terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

SONETO - A CHUVA

 Sem barulho subindo ao infinito

Vai a água formar nuvens escuras

No espaço se forma as estruturas

Dum monumento intocável tão bonito1


Sem projeto arquiteto nem perito

No tempo certo se liga o pisca alerta

O véu se rasga deixando a porta aberta

E a água desce no seu tempo finito.


A terra fica se desmanchando em riso

Com  o efeito da chuva no seu piso

É vitalidade pra toda a criação.


Se reveste a floresta de beleza

O pássaro canta saudando a natureza

E o profeta da chuva é o carão.


Poetisa- HELENA BEZERRA.

SONETO- CONFLITOS.

 

Quando a ausência de paz se manifesta

Prolifera tristeza isolação

Tempestades distúrbios e sensação

De projetar só aquilo que não presta


Com capricho absurdo desembesta

Tanto horrores causados pela guerra

Muitos prédios tombados sobre a terra

Entre escombros alguma vida resta.


Cada míssil lançado é um terror

Seu efeito é total destruidor

A maior vítima da guerra é inocente.


A nação atingida só tem sofrimento

Fome dor e morte no isolamento 

Só quem fica intacto  é o promovente.


Poetisa Helena Bezerra.