terça-feira, 29 de abril de 2014

QUEM ENTRA NÃO QUER SAIR



Os nascidos na década de noventa
São chamados nativos digital
A História registra um documento
Quando tudo passou ser  global

E a sociedade impregnou-se
Com as novas da tecnologia
Dando ênfase as técnicas digitais
Mas o uso abusivo se vicia

Pois os jovens do mundo virtual
Não competem com pais e professores
Estes são uns coitados imigrantes
Num lugar que não tem os seus valores

Lentamente vão se adaptando
Nesta nova real sociedade
Os impulsos e recuos faz gerar
Diferença e coletividade

Muitos pais se esforçam pra chegar
Nos apetrechos de comunicações
Que os filhos aprendem manejar
Gerando impactos com outras gerações

Este novo ambiente para o jovem
Estabelece lazer e relações
Comparado a uma praça pública
Preenchida de muitas atrações

É comum vê-se dedos pequeninos
No manejo do tablets a acessar
Ao invés de ouvir as estorinhas
Ou dormir com cantigas de ninar

O pior é haver contradição
Entre o bem  e o mal constrangedor
Envolvendo o mal uso destas técnicas
Abatendo a moral e o valor




terça-feira, 22 de abril de 2014

MATUTICE DE INÊS


Antigamente existiu
Muitos fatos parecidos
Com esse que vou contar
Ocorreu com conhecidos
Registrei pra não ficar
No mundo dos esquecidos

Trata-se de uma menina
Conhecida por  Inês
Anaifa de pai e mãe
Muito ruim o português
Por isso escrevo matuto
E transmito pra vocês

Uns quinze irmãos ela tinha
Era tudo incabulado
Um deles adoeceu
E só vivia prostado
Um dia o pai resolveu
Levá pra ser internado

Pra lhe fazer companhia
O pai escuieu  Inês
Era a mais desenvoivida
Dos fi de seu Polonez
Por isso aceitou sair
De casa a primeira vez

Oito hora de carroça
Pra chegá no ospitá
Cuno médico inzaminou
Atestou um grande má
Fez logo o internamento
Achano o caso anormá

O paciente era instave
Nem a pestana batia
Tumano medicamento
Inês de nada servia
Pelejava pra falá
Porém a voz num saia

Um quarto cum duas cama
Pru paciente e pra ela
Mas ela ficou de coca
Cum medo de deitar nela
Pensava que só doente
Pudia ocupar ela

Já era de madrugada
Cono arroxou im Inês
Uma vontade danada
Discontrolada ela fez
Xixi num canto isquisito
Qui viu a primeira vez

O bojo ela associou
Isso é de fazer serviço
Mas cono se dispaxou
Pensou o qui diabo é isso
E foi puxano o cordão
E lá vem o rebuliço

Disparou água desceno
Num tinha Cuma Pará
Inês num canto do quarto
Só se valeu de rezá
Toda oração qui sabia
E só uvia o xuaaaaaaá

Se valeu dos santo tudo
Fartava  Frei Damião
Conela se valeu dele
Vem meu santo do sertão
Aí uviu um baruio
Naquela ocasião

Esse  baruio  era iguá
O  qui tinha aconticido
Inês  foi se acaimano
Meu Deus munto agradecido
Pensei   tê dirmantelado
O troço discunincido

Ai criou aima nova
Se alembrou do irmão
Ficou oiano pra ele
Que já mixia uma mão
E aos pouco  foi miorano
Aquela situação

Cum três sumana dispôs
O seu irmão teve arta
Pidiro a infermeira
Mode iscrevê uma carta
Pra mode avisá os pais
Polonês e dona Marta

Ela respondeu num faço
É  mio telefoná
Venha que mostro a TELERN
É só pagar e ligá
Diga que mande a carroça
Mode  vocês regressá

Ela pensava consigo
Sorte curta a de Inês
A moça mexeu nuns troços
Disse entre é sua vez
Entrou num quarto apertado
Ficou em pé nada fez

Segurou o telefone
Colocou o lado errado
Sincabulou-se demais
Era um chiado danado
Nem escutou nem falou
Nada foi comunicado

Foi saino sem saber
Que a porta tava fechada
Pois era toda de vidro
Foi grande a barruada
Surgiu ematomas e dores
Na cara dessa coitada

Chamou a atenção de todos
Que estava no locá
Atelefonista dixe
Tá cega pra barruá
Pru favor saia daqui 
Suma-se com seu azá

Saiu frustada correno
O rosto em sangue banhado
Cone entrou no hospitá
O médico tava espantado
Olhou pra ela  dizeno
Tudo aqui tá dano errado

O seu irmão demonstrou
Que estava miorano
Mais recibi os inzame
E estava analizano
Ele tá morre num morre
Vá logo se preparano

Inês nem sentiu neivoso
Botou Deus no coração
Fizero incamiamento
Ela foi cum seu irmão
Pra capitá do estado
A busca de solução

Foi um dia de viagem
Na estrada poeirenta
O carro véi a bujão
Só  quem precisa enfrenta
O chofre todo enjoado
E a quilometragem setenta

Chegaro a boca da noite
No referido ospitá
Tudo amarelo de fome
Nem um tostão pra comprá
Um pouco de alimento
Pra podê se alimentá

