quinta-feira, 31 de julho de 2014

A FOICE DE CAETANA NÃO PARA DE TRABALHAR



Quem pôde se defender
Do trabalho escravizado
Estudou foi diplomado
Gostava muito de ler
Criava pra escrever
Uma peça por semana
Não teve vida profana
Custava adoecer
Não pôde se defender
Da foice de Caetana

Se defendia do mal
Conversando com Jesus
Carregava sua cruz
Era muito natural
Tinha uma vida normal
Como uma pessoa humana
A terra pernambucana
Escolheu para viver
Não pôde se defender
Da foice de Caetana

Se defendeu de castigos
Que muita gente sofria
Sentia muita alegria
Juntamente com amigos
Nunca caiu em perigos
Duma classe desumana
Detestava  quem engana
E faz inocente sofrer
Não pôde se defender
Da foice de Caetana

Se defendeu da doença
Tomando muita vacina
Nesta terra nordestina
Viveu bem a sua crença
Brigava com a doença
Escorraçava sacana
Num inicio de semana
Sentiu seu corpo doer
Não pôde se defender
Da foice de Caetana

terça-feira, 29 de julho de 2014

A CULTURA NORDESTINA PERDEU UM GRANDE ESCRITOR





Senti um desejo forte
De escrever em poesia
Quando no jornal eu lia
Sobre um paraibano
Dotado de inspiração
Filho de Cássia e de João
O escritor Ariano

Nossa Senhora das Neves
Berço do seu nascimento
Inicio do crescimento
Hoje lá é João Pessoa
Morou também no sertão
Andando de pé no chão
Pescando peixe em lagoa

Ficou um órfão de pai
Ainda muito criança
Pôs em Jesus confiança
E começou estudar
Sentindo muita alegria
Mamulengo e cantoria
Viu tudo em Taperoá

Com quinze anos de idade
A Paraíba deixou
Em Recife se formou
Fez faculdade em Direito
Primeira peça criou
Mulher de sol sem defeito

O Auto de João da Cruz
De sucessos se encheu
Ariano adoeceu
Voltou a Taperoá
O caso era no pulmão
Torturas de um coração
Aproveitou pra criar

Quando a cura adquiriu
Para o Recife voltou
Com garra se empenhou
Advogando questão
E produziu em seguida
Auto da Compadecida
Causando repercussão

Sua mente criadora
Jorrava como vertente
No teatro era potente
Um gênio em literatura
Lutou pra valorizar
O poeta popular
Incentivando a cultura

Vários livros escreveu
Com grande aceitação
 O que fala do sertão
A edição esgotou
Um incentivo a leitura
A maior literatura
Que Ariano criou

Foi mestre na academia
De letras deste país
Demonstrava ser feliz
Como uma pessoa humana
Em Pernambuco também
Ainda assumiu bem
Academia Paraibana

Foi  professor trinta anos
Espalhando ensinamentos
Inúmeros conhecimentos
Ariano transmitiu
O que ficou por fazer
Para cultura crescer
Ele sozinho assumiu

Oitenta e sete de idade
Viveu com muito prazer
Cumpriu a missão de ler
Tudo fez com muito amor
E muita fé em Jesus
A poesia fez jus
Esse valente escritor

Em três gêneros literários
Suassuna escrevia
 Romance,  teatro e poesia
Os personagens criava
Biblioteca sortida
Ao longo de sua vida
Muitos dos textos ilustrava

O Jumento Sedutor
O último livro que fez
Anos passou trinta e três
Neste livro trabalhando
Sete volumes composto
Foi feito com muito gosto
A cada texto ilustrando

Era muito extrovertido
Em tudo que trabalhava
Quando na morte falava
Chamava de Caetana
Trabalhou até morrer
Depois de adoecer
Em menos duma semana

Adeus Ariano adeus
Descanse em paz escritor
Poeta e professor
Nordestino inteligente
Vá viver perto de Deus
E todos escritos seus
Serão vivos eternamente









terça-feira, 15 de julho de 2014

O ADEUS É BRASILEIRO


Um time de futebol
Que alimentava esperança
De ser hexa campeão
Despertava confiança
Porque seleção em casa
Merece mais segurança

No início foi vencendo
Os times que disputava
Quando enfrentou a Colômbia
A tragédia o esperava
Venceu em gols e perdeu
O homem que mais jogava

Depois desta grande perca
O time desmoronou
Além de sair Neymar
O juiz ainda expulsou
Capitão Tiago  Silva
E a seleção derrotou

Felipão  ficou sem rumo
Mexendo na seleção
Trocava os jogadores
Procurando posição
Chamava Hulk Neymar
E Fred de capitão

Assim arrumou o time
Pra enfrentar Alemanha
Um time disciplinado
Na luta do perde e ganha
Os brasileiros entraram
Com cara de quem apanha

 A partir dos dez minutos
Começou a goleada
A bola entrava na rede
Voltava e era acertada
Novamente gol mais gol
E a torcida desesperada

Sete é conta de mentira
Mas essa foi de verdade
A seleção amarela
Perdeu a capacidade
Caía e levava falta
Jogava sem ter vontade

A maior decepção
Para o povo brasileiro
Os jogadores choravam
Felipão no desespero
A bola entrava na rede
E derrubava o goleiro

Pra concluir a derrota
Ainda voltou jogar
Disputou com a Holanda
Três a zero no placar
Perdeu o prêmio em dinheiro
Ficando em último lugar

Disse adeus copa do mundo
Vamos treinar pra aprender
Jogar bola e Felipão
Se aposentar e viver
Longe de jogo de bola
Até o dia de morrer

O desempenho da Alemanha
A fez tornar campeã
Ganhou o título de TETRA
Treinava noite e manhã
E a torcida brasileira
Dela passou a ser fã

Agora vamos apelar
Quatro anos quem for vivo
O nosso país ser hexa
Jogar sendo mais ativo
Trazer da Rússia o caneco
Cumprindo o objetivo.