castigo
Sem o rumo da sua direção 
Sem lutar pela sua salvação
Sem querer fica a alma enferrujada
Sem tirar o abismo da estrada
Sem destino viaja o caminhante
É o padre o melhor representante
Dos católicos na sua caminhada

Sem alguém que aponte o rumo certo
Sem aquele que serve de pastor
Sem a voz que explica sobre amor
Sem querer do inferno fica perto
Sem a fonte  da água no deserto
Sem o sol que ilumina toda estrada
Sem o sal a comida é rejeitada
Sem cheirar a suor do viajante
É o padre o melhor representante
Dos católicos na sua caminhada

Sem saber quem é orientador
Sem  saber o que é vida cristã
Sem fazer oração pela manhã
Sem sentir o efeito do amor
Sem o padre explicar o seu valor
Sem palavra de Deus não somos nada
Sem fazer penitência ajoelhada
Sem ajuda com gosto ao semelhante
É o padre o melhor representante
Dos católicos na sua caminhada

Sem o padre não há religião
Sem o padre não há eucaristia
Sem o padre não há a sacristia
Sem o padre não existe sermão
Sem o padre é ruim pra vocação
Sem o padre ninguém se liga em nada
Sem o padre a escritura sagrada
Quem explica é somente protestante
É o padre o melhor representante
Dos católicos na sua caminhada





           

quinta-feira, 31 de julho de 2014

A FOICE DE CAETANA NÃO PARA DE TRABALHAR



Quem pôde se defender
Do trabalho escravizado
Estudou foi diplomado
Gostava muito de ler
Criava pra escrever
Uma peça por semana
Não teve vida profana
Custava adoecer
Não pôde se defender
Da foice de Caetana

Se defendia do mal
Conversando com Jesus
Carregava sua cruz
Era muito natural
Tinha uma vida normal
Como uma pessoa humana
A terra pernambucana
Escolheu para viver
Não pôde se defender
Da foice de Caetana

Se defendeu de castigos
Que muita gente sofria
Sentia muita alegria
Juntamente com amigos
Nunca caiu em perigos
Duma classe desumana
Detestava  quem engana
E faz inocente sofrer
Não pôde se defender
Da foice de Caetana

Se defendeu da doença
Tomando muita vacina
Nesta terra nordestina
Viveu bem a sua crença
Brigava com a doença
Escorraçava sacana
Num inicio de semana
Sentiu seu corpo doer
Não pôde se defender
Da foice de Caetana

terça-feira, 29 de julho de 2014

A CULTURA NORDESTINA PERDEU UM GRANDE ESCRITOR





Senti um desejo forte
De escrever em poesia
Quando no jornal eu lia
Sobre um paraibano
Dotado de inspiração
Filho de Cássia e de João
O escritor Ariano

Nossa Senhora das Neves
Berço do seu nascimento
Inicio do crescimento
Hoje lá é João Pessoa
Morou também no sertão
Andando de pé no chão
Pescando peixe em lagoa

Ficou um órfão de pai
Ainda muito criança
Pôs em Jesus confiança
E começou estudar
Sentindo muita alegria
Mamulengo e cantoria
Viu tudo em Taperoá

Com quinze anos de idade
A Paraíba deixou
Em Recife se formou
Fez faculdade em Direito
Primeira peça criou
Mulher de sol sem defeito

O Auto de João da Cruz
De sucessos se encheu
Ariano adoeceu
Voltou a Taperoá
O caso era no pulmão
Torturas de um coração
Aproveitou pra criar

Quando a cura adquiriu
Para o Recife voltou
Com garra se empenhou
Advogando questão
E produziu em seguida
Auto da Compadecida
Causando repercussão

Sua mente criadora
Jorrava como vertente
No teatro era potente
Um gênio em literatura
Lutou pra valorizar
O poeta popular
Incentivando a cultura

Vários livros escreveu
Com grande aceitação
 O que fala do sertão
A edição esgotou
Um incentivo a leitura
A maior literatura
Que Ariano criou

Foi mestre na academia
De letras deste país
Demonstrava ser feliz
Como uma pessoa humana
Em Pernambuco também
Ainda assumiu bem
Academia Paraibana

Foi  professor trinta anos
Espalhando ensinamentos
Inúmeros conhecimentos
Ariano transmitiu
O que ficou por fazer
Para cultura crescer
Ele sozinho assumiu

Oitenta e sete de idade
Viveu com muito prazer
Cumpriu a missão de ler
Tudo fez com muito amor
E muita fé em Jesus
A poesia fez jus
Esse valente escritor