Cuma sega sem ter guia
Inês foi imburacano
Segurano seu irmão
Pra todo lado ispiano
Até chegá no local
Que estava procurano

Foi ai que seu irmão
Selembrou de ispiá
O resurtado do inzame
Que levava pra mostrá
O nome num era o dele
E começou a gritá

Esse nome num é meu
Foi tamanha a alegria
Inês  ficou sem saber
Se pulava ou se corria
Chamava atenção do povo
Os gestos quela fazia

O médico se atrapaiou
Deu o inzame trocado
Acusano uma doença
Que ninguém tem escapado
Entrava logo na fila
Para se torná  finado

Por causa dum erro médico
Aumentou o sofrimento
Mas Deus livrou da pior
Mostrando esclarecimento
Antes desse paciente
Receber  internamento

Não apresentaram  nada
Naquela recepção
Vortaro no mesmo carro
Com a firme decisão
De ter jogado pra fora
A dolorosa aflição

Uma noite de viagem
Pára aqui pára aculá
Se dava o prego Inês
Descia  pra impurrá
Forçava tanto o pulmão
Qui só fartava estourá

São tantos acontecidos
Que Inês tem enfrentado
O perfil duma matuta
Muito tem lhe judiado
Mas orgulhosa ela diz
Me sinto muito feliz
Matuta do pé rachado.





quarta-feira, 16 de abril de 2014

UM FENÔNIMO DIFERENTE




Uma notícia  estranha
Difícil de acreditar
Uma chuva diferente
Caiu em certo lugar
Deixando seus habitantes
A ponto de duvidar

O povo estava esperando
Uma chuva natural
O tempo estava propício
Soprava um vendaval
Quando um estrondo no ar
Assombrou  o pessoal

Uma correria grande
De gente pra todo lado
Se benziam e choravam
Era um escuro danado
Correram pro meio da rua
Pra saber o resultado

Quanto mais se aperreavam
Mais o estrondo aumentava
Iam fugir para longe
O padre o que mais gritava
Mas notaram um objeto
Que muito baixo voava

Foram todos se acalmando
A energia voltou
Quem foi para hospital
Logo logo melhorou
E quem gritava na rua
O trajeto acompanhou

Tratava-se de um Helicóptero
Que transportava dinheiro
Pois vinha voando baixo
Com um ou dois passageiro
Vendo aquela multidão
Fizeram um plano certeiro

De uma mine-janela
Começaram a despejar
Dinheiro em quantidade
Gente correu pra pegar
Muitas cédulas valiosas
Tremulando pelo ar

Quem tinha cabelos crespos
Saiu com bom rendimento
As notas se enganchavam
Agitou o movimento
Teve gente que lucrou
No mínimo mil e quinhentos

Essa chuva de dinheiro
Pouco a pouco foi parando
Quem lucrou correu pra casa
De alegria transbordando
E por outro fenônimo desse
Tem muita gente esperando






quarta-feira, 9 de abril de 2014

O DESCASO DA SAÚDE BRASILEIRA

O DESCASO DA SAÚDE BRASILEIRA

O Brasil está no último lugar
Da pesquisa que foi realizada
A saúde está muito defasada
Cem por cento precisa melhorar
Não tem outro país pra comparar
Os caminhos que segue o tal dinheiro
Os sistemas e projetos o ano inteiro
No papel vão ficando engavetado
A saúde é direito renegado
Na história do povo brasileiro

A mais alta da carga tributária
A nação brasileira está sofrendo
Mas em tese estavam prometendo
Que a saúde não era mais precária
Funcionava de forma igualitária
Mas na prática quem manda é o dinheiro
Quem não tem busca remédio caseiro
Com ajuda de Deus será curado
A saúde é direito renegado
Na história do povo brasileiro

Quem tem posse procura logo um plano
Pra fazer seus exames de rotina
O que sente procura a medicina
Faz checape do corpo todo ano
Isso é bom para todo ser humano
Descobrir os problemas por inteiro
E curar com um remédio certeiro
O atendimento é diferenciado
A saúde é direito renegado
Na história do povo brasileiro

Se o SUS para nós funcionasse
Como reza na Constituição
Era bom para todo cidadão
Se os recursos ninguém os desviasse
Para cada setor verbas chegasse
O sofrimento do pobre era maneiro
Na doença era atendido ligeiro
Não morria no corredor jogado
A saúde é direito renegado
Na história do povo brasileiro

Num país que se vê a tirania
Dos teus filhos doentes padecendo
Muita gente na fila está sofrendo
Esperando por uma cirurgia
Os papéis ficam na secretaria
Paciente entra até em desespero
Vem a morte com seu golpe certeiro
Pelo SUS ficou logo dispensado
A saúde é direito renegado
Na história do povo brasileiro

A nação se revolta e tem razão
Com a sonegação do seu direito
Faz protesto,suplica não tem jeito
Os recursos só vem na contra mão
Uma parte vai noutra direção
Quando sobra o pacote vem maneiro
E assim continua o desespero
A pobreza é o alvo castigado
A saúde é direito renegado
Na história do povo brasileiro

Autoria de: HELENA BEZERRA.