quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O EVANGELHO DAR SENTIDO A VIDA



A Paróquia de Martins
Incentivou a estudar
Criou ideias e na prática
Conseguiu logo botar
Vários grupos se formaram
Famílias evangelizaram
Orientando a rezar

O Evangelho de João
Dos três o mais diferente
Os outros apontam milagres
João mostra concretamente
Sinais feitos por Jesus
E sua morte de cruz
Pela salvação da gente

Vinte e um capítulo tem
Este famoso evangelho
No Prólogo vê-se a junção
Entre o novo e o velho
A palavra existia
Como existe hoje em dia
Velho e novo assemelho

Observando os sinais
Água transformada em vinho
Cura feita por mensagem
E do paralítico sozinho
Esperando na piscina
Que a água cristalina
Molhasse ele um pouquinho

Multiplicação dos pães
Andar no mar agitado
E o cego de nascença
Completamente curado
De Lázaro a ressurreição
Chamou pra fora o irmão
Que estava sepultado

Jesus fez esses sinais
Pra demonstrar o amor
A fé e a caridade
Desafiando o opressor
Que muito o ignorava
Quando no sábado curava
Lhe chamavam traidor

Jesus veio pra servir
E não para ser servido
Curou cego e aleijado
Perdoou até bandido
Abasteceu o faminto
Bateu de chicote e cinto
Vendo seu templo invadido

A bíblia é fonte de vida
Que nos dá sustentação
As partes dos evangelhos
Nos chamam mais atenção
Depois de ter estudado
Hoje se faz encerrado
O Evangelho de João

O amor é o resumo
De tudo que Jesus fez
O Evangelho de João
Dar testemunho a vocês
Quem duvidar vá pegar
A bíblia pra estudar
O Evangelho outra vez.

Autora: HELENA BEZERRA.
Em -25-11-2015.





quinta-feira, 19 de novembro de 2015

ZUMBI HEROI RESISTENTE



Zumbi era alagoano
Com seis anos aconteceu
Um gesto de desacato
Na família apareceu
E Zumbi sentindo medo
Dentro da mata correu

Alguém encontrou e deu
A um homem competente
O educou na fé católica
Ele muito inteligente
Mas trazia sua raça
Guardada na sua mente

Cresceu amigavelmente
Com Ganga Zumba seu tio
Que liderava o Quilombo
Enfrentando desafio
Perseguição portuguesa
Vindo por terra ou por rio

Entre o calor e o frio
O sadio e o doente
Ele se fez homem forte
No meio daquela gente
Disposto pra enfrentar
Lutas com gente valente

O poder extremamente  
Com a maior ambição
Fez oferta de paz
Mas com uma intenção
Se apossar do Quilombo
E a sua produção

Houve uma aceitação
Do Zumba que liderava
Mas Zumbi disse não
É só o que me faltava
A coroa portuguesa
Todo negro massacrava

A luta acelerava
Zumbi a frente tomou
Ganga você é um frouxo
Com muita força gritou
A liderança é minha
E a negrada apoiou

A contenda se travou
De negro com português
Quinze anos no comando
Zumbi muita coisa fez
Como era minoria
O Quilombo se desfez

A perseguição se fez
Na intenção de tomar
O Quilombo dos Palmares
Até poder se apossar
De tudo que os quilombolas
Poderam  organizar

A investida militar
Usando das agressões
Desmanchou dos quilombolas
Seus projetos e ações
Que já viviam vencendo
Todas as perseguições

Muitas organizações
Com seu grupo organizado
Zumbi vivia fazendo
Mas se tornou derrotado
Por soldados militares
Foi o Quilombo atacado

Por Jorge velho comandado
Ficou tudo destruído
A batalha foi sangrenta
Seu líder saiu ferido
Por um dos seus companheiros
Zumbi se tornou traído

Foi cochichar no ouvido
Daquele grupo agressor
Que fez a destruição
Mando do governador
Disse Zumbi tá ali
Se acabando de dor

Sem piedade e amor
Foi seu corpo judiado
Quarenta anos de idade
Foi morto e degolado
Dia vinte de novembro
Ele foi assassinado

Zumbi é considerado
Na história brasileira
Um símbolo de resistência
Que ergueu sua bandeira
Lutando pelos direitos
Da sua raça negreira.

Escreveu : HELENA BEZERRA




















sexta-feira, 6 de novembro de 2015

UM TUMULTO INESPERADO




Dia cinco de novembro
Logo assim que amanheceu
Um estrondo diferente
No alto apareceu
E o povo subsultado
Pro meio da rua correu
.
Um helicóptero voando
Tão baixo tirando um fino
Nos tetos das moradias
Mudou do povo o destino
Acordando pra correr
Adulto velho e menino.

O helicóptero por cima
O povo em baixo correndo
Não sabia do motivo
Que estava acontecendo
Uma hora era subindo
Outra hora era descendo

Até aquelas velhinhas
Que gostam de repousar
Correram de camisolas
Nem café pôde tomar
Afim de saber e ver
Onde ele ia pousar

Pousou perto duma praça
O chegou primeiro
Uma nuvem de poeira
Cobria muito ligeiro
Espanou terra nos olhos
Do primeiro ao derradeiro

Viram que era polícia
Com fuzil em posição
Apontando para frente
Ou em outra direção
Disseram vamos saber
Qual é esta intensão
.
Avançaram pra saber
O que tinha acontecido
Um policial gritou
Afasta povo atrevido
E o fecha fecha do povo
Fez o trânsito interrompido

O prefeito da cidade
Pra não ter constrangimento
Decretou facultativo
Não houve atendimento
Disse sozinho eu não fico
Vou ver este movimento
.
O sol quente como brasa
Suor no corpo escorrendo
E os curiosos diziam
O que está acontecendo?
Será que algum bandido
Tá aqui se escondendo?

Água sobrava nas pipas
Ninguém não dava atenção
Quem ia olhar ficava
No meio da população
Um olho no policial
E outro no avião.

Ficaram até meio dia
Naquele sol causticante
A população ali
Não arredava um instante
Vendo o famoso helicóptero
E o capitão Brilhante
.
Investiam novamente
Polícia nós quer saber
Porque vocês tão aqui
Os homens sem responder
Fecharam a cara dizendo
O que vocês vão querer

Este dia foi marcante
Abalou a estrutura
A massa frutuosense
Com polícia se mistura
A fim de saber o certo
De quem estavam a procura
Helena Bezerra