Em três gêneros literários
Suassuna escrevia
 Romance,  teatro e poesia
Os personagens criava
Biblioteca sortida
Ao longo de sua vida
Muitos dos textos ilustrava

O Jumento Sedutor
O último livro que fez
Anos passou trinta e três
Neste livro trabalhando
Sete volumes composto
Foi feito com muito gosto
A cada texto ilustrando

Era muito extrovertido
Em tudo que trabalhava
Quando na morte falava
Chamava de Caetana
Trabalhou até morrer
Depois de adoecer
Em menos duma semana

Adeus Ariano adeus
Descanse em paz escritor
Poeta e professor
Nordestino inteligente
Vá viver perto de Deus
E todos escritos seus
Serão vivos eternamente









terça-feira, 15 de julho de 2014

O ADEUS É BRASILEIRO


Um time de futebol
Que alimentava esperança
De ser hexa campeão
Despertava confiança
Porque seleção em casa
Merece mais segurança

No início foi vencendo
Os times que disputava
Quando enfrentou a Colômbia
A tragédia o esperava
Venceu em gols e perdeu
O homem que mais jogava

Depois desta grande perca
O time desmoronou
Além de sair Neymar
O juiz ainda expulsou
Capitão Tiago  Silva
E a seleção derrotou

Felipão  ficou sem rumo
Mexendo na seleção
Trocava os jogadores
Procurando posição
Chamava Hulk Neymar
E Fred de capitão

Assim arrumou o time
Pra enfrentar Alemanha
Um time disciplinado
Na luta do perde e ganha
Os brasileiros entraram
Com cara de quem apanha

 A partir dos dez minutos
Começou a goleada
A bola entrava na rede
Voltava e era acertada
Novamente gol mais gol
E a torcida desesperada

Sete é conta de mentira
Mas essa foi de verdade
A seleção amarela
Perdeu a capacidade
Caía e levava falta
Jogava sem ter vontade

A maior decepção
Para o povo brasileiro
Os jogadores choravam
Felipão no desespero
A bola entrava na rede
E derrubava o goleiro

Pra concluir a derrota
Ainda voltou jogar
Disputou com a Holanda
Três a zero no placar
Perdeu o prêmio em dinheiro
Ficando em último lugar

Disse adeus copa do mundo
Vamos treinar pra aprender
Jogar bola e Felipão
Se aposentar e viver
Longe de jogo de bola
Até o dia de morrer

O desempenho da Alemanha
A fez tornar campeã
Ganhou o título de TETRA
Treinava noite e manhã
E a torcida brasileira
Dela passou a ser fã

Agora vamos apelar
Quatro anos quem for vivo
O nosso país ser hexa
Jogar sendo mais ativo
Trazer da Rússia o caneco
Cumprindo o objetivo.





segunda-feira, 30 de junho de 2014

HINO DE NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

Pela fé os católicos confiam
Em Maria do coração santo
Todos pedem pra ela cobrir
Os teus filhos com seu puro manto
                       REFRÃO
Viva mãe do Perpétuo Socorro
De Frutuoso ela é padroeira
Abençoa intercede e defende
Esta pátria feliz brasileira

Seu olhar maternal ilumina
Nossa mente e o cofre do amor
Onde fica guardada esperança
De chegar ao nosso salvador

O católico celebra constante
Confiante no sim de Maria
Que aponta o caminho do céu
E o Espírito Santo é o guia

Salve nossa fiel padroeira
Que dos filhos é a protetora
Advoga e protege com garra
Dos castigos da mão opressora.



quinta-feira, 26 de junho de 2014

CIDADES BRASILEIRAS QUE SEDIARAM A COPA DO MUNDO EM 2014.

.
Leia a lista das cidades
Sede da copa do mundo
Neste amado país
Campeonato segundo

Belo Horizonte Brasília
Curitiba Cuiabá
Natal é no erre ene
Fortaleza em Ceará

Porto Alegre e Recife
São Paulo e Salvador
Rio de Janeiro e Manaus
As que fazem mais calor

As regiões brasileiras
Todas ficaram ocupadas
E a região nordeste
Mais cidades sediadas

Quatro cidades em destaques
Salvador e Fortaleza
Natal se banhando em chuvas
Recife chuva e Beleza

Na região Centro-Oeste
Brasília se destacou
Cuiabá em Mato Grosso
Muita partida ganhou

No Norte ficou Manaus
Longe do Rio de Janeiro
Belo Horizonte e São Paulo
No Sudeste brasileiro

