segunda-feira, 30 de maio de 2022

UM MAL ENTENDIDO.

 Pra ajustar documento

Suzana teve que ir

Numa agência bancária

No caixa foi inserir

O cartão e precisou

Do dedo pra emitir


De tanto ela bulir

Mexer pra lá e pra cá

A tal da biometria

Num mostrava nem siná

Nisso a Suzana já tava 

Da caxa bozó pra lá.


Mandavam ela esfregá

O dedo no seu cabelo

Também passava no alcol

Da mão ao o cutuvelo

Porém nada dava certo

Parecia um atropelo.


Pensou que era desmantelo

Das máquinas se afastou

Um operáro do banco

A ela orientou

Entrar pro atendimento

Que logo funcionou.


Quando a porta girou

Foi a primeira a entrar

Tirou senha e foi direto

A sua estora contá

A  atendente uviu tudo

E começou ageitá.


Pediu senha pra entrá

E respirou calmamente

Espantada com o valor

Dá conta na sua frente

Disse a senhora é a única

Que chama atenção da gente.


Ofereço plenamente

Uma boa aplicação

Onde rende seus valôres

É só prestar atenção

Os detalhes passo a passo

Faço orientação.


Entre o sim e o não 

A dúvida funcionou

Ela saiu indecisa

A atendente marcou

A opção pelo sim

Mas tarde o mundo girou.


Em casa ela precisou 

De uma compra fazer

Mandou passar o cartão

Sustousse ao aparecer

Sinal vermelho na tela

Aí começou tremer.


Faltou a voz pra dizer

Meu ricurso foi robado

Sufri para conseguir

O meu dineirim  guardado

Minha batalha foi grande

Deixar de comprar fiado.


Não tinha nem armunçado

Convidou um filho seu

Bote o carro na istrada

Vou saber o que se deu

Aquela dona do banco

Mexeu dinheiro meu.


Mãe o que aconteceu?

Meu fi foi a atendente

Cuno viu a minha conta

Espantou-se cegamente

É hoje que o cocó pia

E ela vai dar conta a gente.


Pensou que eu era demente

E mexeu nos meus tostão

Vou sair daquela agência

Lá é cheia de ladrão

Mas quem pensar que sou besta

Vá fazer besta do cão.


Corra com disposição

Pra achar aberta a agência

Mais incontraro feixada

Fartou toda pacieñcia

Bateu na porta e ninguém

Prestou a ela assistência.


A porta da emergência

Tava no momento aberta

Ela penetrou gritando

Cadê aquela Roberta

Qui retirou meu dinheiro

Veio o sinal de alerta.


Quem erra tombem concerta

Um grave erro ocorreu

Não dei o consentimento

Ela por si resolveu

Eu quero na minha conta

Todos os recursos meu.


Ela não apareceu

Mas pediram paciência

Vamos explicar a senhora

Ela fez com competência

Aplicou o seu dinheiro

No melhor desta agência.


Ela teve resistência

Mas procurou entender

Depois da explicação

Disse eu quero receber

O custo da gasolina

Que gastei pra resolver.


Tombem quero exclarecer

Aqui eu não venho mais

A decepção foi grande

Pois isso nunca se faz

Um não trocado num sim

Partiu de dentro de mim

Uma sensação voraz.


Por HELENA BEZERRA.






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