A FIFA fez esta escolha
E está muito satisfeita
Pois as cidades escolhidas
Estão cumprindo a receita











sábado, 21 de junho de 2014

VIVA FESTANÇA JUNINA


Coné no mês de S.JOÃO
Se organiza o arraiá
Dando impulso na cultura
Pura e tradicioná
É uma superfestança
No meio urbano e rurá

O mundo do colorido
Nesta festa se mistura
Na cor da copa do mundo
O colorido se apura
Para ornamentar a festa
Simbolizando a cultura

O ponto alto das festas
Da cultura nordestina
Concentra-se no S. João
Ao som duma concertina
Cheia de música e dança
Autêntica festa junina

O pessoá do nordeste
Do litorá ao sertão
Se organiza antecipado
Para festejar S. João
Brinca, dança,grita e canta
Na maior animação


O que não pode faltar
A tradição da fogueira
Onde é feita experiências
Pra vida casamenteira
De manhã infinca a faca
No tronco da bananeira

As danças executadas
Samba xaxado forró
Quadrilha frevo baião
Arrasta-pé carimbó
E os dançarinos  suados
Do pé até o gogó

A quadrilha é um destaque
Por ter muita animação
Com muitos participantes
Cenário ornamentação
As damas e cavalheiros
Representando o sertão

Os trajes são coloridos
Pra festa ser atraente
O cenário enfoca o tema
Embeleza o ambiente
A torcida aplaude todos
Que dançam em sua frente


Quem nunca pode faltar
Um famoso sanfoneiro
Um tocador de zabumba
De triangulo ou de pandeiro
Na culminância da festa
Do nordeste brasileiro

As músicas que são cantadas
Nenem e cintura fina
Assum preto boiadeiro
Asa branca Carolina
Imbalança Vem morena
Joazeiro Petrolina

Os festejos são sinais
Desta comemoração
Traque vulcão e cobrinha
Estrelinha foguetão
O balão sobe no ar
Busca –pé corre no chão

É feita em quaqué locá
Uma festa sertaneja
Numa sala de reboco
No patamá da igreja
Numa pista interditada
Num local que o povo veja

Comidas  típicas em barracas
Com preço bem adequado
Bolo pamonha canjica
Polenta e milho assado
Cuscus cural mungunzá
Só não procure fiado

A juventude se empolga
Pra manter a tradição
Lutando com eficácia
Coragem e dedicação
Vê-se isso em Frutuoso
Cada qual mais corajoso
Comemorando o S.João.



terça-feira, 13 de maio de 2014

HOMENAGEM A NOSSA SENHORA DE FÁTIMA



Em todo treze de maio
Se canta com alegria
Andando na procissão
Rezando ave Maria
Recordando a aparição
Lá em cova da iria

Três crianças premiadas
Com os prodígios divinos
Viram a virgem Maria
Entoando lindos hinos
Mandou mensagens ao povo
Usando aqueles meninos

Foi em Fátima Portugal
Quase cem anos atrás
Esse acontecimento
Pedindo pra o povo paz
Mandando rezar o terço
O  que pouca gente faz

Permanece a tradição
Pelos que buscam a fé
Rezam trinta e uma noite
A esposa de José 
Mãe  do nosso salvador
Maria de Nazaré

O evangelho de João
Neste mês é proclamado
Em verdades se completa
E a cada um faz lembrado
Que Jesus Cristo doou-se
Pra perdoar seu pecado

Maria caminho curto
Por onde vamos seguir
Pra chegar até Jesus
É  só a ela pedir
Quando ela disser que sim
Todos nós devemos ir.

Escreveu : HELENA BEZERRA.

Em 13/05/2014

RECORDANDO A ESCRAVIDÃO




Quando os português chegaram
Nesta terra brasileira
Exploraram a agricultura
Atividade primeira
Todos com maior empenho
O chefão senhor de engenho
Comandava a cabroeira

Lavoura canavieira
A primeira plantação
A mão de obra era pouca
Pra fazer manutenção
Foram na África buscar
Os negros pra trabalhar
E sofrer humilhação

Era uma exploração
Na compra desses escravos
Pouco dinheiro e cachaça
Pimenta do reino e cravos
Eram recursos trocados
E no navio jogados
Por serem pobres e não alvos

Muitos já chegavam calvos
Na quentura do porão
Daquele transporte horrendo
Sem uma ventilação
Muitos dias sem comer
Chegavam até perecer
A falta de água e pão

Essa era a situação
Da vinda desses coitados
Quem escapava ia ser
Pelos os patrões explorados
Com mão de obra barata
Eles transformavam mata
No que fosse orientados

Na senzala eram açoitados
Se não cumprissem o dever
Maltratavam castigavam
Não davam nem o comer
Era grande a tirania
Assim era o dia a dia
Só aumentavam o sofrer

Alguém quis reconhecer
Aquele sofrer cruel
Foi no segundo reinado
Que a princesa Izabel
Aquela lei assinou
Nenhum plano elaborou
Manchando aquele papel.


terça-feira, 29 de abril de 2014

QUEM ENTRA NÃO QUER SAIR



Os nascidos na década de noventa
São chamados nativos digital
A História registra um documento
Quando tudo passou ser  global

E a sociedade impregnou-se
Com as novas da tecnologia
Dando ênfase as técnicas digitais
Mas o uso abusivo se vicia

Pois os jovens do mundo virtual
Não competem com pais e professores
Estes são uns coitados imigrantes
Num lugar que não tem os seus valores

Lentamente vão se adaptando
Nesta nova real sociedade
Os impulsos e recuos faz gerar
Diferença e coletividade

Muitos pais se esforçam pra chegar
Nos apetrechos de comunicações
Que os filhos aprendem manejar
Gerando impactos com outras gerações

Este novo ambiente para o jovem
Estabelece lazer e relações
Comparado a uma praça pública
Preenchida de muitas atrações

É comum vê-se dedos pequeninos
No manejo do tablets a acessar
Ao invés de ouvir as estorinhas
Ou dormir com cantigas de ninar

O pior é haver contradição
Entre o bem  e o mal constrangedor
Envolvendo o mal uso destas técnicas
Abatendo a moral e o valor




terça-feira, 22 de abril de 2014

MATUTICE DE INÊS


Antigamente existiu
Muitos fatos parecidos
Com esse que vou contar
Ocorreu com conhecidos
Registrei pra não ficar
No mundo dos esquecidos

Trata-se de uma menina
Conhecida por  Inês
Anaifa de pai e mãe
Muito ruim o português
Por isso escrevo matuto
E transmito pra vocês

Uns quinze irmãos ela tinha
Era tudo incabulado
Um deles adoeceu
E só vivia prostado
Um dia o pai resolveu
Levá pra ser internado

Pra lhe fazer companhia
O pai escuieu  Inês
Era a mais desenvoivida
Dos fi de seu Polonez
Por isso aceitou sair
De casa a primeira vez

Oito hora de carroça
Pra chegá no ospitá
Cuno médico inzaminou
Atestou um grande má
Fez logo o internamento
Achano o caso anormá

O paciente era instave
Nem a pestana batia
Tumano medicamento
Inês de nada servia
Pelejava pra falá
Porém a voz num saia

Um quarto cum duas cama
Pru paciente e pra ela
Mas ela ficou de coca
Cum medo de deitar nela
Pensava que só doente
Pudia ocupar ela

Já era de madrugada
Cono arroxou im Inês
Uma vontade danada
Discontrolada ela fez
Xixi num canto isquisito
Qui viu a primeira vez

O bojo ela associou
Isso é de fazer serviço
Mas cono se dispaxou
Pensou o qui diabo é isso
E foi puxano o cordão
E lá vem o rebuliço

Disparou água desceno
Num tinha Cuma Pará
Inês num canto do quarto
Só se valeu de rezá
Toda oração qui sabia
E só uvia o xuaaaaaaá

Se valeu dos santo tudo
Fartava  Frei Damião
Conela se valeu dele
Vem meu santo do sertão
Aí uviu um baruio
Naquela ocasião

Esse  baruio  era iguá
O  qui tinha aconticido
Inês  foi se acaimano
Meu Deus munto agradecido
Pensei   tê dirmantelado
O troço discunincido

Ai criou aima nova
Se alembrou do irmão
Ficou oiano pra ele
Que já mixia uma mão
E aos pouco  foi miorano
Aquela situação

Cum três sumana dispôs
O seu irmão teve arta
Pidiro a infermeira
Mode iscrevê uma carta
Pra mode avisá os pais
Polonês e dona Marta

Ela respondeu num faço
É  mio telefoná
Venha que mostro a TELERN
É só pagar e ligá
Diga que mande a carroça
Mode  vocês regressá

Ela pensava consigo
Sorte curta a de Inês
A moça mexeu nuns troços
Disse entre é sua vez
Entrou num quarto apertado
Ficou em pé nada fez

Segurou o telefone
Colocou o lado errado
Sincabulou-se demais
Era um chiado danado
Nem escutou nem falou
Nada foi comunicado

Foi saino sem saber
Que a porta tava fechada
Pois era toda de vidro
Foi grande a barruada
Surgiu ematomas e dores
Na cara dessa coitada

Chamou a atenção de todos
Que estava no locá
Atelefonista dixe
Tá cega pra barruá
Pru favor saia daqui 
Suma-se com seu azá

Saiu frustada correno
O rosto em sangue banhado
Cone entrou no hospitá
O médico tava espantado
Olhou pra ela  dizeno
Tudo aqui tá dano errado

O seu irmão demonstrou
Que estava miorano
Mais recibi os inzame
E estava analizano
Ele tá morre num morre
Vá logo se preparano

Inês nem sentiu neivoso
Botou Deus no coração
Fizero incamiamento
Ela foi cum seu irmão
Pra capitá do estado
A busca de solução

Foi um dia de viagem
Na estrada poeirenta
O carro véi a bujão
Só  quem precisa enfrenta
O chofre todo enjoado
E a quilometragem setenta

Chegaro a boca da noite
No referido ospitá
Tudo amarelo de fome
Nem um tostão pra comprá
Um pouco de alimento
Pra podê se alimentá

Cuma sega sem ter guia
Inês foi imburacano
Segurano seu irmão
Pra todo lado ispiano
Até chegá no local
Que estava procurano

Foi ai que seu irmão
Selembrou de ispiá
O resurtado do inzame
Que levava pra mostrá
O nome num era o dele
E começou a gritá

Esse nome num é meu
Foi tamanha a alegria
Inês  ficou sem saber
Se pulava ou se corria
Chamava atenção do povo
Os gestos quela fazia

O médico se atrapaiou
Deu o inzame trocado
Acusano uma doença
Que ninguém tem escapado
Entrava logo na fila
Para se torná  finado

Por causa dum erro médico
Aumentou o sofrimento
Mas Deus livrou da pior
Mostrando esclarecimento
Antes desse paciente
Receber  internamento

Não apresentaram  nada
Naquela recepção
Vortaro no mesmo carro
Com a firme decisão
De ter jogado pra fora
A dolorosa aflição

Uma noite de viagem
Pára aqui pára aculá
Se dava o prego Inês
Descia  pra impurrá
Forçava tanto o pulmão
Qui só fartava estourá

São tantos acontecidos
Que Inês tem enfrentado
O perfil duma matuta
Muito tem lhe judiado
Mas orgulhosa ela diz
Me sinto muito feliz
Matuta do pé rachado.





quarta-feira, 16 de abril de 2014

UM FENÔNIMO DIFERENTE




Uma notícia  estranha
Difícil de acreditar
Uma chuva diferente
Caiu em certo lugar
Deixando seus habitantes
A ponto de duvidar

O povo estava esperando
Uma chuva natural
O tempo estava propício
Soprava um vendaval
Quando um estrondo no ar
Assombrou  o pessoal

Uma correria grande
De gente pra todo lado
Se benziam e choravam
Era um escuro danado
Correram pro meio da rua
Pra saber o resultado

Quanto mais se aperreavam
Mais o estrondo aumentava
Iam fugir para longe
O padre o que mais gritava
Mas notaram um objeto
Que muito baixo voava

Foram todos se acalmando
A energia voltou
Quem foi para hospital
Logo logo melhorou
E quem gritava na rua
O trajeto acompanhou

Tratava-se de um Helicóptero
Que transportava dinheiro
Pois vinha voando baixo
Com um ou dois passageiro
Vendo aquela multidão
Fizeram um plano certeiro

De uma mine-janela
Começaram a despejar
Dinheiro em quantidade
Gente correu pra pegar
Muitas cédulas valiosas
Tremulando pelo ar

Quem tinha cabelos crespos
Saiu com bom rendimento
As notas se enganchavam
Agitou o movimento
Teve gente que lucrou
No mínimo mil e quinhentos

Essa chuva de dinheiro
Pouco a pouco foi parando
Quem lucrou correu pra casa
De alegria transbordando
E por outro fenônimo desse
Tem muita gente esperando






quarta-feira, 9 de abril de 2014

O DESCASO DA SAÚDE BRASILEIRA

O DESCASO DA SAÚDE BRASILEIRA

O Brasil está no último lugar
Da pesquisa que foi realizada
A saúde está muito defasada
Cem por cento precisa melhorar
Não tem outro país pra comparar
Os caminhos que segue o tal dinheiro
Os sistemas e projetos o ano inteiro
No papel vão ficando engavetado
A saúde é direito renegado
Na história do povo brasileiro

A mais alta da carga tributária
A nação brasileira está sofrendo
Mas em tese estavam prometendo
Que a saúde não era mais precária
Funcionava de forma igualitária
Mas na prática quem manda é o dinheiro
Quem não tem busca remédio caseiro
Com ajuda de Deus será curado
A saúde é direito renegado
Na história do povo brasileiro

Quem tem posse procura logo um plano
Pra fazer seus exames de rotina
O que sente procura a medicina
Faz checape do corpo todo ano
Isso é bom para todo ser humano
Descobrir os problemas por inteiro
E curar com um remédio certeiro
O atendimento é diferenciado
A saúde é direito renegado
Na história do povo brasileiro

Se o SUS para nós funcionasse
Como reza na Constituição
Era bom para todo cidadão
Se os recursos ninguém os desviasse
Para cada setor verbas chegasse
O sofrimento do pobre era maneiro
Na doença era atendido ligeiro
Não morria no corredor jogado
A saúde é direito renegado
Na história do povo brasileiro

Num país que se vê a tirania
Dos teus filhos doentes padecendo
Muita gente na fila está sofrendo
Esperando por uma cirurgia
Os papéis ficam na secretaria
Paciente entra até em desespero
Vem a morte com seu golpe certeiro
Pelo SUS ficou logo dispensado
A saúde é direito renegado
Na história do povo brasileiro

A nação se revolta e tem razão
Com a sonegação do seu direito
Faz protesto,suplica não tem jeito
Os recursos só vem na contra mão
Uma parte vai noutra direção
Quando sobra o pacote vem maneiro
E assim continua o desespero
A pobreza é o alvo castigado
A saúde é direito renegado
Na história do povo brasileiro

Autoria de: HELENA BEZERRA.








segunda-feira, 31 de março de 2014

O TRÁFICO HUMANO É CRUEL



Um dos tráficos é o tema
Da CF deste ano
Polêmico e questionado
Por ser um golpe tirano
De todos o mais comovente
O tráfico do ser humano

O período quaresmal
Lembra o grande sofrimento
Que Cristo sofreu na cruz
Desprezo e espancamento
Vertia suor e sangue
De cada um ferimento

Por isso neste período
A igreja fica atenta
Observando as maldades
Que cada pessoa enfrenta
Na caminhada da vida
De forma mais violenta

A CF se destaca
Para conscientizar
Pessoas desenformadas
Que precisam acreditar
Neste crime que destrói
O seio familiar

Esta chaga social
Afeta a população
O trabalho é sigiloso
Mas fere igual um facão
Dilacerando as veias
Ligadas ao coração

O papa Francisco faz
Um apelo ao povo seu
Procure ser mais esperto
Informado e não ateu
Não deixe a mão traiçoeira
Roubar um direito teu

O tráfico humano viola
Do povo sua grandeza
Destrói a imagem de Deus
O pedrador leva a preza
Pra ser devorada longe
Sem usar uma defesa

Este tráfico gera lucros
Para os escarnecedores
Lucram bilhões e bilhões
Cometendo estes horrores
As vítimas são exploradas
Banalizam seus valores

Deus não quer vê as pessoas
Pelo demônio laçadas
Por isso usa a igreja
Com equipes preparadas
Para orientar ao povo 
Se defender das ciladas

Só resta fazer apelos
Ao autor da criação
Para expulsar o mau
Através da oração
E o Espírito Santo 
Entrar em cada um coração










sábado, 15 de março de 2014

ONDE ESTÁ A POESIA?



Poesia está na flor
Quando vem desabrochando
Está na folha e no fruto
Quando a planta está brotando
Só quem percebe é poéta
Se ficar observando

Poesia está na boca
Quando se abre em sorriso
Nos olhos e no coração
Na mente e no juízo
E se aloja em poéta
Quando canta de improviso

Poesia está na face
E no olhar da criança
No seu jeito de falar
E pedir com confiança
No coração inocente
Deus deposita esperança

Poesia está na chuva
E no orvalho da manhã
No cantar da passarada
No piado da cauã
Quem garante isso é poéta
Que da natureza é fan

Poesia está na voz
Da mãe ensinando o filho
Está no seu exemplar
E na luz que oferece brilho
O poéta acha poesia
Até em um grão de milho

Poesia está na dor
Está no peso da cruz
Está em todas as raças
Que o seu peso conduz
Está no pai dos poétas
Nosso salvador Jesus

14 de março dia da poesia.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

HINO A NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO




                                        Oh Nossa  Senhora                                        
Do coração santo
Cubra  vossos filhos
Com seu puro manto

Salve nossa padroeira
Soberana  protetora
Da nossa comunidade
É a mãe intercessora (REFRÃO)
       
Seu olhar de mãe
Transmitindo luz
Faz crescer a fé
Em Cristo Jesus

Seu filho no colo
É  prova de amor
Pela humanidade
Com pecado e dor

Toda graça recebida
Por Jesus é liberada
Depois da intercessão
De Maria Imaculada

Mãe do Perpétuo Socorro
Dai- nos sua proteção
Nos  livre do egoísmo
Orgulho e tentação


Escreveu: Helena Bezerra
Em 31-01- 2014

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

PENSAVA SER DIFERENTE


Em uma cidade grande
Saí para passear
Numa manhã de domingo
Um parente visitar
Um transporte alternativo
Fui num local esperar

Sem querer observei
Do local o movimento
A rua era muito estreita
Um falso  estacionamento
Formaram uma  grande fila
Povoando o calçamento

Um  comércio em crescimento
Observei na esquina
Uns  comprando outros vendo
Outros  fazendo  faxina
É  mão de obra pesada
No  posto de gasolina

Coisa  que  não se imagina
Uma  idosa  agitada
Dirigindo o seu veículo
Deu  uma brusca freada
Tossindo pra se acabar
Com  o catarro engasgada

Sem higiene a danada
Na sua blusa assuou
O seu nariz carregado
Pediu um bolo e pagou
Saiu comendo um pedaço
Deu sinal e viajou

Neste momento chegou
O alternativo esperado
Quando entrei  fui caindo
O motorista safado
Não esperava ninguém
Ficar no local sentado

Os passageiros agarrados
Pra  evitar de cair
Uns escorados nos outros
Correndo  risco de ir
No piso do carro velho
Para o roteiro cumprir

Quem precisava sair
Levantava da cadeira
Todas rasgadas fedendo
Cheias de terra e poeira
Os ferros  enferrujados
Era grande a quebradeira

Todos sentiam canseira
Num carro desconfortado
Por ser do interior
O  que pensei foi errado
Que na capital havia
Um trânsito fiscalizado











quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

USE COM MODERAÇÃO


O avanço tecnológico
Tem poder de viciar
A mente do ser humano
Que se liga em celular

Usam senha pra entrar
Pelas redes sociais
Conversam digitam e postam
Com as suas digitais

Os aplicativos fazem
Fontes de informações
Através de bate-papos
Com boas ou más intensões

Entre as comunicações
Esta é muito eficiente
Numa questão de segundos
Comunica muita gente

Mas quem já é dependente
Não consegue mais parar
Os movimentos dos dedos
Mexendo num celular

Formam grupos no WHATS APP
Uns conhecidos outros não
Descobrem até os segredos
Muitos entra em confusão

O face tem a função
De aumentar amizades
Bater  papos postar fotos
E desperta curiosidade

Formar grupos de amizades
Adicionar amigos
Excluir se não gostar
Pra evitar os perigos

Alguns ficam de castigos
Com a mente poluída
Se alienam nas redes
Sem encontrarem saída

Se forem numa avenida
Com os fones nos ouvidos
Não se ligam com o trânsito
Viajam despercebidos

Desconhecem conhecidos
Parente amigo e irmão
Dispensam de conversar
Ninguém lhes chama atenção

Outras partes de atração
Sempre sempre cultivada
Netiflix e o Twitter
São redes modernizadas

Pessoa conectadas
Neste mundo virtual
São afogados nas ondas
Duma camada viral

Alienação faz mal
Contagiando a mente
Não vê a realidade
Vive um mundo diferente

Aconselho seriamente
A todos que vão usar
Esta máquina chamativa
Não se deixe viciar
Seja usuário ciente
E não viva frente a frente
A tela dum celular






quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O NAMORO ANTIGAMENTE




Namorar antigamente
Surtia munta emoção
Ambos sentia uma força
Saindo do coração
Só o olhar transmitia
O ardor duma paixão

Cuma era naturá
Surgir  na adolescença
Vontade namorá
Vinha com munta frequença
Munida de timidez
E fluxos de inocença

Pur farta de informação
Munta coisa aconticia
A mãe era inveigonhada
Dejeito nenhum dizia
O qui ia acontecer
No coipo de sua fia

Cone se dava o processo
De tanta variação
Menina moça sufria
Aperrei e frustação
Isto é doença grave
Vou morrer sem solução

Pru ignorança a mãe
Brigava dizeno assim
Agora tu vai pagar
As raiva qui  fez a mim
Isso é castigo de Deus
Pra ageitá gente ruim

Cuma vivia sintino
O calor duma paxão
Se confoimava pensano
Eu nun posso morrer não
Pruque tem algo mexeno
Dento do meu coração

Dispôs foi isclaricida
Qui aquilo era normá
Tumô gosto pela vida
Só pensava im namorá
Seu preferente também
Pranejava a encontrá

Só cumeçava o namoro
Cono o pai dela aprovasse
O sim dele era o pivor
Praque tudo cumessasse
Exigia ordem e respeito
E ái de quem duvidasse

O rapaz tinha que ser
Cunhicido da famia
Morar no mermo setor
E trabaiá todo dia
Se não perdia o direito
De namorar sua fia

Só namorava se fosse
Com o pai dela ispiano
De preferença o domingo
A tardinha ia chegano
E sete hora danoite
Já estava regressano

O pai munto carrancudo
O namoro vigiava
A um metro de distança
Um do outro se  sentava
E muntas vez o assunto
De jeito nenhum chegava

Quando era a primeira vez
Que na casa dela ia
Dava uma sede danada
De vez em quando pedia
Um copo grande com água
Em poucos gole ingulia

Na temperatura quente
Ficava todo suado
De briantina gessi
O cabelo era insopado
Dava crise de tussir
Mesmo sem está gripado

De duas a três viage
Ele inda dava perdida
Só cum o pai cunversava
A moça era iscundida
Faseno prano e perdeno
Mode achar uma saída

Veno os sufrimento dele
Ela resolveu  sair
Sim costa numa janela
Fingino qui vai tussir
Ele vai ao seu encontro
Um copo dágua pedir

O pai fica furioso
Olhando a proximação
Um por fora outro por dentro
Sente raiva e emoção
Manda logo a fia entrar
Metendo um empurrão

Ela sai cambaliano
Por causa do impurrão
Que seu pai meteu nas costas
Seguido dum biliscão
Deixano a lapa de couro
Dipindurada na mão

O frouxo do namorado
Meteu o pé na carreira
Pulano ceica de vara
Só se uvia a quebradeira
Mas a iscuridão da noite
Deu cobertura a poeira

Meses depois sincontraro
No veloro dum difunto
Pra famia foi trsiteza
Mas pra eles valeu munto
Mataro toda saudade
Naquele tempinho junto

Marcaro logo a fugida
Pra outra noite da frente
Mas ou menos oito horas
Ele estava no batente
Aguardano a namorada
Sair na porta da frente

Ela num tardou sair
Prus quato canto ispiou
Não viu uma companhia
Munto dipressa vortou
Bateu a porta dizeno
Só cum rocê eu num vou

Ele tão disesperado
Inda tentou ispricá
Ela num deu atenção
Por mim pode se daná
Vá arranjá ôta feme
Pra puder formá seu pá

Não cumpriu cum a palavra
Dando uma de esperto
Foi testá a namorada
Mas o teste não deu certo
Nunca mais teve de volta
Nem de longe e nem de perto

A mulher naquele tempo
Era munto invergonhada
Tinha obediença aos pais
E mêdo de ser falada
Se o ome não concordasse
As vez ficava sem nada

Duas formas era usada
Pra quem queria casar
O rapaz pidia a moça
Ou tinha qui carregar
Perante uma tistimunha
Pra puder dispusitar

Quem a moça ricibia
Tinha o dever de avisá
Ao pai dela munto cedo
Mode ele mandá chamá
O ladrão de sua fia
Pru casamento acertá

Depois de munto carão
Faz o interrogatoro
Sobre morada e trabalho
O acerto do casoro
Do contráro seu fulano
Vamos fazer seu veloro

As emoções amorosas
Era asssim antigamente
Ambos sofriam demais
Pra se unir seriamente
Nunca usava ficar
Como usam atualmente.

Cone a moça era pidida
Tudo era diferente
De gosto e regogosto
Pru noivo era excelente
Os sogros bancava tudo
Dando a moça de presente

Dispôs de tudo acertado
Marcava o mês e o dia
Pra festa do casamento
Qui só reinava alegria
Cum cumilança e festejo
Arrastapé canturia

O casá recém casado
Era sempre vigiado
Quando terminava a festa
Pelos pais era levado
Somente no outro dia
Podia ser liberado

E assim era o trajeto
Desde que acontecia
O impulso do amor
De José ou de Maria
Até fixá união
Lá na sua moradia.

(HELENA BEZERRA)